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CORONAVÍRUS

Mato Grosso do Sul ultrapassa 140 mil casos confirmados de Covid-19

Em apenas 24 horas, foram registrados 1.311 novos casos e 27 mortes no Estado

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Mato Grosso do Sul ultrapassou a marca dos 140 mil casos confirmados de Covid-19, chegando a 140.463 casos e 2.486 óbitos pela doença, segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES) desta quinta-feira (7).

São 1.311 casos e 27 mortes a mais que ontem. Os recuperados já somam 124.839. Em isolamento domiciliar encontram-se 12.562 doentes.

Há 576 pessoas internadas, sendo 289 em leitos clínicos (173 público; 116 privado) e 287 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (195 público; 92 privado).

Últimas notícias

Campo Grande registrou de ontem para hoje 365 novos casos; Dourados 218; Ponta Porã 159; Corumbá 68; Três Lagoas 67; Maracaju 41; Ivinhema 36; Naviraí 23; Caarapó 22 e Mundo Novo 21.

As cidades que apresentaram mortes nas últimas 24 horas são Campo Grande, Corumbá, Naviraí, Dourados, Maracaju, Ladário, Amambaí e Bataguassu.

Medidas Restritivas 

Com o objetivo de conter a proliferação do novo coronavírus e estimular o isolamento social, uma série de medidas foi tomada na capital:

  • Estabelecimentos devem funcionar com lotação máxima de 40% de sua capacidade;
  • O uso de máscara é obrigatório em espaços públicos
  • Toque de recolher das 22h às 5h
  • Festas e eventos devem respeitar a lotação máxima de 40%, e, ainda, ter no máximo 80 pessoas;
  • Comércio pode funcionar das 8h às 21h;
  • Shoppings podem funcionar das 10h às 22h;
  • Passe do estudante continua suspenso;
  • Passe do idoso funciona das 9h às 16h diariamente e
  • Transporte coletivo pode funcionar com 70% da capacidade máxima e funciona das 5h às 23h.

“Quem está saindo, festando, frequentando boates, deixando de usar máscara, pode levar o vírus para sua casa e vai ser responsável pela morte de seus familiares, principalmente dos seus pais e dos seus avós ou das pessoas mais idosas que estão em suas casas", alertou Geraldo Resende, secretário de Estado de Saúde, em suas transmissões. 

Esperança 

Vários países já começaram a vacinação contra a Covid-19. Alemanha, Reino Unido, Argentina, Chile, Canadá, França, Estados Unidos, Grécia, Itália e México são alguns deles.

Há diversas vacinas aprovadas em todo o mundo. Moderna, Pfizer- BioTech, Coronavac e Sputinik V são algumas delas. 

Milhões de vacinas já chegaram no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Vacinação está prevista para começar no fim deste mês na capital paulista.

Geraldo afirma que faltam poucos dias para que a população seja vacinada. “Final de janeiro e fevereiro temos a perspectiva de começar a fazer a vacinação”. 

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB) disse no último dia 8 que o Estado já tem recurso disponível para comprar vacinas contra a Covid-19 e imunizar a população sul-mato-grossense.

Marcos Trad, prefeito da capital, afirmou que Campo Grande, São Paulo e Rio de Janeiro serão as primeiras cidades a receber a vacina da Coronavac. 

Mato Grosso do Sul contará com o apoio da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros para distribuir as vacinas pelo Estado. Geraldo diz criar um plano para que em 48 horas, todas as vacinas estejam nos 79 municípios. 

Sintomas do novo coronavírus

É possível que o cidadão esteja infectado pelo vírus da Covid-19, caso apresente os seguintes sintomas:

  • Febre
  • Tosse seca
  • Perda do olfato
  • Perda do paladar
  • Falta de ar
  • Dificuldade para respirar
  • Dor ou pressão do peito

Orientações

A SES afirma que o isolamento social; o uso de máscara e álcool gel e a higienização das mãos com água e sabão são medidas imprescindíveis para conter a propagação do novo coronavírus.

Pessoas que apresentarem febre, tosse seca ou dor de garganta devem permanecer em isolamento por 14 dias e procurar uma unidade básica de saúde mais próxima.

“Use máscara e mantenha a higienização das mãos”, é o que Geraldo clama todos os dias aos sul-mato-grossenses.

“Não temos leitos, não temos fisioterapeutas suficientes, precisamos contar com a consciência da população”, apela. 

“Você só pode estar em locais que você tem a garantia de estar a 1,5 de uma pessoa, com máscara e com higienização das mãos. Nós não falamos mais de outra coisa”, afirma Christinne Maymone, secretária adjunta da saúde.

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Teko Porã II

PF cumpre mandado em operação que busca identificar envolvidos em morte de indígena em MS

Guarano Kaiowá foi morto com tiro na durante conflito armado em novembro do ano passado, em aldeia de Iguatemi; uma pessoa foi presa na operação desta terça

16/06/2026 15h01

Munição deflagrada durante confronto entre pistoleiros e indígenas que deixou mortos em Iguatemi

Munição deflagrada durante confronto entre pistoleiros e indígenas que deixou mortos em Iguatemi Foto: Reprodução / Redes Sociais

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A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (16), a Operação Teko Porã II, com objetivo de identificar e responsabilizar todos os envolvidos no homicídio de Vicente Fernandes Vilhalva, liderança indígena Guarani Kaiowá, de 36 anos, ocorrido em novembro de 2025, durante conflito armado nas proximidades da aldeia Pyelito Kue, em Iguatemi. O funcionário de uma fazenda Lucas Fernando da Silva, de 23 anos, também morreu na ocasião.

