Cidades

VIOLÊNCIA INFANTIL

Padrasto preso por espancar bebê de um ano é transferido para a PED

Denúncia de crime veio após entrada da criança em UPA para realizar atendimento médico com lesões, hematomas e fratura no fêmur

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Na última terça-feira (17), a Polícia Civil de Dourados prendeu ua mãe e o padrasto de uma criança de um ano e oito meses por espancamento. O motivo apontado pelos agressos foi por o bebê não parar de chorar.

O caso foi descoberto e teve início das investigações na segunda-feira (16), quando a mãe levou a criança à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade de Dourados, a menos de 230 quilômetros de Campo Grande, e apresentou diversos hematomas e marcas de agressões.

Segundo informações o bebê tinha hematomas na região dos olhos, lesão na testa, marca de mordida na parte superior das costas, dor intensa na perna esquerda, em que posteriormente foi constatado fratura no fêmur, confirmada por raio-x e precisou ser imobilizada.

Durante o atendimento médico, a equipe constatou que a gravidade das lesões não era compatível com a versão apresentada pelos responsáveis da criança, o que levou os funcionários a realizarem a denúncia à Guarda Municipal, que acionou a Polícia Civil do município para assumir o caso.

Padrasto foi transferido para a PED na quinta-feira (19)Padrasto foi transferido para a PED na quinta-feira (19) - Foto: Divulgação / PCMS

Conforme já noticiado pelo Correio do Estado, o casal alegou primeiramente aos agentes que o bebê teria caído da cama por volta de 04h, o que segundo eles fez com que a vítima batesse o rosto em um bebê conforto no chão, o que teria causado o hematoma

Já a lesão na perna esquerda, conforme relatado pelo casal num primeiro momento, teria acontecido após o menino escorregar durante um banho no tanque. 

Posteriomente ao ser interrogado formalmente, o padrasto, de 19 anos, confessou ser o responsável das agressões e afirmou que a companheira, mãe da criança, também havia participado da violência.

Ele revelou ainda que chegou bêbado em casa e ao encontrar o bebê chorando na cama desferiu chutes no rosto da criança, o que a fez cair da cama e novamente na costela. Em seguida o homem ainda a arremessou de volta à cama, o que causou grande parte das lesões e marcas constatadas.

A mãe do bebê de um ano e oito meses, também tem 19 anos, estava na UPA durante o momento da denúncia e foi presa em flagrante. Levada para prestar esclarecimentos e ser interrogada formalmente, a mulher assumiu o envolvimento no espancamento do filho. Ela relatou que o mordeu nas costas e estava de acordo com as violências praticadas pelo companheiro.

Ambos os agressores afirmaram que a motivação foi devido ao bebê não parar de chorar e foram autuados em flagrante pelo crime de maus-tratos. Com a constatação das lesões corporais graves, a Justiça converteu em audiência de custódia para prisão preventiva devido à gravidade e vulnerabilidade extrema da vítima.

Ainda de acordo com os policiais, a violência ocorreu dentro da casa em que moravam, o que permitiu a individualização da conduta de cada um dos envolvidos nas agressões, conforme os registros juntados aos autos.

Desde então, mãe e padrasto estavam presos em celas na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) enquanto aguardavam transferência para presídios.

Porém na tarde de ontem (19), o homem foi encaminhado para a Penitenciária Estadual de Dourados (PED) e a mulher ainda aguarda em uma das celas da Depac uma vaga em um dos presídios femininos do Estado, localizados em Jateí, Rio Brilhante, Ponta Porã e Corumbá.

A criança ainda permanece internada sob cuidados médicos e com acompanhamento da rede de proteção.

(Colaborou Leo Ribeiro)

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Saúde

MPMS apura falhas no fornecimento de insumos de saúde em Campo Grande

Investigação mira falta de materiais para curativos e medicamentos na rede municipal, especialmente no atendimento domiciliar de pacientes do SUS

11/05/2026 17h45

MPMS apura falhas no fornecimento de insumos de saúde em Campo Grande

MPMS apura falhas no fornecimento de insumos de saúde em Campo Grande Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades no fornecimento de insumos médico-hospitalares na rede municipal de saúde de Campo Grande.

A apuração busca verificar se há falhas na regularidade, suficiência e continuidade da distribuição de materiais essenciais utilizados principalmente no atendimento domiciliar de pacientes assistidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A investigação é conduzida pela 32ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e teve início após a conversão de uma notícia de fato em inquérito civil.

O procedimento foi motivado por uma denúncia envolvendo uma paciente idosa, acamada e portadora de úlcera venosa crônica, que enfrentava dificuldades para obter materiais básicos necessários para a realização de curativos.

Durante as apurações preliminares, surgiram relatos sobre a falta frequente de itens como gaze, ataduras e fitas hospitalares, além da dificuldade de acesso a medicamentos de uso contínuo fornecidos pela rede pública municipal.

Embora o caso inicial envolva uma situação individual, o Ministério Público identificou indícios de possível impacto coletivo, já que a deficiência no abastecimento pode atingir outros pacientes cadastrados no Programa de Dispensação de Insumos Médico-Hospitalares para Uso em Domicílio (PDIMH), mantido pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

Com a instauração do inquérito civil, o MPMS pretende aprofundar a análise sobre as medidas adotadas pelo município para garantir a adequada organização da assistência farmacêutica e da logística de distribuição de insumos médicos.

