Cidades

GOVERNO FEDERAL

Ministros chegam em MS para apurar ataques contra indígenas

Comitiva cumpre agenda em Dourados, Aldeia Taquapery em Coronel Sapucaia e Aldeia Sassoró em Tacuru

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Os ministros dos Povos Indígenas, Eloy Terena; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello e a deputada federal por SP, Sônia Guajajara (PSOL), estão em solo sul-mato-grossense para acompanhar de perto, apurar e reprimir ataques a indígenas, após o resultado das eleições presidenciais de 2026.

A comitiva do Governo Federal decolou do Aeroporto de Congonhas (SP) por volta das 15h, fez escala em Brasília (DF) e pousou em Dourados (MS) por volta de 20h30min desta sexta-feira (30).

O grupo cumpre agendas no sul do Estado ao longo deste sábado (31): Dourados (MS), Aldeia Taquapery em Coronel Sapucaia (MS) e Aldeia Sassoró em Tacuru (MS).

A vinda se deve a onda de violência contra comunidades indígenas (ameaças, perseguições e intimidações) após o resultado do segundo turno das eleições.

Em Tacuru (MS), servidores da prefeitura ameaçaram envenenar água dos povos originários após a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em Naviraí (MS), o procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida instaurou apuração para averiguar denúncias de supostos homicídios motivados por conflitos políticos na região. Mas, uma investigação detalhada desmentiu os boatos.

Com isso, diante das denúncias, Lula determinou a vinda de uma comitiva interministerial a Mato Grosso do Sul para verificar em campo situações de violência, acompanhar denúncias, dialogar com lideranças indígenas e garantir a adoção de medidas necessárias para proteger os povos originários.

“O compromisso do presidente Lula com o nosso governo é garantir que todos esses atos de violência sejam apurados, investigados e que a gente consiga identificar as pessoas que participaram desses atos e garantir que elas sejam punidas”, disse a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, em suas redes sociais.

“Saio de Brasília rumo ao Mato Grosso do Sul com a comitiva do Governo Federal que vai ao Estado acompanhar a situação dos povos indígenas. Vamos ouvir as comunidades e apurar de perto as denúncias de ataques contra os povos indígenas. Nenhuma violência vai ficar sem resposta! Em breve, mais notícias desta missão”, pontuou a deputada federal por SP, Sônia Guajajara (PSOL).

Uma coletiva de imprensa será concedida às 12h, em Dourados, para identificar os casos violentos e detalhar as medidas tomadas para punir e responsabilizar os responsáveis.

ENVENENAMENTO DE ÁGUA

Dois servidores da Prefeitura de Tacuru comentaram em colocar veneno na água de indígenas, em "vingança" ao voto no presidente Lula, que ganhou as eleições gerais de 2026.

No áudio, os dois lamentam o resultado das urnas e reclamam que as pessoas se “matam” de ajudar esses “capetas”, enquanto os “cães” fazem isso, se referindo ao resultado da eleição.“Mas fazer o quê? A gente não pode fazer nada. Eu já falei, tem que ‘ponhar’ veneno na água, matar essas pragas na água”, diz um dos trechos do áudio.

Confira a conversa:

Segundo o prefeito, um dos servidores trabalha na coleta seletiva na Secretaria de Meio Ambiente e o outro atua no caminhão de caçamba, na Secretaria de Infraestrutura.

CANAL DE DENÚNCIAS

O Governo Federal, por meio do Ministério dos Povos Indígenas, criou um canal para receber denúncias de possíveis crimes, ameaças e intimidações contra comunidades indígenas.

O número é: 11-98202-5433.

Segundo o ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena, também foi criada uma força-tarefa com a participação dos ministérios da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

O grupo ficará responsável por acompanhar as denúncias, apurar as situações e encaminhá-las aos órgãos competentes, para que os possíveis autores sejam identificados.

A Polícia Federal (PF) também foi acionada para investigar os casos.

No mesmo sentido,o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) informou que vai investigar denúncias de ataques, hostilidades e intimidações contra comunidades indígenas no Estado.

SEGUNDO TURNO

No segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado em 25 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) e foi reeleito presidente do Brasil.

Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 64.256.232 votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 votos, equivalentes a 48,21%.

A diferença foi de 4.430.191 votos, resultado que oficializou a derrota de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial e garantiu a Lula o quarto mandato à frente do governo federal.

campo grande

Famílias reclamam de abandono em cemitérios perto do Dia de Finados

Falta de segurança e mato alto são as principais reclamações de quem tem familiares enterrados em jazigos públicos

31/10/2026 09h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Os cemitérios públicos de Campo Grande estão abandonados, é o que dizem os familiares dos que estão enterrados em jazigos administrados pelo município. A falta de segurança e o mato alto são as principais reclamações nos três cemitérios da Capital, o Santo Antônio, o Santo Amaro e o São Sebastião, mais conhecido como Cruzeiro.

A reportagem esteve na tarde de sexta-feira nos três cemitérios da Capital e o que foi possível perceber é que, apesar de uma “maquiada” com a pintura geral e a recomposição de muros, alguns locais ainda estavam com mato alto. Além disso, várias famílias relataram que tiveram itens roubados.

Túmulos depredados e sujeira fazem famílias reclamarem da situação dos cemitérios públicos - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

A aposentada Elizabete Siqueira, de 56 anos, que tem familiares enterrados no Cemitério Santo Amaro, contou que há 26 anos vai com frequência ao local e que este é o ano em que encontrou mais sujeira e insegurança.

“Como sempre, o cemitério está abandonado, lá na parte infantil, toda vez que a gente vem tem que capinar. É triste ver esse desleixo do poder público”, afirmou.

