Cidades

EM CAMPO GRANDE

6ª vítima de feminicídio foi encontrada carbonizada em poço

Crime aconteceu no fim da tarde deste sábado (1°), o ex-namorado da vítima foi preso

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Identificada como Giseli Cristina Oliskowiski, de 40 anos, foi a 6ª vítima de feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul. O crime aconteceu no fim da tarde deste sábado (1°), no bairro Aero Rancho, em Campo Grande.

De acordo com testemunhas, Jeferson confessou que a agressão foi motivada após uma discussão com Giseli que teria o agredido com três tapas no rosto, momento este em que ele jogou uma pedra na cabeça da mulher.

A vítima até então desacordada, teria sido colocada em um poço desativado e teve o corpo queimado. No entanto, a dinâmica dos fatos não foram reveladas. Ainda conforme relatos de testemunhas, as brigas entre o casal eram constantes e ambos seriam usuários de drogas.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e ao chegarem no local, encontraram o autor já contido por populares. Jeferson foi levado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde chegou algemado por resistir à prisão.

O autor também apresentou lesões superficiais nos pés, mas disse que os ferimentos teriam sido causadas por um trabalho.

Feminicídios

O 1° feminicídio aconteceu no dia 4 de fevereiro, quando Karina Corin, de 29 anos, foi baleada na cabeça pelo ex-companheiro, Renan Dantas Valenzuela, de 31 anos, no dia 1° de fevereiro; não resistiu aos ferimentos.

Karina estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Vida de Dourados. Aline Rodrigues, de 32 anos, também estava na loja de celular no momento do ataque e morreu após ser atingida por dois tiros.

Aline era amiga de Karina, e também foi levada para o Hospital da Vida de Dourados em estado grave. Contudo, não resistiu aos disparos, que atingiram a cabeça e o tórax.

O 2° feminicídio registrado foi o da jornalista Vanessa Ricarte, assassinada a facadas pelo ex-noivo Caio Nascimento. 

Vanessa procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) no dia 13 de fevereiro para denunciar o companheiro por violência doméstica e solicitar uma medida protetiva contra ele, mas, ao retornar para casa, deu de cara com Caio na sua própria residência, momento em que começaram uma discussão e ele desferiu diversos golpes de faca contra o pescoço, peito e barriga.

Os vizinhos ouviram os gritos e acionaram a polícia.

Já o 3° caso, aconteceu em Dourados, quando Juliana Domingues, de 28 anos, foi assassinada com golpes de foice pelo marido, no último dia 18, na comunidade indígena Nhu Porã.

O esposo foi identificado como Wilson Garcia, de 28 anos. Ele cometeu o crime na frente do filho do casal, de 8 anos.

No 4° caso, Mirieli Santos, de 26 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-companheiro,Fausto Junior no último sábado, 22 de fevereiro. O casal estava discutindo quando o irmão da vítima ouviu os disparos, ela chegou a ser levada ao hospital por Fausto, mas não resistiu aos ferimentos.

O mais recente aconteceu no dia 24 de fevereiro, o crime aconteceu no município de Juti, localizado a 310 km de distância de Campo Grande.

A vítima teria sido brutalmente atacada pelo seu ex-marido, que, após esgana-la, teria arrastado seu corpo até uma residência e colocado em cima de um colchão, a fim de simular uma eventual morte natural. 

Lei do feminicídio

Datada de 09 de outubro de 2024, a nova "lei do feminicídio" eleva para 40 anos o crime de assassinato de mulheres, no contexto de violência doméstica ou de gênero. 

Como esclarece material da Agência Senado à época, a legislação anterior definia o feminicídio como um crime dentro do âmbito do homicídio qualificado, sendo pela nova lei considerado autônomo. 

Com alterações no Código Penal, Lei das Contravenções Penais, de Execução Penal, de Crimes Hediondos e Maria da Penha, entre outras medidas importantes, houve um aumento da pena, de 12 a 30 anos para reclusão de 20 a 40 anos. 

Entretanto, é importante explicar que, não cabe aplicação retroativa aos crimes que aconteceram antes da vigência da nova Lei do Feminicídio, graças ao chamado "princípio da não retroatividade in pejus", o que impede penas mais graves nesses casos. 

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fronteira com o paraguai

Traficante envolvido na execução de caseiro delator é morto pelo DOF

O caseiro foi morto no começo de julho após denunciar à PM a presença de uma SW4 abarrotada com maconha. Na noite desta terça-feira um traficante foi morto e dois acabaram presos

22/07/2026 11h37

SW4 foi apreendida no começo de julho, após denúncia do idoso, que depois disso foi executado com seis tiros de pistola

SW4 foi apreendida no começo de julho, após denúncia do idoso, que depois disso foi executado com seis tiros de pistola

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Um homem de 20 anos que no começo do mês teria matado um caseiro de Sete Quedas em represália pelo fato de ele ter denunciado à polícia a descoberta de uma caminhonete abarrotada com maconha foi morto por policias do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) na noite desta terça-feira (21). 

