Cidades

Mato Grosso do Sul

Motorista enfrenta bloqueio de caminhoneiros, é atacado, atira para cima e acaba preso

Homem que dirigia um HB20 atirou para cima para evitar ser agredido por caminhoneiros bolsonaristas na BR-060, entre Campo Grande e Sidrolândia e acabou preso pela PRF; bloqueios continuam

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Inconformados com o resultado das eleições, caminhoneiros bolsonaristas e apoiadores seguem bloqueando as rodovias na imediações de Campo Grande no interior do Estado. Um homem que tentou furar um bloqueio de caminhoneiros e atirou para cima para evitar agressão, acabou preso pela Polícia Rodoviária Federal em flagrante pelo crime de disparo de arma de fogo.

O caso ocorreu em um dos dois bloqueios localizados entre as cidades de Campo Grande e Sidrolândia. “Quando iniciada a retirada dos pneus, um homem, que dirigia um Hyundai/HB20, ultrapassou as barreiras e atingiu alguns manifestantes que ainda estavam na pista”, informou a Polícia Rodoviária Federal. 

“Alguns destes manifestantes que estavam mais próximos do veículo, se exaltaram e começaram a desferir chutes e lançar objetos no automóvel. O condutor sacou uma arma de fogo e realizou 3 tiros para cima.  O motorista foi preso por disparo de arma de fogo em via pública”, complementou a PRF em nota. 

O advogado Ben Hur Rodrigo Bresciani, disse ao ser detido que é de direita, voltou em Jair Bolsonaro, mas que não aceita ter o seu direito de ir e vir impedido. “Não vou aceitar ser subjulgado por uma turba, uma quantidade de vagabundos, que estão atrapalhando as pessoas que estão trabalhando”, reclamou. “Se precisar, vamos brigar, mas precisa ser com respeito e dentro da legalidade”, emendou.


 

INCONFORMISMO

Em outro bloqueio, também em Campo Grande, na rotatória da BR-060, também saída para Sidrolândia, alguns caminhoneiros afirmam que não há data para interromper os bloqueios. 

“Esse movimento aqui, para ver se a gente decide uma melhora, ninguém acredita que o Lula levou a eleição com esse monte de eleição. Ele não tem esse monte de gente. O povo aqui é tudo bolsonarista. A gente quer que o Bolsonaro continue governando o Brasil”, disse o caminhoneiro Itamar Santos da Silva, 54 anos.

O movimento, segundo eles, não tem liderança. Mas há o mínimo de organização, com distribuição de marmitas e banheiros químicos. 

O vendedor de materiais industriais, Germano Pereira Souza, 58 anos, um dos integrantes do bloqueio, também está exaltado. “Nós não vamos aceitar isso: o comunismo em nosso país”.

Neste mesmo bloqueio, os caminhoneiros falam que a PRF deu 72 horas para que o movimento cesse. A Polícia Rodoviária Federal, porém, informou que não há nenhuma informação oficial neste sentido. 
Nos bloqueios, apenas ônibus e ambulâncias são liberados automaticamente. Outros veículos dependem de negociação com os chefões dos bloqueios. 

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para seu terceiro mandato de presidente da República neste domingo (30), com 50,9% dos votos válidos (60.345.999 votos). Jair Bolsonaro teve 49,1% dos votos (58.206.354 votos).

Lula venceu em todos os Estados do Nordeste, em Minas Gerais e também no Amazonas e no Pará. Bolsonaro teve uma votação maior que Lula nos demais estados. 

Como no Brasil o sistema é de quem tem mais votos no total é o vencedor, Lula, por ter quase 2 milhões de votos a mais que Bolsonaro, sagrou-se vencedor em uma eleição apertadíssima. 