“Esse ano está tão desleixado, que nem isso [maquiagem] fizeram, porque geralmente em outubro já começavam a dar aquela organizada, limpada, agora não, porque segunda já é [Dia de] Finados e não foi feito nada, não foi limpo. Na entrada ainda está bonito, mas lá no fundo, onde estão [enterradas] a minha sogra e a minha filha está puro mato. A gente trouxe até enxada. Eu venho há 26 anos, e esse é o pior ano, porque geralmente nessa data estava melhor, agora nem isso”, completou a aposentada, que afirmou ter vários familiares enterrados no local.

O abandono também é uma reclamação no Cemitério Santo Antônio. A professora Ynaê Silveira, de 25 anos, afirmou que todo ano tem o hábito de visitar o túmulo de sua mãe, que está enterrada no local, principalmente nessas datas. Porém, neste ano não gostou do que encontrou.

“Tudo muito desleixado, muita sujeira e coisas quebradas. Acredito que a cidade como um todo está abandonada, o cemitério é só mais um lugar”, declarou.

No Cruzeiro, além da sujeira, as pessoas afirmaram que a insegurança aumentou. A aposentada Floripes Fernandes Evangelista, de 69 anos, tem cinco familiares enterrados no local e contou que uma das capelas da família foi depredada.

“A época de Finados é a que requer mais cuidado, porque vem gente de fora, vem gente de longe. Nós limpamos [o túmulo] de cinco. Eles [prefeitura] estão deixando a desejar, inclusive a nossa [capela] foi arrancada a porta, os vidros, levaram todas as coisas que tinham dentro, e eles não têm segurança, não sei se é falta de funcionário, ou do funcionalismo [público]”, reclamou.

A insegurança também foi apontada pela trabalhadora Tatiane Vargas, de 41 anos, que atua no Cemitério Santo Amaro com a limpeza de túmulos e capelas. Lá, ela contou que um dos serviços chegou de última hora porque uma família se deparou com a capela toda destruída.

“O cemitério está abandonado, sem segurança e quebraram a capela. Eles [familiares] mesmo que vinham limpar, mas chegaram hoje e se deparavam com isso, quebraram as portas. E não é a primeira capela que eu cuido que está assim”, contou.

PROGRAMAÇÃO

Conforme a programação organizada pela Gerência de Cemitérios Públicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), os três principais cemitérios de Campo Grande terão ações especiais desde cedo.

A abertura dos portões está prevista para acontecer às 7h e a programação seguirá até o fim da tarde, com atividades religiosas para católicos e evangélicos em dois períodos, matutino e vespertino.

Em parceria com a Arquidiocese de Campo Grande, a partir das 7h30min será celebrada a primeira missa, com um celebrante em cada unidade.

Em seguida, acontecerão as apresentações da Banda da Guarda Civil Metropolitana, previstas para três horários diferentes, apenas durante o período matutino; às 8h30min, no Cemitério Santo Antônio; às 9h15min, no Cemitério Santo Amaro; e às 10h, no Cemitério São Sebastião, o Cruzeiro.

No período vespertino, em cada cemitério acontecerá a segunda missa, às 15h. E para a população evangélica a programação inclui um culto em cada um dos três cemitérios, previsto para as 16h.

Após o encerramento das atividades religiosas, as unidades ficarão abertas até as 17h, quando ocorrerá o fechamento dos portões.

Vale destacar que a entrada de veículos nos cemitérios estará proibida em razão da grande circulação de pessoas e movimentação durante o Dia de Finados.

Também é recomendado que idosos e pessoas com mobilidade reduzida considerem visitar os espaços em dias anteriores ou posteriores à data para terem mais tranquilidade.

* SAIBA 

Locomoção

O planejamento de locomoção realizado pela Prefeitura de Campo Grande inclui frotas de transporte coletivo para cemitérios, além de veículos reserva nos terminais e a tarifa reduzida (R$ 1,98) para passageiros que utilizam cartão eletrônico (Smart Card). Mesmo sendo domingo, a linha especial 300/Cemitério Jardim da Paz operará para garantir acesso ao local que fica na saída para Sidrolândia. As outras linhas de ônibus funcionarão conforme a tabela habitual de domingos e feriados. 

Violência sexual

Homem é preso suspeito de estuprar mulher na frente dos filhos na Capital; vídeo

Crime ocorreu durante invasão de residência no bairro Universitário; suspeito foi localizado pelo Batalhão de Choque

31/10/2026 08h51

Batalhão de Choque prendeu o suspeito

Batalhão de Choque prendeu o suspeito Reproduçã/Batalhão de Choque

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Um homem foi preso suspeito de estuprar uma mulher na frente dos dois filhos dela, de 5 anos e 2 meses, durante uma invasão domiciliar no bairro Universitário, em Campo Grande. O crime ocorreu na sexta-feira (30), por volta das 18h. Após fugir, o suspeito foi localizado pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar.

Conforme informações da ocorrência, o homem fugiu a pé em direção a uma área de mata depois do crime. Em um vmídeo de câmera de segurança é possível ver quando o suspeito corre e é perseguido por populares. Policiais fizeram buscas na região, mas não conseguiram encontrá-lo inicialmente.

Durante a continuidade das buscas, as equipes receberam informações sobre o paradeiro do suspeito e descobriram que ele estaria morando em outro endereço. Ele foi localizado na varanda de uma residência, na presença de familiares, e recebeu voz de prisão.

O homem apresentava ferimentos decorrentes de uma luta corporal com o marido da vítima, que teria intervindo para defender a família. Após a prisão, o suspeito foi levado à UPA Vila Almeida para atendimento médico e, posteriormente, transferido para a Santa Casa.

A ocorrência foi encaminhada à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), responsável pelas providências legais.

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