Cidades

MANIFESTAÇÃO

Após vitória de Lula, caminhoneiros bloqueiam sete pontos de rodovias de MS em protesto

Manifestantes aguardam manifestação do presidente e pedem Exército nas ruas

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Pelo menos sete pontos de rodovias federais de Mato Grosso do Sul estão bloqueados por caminhoneiros apoaidores do presidente Jair Bolsonaro (PL), em protesto contra o resultado das eleições.

Conforme a Polícia Rodoviária Federal, no Estado, estão bloqueados trechos da BR-163 em Campo Grande, Eldorado, Bandeirantes, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso e Coxim.

Também há bloqueio na BR-060, em Camapuã.

A manifestação ocorre em vários estados do País.

Na BR-163, em Campo Grande, há cerca de 100 veículos.

O caminhoneiro Antônio Carlos Nascimento está com o caminhão carregado de cimento e aderiu ao protesto, segundo ele, por acreditar em fraude no resultado das eleições.

"Teve um boicote nas urnas, tem maracutaia. Eu vi o deboche do Bonner ontem, debochou da cara dos brasileitros. O brasileiro que viu ontem, tem que estar ciente que teve alguma coisa nas urnas, teve manipulação", disse.

Segundo Nascimento, os manifestantes aguardam um parecer do presidente Jair Bolsonaro ou uma entrevista, para decidirem os próximos passos ou quando se encerra o protesto, além de pedir intervenção militar.

"Estamos aguardando o Exército na rua para ver o que está acontecendo".

José Antônio, caminhoneiro há 10 anos, está parado desde às 21h e também diz que quer uma resposta e não sairá do local enquanto não obte-la.

"Estamos esperando um posicionamento do Bolsonaro para ver o que vai acontecer, porque a gente não pode admitir um ladrão colocar a mão no nosso país de novo. Se precisar nós vamos ficar aqui o tempo que for", garante.

Edmar Benício dos Santos é caminhoneiro há 20 anos, atualmente transportando madeira, e está no protesto desde às 22h30 de domingo.

Ele diz que não tem previsão para sair do local e afirma que deve haver desabastacimento nos mercados e lojas em cerca de três dias, mas que a manifestação é pacífica.

"Tem caminhões de várias cargas aqui, mas ambulâncias, polícia e outras viaturas estão passando normalmente", disse.

A Polícia Rodoviária Federal afirma que há equipes nos locais acompanhando os bloqueios e que foi conversado com os motoristas para que liberem veículos de emergência e cargas perecíveis.

Um dos organizadores da manifestação, Ademir Pereira, caminhoneiro há mais de 15 anos, disse que será organizado um sistema de siga e pare para carros de passeio, conforme orientação da PRF.

"Não adianta bater direto na população porque a gente precisa do apoio deles", disse aos manifestantes, que estavam contrários à liberação de veículos.

João Batista Mariano é motorista do ônibus de viagem, que saiu de São Paulo ontem as 13h, com destino a Porto Velho (RO), e ficou preso na fila de caminhões.

"Conseguimos liberação até São Gabriel do oeste. Nós contamos a verdade pra eles [caminhoneiros], falamos que saímos de viagem antes das eleições, às 13h, e que a gente não sabia dessa paralisação", explicou.

Não há previsão para o encerramento dos bloqueios.

Nas eleições realizadas neste domingo (30), Lula foi eleito presidente com 60.345.999 votos, o que corresponde a 50,90%, enquanto Bolsonaro obteve 58.206.354, correspondente a 49,10% dos votos válidos.

Fila de caminhões se formou em Campo Grande, sem previsão de liberaçãoFila de caminhões se formou em Campo Grande, sem previsão de liberação (Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado)

Gás estireno

Vazamento de gás tóxico em Manaus leva 512 pessoas a hospitais; uma está internada

Gás estireno, utilizado na fabricação de plásticos e poliestireno, vazou por meio de fissura em tanque

21/07/2026 21h00

Gás estireno vazou de tanque de empresano Polo Industrial de Manaus

Gás estireno vazou de tanque de empresano Polo Industrial de Manaus Foto: Reprodução

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Por três dias, os bombeiros do Amazonas combateram o vazamento de gás estireno em uma empresa no Polo Industrial de Manaus, que teve início na última quarta-feira, 16, informou o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). Ao todo, 512 pessoas foram atendidas com a suspeita de exposição ao gás, enquanto uma segue internada.

Em nota, a Videolar-Innova, empresa responsável pelos tanques, manifestou o seu profundo agradecimento à ação decisiva das autoridades componentes do Comitê de Emergência e à mobilização das autoridades municipais envolvidas. Também expressou suas desculpas à população de Manaus e assumiu publicamente o compromisso de investigar a fundo as causas e aplicar as soluções cabíveis para que eventos como esse não voltem a ocorrer.

A empresa citou a fala do Diretor-Presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, informando que não foram constatadas fissuras no tanque Junto à fala do secretário de Saúde do Estado do Amazonas, Luís Alberto Saraiva, que afirmou que as medidas de segurança e monitoramento demonstraram ser eficientes em eliminar o risco para a saúde pública.

