Cidades

movimento

Manifestações contra Dilma em MS já começaram em alguns municípios

Em Dourados e Campo Grande população marcou, em redes sociais, manifesto à tarde

GABRIEL MAYMONE

15/03/2015 - 09h42
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A manifestação contra corrupção e governo Dilma já leva milhares de pessoas às ruas em vários estados brasileiros na manhã deste domingo, inclusive em algumas cidades de Mato Grosso do Sul.

Mobilizado através de redes sociais (Facebook e WhatsApp), centenas de manifestantes ocupam as ruas de Nova Andradina, nesta manhã. O ato percorrerá a avenida Moura Andrade até ao Obelisco onde os manifestantes se concentrarão para mensagens contra a corrupção.A estimativa é que mais de mil pessoas participem do ato.

As pessoas que estão na mobilização usam camisas do Brasil ou nas cores verde e amarelo, os maçons de terno preto, com uma faixa nas cores do Brasil amarrada no braço e exibem cartazes e faixas.

Em Corumbá, segundo estimativas da Polícia Militar, cerca de duzentas pessoas participaram da caminhada e outros sessenta veículos, entre carros e motos acompanharam os manifestantes.

Em Coxim também há movimentação nas ruas já pela manhã. Com pessoas vestidas de luto como forma de protesto contra a corrupção e o governo. Em Glória de Dourados também ocorre manifestação pela manhã. População de Naviraí ocupa as ruas também, segundo informações de leitores do Portal Correio do Estado, cerca de 800 manifestantes, entre eles muitas famílias e crianças.

Cidades de fronteira como Amambai e Bela Vista também já têm pessoas nas ruas pedindo o fim da corrupção. Em Bela Vista, as informações são de que mais de 100 pessoas já estão nas ruas.

À tarde

Em Sidrolândia, Dourados e Campo Grande, a concentração dos manifestantes está marcada para o período da tarde. Na Capital, por exemplo, o ponto de encontro será na Praça do Rádio, às 16h.

Em Dourados, o ato está agendado para as 15h com concentração na Praça Antônio João e logo em seguida, passeata pela avenida Marcelino Pires até o cruzamento com a rua Camilo Ermelindo da Silva, retornando em seguida.

Já em Sidrolândia, um grupo denominado “Beijas Flores em Ação” promove manifestação pacífica no a partir do meio dia na praça Central e em seguida os manifestantes irão se dirigir até ônibus os aguardam para irem para Campo Grande se unirem à manifestação na Capital.

Em Três lagoas às 14h, na praça Ramez Tebet.

Participe da reportagem. Envie sua foto da manifestação com nome e local para [email protected] ou pelo WhatsApp (67) 9922-6705.

à espera de pedágio

Concessionária ignora buraqueira em rodovias e anuncia sinal de celular

Concessionária Caminhos da Celulose fez solenidade para assinatura de parceria com telefônica, mas não fala sobre manutenção do asfalto na BR-267 e na MS-040

28/07/2026 13h00

Representantes da AGEMS, TIM e concessionária participaram de evento nesta terça-feira (28) para anunciar sinal de celular em rodovias

Representantes da AGEMS, TIM e concessionária participaram de evento nesta terça-feira (28) para anunciar sinal de celular em rodovias

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Em meio à onda de reclamações sobre a buraqueira na BR-267 e na MS-040, a concessionária Caminhos da Celulose anunciou nesta terça-feira (28) a assinatura de contrato com a TIM para implantação da cobertura 4G ao longo dos  870 quilômetros das rodovias concedidas à concessionária em Mato Grosso do Sul em fevereiro deste ano.

O comunicado não informa a partir de quando esta tecnologia estará disponível. Mas, a cobrança de pedágio, prevista a partir de fevereiro do próximo ano, só será possível se houver disponibilidade de sinal de dados.

 E, embora a instalação das torres de retransmissão na BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395, fique sob responsabilidade da TIM, os celulares que utilizam o serviço das demais operadoras também vão funcionar ao longo de todos os percursos, segundo a assessoria da concessionária. 