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SÉRIE DE ADIAMENTOS

Ministério agenda "privatização" do Rio Paraguai para o próximo ano

Anúncio de que o leilão de concessão deve ocorrer no primeiro semestre de 2027 foi feito nesta quinta-feira

22/05/2026 12h45

Volume transportado pela hidrovia nos dois primeiros meses deste ano chegou a 1,4 milhão de toneladas, montante recorde para o período

Volume transportado pela hidrovia nos dois primeiros meses deste ano chegou a 1,4 milhão de toneladas, montante recorde para o período

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Inicialmente previsto para dezembro do ano passado e depois adiado para 2026, o leilão para concessão dos 600 quilômetros da hidrovia do Rio Paraguai, entre Corumbá e Porto Murtinho, deve acontecer somente no primeiro semestre do próximo ano, conforme programação divulgada nesta quinta-feira (21) durante cerimônia de comemoração relativa aos dois anos de criação da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação. 

A estimativa de que o leilão aconteceria ainda em 2025 foi feita em junho do ano passado pelo ministro pelo ex-ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PB), durante passagem por Campo Grande. 

Depois disso, já em janeiro deste ano,  o agora deputado federal afirmou que o edital do leilão seria publicado ainda no primeiro semestre de 2026 e previu que o leilão aconteceria antes do final do ano. 

Nesta quinta-feira, porém, durante nova apresentação da agenda de leilões do setor, o Secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, apresentou uma agenda que indica a estimativa de uma nova data do leilão e afirmou que seguem trabalhando para a viabilidade do remate. No cronograma divulgado pela secretaria, a previsão é de que o leilão ocorra no primeiro semestre de 2027.

Em entrevista ao Correio do Estado no começo da semana, Otto Burlier atribuiu o atraso no leilão a impasse diplomático entre Brasil, Paraguai e Bolívia. Porém, ele não chegou a anunciar A continuidade do processo de concessão, interrompido em dezembro do ano passado, depende agora da construção e aprovação de um acordo internacional entre os três países, o que ainda não ocorreu.

Em despacho publicado em 18 de dezembro, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Benjamin Zymler ressaltou que essas definições podem exigir “adequações na documentação, na matriz de riscos, na modelagem econômico-financeira e nos instrumentos convocatórios”, justificando a suspensão do processo até a consolidação do acordo.

O TCU já analisava a minuta do contrato de concessão e precisa aprovar o texto para que o edital seja publicado e o certame retomado oficialmente.

Segundo Otto Burlier, quando o projeto começou a ser estruturado, em 2024, a avaliação era de que não seria necessário um acordo específico entre os três países. O cenário, porém, mudou após alterações políticas no Paraguai e na Bolívia.

“O próprio governo paraguaio nos procurou e falou: ‘A gente precisa, se possível, ter algo um pouco mais robusto, não adianta só ter a opinião do Brasil sobre a hidrovia’”, afirmou Burlier.

A proposta em discussão prevê a criação de um comitê trinacional para acompanhar a concessão. A ideia é que a futura concessionária preste contas a esse grupo, formado pelos três países, enquanto a gestão operacional e a fiscalização ficariam sob responsabilidade da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

E conforme os dados da Antaq, nos dois primeiros dois primeiros meses de 2016, apesar escassez de água no Rio Paraguai, que na maior parte do primeiro bimestre ficou com o nível abaixo de um metro na régua de Ladário, o volume transportado pela hidrovia bateu recorde histórico, chegando a 1,403 milhão de toneladas de minérios. 

Os dados revelam que o volume foi 15,5% maior que no primeiro bimestre do ano passado, quando foram escoadas 1,215 milhão de toneladas. Em 2025, porém, o nível do Rio Paraguai já estava em 1,14 metro no primeiro dia do ano. Em 2026, por conta das chuvas abaixo da média história, este nível só foi alcançado no dia 27 de fevereiro. 

Para evitar a suspensão do transporte nos períodos de estiagem, o projeto de concessão prevê que pelo menos 18 pontos sejam submetidos a trabalhos de dragagem de manutenção. Esse tipo de intervenção equivale à remoção de terra no fundo do leito, sem retirada da areia acumulada nestes locais. 