A investigação também busca verificar se o atendimento prestado aos usuários do SUS está em conformidade com os princípios da universalidade, integralidade e continuidade do cuidado em saúde, previstos na legislação do sistema público.

Paralelamente à investigação mais ampla, o Ministério Público informou que acompanha a situação específica da paciente que originou a denúncia. Os familiares vêm sendo orientados quanto às medidas necessárias para assegurar o atendimento imediato e o fornecimento adequado dos materiais indispensáveis ao tratamento.

 reportagem do Correio do Estado entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, porém, até o fechamento da matéria, não houve retorno.

Poluição sonora

Justiça mantém proibição de shows e música ao vivo na Fazenda Churrascada em Campo Grande

Restaurante, quase dentro de parque estadual, é alvo de reclamações por som alto, e foi palco de shows de sertanejos famosos, como Zezé Di Camargo, Gian & Giovanni e Matogrosso & Mathias

11/05/2026 17h21

Restaurante Fazenda Churrascada, em Campo Grande

Restaurante Fazenda Churrascada, em Campo Grande Gerson Oliveira

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A desembargadora da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), Sandra Regina da Silva Artiolli, manteve a proibição de o restaurante Fazenda Churrascada executar música ao vivo ou mecânica e promover aglomerações com emissões sonoras no estabelecimento. A decisão é do último dia 6 de maio.

O restaurante havia ingressado com agravo de instrumento no TJMS, solicitando a anulação dos efeitos da decisão da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, que atende, em partes, pedidos do Ministério Público de Mato Grosso do Sul para que o local, que alega ser apenas um restaurante, cesse atividades similares às de uma casa de shows, com apresentação de artistas e barulho acima do permitido, conforme descrito na ação.

A decisão mantida pela juíza da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande ainda leva em consideração argumentos que diferenciam o restaurante dos demais, sobretudo por causa das atividades de shows eventuais que promove, principalmente por estar dentro da área de influência do Parque Estadual do Prosa.

O município de Campo Grande, que isentou o restaurante de licença ambiental para a atividade que opera, teve sua omissão suscitada na decisão do magistrado de 1ª instância e mantida pela desembargadora.

Entenda a proibição

A decisão do juiz Eduardo Lacerda Trevisan impôs severas restrições às atividades do estabelecimento após denúncias de poluição sonora e funcionamento irregular.

A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que apontou que o empreendimento, embora licenciado como restaurante, vinha operando, na prática, como uma casa de shows, promovendo eventos musicais de médio e grande porte sem as devidas autorizações ambientais e urbanísticas.

Os principais pontos da decisão foram:

Excesso de ruído:

Laudos técnicos e declarações de moradores comprovaram que os níveis de som ultrapassavam os limites legais, causando perturbação do sossego e impactos à saúde da comunidade. Um relatório da Planurb registrou que o empreendimento foi autuado por infringir a legislação municipal de controle de ruídos. “Os resultados das medições indicaram a emissão de ruídos acima dos limites permitidos pela legislação vigente”, conforme consta na ação civil pública.

Atividade irregular:

O juiz destacou que o restaurante realizava shows com artistas de projeção nacional, estrutura de palco e grande concentração de público, caracterizando atividade típica de casa de eventos, que exige licenciamento ambiental específico.

Desde que foi inaugurado, o restaurante, localizado dentro do Parque dos Poderes e ao lado do Parque Estadual do Prosa, também foi palco de shows como os de Zezé Di Camargo (2024), Edson & Hudson, Gian & Giovanni e duas apresentações de Matogrosso & Mathias, em 2025.

“Logo, a conclusão fática a que se chega é a de que a ré CHR Participações Ltda. (razão social da Fazenda Churrascada) atua não só no ramo alimentício, mas também no ramo de casa de shows”, afirmou o magistrado.

Obrigações

A decisão determinou que a empresa se abstenha de executar música ao vivo ou mecânica até obter licença ambiental, além de apresentar alvarás e certificados obrigatórios (Corpo de Bombeiros, licença sanitária e autorização especial de funcionamento). O prazo fixado foi de 30 dias.
A responsabilidade do município também foi citada.

Na ocasião, o Ministério Público apontou omissão da Prefeitura de Campo Grande na fiscalização. O juiz ordenou que o município intensifique a fiscalização dos eventos e elabore um “Mapa de Ruídos Urbano”, previsto no Plano Diretor, para monitorar e controlar a poluição sonora.

Defesa do restaurante

A Fazenda Churrascada alegou possuir todas as licenças necessárias e que medições técnicas não comprovaram excesso de ruído. No agravo, a Fazenda Churrascada afirmou que é apenas um restaurante, atividade que sustenta ser sua principal atuação, embora alegue que a proibição de música ao vivo e som mecânico tem prejudicado o negócio.

Argumentou ainda que a suspensão das atividades causaria prejuízos econômicos e demissões, defendendo a proporcionalidade das medidas. O município, por sua vez, sustentou que já exerce fiscalização e que não pode ser responsabilizado por omissão.
 

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