O anúncio foi feito em meio a uma cerimônia que teve a participação do presidente da Caminhos da Celulose, Luiz Fernando De Donno, do Diretor Executivo da TIM Brasil, Paulo Humberto Gouvea, e o diretor-presidente da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS), Carlos Alberto de Assis.

Nem o presidente da concessionária nem o diretor da AGEMS, responsável pela fiscalização do serviço prestado pela concesssionária, fizeram menção sobre as más condições das rodovias sob responsabilidade da Caminhos da Celulose.

O contrato contempla a implantação de novas antenas 4G, além da modernização da infraestrutura existente, garantindo a disponibilidade contínua dos serviços ao longo dos trechos de rodovias que formam a Rota da Celulose.

A cobertura ainda vai beneficiar 22 municípios e 37 distritos, abrangendo 26 escolas públicas, oito unidades de saúde e mais de 6,3 mil propriedades rurais localizadas no entorno da malha rodoviária atendida, segundo a concessionária.

“A conectividade é essencial para tornar as vias mais seguras, eficientes e inteligentes, e beneficia não só os usuários, mas as comunidades ao redor, estimulando o desenvolvimento sustentável da região”, afirma Paulo Humberto Gouvea, Diretor Executivo da TIM Brasil.

A conectividade também será essencial para reduzir o tempo de resposta às ocorrências, integrar equipes operacionais e fortalecer a atuação conjunta com órgãos de segurança pública e serviços de emergência.

Além de ampliar a cobertura de internet móvel ao longo das rodovias, a nova rede servirá como base para a implantação e integração dos principais Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS) previstos para a concessão. Entre eles estão os Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs), o sistema automático de monitoramento de tráfego, a pesagem em movimento e o pedágio eletrônico Free Flow. 

No começo de fevereiro, quando da assinatura do contrato, o Governo do Estado informou que a  concessionária faria, somente primeiros cem dias, “mais de 2,1 milhões de metros quadrados de roçada, 22,5 mil metros quadrados de sinalização horizontal, 490 metros quadrados de sinalização vertical, mais de 5 mil unidades de taxas refletivas, 100 km de limpeza de drenagem, remoção de mais de 10 mil quilos de lixo e reparo emergencial de pavimento em mais de 150 km”.

Mas, passados quase 180 dias, o que se viu foram alguns serviços emergenciais de tapa buracos e roçada às margens das rodovias em algumas regiões. Nas últimas semanas, as redes sociais têm sido tomadas por reclamações relativas à buraqueira na BR-267, entre Nova Alvorada do Sul e Bataguassu.

Vergonha alheia

Uma das publicações mais recentes foi feita pelo deputado federal Rodolfo Nogueira, mais conhecido como Gordinho do Bolsonaro (PL). Nesta segunda-feira publicou vídeo ao lado de motoristas que perderam pneus culpando o Governo Lula pelos prejuízos, deixando claro que não tem conhecimento de que o trecho foi privatizado faz quase seis meses.

Situação semelhante enfrentam usuários da MS-040 em boa parte dos 230 quilômetros entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo. Serviços de tapa-buracos foram realizados em algumas regiões, mas por falta de compactação da massa asfáltica, eles ressurgem dias depois dos reparos emergenciais.

O Correio do Estado procurou a concessionária na quinta-feira da semana passada em busca de informações sobre um possível cronograma para investimentos na melhoria do asfalto, mas até esta terça-feira não obteve retorno. 


 

LATROCÍNIO

Justiça condena dupla que matou padre a marretadas e roubou carro de paróquia

Condenados pelos crimes de latrocínio, ocultação de cadáver e outros, pena foi fixada em 22 e 4 anos para envolvidos

28/07/2026 12h30

Reprodução/OsvaldoDuarte Dourados News/e Redes Sociais

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A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou Leanderson de Oliveira Júnior e João Victor Martins Vieira pela morte do padre Alexsandro da Silva Lima, que teve o corpo enrolado em um tapete e abandonado às margens de um matagal, na área industrial, em Douradina.