O estireno é usado na fabricação de plásticos e poliestireno. O comandante-geral do corpo de bombeiros, coronel Orleilso Muniz, reforçou na segunda-feira, 20, que o vazamento do gás foi contido e detalhou como se dará a continuidade dos trabalhos a partir de agora.

"Nesse momento, não encontramos qualquer resíduo do gás estireno tanto no entorno, como dentro da área que foi isolada. Estamos com emissão zero a partir do tanque que foi sinistrado", disse Muniz. "O Corpo de Bombeiros continuará dentro da empresa, mantendo o resfriamento (do tanque afetado). Esse é um trabalho que poderá durar meses para desinstalação, retirada de todo material com segurança e, a partir daí, ser dada a destinação adequada para o produto daquele tanque", explicou.

Um dia após o início do vazamento, na sexta-feira, 17, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) autuou a Innova em R$ 12,5 milhões por infração à legislação ambiental, informou a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM).

A penalidade foi aplicada com fundamento na Lei Federal nº 9 605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), que estabelece sanções penais e administrativas para condutas e atividades lesivas ao meio ambiente; no Decreto Federal nº 6.514/2008, que regulamenta as infrações e sanções administrativas ambientais; e no Decreto Estadual nº 51.355/2025, que disciplina os procedimentos de fiscalização e a aplicação de penalidades ambientais no Estado do Amazonas.

Mesmo após o vazamento, o Ipaam deve monitorar os trabalhos realizados na fábrica onde ocorreu o acidente, disse a SSP.

Entre as ações previstas pela pasta, estão o acompanhamento da qualidade do ar, em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio do Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM); a análise dos efluentes gerados; a fiscalização da destinação ambientalmente adequada dos resíduos remanescentes do tanque; e a verificação do cumprimento das condicionantes da Licença de Operação (LO) da empresa, vigente até outubro de 2026.

Além disso, a SSP esclareceu que o Ipaam poderá adotar novas medidas administrativas previstas na legislação ambiental, caso outras irregularidades sejam constatadas.

O Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) iniciou as investigações sobre o vazamento do gás estireno na segunda-feira Por enquanto, os peritos realizam uma avaliação preliminar para levantar informações sobre o ocorrido e fazer um registro da área com drones.

O DPTC afirmou que o laudo não tem prazo para conclusão em razão do volume de informações, que ainda serão levantadas e analisadas em conjunto com os vestígios encontrados no local.

Em reunião no último domingo, 19, o comitê composto por órgãos estaduais da Segurança Pública, Defesa Civil, Saúde, Meio Ambiente e Educação, além da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM), decidiu liberar, a partir da segunda-feira, as atividades das empresas do Polo Industrial, unidades de ensino da rede estadual e serviços públicos, que haviam sido suspensas desde o dia do acidente, informou a SSP.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) também investiga o acidente, por meio de um Inquérito Policial (IP) instaurado, a ser conduzido pelo 2º Distrito Integrado de Polícia (DIP), para apurar todas as circunstâncias relacionadas ao fato.

Meio Ambiente

MPMS investiga degradação ambiental em fazenda de Santa Rita do Pardo

Fiscalização da Polícia Militar Ambiental identificou processos erosivos, aplicou auto de infração e motivou a abertura de inquérito civil para apurar os danos ambientais

21/07/2026 20h00

Degradação ambiental será investigada pelo MPMS

Degradação ambiental será investigada pelo MPMS Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para acompanhar um caso de degradação ambiental em uma propriedade rural de Santa Rita do Pardo.

A investigação teve origem em uma fiscalização da Polícia Militar Ambiental (PMA), que constatou processos erosivos na área, lavrou auto de infração ambiental e encaminhou o caso para análise dos órgãos responsáveis pela fiscalização e proteção do meio ambiente.

De acordo com os documentos do procedimento, a vistoria realizada pela PMA identificou áreas com degradação do solo provocada por processos erosivos. Diante da constatação, foi lavrado auto de infração ambiental e adotadas as medidas administrativas previstas na legislação.

Após a autuação, o responsável pela propriedade apresentou defesa administrativa, contestando aspectos técnicos e jurídicos relacionados ao enquadramento da infração e à responsabilização pelos danos ambientais apontados durante a fiscalização.

No decorrer do processo, também foi protocolado um Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad). O plano prevê ações para conter os processos erosivos, recuperar o solo, realizar o monitoramento ambiental e restaurar as áreas afetadas.

Paralelamente ao procedimento administrativo, o caso passou a ser acompanhado pelo MPMS. A documentação foi encaminhada ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Meio Ambiente (Caoma), que solicitou o georreferenciamento da área ao Núcleo de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto (Nugeo) e determinou o encaminhamento dos autos para instauração de inquérito civil.

A atuação do Ministério Público busca reunir elementos técnicos e jurídicos que permitam avaliar a extensão dos danos ambientais, verificar a eficácia das medidas de recuperação propostas e identificar a necessidade de novas providências para assegurar a reparação dos impactos e a proteção do patrimônio ambiental.

O procedimento segue em tramitação nas esferas administrativa e ministerial. O MPMS acompanhará o andamento das investigações e a execução das medidas de recuperação ambiental, com o objetivo de garantir a recomposição da área degradada e o cumprimento da legislação ambiental.

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