Cidades

operadoras de saúde

Maior uso dos planos de saúde pelos clientes agrava desequilíbrio de contas

Após a pandemia, convênios médicos foram mais procurados, mas isso não foi o suficiente para melhorar o balanço

Continue lendo...

Mesmo com o aumento da adesão aos planos de saúde, entidades vêm relatando um agravo no desequilíbrio de contas. Esse deficit econômico está ocorrendo pela maior procura aos serviços do plano do que a receita das empresas é capaz de suportar.

Esse desequilíbrio é uma realidade tanto brasileira quanto estadual. De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no ano passado as operadoras de planos de saúde registraram um prejuízo operacional de R$ 11,5 bilhões. Já nos primeiros três meses desse ano o deficit foi de 
R$ 1,7 bilhão.

O cenário econômico também é uma realidade para a Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems). Gestor da operadora, Ricardo Ayache informou ao Correio do Estado que em 2021 a Cassems teve o primeiro balanço negativo de sua história, quando fechou com um deficit de 
R$ 37 milhões.

Em 2022, Ayache relatou que houve uma melhora pontual, com R$ 20 milhões positivos, mas que já no primeiro trimestre deste ano a sinistralidade, ou seja, o maior gasto com serviços de saúde, já superou as receitas dos convênios médicos. Ele detalhou que tal crescimento em sinistralidade colabora com o desequilíbrio de contas.

Um dos fatores que elevaram a sinistralidade foi o represamento do atendimento durante o período pandêmico. 

O médico disse que, com o fim do estado de emergência médica causada pela Covid-19, 
as pessoas voltaram a realizar cirurgias, consultas médicas, exames e checapes que não foram feitos anteriormente.

Além disso, muitas doenças foram diagnosticadas em estágio mais avançado justamente pelas pessoas não terem frequentado clínicas ou hospitais na pandemia. Ayache apontou ainda que o envelhecimento da população e as sequelas da Covid-19, como a inflação dos produtos de saúde e as dívidas adquiridas na pandemia, são outros fatores que influenciam a crise financeira vivida pelos planos de saúde no País.

Em 2022, a Cassems registrou um aumento de 82,18% na sinistralidade. Só no primeiro trimestre deste ano, houve 99,16% de taxa de sinistros, um acréscimo de 5,98%. No Brasil, o setor da saúde suplementar fechou o mesmo período com 87,25% de sinistralidade, aproximadamente 1,2% acima do apurado no mesmo intervalo do ano passado.

Segundo Ayache, casos de doenças cardiovasculares, cânceres e reumatologia vêm sendo os tratamentos mais procurados no período pós-pandêmico. A utilização de materiais especiais, principalmente voltados a cirurgias, como órteses e próteses, também vem elevando os gastos para as operadoras, pois tiveram encarecimento após a pandemia.

Ayache expôs ainda que houve um pequeno aumento na adesão ao plano de saúde, especificamente no ano passado, mas esse fator não é significativo quando comparado ao restante de gastos.

A Unimed Campo Grande informou em nota que também registrou um aumento expressivo na adesão de clientes durante a pandemia, porém, o plano não repassou dados de sua sinistralidade nem referentes às suas finanças.

Já o Prontomed, plano particular da Santa Casa de Campo Grande, não retornou os contatos da equipe de reportagem.

ADESÃO 

O estudante de Audiovisual Carlos Yukio é uma das pessoas que, atualmente, pretende aderir a um plano de saúde. Seu interesse veio após uma ruptura do ligamento cruzado do joelho direito em um jogo de vôlei, que levou o atleta a realizar uma cirurgia.

No momento da lesão, Yukio não contava com um plano de saúde, pois já havia completado a idade máxima permitida pela operadora que seu pai adere. Dessa forma, todos os custos de cirurgia e tratamento vêm sendo particulares.

“Não sabia qual operadora contratar aqui em Campo Grande e acabei não usando, porque não tinha muitos problemas [de saúde], mas aí veio a minha lesão e cirurgia. Tive que fazer tudo no particular. Agora que já passou o período de recuperação, acho que os planos não aceitam pessoas operadas, etc. e estou buscando um que abranja tudo que eu preciso”, disse o estudante.

Yukio contou ainda que o investimento para a realização de sua cirurgia foi em torno de R$ 16 mil e que conseguiu o agendamento três meses após a lesão, prazo que demoraria mais se pudesse ter utilizado seu antigo plano de saúde, porém, que compensaria os gastos desembolsados.

Além do procedimento cirúrgico, Yukio teve de arcar com consultas, com fisioterapia e até com academia para fortalecer o músculo lesionado. 

“A sorte é que eu sou atleta da universidade e consigo fisioterapia duas vezes na semana”, finalizou o jovem.

El niño

Após temporal, Defesa Civil prevê "tempos difíceis" com mudanças climáticas abruptas

Prefeitura afirma que tempestade é resultado do fenômeno El Niño, previsto por meteorologistas como um evento de grande intensidade entre a primavera de 2026 e o verão de 2027

16/10/2026 17h30

Defesa Civil alerta para eventos climáticos extremos devido ao El Niño

Defesa Civil alerta para eventos climáticos extremos devido ao El Niño Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

Após as fortes chuvas que caíram em Campo Grande nessa quinta-feira (16) e que causou diversos estragos, principalmente relacionados a transbormamento de córregos e alagamentos, a Defesa Civil Municipal alerta que o cenário para os próximos meses é preocupante.