O caso aconteceu em novembro do ano passado, e conforme investigação, o crime foi motivado para facilitar o roubo de bens materiais e o Jeep Renegade, carro da paróquia na época.

A decisão judicial considerou as provas coletadas e as circustâncias do assassinato, condenando Leanderson pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte), ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescentes, com seis meses de detenção e 40 dias-multa. Sua pena foi fixada em 22 anos de prisão, em regime fechado.

O segundo envolvido, João Victor foi condenado por furto qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescentes, com pena estabelecida de quatro anos de reclusão, seis meses de detenção e 40 dias-multa, em regime inicial aberto. Para João Victor, a justiça expediu alvará de soltura em seu favor.

João Victor e Leanderson foram presos pelo assassinato e ocultação de cadáver do padre Alexsandro da Silva - Foto: Reprodução/Arquivo

No julgamento, o juiz Marcelo da Silva Cassavara, da 2ª Vara Criminal concluiu que o crime foi premeditado, antes mesmo do encontro com o padre e chegada à casa dele, o que exclui a tese de ato impulsivo dos criminosos, motivado por uma suposta tentativa do pároco de violência sexual contra Leanderson.

Uma das provas que confirmam o apontamento foi uma mensagem extraída do celular de Leanderson, com uma dos adolescentes que ele teria aliciado para auxiliar no crime. “Em vamo fazer o bagulho primeiro ai nós pega o dinheiro ou nós já mata logo de uma vez quando chegar lá?”.

Conforme a investigação, Leanderson teria pedido ajuda de duas adolescentes para limpar o imóvel e os rastros do assassinato que estaria marcado para acontecer.

Devido à isso, a pena-base da sentença de Leanderson foi aumentada, somada à gravidade do crime praticado com golpes de marreta e facadas.

O magistrado destacou também que a tese que João Victor cometeu o crime apenas por ser ameaçado por Leanderson uma vez que teve diversas oportunidades de acionar a polícia ou deixar o local, mas permaneceu na ocultação do cadáver, limpeza dos rastros do crime e furto dos objetos, que foram guardados na casa dele.

Ambos os réus tinham menos de 21 anos na época dos fatos, mas o juiz concluiu que a dinâmica e brutalidade não poderia ser anulada devido à idade e, consequentemente, reduzir a responsabilidade pelo crime que confessaram ter cometido.

Relembre o caso

Na noite de 14 de novembro de 2025 (sexta-feira), o padre Alexsandro da Silva Lima, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, localizada em Douradina, foi dado como desaparecido, e encontrado morto na tarde de sábado (15).

A equipe policial localizou o cadáver do paróco enrolado em um tapete às margens de um matagal, em uma área industrial do município afastada da região urbana.

Com início das investigações, a polícia apontou quatro suspeitos do crime, dois deles eram Leanderson de Oliveira Júnior e João Victor Martins Vieira, ambos com 18 anos na época, e outras duas adolescentes de 17 anos, chamadas para auxiliar na limpeza do crime.

Leanderson teria agredido a vítima a golpes de marreta na cabeça e facadas no pescoço, constatadas posteriormente pela perícia. João Victor teria auxiliado na ocultação do cadáver, bem como no furto de um veículo da paróquia e outros bens materiais.

As equipes de investigação localizaram o veículo posteriormente junto aos suspeitos, que confessaram o crime.

O Delegado Lucas Albe Veppo, responsável por conduzir o caso disse em coletiva na época, que os suspeitos não sabiam que Alexsandro era padre, e que estavam interessados no Jeep Renegade, o qual venderiam posteriormente para um comprador do Paraguai por R$ 40 mil.

Com o julgamento, Leanderson teve sua pena fixada em 22 anos de prisão em regime fechado e quatro anos de prisão, cumpridos inicialmente em regime aberto para João Victor.

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