Outros dois suspostos envolvidos no assassinato do caseiro Reinaldo Pavão, de 69 anos, no início de julho, foram presos na mesma operação na região de fronteira. Eles tem 25 e 28 anos e com o trio foram encontradas três armas de fogo, de calibres 38, .32 e .22.

Conforme nota divulgada pelo comando do DOF, os militares realizavam patrulhamento em Sete Quedas quando avistaram um veículo CrossFox em atitude suspeita. Ao perceber a aproximação da equipe policial, o condutor fugiu em alta velocidade, desobedecendo às ordens de parada.

Durante o acompanhamento e abordagem, um dos ocupantes do veículo efetuou disparos de arma de fogo contra os policiais, que reagiram, diz a nota. O autor dos disparos foi atingido pelos policiais e socorrido, mas não sobreviveu. Já os outros dois suspeitos se entregaram à equipe.

Com os suspeitos, além das armas de fogo, também foi encontrado dinheiro, luvas e balaclavas, informou o DOF. Conforme denúncia recebida pelo Disque Denúncia do DOF, os envolvidos seriam suspeitos da execução do caseiro em uma área rural do município.

SW4 foi apreendida no começo de julho, após denúncia do idoso, que depois disso foi executado com seis tiros de pistola Agentes do DOF apreenderam três armas com os traficantes

Segundo aesta denúncia, a vítima teria sido morta após informar à Polícia Militar que traficantes haviam deixado uma Toyota Hilux SW4 com 1.860 quilos de maconha no local. O entorpecente foi apreendido pela PM.

Ainda de acordo com o DOF, os suspeitos possuem extensa ficha criminal, com passagens por homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e lesão corporal.

A ocorrência foi encaminhada à Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), em Dourados. A ação ocorreu no âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, em parceria entre a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública).

O idoso Reinaldo Pavão foi encontrado morto com seis marcas de tiro no Assentamento Nossa Senhora de Fátima, em Sete Quedas, a 450 quilômetros de Campo Grande, no dia 6 de julho, por um agente de saúde.

O agente comunitário estava fazendo visitas de rotina na região quando encontrou Reinaldo. O homem teria batido palmas em frente à casa e, como ninguém saiu, olhou pela janela e viu o idoso já sem vida.

No dia em que a SW4 foi apreendida, ninguém foi preso e os investigadores acreditam que o veículo, com registro de furto em Toledo, no Paraná, foi deixado na região para que seguisse viagem no dia seguinte. O idoso morto trabalhava como caseiro em um dos sítios do assentamento.

 

ASSASSINATO

Empresário é executado em quintal de casa durante manhã desta quarta-feira (22)

Foram encontradas 15 cápsulas de pistola e a motivação do crime seria dívida de R$ 600 mil

22/07/2026 11h30

Paulo Ribas / Correio do Estado

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Um homem foi executado durante a manhã desta quarta-feira (22) dentro de um imóvel que ele estaria reformando. Identificado como Matheus Luiz de Castro Vasconcelos, a vítima tinha 22 anos e, a suspeita da motivação do crime é por uma suposta dívida de R$ 600 mil.

O homicídio aconteceu por volta das 06h40 da manhã de hoje, no bairro Parque Novos Estados, na Rua Itapuã. Conforme informações apuradas, Matheus Luiz é de Camapuã e havia comprado o imóvel neste ano. Ele estaria reformando a casa e no momento do crime estava na calçada em frente ao imóvel a espera de um eletricista.

Imóvel estava em reforma e tinha materiais de construção em frente a casa - Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

Enquanto aguardava o prestador de serviço, dois homens em uma motocicleta chegaram atirando contra a vítima, que ainda correu para dentro do imóvel, mas foi acertado e morreu no quintal da casa.

Segundo a Polícia Militar, que esteve no local, foram encontradas 15 cápsulas de pistola espalhadas pelo interior do imóvel, no quintal.

Conforme apuração, a vítima era empresário de uma empresa de gestão financeira registrada a menos de um ano, em outubro do ano passado, e as suspeitas iniciais de equipes policiais é que Matheus Luiz atuava como agiota e o valor de R$ 600 mil seria a motivação do crime.

Imagens flagradas por câmeras de segurança de uma casa próxima registrou os atiradores passando no sentido a casa onde Matheus estava e, posteriormente retornando em alta velocidade, no momento da fuga após a morte.

Equipes policiais estiveram no local - Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

As equipes da Polícia Militar isolaram o local para investigação. As equipes de perícia da Polícia Científica também estiveram no local para análise e retirada do corpo.

O caso foi registrado na 3ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande.

Uma motocicleta em chamas foi encontrada a cerca de 3,8 quilômetros do local em que Matheus Luiz foi morto, e a suspeita é que seja a mesma utilizada pelos atiradores para cometerem o crime.

O veículo foi deixado na Rua das Folhagens perto da calçada, na região próxima ao Bosque da Paz, no Carandá Bosque, em horário próximo ao da execução, por volta das 07h.

Matéria atualizada às 12h36

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