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MPE investiva abuso e combinação no preço dos combustíveis em MS

Denúncia foi feita ao MPE no fim de janeiro. Este acionou o Procon, que somente na próxima semana deve fazer uma visita aos postos

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Em meio à polêmica da falta do repasse aos consumidores da última queda no preço da gasolina anunciado pela Petrobras, no começo deste mês, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu investigação para apurar denúncia de suposta cartelização e preço abusivo dos combustíveis nos dois únicos postos da cidade de Bodoquena. 

A  instauração do procedimento preparatório foi publicada na edição do diário oficial desta quarta-feira (18), mas a denúncia de Cleber Amaral Rezende Diniz dizendo que a gasolina nas cidades de Miranda e Bonito é, em média, 60 a 70 centavos mais barata, foi feita há quase cinco meses, em 28 de janeiro. No caso do diesel, denuncia, a diferença é superior a um real. 

E, além de denunciar os supostos preços abusivos, ele denunciou ao MPE a suposta combinação de preço entre os proprietários dos postos de Bodoquena, que estariam praticando preços com diferença de apenas dois a três centavos. 

Para comprovar sua denúncia, enviou fotos ao MPE mostrando que no posto Confiança o preço da gasolina estava em R$ 7,03, enquanto que no concorrente, Posto WA, o valor era de R$ 6,98.  No caso do etanol, o primeiro tinha um preço mais atrativo, de R$ 4,99, que o segundo, R$ 5,08. 

Para embasar a investigação sobre a denúncia, a promotora Talita Zoccolaro Papa Muritiba determinou que o Procon estadual ou municipal fizessem um levantamento nos preços praticados nas bombas e sobre os valores que os proprietários dos postos pagam às distribuidoras.

“Oficie-se ao Procon Estadual e ao Procon Municipal para ciência e adoção das medidas cabíveis, a fim de averiguar eventual violação ao direito dos consumidores, solicitando o encaminhamento a esta Promotoria de eventual relatório de fiscalização, com a tabela de preços atualizada e possíveis indícios de conduta anticompetitiva”, escreveu a promotora no ofício encaminhado ao órgão de defesa do consumidor. 

Mas, passados quase cinco meses depois da reclamação do consumidor, o Procon estadual informou  ao MPE que existe previsão para que a determinação seja comprida entre os dias 23 e 26 de junho.

COMBINAÇÃO DE PREÇOS

E não é somente em Bodoquena que existem indícios fortes de combinação de preço entre os proprietários de postos de combustíveis. Em Campo Grande, apesar da redução de 17 centavos nas distribuidoras e da previsão de redução de 12 centavos nas bombas, a queda média foi de apenas quatro centavos nas duas primeiras semanas de junho, conforme revela a pesquisa da ANP relativa à semana passada. 

Antes da redução anunciada pela Petrobras no começo de junho, o preço médio nos postos da Capital estava em R$ 5,84. Na semana passada, estava em R$ 5,80. Por coincidência, praticamente nenhum postos da Capital repassou os 12 centavos previstos. 

A situação causou estranheza inclusive na Assembleia Legislativa, onde o deputado Zeca do PT fez exigências para que a delegacia do consumidor e o Procon fossem às ruas para investigar possível combinação de preços entre os revendedores. 

Falso Roubo

Polícia descobre falso esquema de roubo de veículos em Campo Grande

Vendedor registrava boletins falsos para acionar a polícia e reaver automóveis negociados sem pagamento integral, aponta Defurv

19/05/2026 17h42

Vendedor de automóveis utilizava registros falsos de roubos, furtos e apropriações indébitas para tentar recuperar veículos negociados informalmente e com pagamentos pendentes.

Vendedor de automóveis utilizava registros falsos de roubos, furtos e apropriações indébitas para tentar recuperar veículos negociados informalmente e com pagamentos pendentes. Divulgação

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), identificou uma série de falsas comunicações de crimes patrimoniais envolvendo veículos automotores em Campo Grande.

Segundo as investigações, um vendedor de automóveis utilizava registros falsos de roubos, furtos e apropriações indébitas para tentar recuperar veículos negociados informalmente e com pagamentos pendentes.

As apurações começaram após o registro de um boletim de ocorrência na madrugada do dia 15 de maio. Na ocasião, o vendedor identificado pelas iniciais D.W.V.Q., de 27 anos, afirmou ter sido vítima de um roubo à mão armada envolvendo uma picape Fiat Strada branca durante uma negociação de venda do veículo.

No entanto, durante as diligências, policiais civis encontraram inconsistências relevantes no relato apresentado pelo comunicante.

Conforme a Defurv, o histórico do investigado e a existência de outras ocorrências semelhantes registradas recentemente em seu nome levantaram suspeitas sobre a veracidade das denúncias.

Ao aprofundar as investigações, os policiais identificaram que, em um curto intervalo de tempo, o suspeito havia registrado pelo menos quatro boletins de ocorrência relacionados a supostos crimes patrimoniais envolvendo veículos automotores.

Segundo a Polícia Civil, as ocorrências não tinham relação com roubos ou furtos efetivamente praticados, mas sim com conflitos decorrentes de negociações informais de compra e venda de veículos.

