Cidades

Paraná

Menino perde braço após ser atacado por tigre em zoológico

Menino perde braço após ser atacado por tigre em zoológico

Globo

01/08/2014 - 09h21
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Um menino de 11 anos perdeu o braço direito depois de ser atacado por um tigre em um zoológico de Cascavel, no Paraná. O garoto, que estava acompanhado do pai, entrou em uma área que é proibida para os visitantes e ficou brincando com as feras. Primeiro, ele brincou com um leão e depois com um tigre, que dilacerou seu braço.

As imagens feitas por visitantes do zoológico mostram a criança muito perto da jaula do leão. O garoto se arriscou, colocou a mão entre as grades e ofereceu comida para o animal. Ele também brincou com o tigre, subiu nas grades e correu de um lado para o outro. Depois, ele passou a mão no animal sem demonstrar medo. Pouco depois, foi atacado pelo tigre.

O garoto estava em uma área proibida para visitantes. Ele pulou o cercado feito justamente pra evitar a aproximação das pessoas. Nove guardas municipais fazem a segurança do zoológico, mas segundo testemunhas nenhum deles estava por perto na hora em que o garoto foi atacado pelo tigre. "Se for uma atitude errada do guarda, nós tomaremos as medidas cabíveis", afirma Lauri Dall´Agnol, chefe da Guarda Municipal.

O menino estava com o pai e o irmão mais novo, de três anos. Integrantes da equipe de cuidadores do zoológico disseram que a criança foi incentivada pelo próprio pai a correr em volta da jaula, dentro da grade de proteção, provocando o animal.

O pai do menino foi detido porque permitiu que o garoto chegasse perto da jaula. Segundo a polícia, o pai disse que estava cuidando do caçula e não viu quando o outro filho se aproximou da jaula do tigre. "Nós precisamos ouvir todas as pessoas para saber as reais circunstâncias e poder delimitar precisamente quais serão os responsáveis criminais", explica o delegado Denis Zorteia Merino.

Depois de prestar depoimento, o pai foi liberado para acompanhar o filho no hospital. O braço do menino foi amputado na altura do ombro. Ele está internado em observação e não tem previsão de alta.

O tigre foi levado para uma área isolada e está em observação. O felino tem três anos, chegou a Cascavel com oito meses e foi criado em cativeiro. O zoológico tem oito felinos e esse foi o primeiro ataque a um visitante em 40 anos.

Segundo o médico veterinário do zoológico, Valmor Passos, o ataque foi um comportamento natural do animal, que demonstrou irritação com a presença do garoto. "O fato do menino ficar correndo em frente a jaula, para o animal, aquilo era uma presa para ele. Inadvertidamente, por falta da orientação do pai, esse menino lançou o braço para dentro da jaula".

Da grade de proteção até a jaula, tem um metro e meio. Placas avisam que é proibido cruzar esse espaço. O zoológico estuda subir a grade e também fazer campanhas de educação ambiental para evitar o comportamento inadequado de visitantes.

Coxim

Homem atacado com 10 facadas é internado em estado grave

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação

04/04/2026 16h00

Hospital Regional de Coxim

Hospital Regional de Coxim Foto: Divulgação

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Um homem de 34 anos foi vítima de uma tentativa de homicídio após ser atingido por mais de 10 facadas na manhã deste sábado (4), em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. Ele foi socorrido em estado grave e segue internado no Hospital Regional do município.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima apresentava ferimentos na cabeça, nas costas e nas mãos, além de duas perfurações profundas no tórax. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros.

Inicialmente, o homem contou à polícia que havia ingerido bebida alcoólica com amigos nas proximidades de um bar. No entanto, posteriormente, mudou a versão e afirmou que foi atacado enquanto dormia na varanda de sua casa, um imóvel que estaria sem energia elétrica.

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação. No endereço indicado, policiais não localizaram sinais de luta ou vestígios de sangue.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio e será investigado pela Polícia Civil.

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MATO GROSSO DO SUL

MS dá aula à agentes com Chikungunya 7x mais letal em 2026

Secretaria de Saúde reforça que, até o momento, não há declaração que aponte para epidemia da doença em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente em Dourados

04/04/2026 14h30

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença Reprodução/GovMS/Bruno-Rezende

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Em cenário de crise graças aos alarmantes números de uma das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, a médica infectologista, Dra. Andyane Tetila, ministra na segunda-feira (06) uma web aula aos profissionais que tentam frear a Chikungunya em Mato Grosso do Sul, que aparece sete vezes mais letal neste 2026.

Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), essa capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença que mostra um impacto significativo principalmente na cidade de Dourados e aldeias do município. 

O Governo do Mato Grosso do Sul reforça que, até o momento, não há uma declaração que aponte para uma epidemia de Chikungunya em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente no município de Dourados. 

Com o tema “Alerta Chikungunya: Atualização do Cenário e Manejo dos Casos”, a web aula fica marcada para às 18h e será transmitida através da plataforma Telessaúde (acesse CLICANDO AQUI), sendo que a sala será aberta 30 minutos antes do evento. 

Importante frisar que essa web aula têm o seguinte público alvo os profissionais das seguintes áreas: 

  1. Atenção Primária à Saúde 
  2. Serviços de urgência e Emergência 
  3. Vigilância epidemiológica 
  4. Demais envolvidos no atendimento e manejo dos casos de Chikungunya

Jéssica Klener é gerente de Doenças Endêmicas da SES e, em nota, frisa que a participação dos profissionais é essencial para fortalecer a resposta da rede de saúde à população. 

"Que os profissionais que estão na linha de frente estejam atualizados sobre o manejo clínico da chikungunya, especialmente neste momento de aumento de casos. A capacitação contribui diretamente para um atendimento mais qualificado, com diagnóstico mais ágil e condutas adequadas, refletindo na redução de complicações e na melhor assistência à população”, cita. 

7x mais letal 

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, que apresenta sintomas que costumam ser avassaladores, e a diferença das demais doenças citadas está no tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

cabe explicar que, Mato Grosso do Sul terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado já acumulou, inclusive, o equivalente ao dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado, 17 mortes no total que marcam o pior índice desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um registro de óbito naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

 

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