Cidades

Campo grande

MP cobra Prefeitura sobre ambulâncias novas paradas e uso de viaturas alugadas

Segundo o MP, uso de ambulâncias alugadas geram custos mensais desnecessários aos cofres públicos

Continue lendo...

Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) cobra esclarecimentos da Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) sobre o uso de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

De acordo com o MPMS, ambulâncias novas doadas pelo Ministério da Saúde estão paradas, enquanto ambulâncias alugadas operam nas ruas, gerando custos mensais de aproximadamente R$ 1 milhão aos cofres públicos.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) ganhou 12 ambulâncias do Ministério da Saúde/Governo Federal em dezembro de 2024 e abril de 2025. Mas, em maio de 2025, o SAMU ainda estaria operando com 10 ambulâncias alugadas, gerando gastos desnecessários aos cofres públicos.

Com isso, o Ministério Público instaurou uma Notícia de Fato, através do número 01.2025.00005815-4, para apurar os fatos. Além disso, deu 10 dias para que a Prefeitura da Capital explique a situação.

Notícia de Fato é o primeiro passo para a coleta de informações, e, dependendo das respostas e documentos apresentados pelo município, o MPMS poderá instaurar um Inquérito Civil ou outras medidas cabíveis para garantir a regularização da situação.

Promotor de Justiça, Marcos Roberto Dietz, encaminhou o anexo ao deputado federal Geraldo Resende (PSDB), que solicitou a apuração do caso.

“A situação não só resulta em gastos excessivos para os cofres públicos, mas também pode comprometer a conservação das ambulâncias doadas que se encontram fora de circulação. Além disso, há o risco de o município ter de devolver os recursos financeiros e as próprias unidades móveis, caso não cumpra as normativas federais, como a Portaria de Consolidação nº 6 de 28 de setembro de 2017, que rege as doações do Ministério da Saúde”, apontou o MP por meio de nota.

12 NOVAS AMBULÂNCIAS

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) ganhou 12 ambulâncias do Ministério da Saúde/Governo Federal em dezembro de 2024 e abril de 2025.

Em 25 de abril, a saúde pública da da Capital recebeu sete novas ambulâncias do SAMU, sendo seis de suporte básico e uma de suporte avançado.

O veículo de suporte básico tem equipamentos simples de atendimento, como torniquetes, faixas, ataduras, prancha rígida para acidente e redblock. É composta por um técnico de enfermagem e um condutor socorrista. Utiliza-se em ocorrências menos graves, em que o paciente encontra-se acordado, consciente, respirando e orientado.

O veículo de suporte avançado tem equipamentos complexos e possui as características de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI): ventilador mecânico, monitor, intubação e bombas de infusão. É composta por um médico, enfermeiro e condutor socorrista. Utiliza-se em ocorrências mais graves, em que o paciente está desacordado, com hemorragia, com amputação de membros causados por arma de fogo, arma branca, acidentes ou parto.

O investimento foi de R$ 2.734.000,00 oriundos do Ministério da Saúde/Governo Federal, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em dezembro de 2024, seis novos veículos foram entregues.

De acordo com a secretaria de Saúde de Campo Grande, Rosana Leite, até o fim de 2025, haverá entrega de outras seis novas ambulâncias. Portanto, no total, serão 19 ambulâncias novas até o fim deste ano.

De acordo com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, existem 22 viaturas do SAMU rodando pelas ruas da Capital atualmente.

O objetivo é oferecer melhores condições de trabalho para os profissionais da área da saúde e oferecer melhor atendimento para a população, ampliando a capacidade operacional e fortalecendo a resposta rápida nas ocorrências de urgência e emergência em toda a cidade.

A frota está sendo renovada e é suficiente para suprir e atender a demanda da Capital.

A cerimônia de entrega de viaturas ocorreu em 25 de abril de 2025, no Pátio da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), localizada na rua Bahia, número 280, centro, em Campo Grande.

ALUGUEL DE VIATURAS

Campo Grande enfrentou uma “crise de ambulâncias” nos últimos anos e teve que alugar viaturas para suprir a demanda de frota e diminuir o déficit de atendimento de urgência.

Com isso, os contratos de aluguel de 10 ambulâncias, no valor de R$ 1,9 milhão, serão encerrados em julho deste ano.

Com os novos veículos, a previsão era de que a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) economizasse R$ 1 milhão mensais, sem ter mais que pagar aluguel.

O SAMU atua em Campo Grande desde 2005 e completa 20 anos em 2025.
Possui equipes multiprofissionais disponíveis 24 horas por dia, todos os dias da semana, para atender a população em situações críticas em residências, comércios, vias públicas ou locais de trabalho. O serviço é acionado exclusivamente pelo número 192.

O QUE DIZ A PREFEITURA

De acordo com a PMCG, o SAMU mantém seu funcionamento regular e sem prejuízo à população, com atendimento 24 horas.

De acordo com a nota, a locação, com prazo final de vigência que se dá até julho de 2025, foi adotada como medida emergencial e legalmente respaldada, tendo em vista o elevado desgaste da antiga frota própria, que apresentava alto índice de indisponibilidade e elevado custo de manutenção, comprometendo a eficiência do serviço prestado.

"As novas ambulâncias recebidas por meio de doações do Ministério da Saúde já estão incorporadas ao patrimônio do município e encontram-se em fase final de regularização processo que envolve a completa adequação documental, instalação de equipamentos, licenciamento e habilitação junto aos sistemas federais, conforme as exigências técnicas e operacionais do próprio Ministério. 

