Cidades

MONITOR DAS SECAS

Mato Grosso do Sul é o terceiro estado com maior área com seca no País

Conforme Monitor das Secas, fenômeno teve agravamento no estado em maio

Continue lendo...

Mato Grosso do Sul é o terceiro estado com maior área com seca do Brasil, segundo aponta o Monitor das Secas, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

Conforme o relatório divulgado neste mês, com dados referente ao mês de maio, uma área de 327.125 km² de Mato Grosso do Sul registra seca.

O Estado só fica atrás da Bahia (567.295 km²) e Minas Gerais (450.923 km²).

Além disso, na comparação com abril, as áreas com seca tiveram aumento no Estado, com 100% do território apresentando o fenômeno.

Últimas notícias

Em termos de severidade, Mato Grosso do Sul e outros nove estados tiveram um agravamento da seca em maio: Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo.

Ainda com relação à severidade, o Estado também figura em terceiro no ranking nacional.

Conforme a ANA, o agravamento da seca em Mato Grosso do Sul é devido às chuvas abaixo da média.

Conforme o meteorologista Natálio Abrahão, a estiagem já dura quase um mês no Estado.

Não há chuvas significativas há 31 dias em Campo Grande, enquanto no interior do Estado a média é 28 dias sem precipitações, ultrapassando um mês em alguns locais.

A estiagem é característica do período de inverno, assim como o tempo seco, com baixa umidade relativa do ar, chegando em índices do deserto, abaixo de 12%.

A tendência é que a situação se intensifique no próximo mês. Isto porque, historicamente, agosto é o mês mais crítico com relação às condições de tempo seco no Estado.

Conforme a Agência de Águas, a seca causa impactos em curto e longo prazo. 

Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. 

Um dos impactos causados é o aumento de incêndios florestais, que já começaram a ser registrados no Estado, especialmente na região do Pantanal.

Pantanal em chamas

Focos de incêndio começaram a ser registrados no Pantanal Sul-mato-grossense no início deste mês.

Equipes do Corpo de Bombeiros realizam a Operação Hefesto, para combate às chamas.

Na região da Nhecolândia e do Paraguai-Mirin, as equipes realizam ações de combate aos focos de calor.  

No sábado (10), os militares percorreram grandes fazendas com o território extenso para realizarem o trabalho de rescaldo das chamas.  

Característico no pantanal, o fogo de turfa ou fogo subterrâneo ocorre quando não há chuva em abundância.  

Ele pode durar dias, semanas ou até meses. Os sucessivos períodos de secas e cheias nas estações da região criam camadas de matéria orgânica no solo que no período mais seco se tornam altamente inflamáveis.

O monitoramento é constante e as equipes da Operação Hefesto estão acampadas em fazendas e pontos estratégicos para o combate às chamas.

De acordo com o Sistema de Monitoramento de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Corumbá configura como o município brasileiro com maior foco de queimadas no País, com 322 notificações neste ano. 

Procurado Internacionalmente

MPMS aciona Interpol na busca por Neno Razuk, foragido desde julho

Justiça acionou a Polícia Federal após surgirem indícios de que o ex-deputado estadual possa ter deixado o Brasil; paradeiro ainda é desconhecido.

24/07/2026 20h32

Foragido da Justiça, Neno Razuk teve o nome enviado à Interpol após suspeita de que tenha deixado o Brasil.

Foragido da Justiça, Neno Razuk teve o nome enviado à Interpol após suspeita de que tenha deixado o Brasil. Agência Câmara

Continue Lendo...

Foragido desde o início de julho, o ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk (PL), passou a ser procurado internacionalmente após ter o nome incluído na lista vermelha da Interpol. A medida foi adotada diante da suspeita levantada durante as investigações de que o ex-parlamentar possa ter deixado o Brasil.

O pedido para inclusão na lista internacional foi apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e encaminhado à Polícia Federal por determinação do juiz José Henrique Kaster Franco, titular da 4ª Vara Criminal de Campo Grande.

Até o momento, porém, não há confirmação oficial sobre onde Neno Razuk está. Também não há informação concreta de que o ex-deputado tenha seguido para o Paraguai ou para qualquer outro país.

A inclusão na lista vermelha da Interpol amplia o alcance das buscas pelo ex-parlamentar. O mecanismo permite que autoridades policiais de outros países sejam alertadas sobre a existência da ordem de prisão e possam auxiliar na localização do procurado.

Neno está foragido desde o início deste mês, quando equipes responsáveis pelo cumprimento da ordem judicial fizeram buscas em endereços ligados a ele, mas não conseguiram localizá-lo. Desde então, o mandado de prisão preventiva permanece em aberto.

