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Epidemia

Mato Grosso do Sul confirma 18ª morte por Chikungunya

Estado já soma mais de 11,5 mil casos prováveis da doença; nova vítima era uma idosa de 82 anos internada no Hospital da Vida

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Mato Grosso do Sul confirmou a 18ª morte por complicações causadas pela Chikungunya em 2026, em meio ao avanço da epidemia que já ultrapassa 11,5 mil casos prováveis em todo o Estado.

A nova vítima era uma mulher de 82 anos, moradora do Jardim Joquei Clube, em Dourados, que apresentava comorbidades como hipertensão arterial e diabetes.

A confirmação foi divulgada pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), estrutura criada pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento da doença tanto no perímetro urbano quanto na Reserva Indígena.

A idosa começou a apresentar sintomas da Chikungunya no dia 8 de maio, foi internada no Hospital da Vida no dia 15 e morreu no último dia 24.

Com o novo registro, Dourados chega a 13 mortes confirmadas pela doença, sendo dez vítimas residentes nas aldeias Bororó e Jaguapiru e outras três no perímetro urbano do município. O Estado, por sua vez, alcança a marca de 18 óbitos confirmados em decorrência da arbovirose.

Além das mortes confirmadas, Dourados ainda investiga outros quatro óbitos suspeitos relacionados à doença.

Entre eles estão uma mulher de 74 anos, um homem de 71 anos, ambos com histórico de doença renal crônica e diabetes, além de um idoso de 84 anos portador de doença arterial coronariana e um homem de 50 anos que, segundo o relatório preliminar, não apresentava doenças crônicas informadas no momento da classificação de risco.

O cenário epidemiológico divulgado pelo COE mostra que Dourados segue concentrando a maior parte dos casos da doença em Mato Grosso do Sul. O município já contabiliza 8.904 notificações, com 4.879 casos prováveis, 4.306 confirmações laboratoriais, 4.025 descartes e 573 investigações em andamento.

Na Reserva Indígena de Dourados, os números também preocupam as autoridades sanitárias. O boletim aponta 3.209 notificações da doença, sendo 2.139 casos confirmados, 787 descartados e 263 ainda sob investigação.

Apesar do elevado número de casos e mortes, os dados mais recentes indicam desaceleração da epidemia nas últimas semanas.

Conforme o COE, houve redução significativa tanto nas notificações quanto na ocupação de leitos hospitalares destinados aos pacientes com complicações causadas pela Chikungunya.

Durante o período mais crítico da epidemia, o número de internações variava entre 52 e 58 pacientes simultaneamente. Atualmente, 28 pessoas seguem hospitalizadas: 23 no Hospital Universitário da UFGD, uma no Hospital Regional, uma no Hospital da Vida e três no Hospital Evangélico Mackenzie.

O secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE, Márcio Figueiredo, alertou que a diminuição dos casos não elimina a necessidade de prevenção. Segundo ele, o combate aos criadouros do mosquito continua sendo fundamental para evitar novos surtos da doença.

“O número de focos encontrados pelos agentes de combate às endemias vem recuando nas últimas semanas, mas a população precisa manter a vigilância e continuar eliminando recipientes com água parada dentro dos quintais e residências”, afirmou.

Último boletim epidemiológico da Semana 18/2026, publicado em 15 de maio 2026

Mato Grosso do Sul já soma 11.521 casos prováveis e 17 mortes confirmadas por Chikungunya

Os dados mais recentes divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam que Mato Grosso do Sul já registra 11.521 casos prováveis de Chikungunya em 2026. O boletim epidemiológico também confirma 4.834 casos confirmados da doença em todo o Estado.

O levantamento estadual contabiliza ainda 17 mortes confirmadas em decorrência da Chikungunya e 1 óbito em investigação até a Semana Epidemiológica 18. Além disso, o Estado já registrou 65 gestantes com diagnóstico confirmado da doença neste ano.

A taxa de incidência estadual chegou a 417,9 casos para cada 100 mil habitantes, cenário que mantém o alerta das autoridades sanitárias diante do avanço da arbovirose em diversas regiões sul-mato-grossenses.

Entre os municípios com maior incidência proporcional de casos aparecem:

  • Douradina - 211 casos prováveis e incidência de 3.782,7;
  • Sete Quedas - 365 casos prováveis e incidência de 3.320,0;
  • Fátima do Sul - 613 casos prováveis e incidência de 2.974,4;
  • Paraíso das Águas - 138 casos prováveis e incidência de 2.504,5;
  • Batayporã - 235 casos prováveis e incidência de 2.193,8;
  • Angélica - 223 casos prováveis e incidência de 2.078,5;
  • Dourados - 4.801 casos prováveis e incidência de 1.972,7;
  • Jardim -426 casos prováveis e incidência de 1.776,4.

