Cidades

CRIME ORGANIZADO

Morto em tiroteio com a polícia era 'caçado'
por executar PM no interior paulista

Acusado atuava no fluxo do tráfico na fronteira desde 2012

RAFAEL RIBEIRO

12/03/2018 - 15h30
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Natural de Presidente Prudente (SP), Kleber da Silva Rodrigues, conhecido como Klebinho, foi identificado como um dos homens mortos por policiais civis de Mato Grosso do Sul durante operação desencandeada no último sábado (10), em Ponta Porã.

Rodrigues era conhecido das páginas policiais da região chamada como 'oeste paulista' desde os anos 2000, quando figurava como ladrão de carros. 

A vida mudou em maio de 2011, quando Klebinho executou um sargento da Polícia Militar paulista em Presidente Epitácio (SP), em seu 'batismo' (como são chamados os rituais de entrada) para a facção crimonosa Primeiro Comando da Capital (PCC). 

Desde então, segundo investigação da Justiça Federal, o traficante atuou como um dos 'torres' (como são chamados os líderes) da facção em Pedro Juan Caballero, que fica na divisa com Ponta Porã. Na classificação de autoridades, ele foi identificado como astuto com contas e bom no planejamento e controle do fluxo do tráfico, sua presença no Paraguai atendia dois requisitos: abria espaço para o controle total do PCC na região com a então execução de Jorge Rafaat, que ocorreu em 2016, e o deixava longe do radar principalmente da Polícia Militar de São Paulo, que o procurava.

O Portal Correio do Estado apurou que até mesmo membros do serviço secreto da Rota (tropa de elite da polícia paulista) chegaram a procurá-lo em Presidente Prudente, principalmente em oficinas mecânicas e rachas clandestinos de carros, no qual frequentava e era conhecido na cidade.

O CASO

Roney Marques de Souza, 23 anos, baleado pela polícia durante operação contra o crime organizado, morreu na madrugada desta segunda-feira (12), no Hospital Regional de Ponta Porã. Operação foi desencadeada na região de fronteira depois da execução do investigador Wescley Vasconcelos Dias, 37, na última semana.

Após a morte do policial, investigadores do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil iniciaram uma série de ações, que deve continuar até a prisão dos autores do crime.

Em uma das ações, na tarde de sábado (10), policiais foram até uma casa após receberem informações de que a residência servia de hospedagem para O PCC. Três homens estavam na residência e foi dada voz de prisão a eles.

Roney pegou uma bolsa, onde havia uma pistola 9 mm com carregador modificado. Por conta da ameaça, ele foi baleado e encaminhado ao Hospital Regional, onde morreu hoje.

Os outros dois foram presos, mas ao chegar na delegacia, um deles reagiu, agora identificado como Klebinho, desarmou um policial e fez disparos contra a equipe, que reagiu para conter a ação. O criminoso foi baleado e morreu no local.

Na residência foram encontrados um fuzil AK 47 com duplo carregador, mesmo tipo de arma usada na execução do policial, e uma pistola 9 mm.

HISTÓRICO

A Justiça Federação já havia condenado Klebinho à revelia por tráfico internacional de drogas em 2012, após ele ser ligado a uma apreensão de cocaína ocorrida em 2013, em Rio Brilhante.

Desde então, ligações rastreadas pelo Ministério Público Federal com apoio das autoridades paraguaias revelaram que Klebinho tinha como uma das principais funções recrutar integrantes do PCC no Paraguai.

Uma das mensagens, naquele mesmo ano, mostra o traficante preocupado e exigindo reuniões com Elton Leonel Rumich da Silva, o Galã, preso neste mês no Rio de Janeiro e então 'sintonia' (chefe geral) da facção na fronteira para mostrar seus planos ousados, entre eles até o de sequestrar e extorquir brasileiros que trabalhassem no país vizinho.

As autoridades agora investigam a relação de Klebinho com Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, apontado pelas autoridades como o novo sintonia do PCC na fronteira de Mato Grosso do Sul. Uma das hipóteses apuradas é a de que o policial civil possa ter sido morto como compensação para agradar o novo chefe dos criminosos. 

Coxim

Homem atacado com 10 facadas é internado em estado grave

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação

04/04/2026 16h00

Hospital Regional de Coxim

Hospital Regional de Coxim Foto: Divulgação

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Um homem de 34 anos foi vítima de uma tentativa de homicídio após ser atingido por mais de 10 facadas na manhã deste sábado (4), em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. Ele foi socorrido em estado grave e segue internado no Hospital Regional do município.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima apresentava ferimentos na cabeça, nas costas e nas mãos, além de duas perfurações profundas no tórax. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros.

Inicialmente, o homem contou à polícia que havia ingerido bebida alcoólica com amigos nas proximidades de um bar. No entanto, posteriormente, mudou a versão e afirmou que foi atacado enquanto dormia na varanda de sua casa, um imóvel que estaria sem energia elétrica.

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação. No endereço indicado, policiais não localizaram sinais de luta ou vestígios de sangue.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio e será investigado pela Polícia Civil.

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MATO GROSSO DO SUL

MS dá aula à agentes com Chikungunya 7x mais letal em 2026

Secretaria de Saúde reforça que, até o momento, não há declaração que aponte para epidemia da doença em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente em Dourados

04/04/2026 14h30

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença Reprodução/GovMS/Bruno-Rezende

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Em cenário de crise graças aos alarmantes números de uma das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, a médica infectologista, Dra. Andyane Tetila, ministra na segunda-feira (06) uma web aula aos profissionais que tentam frear a Chikungunya em Mato Grosso do Sul, que aparece sete vezes mais letal neste 2026.

Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), essa capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença que mostra um impacto significativo principalmente na cidade de Dourados e aldeias do município. 

O Governo do Mato Grosso do Sul reforça que, até o momento, não há uma declaração que aponte para uma epidemia de Chikungunya em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente no município de Dourados. 

Com o tema “Alerta Chikungunya: Atualização do Cenário e Manejo dos Casos”, a web aula fica marcada para às 18h e será transmitida através da plataforma Telessaúde (acesse CLICANDO AQUI), sendo que a sala será aberta 30 minutos antes do evento. 

Importante frisar que essa web aula têm o seguinte público alvo os profissionais das seguintes áreas: 

  1. Atenção Primária à Saúde 
  2. Serviços de urgência e Emergência 
  3. Vigilância epidemiológica 
  4. Demais envolvidos no atendimento e manejo dos casos de Chikungunya

Jéssica Klener é gerente de Doenças Endêmicas da SES e, em nota, frisa que a participação dos profissionais é essencial para fortalecer a resposta da rede de saúde à população. 

"Que os profissionais que estão na linha de frente estejam atualizados sobre o manejo clínico da chikungunya, especialmente neste momento de aumento de casos. A capacitação contribui diretamente para um atendimento mais qualificado, com diagnóstico mais ágil e condutas adequadas, refletindo na redução de complicações e na melhor assistência à população”, cita. 

7x mais letal 

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, que apresenta sintomas que costumam ser avassaladores, e a diferença das demais doenças citadas está no tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

cabe explicar que, Mato Grosso do Sul terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado já acumulou, inclusive, o equivalente ao dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado, 17 mortes no total que marcam o pior índice desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um registro de óbito naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

 

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