A prisão foi determinada no âmbito de um processo relacionado à Operação Successione, investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A ordem de prisão que mantém Neno foragido não corresponde, contudo, ao mesmo processo no qual ele já foi condenado em primeira instância a mais de 15 anos de prisão por organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho. O ex-deputado recorria dessa condenação em liberdade.

Defesa tentou derrubar prisão

Desde que a prisão foi decretada, a defesa de Neno Razuk tem recorrido à Justiça para tentar reverter a medida.

Na semana passada, o desembargador Jonas Hass Silva Júnior, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), negou pedido liminar apresentado pelos advogados para suspender a prisão preventiva.

A defesa questionou, entre outros pontos, os fundamentos utilizados para determinar a prisão e sustentou a inexistência de fatos recentes que demonstrassem risco à ordem pública, à instrução processual ou à aplicação da lei penal.

O magistrado considerou, entretanto, que os argumentos apresentados exigiam análise mais aprofundada e não poderiam ser examinados de forma definitiva durante a apreciação do pedido de urgência.

Com a decisão, a ordem de prisão continuou válida e Neno permaneceu na condição de foragido.

Operação Successione

Neno Razuk é um dos réus em investigação decorrente da Operação Successione, que apura a atuação de uma organização criminosa ligada à exploração ilegal do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul.

Em denúncia apresentada pelo MPMS, o ex-deputado, familiares e outros investigados são apontados como integrantes de uma estrutura criminosa que teria atuado na exploração de jogos de azar no Estado.

Ao todo, 20 pessoas foram denunciadas na quarta fase da operação. Entre os acusados estão, além de Neno, o pai e irmãos do ex-parlamentar.

A acusação sustenta que o grupo teria utilizado uma estrutura armada e recorrido a outros crimes para garantir espaço e domínio na exploração da contravenção em Mato Grosso do Sul. Os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório no decorrer do processo.

Perda do mandato

O cenário judicial de Neno Razuk mudou após ele perder o mandato de deputado estadual neste ano.

A saída da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul ocorreu após uma retotalização dos votos das eleições de 2022. Com a perda da cadeira, o político também deixou de contar com o foro por prerrogativa de função relacionado ao exercício do mandato.

Mesmo após as tentativas da defesa de reverter decisões judiciais, Neno continua com a prisão preventiva em vigor.

Agora, com o nome incluído na lista vermelha da Interpol, as buscas deixam de ficar restritas ao território brasileiro, enquanto as autoridades tentam esclarecer se o ex-deputado efetivamente saiu do País e localizar seu paradeiro.

 

 

Acidente

Engavetamento com cinco veículos deixa feridos e interdita BR-163 em Campo Grande

Acidente envolveu 12 pessoas e bloqueou as duas faixas da rodovia; trânsito precisou ser desviado pelo acostamento durante atendimento às vítimas.

24/07/2026 19h43

Um dos veículos envolvidos no engavetamento ficou com a parte dianteira destruída após acidente na BR-163, em Campo Grande.

Um dos veículos envolvidos no engavetamento ficou com a parte dianteira destruída após acidente na BR-163, em Campo Grande. Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Um engavetamento envolvendo cinco veículos deixou oito pessoas feridas e provocou a interdição de praticamente toda a BR-163, em Campo Grande, na tarde desta sexta-feira (24). O acidente ocorreu no km 493 da rodovia, no sentido norte, e causou lentidão no trecho.

O Centro de Controle Operacional da Motiva Pantanal foi acionado às 13h34 para atender à ocorrência. Ao todo, 12 pessoas estavam nos veículos envolvidos no acidente.

De acordo com a concessionária, uma pessoa sofreu ferimentos considerados moderados e outras sete tiveram ferimentos leves. Quatro envolvidos saíram ilesos. As vítimas receberam os primeiros atendimentos das equipes de resgate mobilizadas para o local.

Durante o atendimento, as faixas esquerda e direita da BR-163 ficaram interditadas, obrigando os motoristas a seguirem pelo acostamento. A restrição provocou congestionamento e lentidão no trecho.

Equipes da Motiva Pantanal, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) participaram da operação, que envolveu o socorro às vítimas, a sinalização da rodovia e a retirada dos veículos envolvidos no engavetamento.

Após a conclusão dos trabalhos e a remoção dos veículos, as pistas foram liberadas. Conforme a concessionária, por volta das 15h o trânsito estava totalmente normalizado, com o fluxo seguindo normalmente pelo trecho.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).