Dourados segue como o município com maior número absoluto de registros da doença em Mato Grosso do Sul, concentrando grande parte dos casos e mortes confirmadas pela epidemia neste ano.

RECÚO DA EPIDEMIA

Os números divulgados pelo COE mostram que o pico da epidemia ocorreu entre as Semanas Epidemiológicas 11 e 15, quando Dourados chegou a registrar mais de mil notificações semanais da doença.

O auge foi alcançado na Semana 12, com 1.207 notificações. Depois disso, os casos começaram a apresentar queda gradual: 897 notificações na Semana 13, 1.151 na Semana 14, 1.068 na Semana 15 e 852 na Semana 16.

Nas semanas seguintes, os números continuaram em retração, passando para 621 notificações na Semana 17, 681 na Semana 18, 399 na Semana 19 e 240 registros na Semana Epidemiológica 20.

Mesmo com o recuo, autoridades de saúde reforçam que o período ainda exige atenção máxima da população, especialmente com a chegada das temperaturas mais baixas, quando muitos criadouros do mosquito Aedes aegypti permanecem ativos em áreas urbanas e comunidades indígenas.

ACIDENTE FATAL

Colisão na lateral de veículo mata empresário na BR-158

Acidente resultou em capotamento de carro e teve cinco pessoas envolvidas

04/09/2026 09h00

24h News MS / Redes Sociais

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Durante a manhã da última quinta-feira (3) um acidente com capotamento na BR-158 envolvendo cinco pessoas deixou um homem morto e três vítimas feridas. O acidente ocorreu próximo a ponte do Rio Sucuriú, no município de Três Lagoas, interior de Mato Grosso do Sul

A vítima fatal era o curitibano Roberto José Medeiros, de 76 anos, médico do Hospital Auxiliadora, delegado aposentado, empresário e proprietário do Cartório 3º Ofício de Três Lagoas.

Segundo informações do site 24h news MS, o homem conduzia um BYD Dolphin Mini sentido a Três Lagoas, por volta das 09h em retorno para casa. Ao notar que havia esquecido o celular no rancho, o condutor realizou uma manobra na rodovia e foi atingido por um VW Gol, que também trafegava no sentido Três Lagoas.

O segundo veículo colidiu na lateral do carro em que o médico e uma outra vítima estavam, e então capotou as margens da via federal.

O Serviço de Urgência Móvel (Samu) chegou ao local e encontrou Roberto já sem vida. Conforme a equipe de socorro, a vítima teria quebrado o pescoço com o impacto da colisão e morreu no mesmo momento. A mulher que estava junto não sofreu ferimentos.

No outro veículo estavam três pessoas que receberam atendimento médico. Uma das vítimas apresentou fratura nas costelas e uma outra estava com dores abdominais, pois havia passado por uma cirurgia na vesícula recentemente, e ambas foram encaminhadas para o Hospital Auxiliadora.

O local permaneceu isolado até a chegada das equipes de Polícia Civil e Perícia Criminal para realizar os procedimentos necessários. O corpo de Roberto permaneceu no carro até o fim dos serviços periciais e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) também esteve no local para organizar o fluxo na região.

JUSTIÇA

Homem que atropelou mulher contra muro é condenado a 23 anos de prisão

Caso ocorreu em agosto de 2025, quando o condenado ficou inconformado com o fim do relacionamento, que durava cerca de dois meses

04/09/2026 08h40

Caso foi julgado na 1ª Vara do Tribunal do Júri

Caso foi julgado na 1ª Vara do Tribunal do Júri Foto: Arquivo

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Um homem foi condenado a 23 anos, um mês e dez dias de prisão por feminicídio tentado triplamente qualificado, ocorrido em agosto do ano passado. O caso foi julgado na 1ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande. 

No dia 30 de agosto, o réu, inconformado com o fim do relacionamento, atropelou a mulher com um carro e prendeu contra o muro de uma casa na Vila Nossa Senhora das Graças, em Campo Grande.

O homem foi preso no final da mesma noite que ocorreu o crime. O casal mantinha um relacionamento de dois meses.

A mulher seguia para casa quando foi atingida pelo veículo. O homem dirigia um carro modelo Gol quando atropelou a vítima propositalmente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar os primeiros socorros, levando-a inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino. Ela sofreu cortes no rosto, fraturas na bacia e no quadril e precisou passar por cirurgias no pulso e no joelho na Santa Casa.

A condenação de feminícidio foi considerada como triplamente qualificado porque a vítima é mãe de uma criança. O juiz entendeu que o acusado agiu por motivo torpe e utilizou meios cruéis para tentar matar a mulher. Além da reclusão, o réu terá que pagar uma indenização de 10 salários mínimos.

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