Volume transportado pela hidrovia nos dois primeiros meses deste ano chegou a 1,4 milhão de toneladas, montante recorde para o períodoCRONOGRAMA OFICIAL DO MINISTÉRIO DOS PORTOS

 

traficante

Alta periculosidade: brasileiro é preso no lado paraguaio da fronteira de MS

Rafael de Oliveira Azambuja deve ser deportado e entregue à Polícia Federal ainda nesta sexta-feira (22)

22/05/2026 12h29

Rafael de Oliveira Azambuja foi preso em PJC

Rafael de Oliveira Azambuja foi preso em PJC Reprodução/Senad-PY

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Foi preso hoje (22) do lado paraguaio da fronteira sul-mato-grossense, na cidade-gêmea de Ponta Porã, Pedro Juan Caballero (PJC), um traficante brasileiro considerado de alta periculosidade: Rafael de Oliveira Azambuja, investigado como dono de carregamentos que passam de meia tonelada de cocaína.

A informação da prisão de Rafael de Oliveira foi divulgada através da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai, após um trabalho conjunto da Senad, por meio de seu Grupo de Investigações Sensíveis (Gise) e a Polícia Federal (PF) do Brasil.

Rafael Azambuja têm laços apontados com uma organização voltada ao tráfico internacional de drogas, já respondendo em processos no Brasil que ligam o traficante a carregamentos de mais de meia tonelada de cocaína. 

Considerado figura de destaque dentro da rede criminosa, o indivíduo foi localizado em uma residência que fica próxima ao cruzamento da Rua Chile coma rodovia PY-17 “Niños Mártires de Acosta Ñu", que fica no bairro "Defensores del Chaco", em PJC. 

Com mandado de prisão expedido pela Justiça do Brasil, em crimes que passam por posse e tráfico de substâncias entorpecentes, Rafael de Oliveira Azambuja deve ser deportado e entregue à Polícia Federal ainda nesta sexta-feira (22). 

Sinal de uma cooperação forte entre os órgãos de segurança pública de ambas as nações, Rafael deverá passar pelos trâmites necessários para transferência do Paraguai para o Brasil, entregue na linha internacional do Mato Grosso do Sul. 

Velho conhecido

Rafael de Oliveira Azambuja foi preso em PJCRafael de Oliveira Azambuja Reprodução/Senad-PY

Há mais de uma década o nome de Rafael de Oliveira Azambuja circula entre as páginas do noticiário nacional, indivíduo que chegou a ser preso em 2018, quando já era apontado como líder da quadrilha mais procurada por ataques realizados a bancos, lotéricas e carros-fortes. 

Antes disso, chegou a ficar mais de um ano foragido, desde julho de 2017, após progredir de uma prisão anterior para o regime semiaberto.

Essa prisão agora acontece no contexto nacional da Operação Lucis, da PF, deflagrada na última terça-feira (19) para desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas, lavagem de capitais e demais delitos correlatos.

Ao todo, a Operação cumpriu nove mandados de prisão preventiva e 32 de busca e apreensão, além de medidas que decretavam o sequestro de bens, valores e de imóveis em desfavor de pessoas físicas e jurídicas investigadas. 

Conforme apurado pela PF, esse grupo criminoso possuía uma base na cidade de Ponta Porã, sendo que essas ordens judiciais foram cumpridas em quatro estados, nas cidades sul-mato-grossenses de Ponta Porã, de Dourados, de Campo Grande; em São Paulo, em Guarulhos, no estado de São Paulo; e em Peixoto de Azevedo/MT e em Porto Seguro/BA. 

Esse investigação recente teve início a partir justamente da apreensão de, aproximadamente, 551,9 kg de cocaína, em dezembro de 2024 pelo Tático Ostensivo Rodoviário da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, em Ponta Porã. 

 

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