Cidades

CAMPO GRANDE

MS contrata empresa por R$ 45 milhões para ampliação do Aeroporto Santa Maria

Ponto serve de "auxílio" para o Aeroporto Internacional da Capital e desde 2012 deixou de ser um simples aeródromo para integrar a categoria da "prateleira de cima"

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Através da edição desta terça-feira (17) do Diário Oficial Eletrônico (DOE) do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seilog) divulgou o extrato do contrato de R$45 milhões para ampliação do Aeroporto Santa Maria.

Conforme o texto oficial, o contrato foi firmado com a Equipe Engenharia, uma antiga conhecida da administração pública da Capital, pela quantia exata de R$45.716.743,03,  em uma disputa de menor preço em uma licitação que previa o empenho de até R$45,8 milhões

Em outras palavras, esse contrato teve um desconto de 0,31% - como acompanha o Correio do Estado - e deverá ser totalmente concluído no prazo de 365 dias consecutivos que devem contar a partir do recebimento da Ordem de Início dos Serviços (OIS). 

Essa contratação prevê a execução de obras que compreendem a restauração e ampliação da chamada Pista de Pouso e Decolagem (PPD), pátio e taxiway, além da implantação de guarita e receptivo para o volume de passageiros que embarcam e desembarcam.  

Estrutura e investimentos

Espaço que está longe de ter a movimentação de aeronaves e o fluxo de passageiros do Aeroporto Internacional de Campo Grande, esse ponto serve de "auxílio" e desde 2012 deixou de ser um simples aeródromo para integrar a categoria da "prateleira de cima". 

Importante explicar que, essa função de "aeroporto auxiliar" ao Internacional de Campo Grande só foi possível graças aos investimentos anunciados ainda em 2019, a partir de quando foi previsto para o espaço a implantação de um sistema de iluminação que possibilitasse os pousos noturnos. 

Até essa época, em caso de uma possível emergência noturna na Capital, as aeronaves precisavam recorrer aos aeroportos de Dourados, Corumbá e Três Lagoas, distantes 250,1 quilômetros, 427,5 e 326,6 km respectivamente de Campo Grande. 

Antes disso, o espaço chegou a atender produtores rurais, empresas de fretamento de aeronaves, bem como a unidade regional da Divisão de Operações Aéreas (DOA) da Polícia Rodoviária Federal (PRF), com suas duas pistas, a de pouso e decolagem que possuía 1,5 mil metros por 30 metros de largura, e a de taxiamento, com 1,5 mil metros e 23 metros de largura.

Nessa época, cabe ressaltar, que o tráfego aéreo chegou a registrar 60 voos diários no aeroporto Santa Maria em Campo Grande. 

Também vale destacar que, apesar do investimento de R$ 2,5 milhões, a obra anunciada em 2019 se foi concretizada em maio de 2022, a partir de quando o Aeroporto Santa Maria passou finalmente a operar com pista noturna, atendendo assim os possíveis casos de emergência e atuando em reforço noturno ao Internacional de Campo Grande. 

Além disso, sendo que não basta apenas a devida iluminação para operação noturna, foi somente nessa época que o espaço obteve a autorização da Agência Nacional de Aviação (ANAC) e aval do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) para tal finalidade. 

O Aeródromo Santa Maria, para além da iluminação noturna, também passou por um alargamento das faixas de pousos, que antes possuíam a medida correspondente a 1.100 x 23 metros, agora mede 1.500 x 30 metros. 
 

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DEMITIDO

Detran-MS demite servidor investigado pela PF e envolvido em fraudes dos caminhões

Investigação da Justiça Federal aponta que, pelo menos, 75 veículos foram adulterados e tiveram a inclusão indevida em sistema de informação do 4º eixo autodirecional

20/05/2026 10h30

Em boletim de ocorrência, servidores do Detran foram registrados como autores do crime de inserção de dados falsos em sistema de informações

Em boletim de ocorrência, servidores do Detran foram registrados como autores do crime de inserção de dados falsos em sistema de informações Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) demitiu o servidor Eder Ferreira Xavier, que ocupava o cargo efetivo de assistente de atividades de trânsito, na unidade de Campo Grande. De acordo com a publicação no Diário Oficial de MS, desta quarta-feira (20), o funcionário foi demitido pois usou o cargo público para ter proveito pessoal. Também foi considerado que ele recebeu pagamentos irregulares em razão de suas atribuições.

A decisão de demitir Eder Ferreira foi após o Detran-MS acolher o relatório final da Comissão Processante, que julgou o caso através de um processo administrativo disciplinar. Também levou em conta a decisão da Reunião Ordinária do Conselho de Administração da autarquia.

