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MP apreende celular de autor de feminicídio que divulgou imagens da vítima

Crime aconteceu no início do mês de maio, após jovem não aceitar suposta relação extraconjugal de seu pai

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Itaquiraí e da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC), deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), uma operação para o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do suspeito que matou Simone da Silva, no dia 14 de maio.

O crime aconteceu dentro da casa da vítima e foi presenciado pelos filhos, entre eles um adolescente de 14 anos, que acionou o socorro. De acordo com as investigações, o autor teria cometido o crime após saber de um suposto relacionamento extraconjugal entre Simone e o pai dele. 

Após o homicídio, o suspeito fugiu, mas se apresentou posteriormente à Delegacia de Polícia Civil de Naviraí, acompanhado de uma advogada. Na ocasião, entrou a arma utilizada no crime e permaneceu em silêncio durante o depoimento. Ele foi preso em flagrante. 

Durante o cumprimento de mandado, o celular do suspeito foi apreendido. A apuração tem como objetivo, obter elementos que possam confirmar se foi ele quem divulgou imagens de Simone após a morte, por meio de aplicativo de mensagens. 

O caso é investigado como feminicídio qualificado, com agravantes como a presença de descendentes da vítima no momento do crime e o porte ilegal de arma de fogo.

Todo o material recolhido será encaminhado à UICC, que ficará responsável pela análise e levantamento da possível disseminação das imagens. 

Corpo achado, o 9º caso

Mesmo que os casos de feminicídios em 2025 estejam abaixo da total anotado no período em anos anteriores, Simone já é a décima morta nessas circunstâncias em Mato Grosso do Sul, números que representam duas mulheres assassinadas por mês no Estado. 

Em comparativo de anos anteriores até o mês de maio, 2024 havia registrado 16 feminicídios, sete casos a frente do total anotado no mesmo período de 2023, por exemplo. 

No pior ano até então na série histórica, 2022 por exemplo começou o mês de janeiro com sete feminicídios e fechou o mês de maio anotando 20 mulheres mortas nos primeiros cinco meses em Mato Grosso do Sul, com base em dados estatísticos compilados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 

Antes de Simone, o nono caso foi registrado com o achado do corpo de Thácia Paula Ramos de Souza, de 39 anos, encontrado na tarde de quarta-feira (14), no Rio Aporé, em Cassilândia-MS, segundo divulgado pela Polícia Civil. 

Vale lembrar que o marido de Thácia, um homem de 43 anos, estava preso desde segunda-feira (13) como suspeito de envolvimento no desaparecimento e possível feminicídio da companheira, em Cassilândia.

As investigações começaram no domingo, após a mãe de Thácia procurar a delegacia para registrar o desaparecimento, sendo que, segundo a polícia, ainda durante as primeiras diligências, um dos sapatos da vítima foi localizado às margens do Rio Aporé, junto a uma mancha de sangue. 

Preso em uma casa no centro de Cassilândia, o homem revelou aos agentes em depoimento informal que agrediu a companheira dentro do carro e a levou até as margens do rio, onde teriam entrado em luta corporal, com o caso ainda sob investigação para completa elucidação dos fatos.  

Cronologia feminicídios 2025

Já o oitavo feminicídio foi o de Ivone Barbosa da Costa Nantes, morta a golpes de faca na região da nuca pelas mãos do então namorado no assentamento da zona rural de Sidrolândia batizado de Nazareth, em 17 de abril. 

Pela ordem cronológica, o primeiro caso de 2025 foi a morte de Karina Corin, de 29 anos, nos primeiros dias de fevereiro, baleada na cabeça pelo ex-companheiro, Renan Dantas Valenzuela, de 31 anos. 

Já o segundo feminicídio deste ano no Estado foi a morte de Vanessa Ricarte, esfaqueada aos 42 anos, por Caio Nascimento, criminoso com passagens por roubo, tentativa de suicídio, ameaça, além de outros casos de violência doméstica contra a mãe, irmã e outras namoradas.

Após denúncia do Ministério Público de  Mato Grosso do Sul em quatro crimes, em caso de condenação e penas máximas aplicadas, o assassino de Vanessa pode pegar mais de 86 anos de cadeia, como abordado pelo Correio do Estado.

Os outros feminicídios de 2025 vitimaram: 

O sétimo caso de feminicídio registrado em 2025 foi o de Giseli Cristina Oliskowiski, morta aos 40 anos, encontrada carbonizada em um poço no bairro Aero Rancho, em Campo Grande.

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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