A operação é em continuidade ao trabalho iniciado com a Operação Teko Porã, deflagrada em novembro de 2025, que teve como objetivo esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar todos os possíveis responsáveis pelo crime.

Nesta segunda fase, o objetivo é aprofundar as investigações, com foco na coleta de elementos probatórios adicionais e na responsabilização dos envolvidos.

No cumprimento de ordem judicial expedida pela Justiça Federal, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em endereço vinculado aos investigados.

Segundo a PF, durante as diligências, uma pessoa foi presa em flagrante pelo crime de fraude processual, por tentar destruir provas relacionadas ao caso. Ele quebrou um celular e jogou na caixa acoplada de descarga do vaso sanitário. O nome do detido não foi divulgado.

Munição deflagrada durante confronto entre pistoleiros e indígenas que deixou mortos em IguatemiInvestigado tentou destruir celular e foi preso em flagrante (Foto: Divulgação / Polícia Federal)

Relembre o caso

A morte do indígena Vicente Fernandes Vilhalva, de 36 anos, e do funcionário de uma fazenda Lucas Fernando da Silva, de 23 anos, ocorreu no dia 16 de novembro de 2025, durante a retomada da área da Fazenda Cachoeira, na Terra Indígena (TI) Iguatemipeguá I, no município de Iguatemi.

A investigação dos crimes está a cargo da Polícia Federal (PF) desde então, mas, na época, se tornou uma briga de narrativas entre órgãos do governo do Estado e o governo federal.

Conforme reportagem do Correio do Estado, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) divulgou nota afirmando que a morte teria sido causada por outro indígena guarani-kaiowá, qye chegou a ser detido pela Polícia Militar.

No entanto, a Polícia Federal afirmou que investigações apontaram dois suspeitos e que um deles teria sido identificado por um dos indígenas que foi ferido na ação, o que indicaria que essa pessoa não era da comunidade.

Ainda segundo a Polícia Federal, durante o trabalho de perícia feito na área, foram coletados “cápsulas, material biológico e depoimentos de indígenas. Duas espingardas calibre 12, utilizadas por segurança privada da fazenda, foram apreendidas para perícia”.

Além dos dois mortos, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) afirmou que outros quatro indígenas teriam ficado feridos na ação..

Já a Sejusp confirmou apenas dois feridos, Eliéber Riquelme Ramires, que, após ser atendido em Iguatemi, foi transferido para Dourados “em razão da gravidade”, e um adolescente de 14 anos, “ferido por tiro no braço, deu entrada no Hospital de Iguatemi, porém, fugiu da unidade antes da conclusão do atendimento médico”. Ambos os feridos são indígenas.

A Sejusp afirmou ainda que a morte do funcionário da fazenda não foi causada por disparo de arma de fogo nem por arma branca e limitou-se a dizer que ele morreu “por ruptura hepática e choque hemorrágico”. 

A briga pela terra que terminou na morte dessas duas pessoas é antiga e já dura décadas. A demarcação da área estava parada desde 2013, mas teve andamento no início de novembro de 2025, após o MPI e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluírem os estudos de identificação e delimitação da área.

O processo foi remetido para o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e aguarda a publicação para finalização o processo.

Identificação

Quase um terço da população de MS já tem a identidade nacional

Saiba como ter acesso ao documento que unifica dados de registro

16/06/2026 14h16

Posto de identificação em Campo Grande (MS)

Posto de identificação em Campo Grande (MS) Gerson Oliveira/Arquivo

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Quase um terço da população de Mato Grosso do Sul já tem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), informou o governo federal nesta terça-feira (16). Mais precisamente, 796,8 mil pessoas têm o novo documento no Estado, percentual que representa 27,4% da população do Estado. 

Em todo o Brasil, um total de 55,8 milhões de pessoas já emitiram o documento, conforme informou o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). 

Todos os Estados emitem a primeira via da Carteira de Identidade Nacional gratuiramente. Em todo o Brasil, são emitidas, em 39,6 mil carteiras por dia, e 1,13 milhão de documentos por mês. Nos primeiros dias de junho de 2026 já foram emitidas 782,6 mil novas identidades.

Em Mato Grosso do Sul, para agendar e solicitar a CIN, o cidadão deve entrar neste site da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 

A CIN substitui o antigo Registro Geral (RG) e adota o CPF como número único de identificação do cidadão. A medida elimina a possibilidade de uma mesma pessoa possuir diferentes números de identidade em estados diferentes e reduz duplicidades e aumenta a confiabilidade dos registros públicos. O documento tem validade em todo o território nacional.

O novo documento nacional de identificação ainda incorpora mecanismos modernos de segurança, como o QR Code, que permite a verificação rápida da autenticidade do documento por meio do aplicativo de leitura da CIN, disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos. Com a ferramenta, também é possível consultar as informações constantes na versão física do documento.

A CIN ainda está integrada a sistemas biométricos de identificação, fortalecendo a segurança do cidadão e do Estado e contribuindo para o acesso mais seguro a serviços e benefícios públicos.

Além de funcionar como documento de identificação em todo o território nacional, a CIN também amplia o acesso aos serviços digitais do Governo do Brasil. Integrada à plataforma GOV.BR, a nova identidade permite a obtenção da conta nível Ouro, o mais alto grau de segurança disponível, e pode ser utilizada para recuperar o acesso à conta em casos de perda ou troca de celular.

Para utilizar essa funcionalidade, o cidadão deve manter o aplicativo GOV.BR atualizado e estar com a versão física da CIN em mãos. O processo inclui a realização do reconhecimento facial e a leitura do QR Code presente no documento. Após a validação da identidade, um código de confirmação é enviado por e-mail ou SMS, permitindo a recuperação da conta de forma ágil e segura.

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