Cidades

NÃO COMPARECEU

Marquinhos não precisa depor em delegacia, decide juíza da 3ª Vara Criminal

Candidato ao governo de MS é acusado de assédio sexual e faltou depoimento pela segunda vez

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Eucélia Moreira Cassal, juíza da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, definiu ontem à noite, às 22h52 minutos, que o ex-prefeito Marquinhos Trad, candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, pelo PSD, não precisa, ao menos por enquanto,  caso decida assim, a comparecer a audiência em que prestaria depoimento no âmbito do inquérito que o investiga por crimes sexuais, tocado na 1ª Delegacia de Polícia Especializada de Atendimento à Mulher. A audiência estava marcada para às 10h da manhã desta sexta-feira (23). Ele não foi.

Antes do despacho da juíza, ainda na noite de ontem, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de MS havia negado a Marquinhos um habeas corpus em que pedia para não ser ouvido nesta manhã. 

A assessoria do candidato informou que hoje o ex-prefeito tem agenda política em Três Lagoas.

Na apelação movida pelas advogadas de Marquinhos Rejane Alves de Arruda e Andréa Flores, elas sustentaram que o candidato ao governo do Estado "encontra-se em companha eleitoral, com compromissos anteriormente assumidos, solicitando a sua oitiva, após a realização do primeiro turno das eleições".

Na decisão, a magistrada decidiu "convolar a compulsoriedade de comparecimento" do ex-prefeito , "qualificado, em facultatividade".

Trocando em miúdos: pelo dito pela juíza, Marquinhos ir ou não à delegacia, é optativo, ou seja, pode ou não comparecer.

O candidato em questão enfrenta há uns 20 dias a acusação de assédio sexual, tentativa de estupro e favorecimento à prostituição.

A delegada Maíra Pacheco, que conduz a investigação e tomaria o depoimento do ex-prefeito, disse nesta manhã que soube da decisão da juíza "pela impresa" e que esperava ser notificada para "tomar uma decisão". Ela afirmou que não comentaria mais o episódio porque o caso tem sido apurado em sigilo judicial.

Ainda de acordo com o despacho da juíza Eucélia Cassol, o ex-prefeito, caso recusasse o depoimento, não poderia ser levado para a delegacia de modo coercitivo, ou seja, à força.

"Consta que o paciente [Marquinhos] foi intimado na data de hoje e constou do mandado que o não comparecimento poderá ser considerado crime de desobediência, sujeito à condução coercitiva do intimado e às penas previstas em lei", diz trecho da decisão.

Para a magistrada, "entretanto, é certo que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento junto as ações das Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) 395 e 444, declarou que a condução coercitiva de réu ou investigado para interrogatório, constante do artigo 260 do Código de Processo Penal, não foi recepcionada pela Constituição de 1988".

Interpretou a juíza: "diante disso, ilegal a previsão de condução coercitiva e crime de desobediência, posto que inconstitucional, ao afrontar o direito de locomoção, de não autoincriminação e o direito ao silêncio".

Também conforme a decisão de Eucélia Cassal, nova data deve ser marcada e os supostos crimes praticados por Marquinhos, investigados:

"Por sua vez, cabe ao Estado promover as investigações necessárias diante de informação da prática de crimes e agendar, bem como ouvir os envolvidos e testemunhas, indicando datas para tanto e neste sentido não vislumbro de plano ilegalidade quanto a data para a oitiva do investigado, como também o não atendimento ao pedido das impetrantes, quanto a data por elas requerida, matéria que exige melhor análise, após a oitiva da autoridade coatora e do Ministério Público".

Rixa

Disputa política em rede social gera xingamentos, agressões e caminhão de som em Corumbá

Vereador apareceu na frente da casa do médico em cima de um caminhão de som e, ao falar no microfone, reclamou de ataques

02/10/2026 18h00

Foto: Reprodução / Redes Sociais

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O vereador e candidato a deputado estadual Luís Francisco de Almeida Vianna, o Chicão Viana, e o médico e pai do atual prefeito de Corumbá, Oséas Ohara de Oliveira, tiveram uma disputa que começou nas redes sociais e neste dia 1º de outubro acabou intensificando a tensão.

O vereador apareceu na frente da casa do médico em cima de um caminhão de som e, ao falar no microfone, reclamou de ataques que alegou estar sofrendo por parte de Oséas, que tem 74 anos.

Primeiro, o médico apareceu na sacada da própria casa e esbravejou contra Chicão Vianna. Com a delonga no tempo que o candidato prosseguiu falando no carro de som, que podia ser ouvido a mais de um quarteirão de distância, Oséas foi até a calçada e arremessou objetos contra o candidato. Em uma dessas tentativas de arremessar objetos, o médico chegou a cair na rua.

Ainda na quinta-feira, no começo da noite, Oséas foi à Polícia Civil e registrou boletim de ocorrência de perturbação do trabalho ou do sossego alheio. Ele foi acompanhado de uma advogada, que é servidora da Prefeitura de Corumbá. Em depoimento, contou que saiu do banheiro e ouviu Chicão Vianna o chamando. Durante a confusão, tudo foi filmado e transmitido ao vivo em rede social por uma mulher que estava em um outro veículo.

Ele pontuou três testemunhas para que podem ser ouvidas pelas autoridades, caso haja demanda na tramitação do boletim de ocorrência. 

