Cidades

Infraestrutura

Construtora fará nova ligação viária para viabilizar condomínio em Campo Grande

Contrapartida urbanística prevê implantação de travessia sobre o Córrego Segredo, enquanto empreendimento imobiliário avança na região do Bairro Rita Vieira

Continue lendo...

A expansão imobiliária em Campo Grande ganhará um novo capítulo com impactos que vão além da construção de moradias.

A Prefeitura formalizou um Termo de Compromisso Urbanístico que obriga a MRV Prime Incorporações Centro-Oeste Ltda. a executar uma série de obras de infraestrutura viária como condição para o avanço de um empreendimento habitacional de grande porte na região do Bairro Rita Vieira.

O acordo, publicado no Diário Oficial do Município (Diogrande) desta segunda-feira (13), estabelece que a empresa será responsável por projetar e implantar uma nova travessia sobre o Córrego Segredo, criando uma futura ligação viária entre a Avenida Padre João Falco e uma nova via prevista no planejamento urbano da Capital.

A medida busca minimizar os impactos provocados pelo aumento da circulação de veículos decorrente da implantação dos condomínios residenciais. 

O compromisso faz parte das exigências impostas durante a análise do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), instrumento previsto na legislação urbanística para avaliar os efeitos de grandes empreendimentos sobre o entorno, especialmente em aspectos relacionados ao trânsito, infraestrutura, mobilidade urbana e qualidade de vida da população.

Além da construção da travessia, a empresa deverá elaborar e aprovar todos os projetos técnicos necessários junto à Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) e à Planurb, incluindo licenciamento ambiental, sinalização viária e demais intervenções exigidas pelos órgãos municipais.

Somente após o cumprimento integral dessas obrigações será possível a emissão do "Habite-se" do empreendimento. 

O projeto residencial prevê a construção de dois empreendimentos multifamiliares no Bairro Rita Vieira. Também publicada nesta edição do Diogrande, a Planurb atualizou oficialmente o número de unidades habitacionais, fixando 248 apartamentos em cada condomínio, totalizando 496 moradias.

A alteração será apresentada durante audiência pública marcada para o dia 11 de agosto, quando moradores e representantes da sociedade poderão conhecer os detalhes do projeto e apresentar manifestações. 

Crescimento exige investimentos em infraestrutura

A adoção de contrapartidas urbanísticas tornou-se uma prática cada vez mais comum em grandes empreendimentos imobiliários de Campo Grande.

O objetivo é evitar que o crescimento populacional sobrecarregue a infraestrutura existente, especialmente em bairros que já enfrentam desafios relacionados ao trânsito e à drenagem urbana.

No caso do empreendimento da MRV, a futura ligação sobre o Córrego Segredo é considerada estratégica para ampliar a conectividade viária da região e distribuir melhor o fluxo de veículos, reduzindo pontos de congestionamento e preparando a malha urbana para a chegada de centenas de novos moradores.

A exigência também reforça um dos princípios previstos no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Campo Grande, que determina que empreendimentos de grande impacto contribuam diretamente para a implantação da infraestrutura necessária ao crescimento ordenado da cidade, evitando que os custos sejam integralmente absorvidos pelo poder público. 

Audiência pública

Além do Termo de Compromisso Urbanístico, a Planurb confirmou a realização de audiência pública para discutir o empreendimento residencial.

A reunião está marcada para 11 de agosto e terá como foco a apresentação dos estudos técnicos e dos impactos urbanísticos decorrentes da implantação dos condomínios.

O processo integra a etapa de transparência e participação popular prevista na legislação municipal antes da aprovação definitiva de empreendimentos considerados de significativo impacto urbano.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

Continue Lendo...

Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

Continue Lendo...

A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).