Cidades

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Mistura de Arara-Azul com Tuiuiú, personagem de MS encanta redes na série "Ordem e Porrada"

Personagem sul-mato-grossense foi a 25ª da série que pretende ilustrar as 27 unidades federativas do país como personagens de luta

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Iniciada pelo ilustrador e artista, Gustavo Almeida, no último dia 18 de setembro, a série "Ordem e Porrada" - que pretende ilustrar as 27 unidades federativas do país como personagens de luta -,  ganhou as redes e milhares de adeptos em todo o país. 

Mistura de Arara-Azul com Tuiuiú, - montada no que o autor batizou de 'Capivalo', a personagem sul-mato-grossense foi a 25ª da série, que possui 35,3 mil curtidas e mais de 6,3 mil compartilhamentos no Twitter do jovem.

Personagem de MS possui referências indígenas e paraguaias

Foto: GG Gustavo Almeida / Twitter

Por meio de suas redes sociais, o artista de apenas 19 anos, natural de Magé, município carioca, disse que a série, proposta em parceria de um  amigo, é a maior que já realizou na vida. "Mato Grosso do Sul foi roubado por Mato Grosso, ambos os estados travaram uma batalha da qual saíram feridos gravemente", disse ao Correio do Estado

Divulgada na manhã desta terça-feira (25), a personagem de Mato Grosso do Sul tem referências indígenas e paraguaias, assim como impunha lança e um colar, que segundo o autor, pertence ao estado de Mato Grosso, próximo da lista de personagens. 

Série 'Ordem e Porrada' possui milhares de fãs em todo país

Série 'Ordem e Porrada' possui milhares de fãs em todo país / Twitter

Segundo o autor, o estado vizinho (MT) ficou com o tereré sul-mato-grossense após o duelo entre os estados.  A publicação já recebeu mais de 45 mil curtidas na rede social. 

"A ideia da série surgiu porque eu estava precisando de grana para me manter nesse mundo louco. Sou ilustrador desde os 16 anos, moro com meu irmão, meus pais, família normal", destacou GG. Para Gustavo, o projeto - que ainda deve ser concluído com os estados de MT e São Paulo -, deve ser continuado em um futuro próximo. 

Gustavo Almeida (19), criador da série

"Penso em estender o projeto, vejo como uma produção enorme que deve ser expandida, temos muito material e o próximo passo é realizar interações entre os estados por meio de seus personagens e composição de cenários", destacou Gustavo. 

Ao Correio do Estado, o jovem enfatizou que cada composição leva em média de 12 a 16 horas de trabalho, realizados por meio de uma mesa digitadora, que o permite desenhar manualmente cada personagem.  Questionado sobre as referências utilizadas em cada estado, Gustavo disse que "não existe uma fórmula, gosto de personagens. Às vezes eu só estou com vontade de fazer um certo personagem e acabo misturando com algumas referências", pontuou. 

 

 

Perguntado sobre sua rotina, Gustavo salienta que estuda cerca de três horas diárias, e tem a empresa Puga Studios, produtora de games para computador sediada em Recife, no Pernambuco, como exemplo. "Quero muito ter a oportunidade de trabalhar comeles um dia, tenho a equipe como referência no que faço", finalizou.

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Falso Roubo

Polícia descobre falso esquema de roubo de veículos em Campo Grande

Vendedor registrava boletins falsos para acionar a polícia e reaver automóveis negociados sem pagamento integral, aponta Defurv

19/05/2026 17h42

Vendedor de automóveis utilizava registros falsos de roubos, furtos e apropriações indébitas para tentar recuperar veículos negociados informalmente e com pagamentos pendentes.

Vendedor de automóveis utilizava registros falsos de roubos, furtos e apropriações indébitas para tentar recuperar veículos negociados informalmente e com pagamentos pendentes. Divulgação

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), identificou uma série de falsas comunicações de crimes patrimoniais envolvendo veículos automotores em Campo Grande.

Segundo as investigações, um vendedor de automóveis utilizava registros falsos de roubos, furtos e apropriações indébitas para tentar recuperar veículos negociados informalmente e com pagamentos pendentes.

As apurações começaram após o registro de um boletim de ocorrência na madrugada do dia 15 de maio. Na ocasião, o vendedor identificado pelas iniciais D.W.V.Q., de 27 anos, afirmou ter sido vítima de um roubo à mão armada envolvendo uma picape Fiat Strada branca durante uma negociação de venda do veículo.

No entanto, durante as diligências, policiais civis encontraram inconsistências relevantes no relato apresentado pelo comunicante.

Conforme a Defurv, o histórico do investigado e a existência de outras ocorrências semelhantes registradas recentemente em seu nome levantaram suspeitas sobre a veracidade das denúncias.

Ao aprofundar as investigações, os policiais identificaram que, em um curto intervalo de tempo, o suspeito havia registrado pelo menos quatro boletins de ocorrência relacionados a supostos crimes patrimoniais envolvendo veículos automotores.

Segundo a Polícia Civil, as ocorrências não tinham relação com roubos ou furtos efetivamente praticados, mas sim com conflitos decorrentes de negociações informais de compra e venda de veículos.