Conforme dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), em cerca de 24 horas, choveu quase todo o acumulado registrado em outubro do ano passado.

"Nós vamos ter tempos difíceis agora, mudanças climáticas abruptas", disse o coordenador da Defesa Civil Municipal, Enéas Netto.

Isto porque, conforme o Executivo Municipal, a tempestade é resultado do fenômeno El Niño, previsto por meteorologistas como um evento de grande intensidade entre a primavera de 2026 e o verão de 2027.

Enéas afirmou que o órgão recebeu mais de 50 chamados relacionados ao temporal de quinta-feira e que as equipes estão nas ruas trabalhando no rescaldo.

O coordenador pediu para que a população utilize o número 199, de emergência, para reportar qualquer tipo de situação relacionada às chuvas. Através deste número, a Defesa Civil faz a coordenação, com direcionamento para cada secretaria específica tomar as devidas providências e ações necessárias.

Enéas Netto também pediu para que a população tome medidas preventivas para evitar qualquer ocorrência dutrante as chuvas.

"Orientamos a população, por exemplo, numa situação de advento climático como a que aconteceu ontem, a Defesa Civil pôde presenciar, inclusive, pessoas enfrentando fortes enxurradas, expondo a vida em risco.
Então, a partir do momento que emitir o alerta da Defesa Civil, para que a população respeite e siga as orientações", alertou.

"Tendo a possibilidade de uma chuva maior, de uma ventania e tudo mais, não deixar seus veículos embaixo das árvores, se possível não sair de casa, se tiver que sair, identificando uma situação de ponto de alagamento, não enfrente esse ponto de alagamento, preservando a vida sempre", orientou.

Rescaldo

A Prefeitura de Campo Grande está com equipes nas ruas desde a tarde de quinta-feira, com ações que incluem limpeza e desobstrução de vias, manutenção da drenagem urbana e acompanhamento de pontos de alagamento.

Entre os serviços em andamento estão a limpeza de grades e rebojos, retirada de terra acumulada e a desobstrução de bocas de lobo.

A atuação também envolve o atendimento a famílias afetadas pelas chuvas e o levantamento de possíveis danos em imóveis. 

O balanço geral das ocorrências, dos danos provocados pelo temporal e dos atendimentos realizados está em levantamento pelos órgãos municipais e não foi divulgada até a publicação desta reportagem.

Recorde para o mês

Conforme o Cemtec, nos primeiros 15 dias de outubro de 2026, houve predomínio de acumulados de chuva expressivos e acima da média climatológica mensal em grande parte de Mato Grosso do Sul.

O maior registro de precipitação acumulada em Campo Grande foi de 272,8 mm, valor que representa um excedente de 81% em relação à média esperada para todo o mês de outubro.

A média histórica utilizada para comparação é de 150,6mm, baseada nos dados climatológicos da estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), localizada na Embrapa Gado de Corte, referentes ao período 1981–2010. 

Em todo o Estado, os maiores volumes foram registrados em Itaquiraí (297,8 mm), Paraíso das Águas - Fazenda Ranchinho (294,6 mm), Dourados (290,4 mm), Amambai - Novo Horizonte (281,6 mm), Maracaju (281,2 mm) e Campo Grande (272,8 mm).

Operação Mulher Segura

Homens são presos após ameaçarem mulheres com faca em Campo Grande

Prisões ocorreram durante a Operação Mulher Segura; um dos investigados ameaçou a mãe, enquanto o outro teria ameaçado matar a ex-companheira

16/10/2026 17h24

Reprodução/PCMS

Continue Lendo...

Dois homens, de 27 e 28 anos, foram presos nesta sexta-feira (16), em Campo Grande, durante diligências da Operação Mulher Segura. Os casos envolvem violência doméstica, ameaças com faca e descumprimento de medidas protetivas de urgência, segundo a Polícia Civil.

A ação foi realizada pela Seção de Investigação Geral (SIG) e pela equipe de capturas da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM), em iniciativa articulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

No bairro Nova Lima, um homem de 27 anos foi preso em flagrante por descumprir medida protetiva. Conforme os depoimentos registrados pela polícia, a medida havia sido concedida após um episódio anterior em que ele teria ameaçado a própria mãe com uma faca.

A irmã do suspeito, de 34 anos, relatou às autoridades que ele apresentava comportamento agressivo e descumpria reiteradamente determinações judiciais. Segundo a Polícia Civil, o histórico do homem inclui registros por ameaça em ambiente familiar, tentativa de homicídio e lesão corporal, além de atos infracionais cometidos na adolescência.

Na segunda ocorrência, os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva contra um homem de 28 anos, investigado por ameaça e descumprimento de medida protetiva.

As investigações tiveram origem em um episódio ocorrido em 17 de setembro, no Jardim Nhanhá. De acordo com a Polícia Civil, o homem foi à casa da ex-companheira, de 26 anos, armado com uma faca, e fez ameaças de morte por não aceitar o fim do relacionamento, que durou cerca de dez anos.

A prisão preventiva foi determinada pelo Poder Judiciário durante a investigação do caso.

A Polícia Civil informou ainda que o investigado possui antecedentes criminais, incluindo condenação penal e registros relacionados a roubo majorado, associação criminosa, organização criminosa, receptação e maus-tratos contra menor de 14 anos.

As duas prisões ocorreram no âmbito da Operação Mulher Segura, que reúne ações de enfrentamento à violência contra mulheres. Os casos seguem sujeitos aos procedimentos legais.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).