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Segurança de MS está estagnada, diz Ranking de Competitividade

Lista revela que Mato Grosso do Sul ocupa posição no meio da tabela desde 2023, o que resulta em uma das piores evoluções quando comparado com outros estados

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O Ranking de Competitividade dos Estados – Eleições 2026, realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), revela que Mato Grosso do Sul ficou estagnado quanto a avanços na segurança pública durante os anos de 2023 a 2025, o que também resulta em um dos piores índices de evolução no setor, quando comparado com os outros estados.

Divulgado na quarta-feira, o ranking pretende mostrar o quanto os estados evoluíram nos últimos três anos, analisando o desempenho nas áreas de economia, segurança pública, meio ambiente, gestão pública e sociedade, com o objetivo de ajudar a população sobre quem escolher para governar sua unidade federativa em outubro, nas Eleições deste ano.

“O Brasil ainda enfrenta um deficit de conhecimento de suas próprias realidades. Em um ano eleitoral, os dados ajudam a revelar desafios e potencialidades de cada estado. Para apoiar esse processo, desenvolvemos diagnósticos que reúnem séries históricas do Ranking de Competitividade para orientar prioridades e metas de governo”, explica a organização brasileira.

Tratando especificamente sobre os indicadores de segurança pública, o CLP analisou 10 tópicos para obter o resultado: Atuação do Sistema de Justiça Criminal; Deficit de Vagas; Morbidade Hospitalar por Acidente de Trânsito; Mortalidade no Trânsito; Mortes a Esclarecer; Presos sem Condenação; Qualidade da Informação de Criminalidade; Segurança Patrimonial; Segurança Pessoal; e Violência Sexual.

Em 2023, Mato Grosso do Sul ficou na 15ª posição, com 57,84 pontos, à frente de Goiás (17º) e do Rio de Janeiro (18º). No ano seguinte, em 2024, o Estado subiu uma posição, mas marcou menos pontos, com 55,71. Em 2025, MS voltou a figurar na 15ª colocação, desta vez com 55,64 pontos.

“Os resultados sugerem que Mato Grosso do Sul apresenta um desempenho relativamente estável na área de Segurança Pública, mantendo posição intermediária ao longo do período analisado”, disse o analista de relações governamentais e competitividade do CLP, Wesley Henrique Barcelos.

Porém, os resultados de estabilidade demonstram que o Estado pouco evoluiu no período, sendo a sétima unidade federativa que menos apresentou evolução positiva nestes três anos, com nota média de variação de 58,01. É importante ressaltar que os dados do Distrito Federal não foram incluídos nos levantamentos.

“Os dados indicam que o Estado enfrenta o desafio de acelerar o ritmo de evolução das políticas públicas da área. Em rankings de crescimento, não basta apenas manter estabilidade: os estados que conseguem avançar mais rapidamente em indicadores estratégicos acabam ganhando posições”, analisa o especialista.

Vale destacar que o ranking de variação não é a mesma coisa que o ranking de nível, conforme explica a própria organização. Um estado pode ter melhorado muito e ainda permanecer longe das primeiras colocações, assim como um estado pode se manter nas principais posições sem necessariamente ter ganhado muitos pontos nos últimos anos.

Ainda conforme Wesley Barcelos, o resultado do Estado pode ser interpretado como um indício de que Mato Grosso do Sul tem uma base razoavelmente sólida em segurança pública, mas ainda “precisa ampliar sua capacidade de evolução em áreas específicas para melhorar seu posicionamento competitivo no cenário nacional”.

O Correio do Estado entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp) para saber a visão da Pasta diante dos indicadores e análises apresentadas na pesquisa. Contudo, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

NACIONAL

Para efeito de comparação, os estados que mais se destacaram no período analisado foram Santa Catarina, que manteve a primeira colocação nos três anos, Rio Grande do Sul, que saltou da quarta para a vice-liderança no ano passado, e o Rio Grande do Norte, que foi aquele que mais evoluiu de 2023 a 2025, subindo da 14ª para a terceira posição.

“Santa Catarina preserva a liderança ao longo de todo o período, enquanto o Rio Grande do Sul também se mantém em patamar muito alto, sempre entre os primeiros colocados. Esse núcleo indica que parte do topo segue relativamente consolidada”, aponta a organização.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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