A Secretaria de Saúde reforça que nenhuma ambulância está ociosa por descuido ou má gestão. O processo de incorporação de veículos doados ao serviço público segue protocolos rigorosos, para garantir que ingressem em operação de forma segura, adequada e conforme as normativas vigentes.

Cabe destacar que Campo Grande é habilitada junto ao Ministério da Saúde para operar com uma frota de 14 viaturas (sendo 10 de suporte básico e 4 de suporte avançado), conforme os parâmetros técnicos compatíveis com a população do município.

A Sesau reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade na aplicação dos recursos públicos e, principalmente, com a garantia de um atendimento de urgência e emergência ágil, eficiente e seguro para toda a população de Campo Grande."

Números

Apenas 76 países enviaram delegações à COP15 em Campo Grande

Organização espera reunir cerca de 2 mil pessoas, entre delegados, cientistas e povos indígenas

26/03/2026 17h45

Ministra Marina Silva

Ministra Marina Silva Foto: Marcelo Victor

Continue Lendo...

A 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias (COP15) começou nesta segunda-feira (23) com um dado que chama atenção: há mais participantes acompanhando o evento de forma virtual do que presencial. Dos 133 países signatários do tratado, apenas 76 enviaram delegações, enquanto o restante optou pela participação remota.

Naa entrada do Pantanal, a maior zona úmida tropical do planeta, a conferência reúne espera reunir cerca de 2 mil pessoas, entre delegados, cientistas, povos indígenas, comunidades locais e organizações de conservação. O encontro ocorre em um contexto ambiental crítico para a região, que enfrenta seca, incêndios florestais e mudanças no uso do solo.

A abertura da conferência também foi marcada pela divulgação de novos relatórios que apontam um cenário preocupante para a biodiversidade global. Segundo o documento “Estado das Espécies Migratórias do Mundo: Relatório Provisório (2026)”, quase metade (49%) das espécies listadas na Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias (CMS) apresenta tendência de queda populacional, enquanto cerca de uma em cada quatro já está ameaçada de extinção em nível global.

O estudo indica que a pressão sobre essas espécies é resultado de uma combinação de fatores, como sobre-exploração, destruição de habitats, poluição, mudanças climáticas e a presença de espécies invasoras.

Ao longo da semana, os participantes discutirão propostas de inclusão de novas espécies nas listas de proteção, além de ações conjuntas, resoluções e decisões que irão orientar as políticas de conservação nos próximos anos. As deliberações finais devem ser submetidas à aprovação no próximo domingo (29).

A Conferência das Partes é o principal órgão deliberativo da CMS e se reúne a cada três anos. O encontro tem como objetivo avaliar avanços, atualizar compromissos e reforçar medidas de proteção às espécies migratórias, sempre com base em evidências científicas sobre ameaças, tendências populacionais e estratégias de conservação eficazes. O evento é realizado no Bosque dos Ipês. 

Assine o Correio do Estado

Epidemia

Idoso é a 6ª vítima de Chikungunya de 2026 em MS

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025

26/03/2026 17h30

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025 Divulgação

Continue Lendo...

Um idoso de 72 anos é a 6ª vítima confirmada decorrente da Chikungunya. A morte do homem aconteceu no dia 19 de março, mas estava em investigação, sendo confirmada no boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES) desta quinta-feira (26). A vítima era do município de Bonito e foi a primeira morte fora de Dourados. 

O idoso possuía outras comorbidades, como hipertensão arterial e diabetes e apresentou os sintomas iniciais no dia 13 de março, apenas seis dias antes do óbito. 

De acordo com o boletim epidemiológico da SES, o município de Bonito tem 56 casos da doença confirmados e 74 em investigação, colocando a cidade com risco vermelho para incidência de Chikungunya, quando há mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes. 

Em apenas três meses, 2026 já registrou pouco mais de um terço das mortes registradas em todo o ano de 2025, considerado o ano mais letal da doença no Estado, com 17 óbitos. 

Além do idoso, as outras cinco vítimas eram moradores de aldeia indígenas em Dourados:

  • mulher de 69 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 26/02);
  • homem de 73 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 09/03);
  • bebê de 3 meses (Aldeia Bororó, no dia 10/03);
  • mulher de 60 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 12/03);
  • bebê de 1 mês (Aldeia Jaguapiru, no dia 24/03).

Em todo o Estado, são 3.058 casos prováveis de Chikungunya e 1.452 casos confirmados. Dentre os casos confirmados, 21 são gestantes. 

Chikungunya em MS

Em Dourados, a atual situação causada pelo surto de chikungunya motivou o decreto de estado de emergência em saúde pública por parte do Executivo Municipal. 

Inicialmente concentrada na área da Reserva Indígena, a disseminação da doença já atinge bairros como Jardim dos Estados, Novo Horizonte e a região do Jóquei Clube, apontados como áreas com maior incidência de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da Dengue e Zika.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um óbito registrado naquele ano.

Até 2024 essa arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses, já que com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a matar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram.

Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense. Na sequência, antes de explodir no ano passado, 2023 e 2024 só registraram, respectivamente, três e uma morte por chikungunya em Mato Grosso do Sul, com o ano passado somando o dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).