Confrontado com as informações levantadas pela equipe policial, o investigado admitiu que os registros não correspondiam à realidade e confessou ter utilizado os boletins como forma de inserir restrições criminais nos sistemas policiais para facilitar a localização e apreensão dos veículos.

De acordo com o depoimento prestado, após entregar voluntariamente os automóveis aos compradores e enfrentar dificuldades para receber os valores combinados, ele passou a registrar falsas ocorrências para que os veículos fossem recuperados pelas forças de segurança pública.

No caso da Fiat Strada, o vendedor afirmou que o veículo havia sido negociado por cerca de R$ 45 mil, restando uma dívida aproximada de R$ 15 mil. Após uma discussão relacionada ao pagamento pendente, ele resolveu procurar a polícia e comunicar falsamente o roubo do automóvel.

Outro caso investigado envolve um veículo Hyundai i30. Conforme admitido pelo investigado, ele registrou inicialmente uma falsa ocorrência de furto após uma negociação frustrada envolvendo dívida de aproximadamente R$ 6 mil.

Dias depois, voltou a comunicar falsamente uma apropriação indébita relacionada ao mesmo carro, novamente tentando recuperá-lo por meio da atuação policial.

As investigações também identificaram o registro falso de apropriação indébita envolvendo uma motocicleta Honda CG 160 Fan, após divergências financeiras relacionadas à venda do veículo e saldo pendente de cerca de R$ 3,5 mil.

Além das falsas comunicações, a Polícia Civil informou que o investigado possui histórico de registros relacionados a crimes patrimoniais, negociações envolvendo veículos, apropriação indébita, estelionato, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e antecedentes ligados à violência doméstica.

Diante dos fatos apurados, foram instaurados Termos Circunstanciados de Ocorrência pela suposta prática do crime de falsa comunicação de crime, previsto no artigo 340 do Código Penal, cuja pena pode variar de detenção de um a seis meses ou multa.

Alerta

A Defurv alertou que falsas comunicações de crimes provocam desperdício de recursos públicos e comprometem diretamente o trabalho das forças de segurança pública.

Segundo a especializada, cada ocorrência falsa mobiliza equipes policiais, viaturas, sistemas de inteligência, análises de imagens, diligências externas e procedimentos operacionais que deixam de ser direcionados para investigações de furtos e roubos reais de veículos.

A Polícia Civil também destacou que esse tipo de conduta prejudica os dados estatísticos da criminalidade, aumenta a sobrecarga das unidades policiais e impacta diretamente vítimas reais de organizações criminosas especializadas em furto, receptação e adulteração de veículos.

Por fim, a corporação reforçou que conflitos envolvendo negociações particulares, inadimplência contratual e cobranças financeiras devem ser resolvidos pelas vias cíveis e judiciais adequadas, sem utilização indevida da estrutura policial como mecanismo de cobrança ou recuperação patrimonial privada.

CAMPO GRANDE

Vigilância Sanitária de MS autua clínica em que paciente morreu após hemodiálise

Pacientes passaram mal e um morreu após procedimento na Clínica DaVita

19/05/2026 17h40

Ser humano em hemodiálise - imagem de ilustração

Ser humano em hemodiálise - imagem de ilustração DIVULGAÇÃO

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Vigilância Sanitária, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS), autuou a Clínica DaVita, localizada na rua 13 de maio, bairro São Francisco, em Campo Grande, por possíveis irregularidades.

Pacientes teriam passado mal e outro morreu, após procedimento de hemodiálise realizado no local, neste ano.

A clínica é particular, mas também recebe pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), via convênio com o Estado.

Conforme apurado pela reportagem, agentes da Vigilância Sanitária compareceram na clínica, flagraram irregularidades e autuaram o local. Em seguida, foi instaurado um processo sanitário para apuração dos fatos.

“A SES (Secretaria de Estado de Saúde) confirma que o serviço foi autuado e que será instaurado processo sanitário para apuração dos fatos, conforme previsto na legislação vigente. A SES reforça que acompanha a situação por meio das áreas técnicas competentes e que todas as medidas administrativas e sanitárias cabíveis serão adotadas”, informou a pasta de Saúde por meio de nota enviada ao Correio do Estado.

Ser humano em hemodiálise - imagem de ilustraçãoNota enviada ao Correio do Estado, na tarde desta terça-feira (19)

O relatório de autuação foi enviado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que deve apurar o fato e solicitar documentos e esclarecimentos à clínica sobre condições sanitárias e protocolos de biossegurança.

O Correio do Estado entrou em contato com a Clínica DaVita por meio de ligação, e-mail e WhatsApp para saber sua versão, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

A Vigilância Sanitária realiza visitas periódicas em clínicas de MS para fiscalizar condições sanitárias e padrões de biossegurança.

O órgão atua como agente essencial na proteção da saúde pública, atuando na prevenção de riscos decorrentes de produtos, serviços e ambientes. Além de fiscalizar e regular, integra esforços entre estados e municípios, promovendo políticas de saúde baseadas em metas e acompanhamento contínuo.

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