Confrontado com as informações levantadas pela equipe policial, o investigado admitiu que os registros não correspondiam à realidade e confessou ter utilizado os boletins como forma de inserir restrições criminais nos sistemas policiais para facilitar a localização e apreensão dos veículos.

De acordo com o depoimento prestado, após entregar voluntariamente os automóveis aos compradores e enfrentar dificuldades para receber os valores combinados, ele passou a registrar falsas ocorrências para que os veículos fossem recuperados pelas forças de segurança pública.

No caso da Fiat Strada, o vendedor afirmou que o veículo havia sido negociado por cerca de R$ 45 mil, restando uma dívida aproximada de R$ 15 mil. Após uma discussão relacionada ao pagamento pendente, ele resolveu procurar a polícia e comunicar falsamente o roubo do automóvel.

Outro caso investigado envolve um veículo Hyundai i30. Conforme admitido pelo investigado, ele registrou inicialmente uma falsa ocorrência de furto após uma negociação frustrada envolvendo dívida de aproximadamente R$ 6 mil.

Dias depois, voltou a comunicar falsamente uma apropriação indébita relacionada ao mesmo carro, novamente tentando recuperá-lo por meio da atuação policial.

As investigações também identificaram o registro falso de apropriação indébita envolvendo uma motocicleta Honda CG 160 Fan, após divergências financeiras relacionadas à venda do veículo e saldo pendente de cerca de R$ 3,5 mil.

Além das falsas comunicações, a Polícia Civil informou que o investigado possui histórico de registros relacionados a crimes patrimoniais, negociações envolvendo veículos, apropriação indébita, estelionato, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e antecedentes ligados à violência doméstica.

Diante dos fatos apurados, foram instaurados Termos Circunstanciados de Ocorrência pela suposta prática do crime de falsa comunicação de crime, previsto no artigo 340 do Código Penal, cuja pena pode variar de detenção de um a seis meses ou multa.

Alerta

A Defurv alertou que falsas comunicações de crimes provocam desperdício de recursos públicos e comprometem diretamente o trabalho das forças de segurança pública.

Segundo a especializada, cada ocorrência falsa mobiliza equipes policiais, viaturas, sistemas de inteligência, análises de imagens, diligências externas e procedimentos operacionais que deixam de ser direcionados para investigações de furtos e roubos reais de veículos.

A Polícia Civil também destacou que esse tipo de conduta prejudica os dados estatísticos da criminalidade, aumenta a sobrecarga das unidades policiais e impacta diretamente vítimas reais de organizações criminosas especializadas em furto, receptação e adulteração de veículos.

Por fim, a corporação reforçou que conflitos envolvendo negociações particulares, inadimplência contratual e cobranças financeiras devem ser resolvidos pelas vias cíveis e judiciais adequadas, sem utilização indevida da estrutura policial como mecanismo de cobrança ou recuperação patrimonial privada.

CAMPO GRANDE

Vigilância Sanitária de MS autua clínica em que paciente morreu após hemodiálise

Pacientes passaram mal e um morreu após procedimento na Clínica DaVita

19/05/2026 17h40

Ser humano em hemodiálise - imagem de ilustração

Ser humano em hemodiálise - imagem de ilustração DIVULGAÇÃO

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Vigilância Sanitária, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS), autuou a Clínica DaVita, localizada na rua 13 de maio, bairro São Francisco, em Campo Grande, por possíveis irregularidades.

Pacientes teriam passado mal e outro morreu, após procedimento de hemodiálise realizado no local, neste ano.

A clínica é particular, mas também recebe pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), via convênio com o Estado.

Conforme apurado pela reportagem, agentes da Vigilância Sanitária compareceram na clínica, flagraram irregularidades e autuaram o local. Em seguida, foi instaurado um processo sanitário para apuração dos fatos.

“A SES (Secretaria de Estado de Saúde) confirma que o serviço foi autuado e que será instaurado processo sanitário para apuração dos fatos, conforme previsto na legislação vigente. A SES reforça que acompanha a situação por meio das áreas técnicas competentes e que todas as medidas administrativas e sanitárias cabíveis serão adotadas”, informou a pasta de Saúde por meio de nota enviada ao Correio do Estado.

Ser humano em hemodiálise - imagem de ilustraçãoNota enviada ao Correio do Estado, na tarde desta terça-feira (19)

O relatório de autuação foi enviado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que deve apurar o fato e solicitar documentos e esclarecimentos à clínica sobre condições sanitárias e protocolos de biossegurança.

O Correio do Estado entrou em contato com a Clínica DaVita por meio de ligação, e-mail e WhatsApp para saber sua versão, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

A Vigilância Sanitária realiza visitas periódicas em clínicas de MS para fiscalizar condições sanitárias e padrões de biossegurança.

O órgão atua como agente essencial na proteção da saúde pública, atuando na prevenção de riscos decorrentes de produtos, serviços e ambientes. Além de fiscalizar e regular, integra esforços entre estados e municípios, promovendo políticas de saúde baseadas em metas e acompanhamento contínuo.

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