Cidades

inquérito Civil

MPMS investiga Hapvida por suposto descaso com crianças autistas em Campo Grande

Inquérito Civil apura denúncias de falhas no atendimento de fonoaudiologia e terapia ocupacional prestado pela operadora a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em Campo Grande.

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um Inquérito Civil para investigar denúncias de supostas falhas no atendimento terapêutico oferecido pela operadora Hapvida a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em Campo Grande.

A investigação busca esclarecer se houve descaso na prestação de serviços essenciais, especialmente nas áreas de fonoaudiologia e terapia ocupacional, consideradas fundamentais para o desenvolvimento e a qualidade de vida dos pacientes. 

A medida foi adotada pela 25ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, que converteu um Procedimento Preparatório em Inquérito Civil após considerar necessária uma apuração mais aprofundada das denúncias recebidas.

A investigação tem como alvo a Hapvida Assistência Médica S.A. e busca esclarecer possíveis falhas na prestação dos serviços terapêuticos destinados a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

De acordo com o edital publicado no Diário Oficial do MPMS desta sexta-feira (17), o objeto da investigação é apurar possíveis irregularidades no atendimento multidisciplinar destinado a crianças com TEA.

Entre os serviços citados estão a fonoaudiologia e a terapia ocupacional, especialidades consideradas indispensáveis para estimular habilidades de comunicação, desenvolvimento motor, autonomia e interação social de crianças diagnosticadas com o transtorno. 

Atendimento é considerado essencial

Especialistas apontam que o tratamento do Transtorno do Espectro Autista depende da continuidade das terapias e do acompanhamento por equipes multiprofissionais.

A interrupção ou a demora no acesso a esses atendimentos pode comprometer significativamente a evolução clínica dos pacientes, especialmente na primeira infância, período considerado decisivo para o desenvolvimento cognitivo e social.

Nos últimos anos, a judicialização envolvendo planos de saúde e tratamentos para pessoas com TEA tem crescido em todo o país. Entre as principais reclamações apresentadas por familiares estão a dificuldade para agendamento de consultas, redução da carga horária das terapias, falta de profissionais credenciados e demora na autorização de procedimentos.

Investigação busca esclarecer denúncias

Com a instauração do Inquérito Civil, o Ministério Público poderá requisitar documentos, solicitar informações à operadora, ouvir envolvidos e reunir elementos que permitam verificar se houve eventual violação aos direitos dos consumidores e das crianças atendidas.

Caso sejam constatadas irregularidades, o procedimento poderá resultar na celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou até no ajuizamento de uma ação civil pública para obrigar a empresa a corrigir as falhas identificadas e garantir a adequada prestação dos serviços.

O edital divulgado pelo MPMS não detalha quais situações específicas motivaram as denúncias nem informa o número de crianças supostamente afetadas. A investigação, neste momento, tem caráter apuratório e busca reunir provas para verificar a procedência das reclamações apresentadas. 

O que diz o MPMS

Segundo a publicação oficial, o objetivo do Inquérito Civil é "apurar denúncias de descaso no atendimento terapêutico multidisciplinar (fonoaudiologia e terapia ocupacional) destinado a crianças com TEA por parte da operadora Hapvida". 

A reportagem do Correio do Estado entrou em contato com a Hapvida e encaminhou questionamentos sobre a instauração do Inquérito Civil e as denúncias apuradas pelo Ministério Público. Até a publicação desta matéria, a empresa não havia se manifestado. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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