Cidades

Minerworld

Mineradoras de Bitcoins fizeram pelo menos 50 mil vítimas com pirâmide

Juiz decretou bloqueio de R$ 300 milhões em bens de 3 empresas

RENAN NUCCI

18/04/2018 - 10h41
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Alvos da Operação Lucro Fácil, deflagrada ontem pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual, as mineradoras de Bitcoins (criptomoeda) Minerworld e Bitpago Soluções de Pagamento, ambas com sede em Campo Grande, e BitOfertas Informática, localizada na Capital e também na cidade de São Paulo, fizeram cerca de 50 mil vítimas com investimentos em esquema de pirâmide financeira.

O juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, decretou o bloqueio de R$ 300 milhões em bens adquiridos pelas três empresas, bem como por sete pessoas investigadas. Além disso, vetou a entrada de novos investidores, porque o sistema estava se tornando insustentável e o grupo deixava de honrar com promessas feitas a quem já havia aderido.

Consta nos autos do processo que dificilmente alguém conseguirá reaver na totalidade os valores aplicados, pois, como se sabe, "as pirâmides financeiras geram renda apenas aos primeiros participantes, renda esta paga com o dinheiro do ingresso dos últimos participantes". Além disso, as vítimas já revelavam insatisfação com falhas das empresas, em especial a Minerworld, por meio de centenas de reclamações no portal "Reclame Aqui".

OFERTAS

Durante as investigações, o Ministério Público teve acesso a série de vídeos usados pelo grupo para se relacionar com investidores. Em um deles, clientes eram chamados para adquirir nova criptomoeda, chamada de Mcash, com valor anunciado de U$ 0,10 (dez centavos de dólar).  

Ela seria usada para quitar dívida da empresa junto ao clientes, em razão do atraso no pagamento dos ganhos com mineração das Bitcoins. A pessoa que apresenta o vídeo convida a todos os que receberam seu pagamento em Mcash a não venderem a moeda na data do lançamento oficial, e pede que a comprem assim que o valor cair de U$ 0,10 (dez centavos de dólar) para U$ 0,01 (umcentavo de dólar).

 "O apresentador realça a grande oportunidade de dobrar, triplicar, quadruplicar o investimento do dia para a noite e sugere que vendam sua casa, sua sogra, o Michael Jackson, o Elvis Presley" para investir na grande oportunidade", lê-se no relatório.

PRODUTO INVISÍVEL

Ainda de acordo com os autos, o grupo encontrava dificuldade em mostrar, na prática, o produto que vendem. Em tese, era chamado de "mineração digital" de criptomoedas (feitas na China) por brasileiros que montaram uma empresa no Paraguai.

Esta empresa já funciona há aproximados dois anos, mas apenas em 2018 teria começado a criar um parque de máquinas, para prestar o suposto serviço de mineração.

"É muito forte a suspeita de que não exista mineração alguma ou de que, se existir, ela é recente e insuficiente para honrar com os compromissos assumidos com os consumidores". Durante a operação Lucro Fácil, foram cumpridos oito mandados de busca em apreensão em Campo Grande e São Paulo. 
 

DENÚNCIA

Justiça torna ex-prefeito Alcides Bernal réu por homicídio qualificado

Bernal será julgado pelo assassinato do auditor fiscal Roberto Carlos Mazzini, dentro de uma mansão no Jardim dos Estados

16/04/2026 08h30

Ex-prefeito deu sete passos antes de disparar contra fiscal, diz relatório do delegado

Ex-prefeito deu sete passos antes de disparar contra fiscal, diz relatório do delegado Foto: Reprodução

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O juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, recebeu a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra Alcides Bernal, pelos crimes de homicídio qualificado por meio cruel, motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, porte ilegal de arma de fogo e violação de domicílio. O ex-prefeito passa a ser réu pelo assassinato do auditor fiscal Roberto Carlos Mazzini, no dia 24 de março.

Contudo, o magistrado negou os pedidos do MPE em relação a ouvir as testemunhas Moacir Cardoso Santos Júnior, Eliane Silvério Nogueira e Gabriel de Araujo Mazzini.