Oséas fez questão de enfatizar para a polícia que é idoso e tem problemas cardíacos. “Declara, ainda, que possui interesse e manifesta expressamente seu desejo de representar criminalmente contra o sr. Chicão Vianna, em razão dos fatos ora relatados”, consta no B.O, que foi registrado com o delegado Elton Alves de Sá Junior.

O médico foi procurado pelo Correio do Estado e ele pontuou que registrou o boletim de ocorrência e aguarda a tramitação da Polícia Civil.

Chicão Vianna também fez representação criminal contra Oseas na Polícia Civil e houve registro de boletim com relação à injúria. Nesse registro, foram indicadas como vítimas tanto o candidato como a mulher que filmou a disputa na rua Joaquim Murtinho, no bairro Aeroporto. O candidato apontou que viu publicação em rede social no perfil de uma terceira pessoa que divulgava a informação falsa de que Chicão Vianna havia desistido da sua candidatura.

“A referida publicação não corresponderia à verdade e teria provocado repercussão entre seus familiares, amigos e demais pessoas de seu convívio, que passaram a procura-lo questionando acerca de suposta desistência da candidatura. Diante da situação, realizou manifestação pública com a finalidade de esclarecer que permanece candidato”, detalhou o B.O.

Essa manifestação ocorreu com um trio elétrico e quando passou na frente da casa do pai do prefeito de Corumbá, Gabriel Ohara Oliveira, acabou tendo o confronto com Oseás. “Afirma o comunicante que Sr. Oséas teria proferido xingamentos e, na sequência, ameaças de morte em sua direção, declarando, segundo Chicão: ‘Vou te matar’”, detalhou o registro policial.

Inicialmente, o vereador pontou no registro que “não deseja mal a Sr. Oseas Ohara de Oliveira”. Além de Chicão, a mulher relatada como vítima disse à Polícia Civil que estava em uma casa próxima a residência do médico de 74 anos e quando viu o confronto verbal e o arremesso de objetos, decidiu gravar com o celular. Ela se declarou namorada de Chicão.

"Há algum tempo, o sr. Oséas Ohara vem fazendo manifestações públicas a meu respeito que considero ofensivas e prejudiciais à minha imagem. Mesmo diante dessas manifestações, sempre procurei agir com respeito e jamais respondi com agressões ou ameaças.

O episódio de hoje (1º) teve origem na divulgação, nas redes sociais, de uma informação de que eu estaria desistindo da minha candidatura. Diante disso, fiz uma manifestação pública (...). Durante a manifestação, dirigi-me ao sr. Oséas sem ameaçá-lo, agredi-lo ou utilizar violência. Em determinado momento, contudo, ele se aproximou e tentou arremessar objetos em minha direção, inclusive uma pedra, conforme registro em imagens do episódio", informou o candidato, em nota.

O mesmo delegado, Elson Alves de Sá Junior, fez o registro policial no relato do candidato a deputado estadual. Os dois boletins de ocorrência passam a tramitar no âmbito policial para averiguação dos fatos.

Histórico

O vereador Chicão Vianna chegou a integrar o quadro da Prefeitura de Corumbá e assumiu o cargo de secretário municipal de Desenvolvimento Econômico. Contudo, ele acabou deixando o posto neste ano após ter desentendimentos com o prefeito Gabriel Oliveira.

Na região de Corumbá e Ladário, as disputas políticas costumam ser travadas de forma intensa nas redes sociais, com acusações de diferentes níveis. Tanto por meio de perfis pessoais, como em grupos que reúnem mais de 139 mil seguidores. Essas disputas são comuns e com publicações recorrentes, principalmente nesse período eleitoral.

Vídeo

Vereadora ameaça expor políticos após vídeos íntimos: "Eu acabo com vocês"

Isa Marcondes afirma ter atendido políticos de diferentes cargos e diz que nunca divulgou vídeos gravados

02/10/2026 17h39

Isa Marcondes

Isa Marcondes Reprodução redes sociais

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A vereadora Isa Marcondes (Republicanos), de Dourados, publicou um vídeo nas redes sociais, nestea sexta-feira (02), em que afirma estar sendo alvo de ataques após a circulação de gravações e ameaça divulgar conteúdos que, segundo ela, foram registrados durante atendimentos a políticos. Na gravação, a parlamentar diz que já atendeu vereadores, deputados, ministros, governadores e até presidente e afirma ter mantido o material em sigilo por considerar que possui “ética profissional”.

“Se vocês continuarem soltando do celular de vocês, vocês vão ver o que eu solto de vocês”, afirma Isa no vídeo.

A publicação foi feita em tom de desabafo. No início da gravação, ela se dirige ao “povo douradense” e ao “povo sul-mato-grossense” e afirma estar “de saco cheio” da situação.

Segundo a vereadora, entre as pessoas que teriam sido suas clientes estão políticos e familiares de políticos. Ela cita especificamente o marido de uma vereadora, a quem afirma ter atendido como cliente em seu antigo comércio no ramo de entretecimento adulto. 

Isa também afirma que os vídeos que menciona foram gravados a pedido dos próprios clientes e que, apesar de ter mantido os registros, nunca os teria divulgado.“Eu sempre gravei a putaria de vocês e nunca soltei, porque vocês mesmos pediam para mim gravar”, diz.

Na sequência, a vereadora aumenta o tom das declarações e afirma que poderá tornar públicos os conteúdos caso a divulgação de vídeos envolvendo ela continue.“Eu acabo com vocês”, afirma.

A gravação termina com novos ataques aos responsáveis pelo que ela chama de “humilhação” e com a afirmação de que não tem medo das pessoas que estariam compartilhando os vídeos.

 

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