De acordo com a justificativa apresentada pelo juiz para indeferir a solicitação é que a coleta de prova testemunhal deve ser providenciada antes do oferecimento da denúncia. "Tal permissividade violaria diretamente os princípios da ampla defesa e contraditório, visto que referidos depoimentos seriam carreados aos autos com a instrução em andamento, o que causaria tumulto processual, e já depois de ultrapassada a fase de resposta à acusação (art. 396, CPP), momento em que a defesa técnica deve arrolar testemunhas e apresentar as alegações pertinentes à sua tese".

O crime

O caso ocorreu no dia 24 de março. Imagens de câmera de segurança da casa mostram que o chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, de 69 anos, chegou de picape ao local, por volta das 13h, enquanto o auditor fiscal Roberto Mazzini o esperava dentro de sua caminhonete na frente do imóvel que adquiriu em um leilão da Caixa Econômica. A mansão está localizada na rua Antônio Maria Coelho, no bairro Jardim dos Estados.

Logo após a chegada do chaveiro, o fiscal passa a instrução para Maurílio tentar abrir a porta principal da casa. As imagens mostram que, enquanto o chaveiro realizava o trabalho, Roberto apenas observava e esperava a conclusão da abertura.

Exatos 35 minutos depois de começar os trabalhos, Maurílio conseguiu abrir o portão e avisou Roberto, que imediatamente acessou a região interna da casa. Durante os próximos cinco minutos, ambos ficaram dentro do imóvel e não há informação do que eles estariam fazendo durante este período.

Às 13h44min20s daquele dia o vídeo mostra que Alcides Bernal chegou à frente da casa, após ser avisado pela equipe de monitoramento da empresa New Line de que teriam invadido a residência.

Cerca de 17 segundos depois, Bernal entrou no imóvel e, depois de cinco passos, efetuou o primeiro disparo contra Roberto.

No momento em que Bernal vai em direção ao corpo da vítima, ele entra no ponto cego da câmera, momento em que teria dado o segundo tiro no auditor fiscal, de acordo com o laudo pericial.

Após isso, é possível ver o chaveiro fugindo do local.

O ex-prefeito voltou a aparecer na filmagem, quando guarda a arma na cintura e se dirige para fora da casa, momento em que aproveitou para chamar a equipe da New Line, que tem sua sede exatamente na frente do local do assassinato.

Depois de mexer no celular, Bernal foi embora da cena do crime.

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Loterias

Bolão de Campo Grande leva R$ 15 mil na Quina

Aposta foi realizada na lotérica Via da Sorte Loterias e dividida em oito cotas

16/04/2026 08h15

Foto: Divulgação

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Um bolão registrado na Via da Sorte Loterias, localizada na Avenida Mato Grosso acertou quatro dezenas no concurso 7002 da Quina, sorteado na noite desta quarta-feira (15), e garantiu um prêmio de R$ 15.771,12. A aposta foi dividida em oito cotas. 

O sorteio ocorreu a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, em São Paulo. O prêmio principal do concurso estava estimado em R$ 18 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 04 -15 - 34 - 49 - 55.

Apesar de ninguém ter acertado os cinco números, o que faria o prêmio máximo estimado em R$ 16 milhões, apostas com quatro acertos foram contempladas em todo o país. Em Campo Grande, o bolão premiado chamou atenção pela divisão do valor entre os participantes, garantindo pouco mais de R$ 1,9 mil para cada cota.

Próximo sorteio: Quina 7003

Como a Quina seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quinta-feira, 16 de abril, a partir das 20 horas, pelo concurso 7003.

Para participar dos sorteios da Quina é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 5 dentre as 80 dezenas disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 2, 3, 4 ou 5 números.

Como apostar na Quina?

A Quina tem seis sorteios semanais: de segunda-feira a sábado, às 20h (horário de MS).

O apostador deve marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis no volante e torcer. Caso prefira o sistema pode escolher os números para você através da Surpresinha ou ainda pode concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Ganham prêmios os acertadores de 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

O preço da aposta com 5 números é de R$ 3,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas cinco dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 24.040.016, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 7.507,50 a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 8.005, ainda segundo a Caixa.

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