Em investigação feita no ano de 2024, a Justiça Federal identificou que, pelo menos, 75 veículos foram adulterados e tiveram a inclusão indevida em sistema de informação o 4º eixo autodirecional. Acrescenta que a inserção das informações falsas se deu também no sistema nacional do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) e a “operação foi realizada por meio de acesso permitido a servidores estaduais que alimentam a base de dados do referido sistema, ocasionando, a princípio, lesão aos interesses estaduais”.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) ofereceu denúncia em desfavor de Eder Ferreira Xavier, por crime, em tese, cometido no exercício das funções e contra Genir Garcia Barbosa. O processo corre na 3ª Vara Criminal de Campo Grande. Além dos dois, também Talita Madelina Barbosa também aparece como ré no caso.

Operação da PF

Em julho de 2024, a Polícia Federal (PF) identificou um esquema de corrupção no Detran-MS, em que pelo menos 75 veículos foram adulterados por servidores do órgão, entre eles Eder Ferreira e Talita Madelina.

As investigações se deram a partir de denúncia anônima, encaminhada pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) para o Ministério de Infraestrutura (Minfra). Na época, foram relatadas supostas irregularidades na emissão de Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) de um caminhão com 4º eixo instalado.

O documento encaminhado pela Subsecretaria de Conformidade e Integridade (SCI) do Ministério à PF relata que o veículo no qual o 4º eixo foi instalado, não constava nenhum Certificado de Segurança Veicular (CSV) para a placa, e o número de CSV que tinha na documentação não seguia o padrão do Sistema de Certificação de Segurança Veicular e Vistorias (SISCSV).

Na denúncia, a Senatran detectou que consta no campo de observações do certificado de registro do semirreboque a informação “3 eixos, inclui 4 eixo autodirecional”, no entanto, para essa alteração de característica é necessário autorização prévia e realização de inspeção veicular para a emissão do certificado.

Devido a falta de identificação do CSV no sistema, a secretaria solicitou, por meio de ofício, que o Detran/MS informasse o nome e CPF do servidor responsável pela inclusão do 4°eixo e encaminhasse toda a documentação do veículo.

Sendo assim, um servidor foi identificado, mas afirmou que outros funcionários utilizaram a sua senha para o procedimento. Em tese, esta é uma prática criminosa caracterizada pela inclusão de dados indevidos no sistema.

A partir do depoimento do servidor, de que seu cadastro havia sido usado por outros colaboradores, foi identificado que o Detran já havia recebido informações de que foram praticadas irregularidades em transações realizadas, e o nome de Talita Madelina Barbosa e Eder Ferreira Xavier, foram relatados como participantes do esquema.

No documento, foi destacado que Talita utilizou o sistema de informações do Detran para alterar indevidamente características de vários veículos, causando prejuízo financeiros à instituição e foi exonerada do cargo.

Já Eder, na época, disse que trabalhava no setor de vistorias e substituía servidores durante férias e afastamentos, e fez a baixa em restrições de veículos de 4° eixo, 3° eixo e troca de motor em automóveis que estavam com restrições e, de acordo com sua avaliação, estavam regulares.

O relatório da Corregedoria de Trânsito informa também que foram inseridas restrições administrativas pela Agência Regional de Trânsito de Campo Grande, nos referidos veículos adulterados, mas que, o servidor Eder Ferreira “passou a atuar de forma irregular no sistema SGI/Detran, fazendo exclusão das restrições realizadas pela Agência”.

Devido a estes fatos, foi feito um boletim de ocorrência com Talita e Eder como autores do crime de inserção de dados falsos em sistema de informações e o Estado como vítima.

Nos autos da investigação, foi constatado que um dos casos, no qual o veículo foi apreendido em Rondonópolis (MT) por estar com licenciamento atrasado, também tinha o 4° eixo colocado de forma ilegal, e estava trafegando normalmente, mesmo com irregularidades.

A servidora Talita foi a responsável por inserir, de maneira ilegal, no sistema do Detran, o 4º eixo nesse veículo, que após ter sido constatada a irregularidade, teve restrição administrativa de tráfego expedida.

No entanto, eram nesses casos que atuava Éder Xavier, retirando essas restrições do sistema, como fez com o veículo que foi apreendido em Rondonópolis.

Outro servidor, Leandro dos Santos Facchin também foi mencionado no inquérito por inserção de dados irregulares no servidor e 4º eixo em veículos, e foi exonerado em agosto de 2021.

O despachante Fabrício Gomes dos Santos, também foi investigado por participação no esquema, mas em depoimento afirmou que não conhecia Leandro.

 

TENTATIVA DE HOMICÍDIO

Gêmeos têm overdose aos 9 anos após pai dar cocaína e antidepressivo

Moradores na cidade vizinha a Coronel Sapucaia, no lado paraguaio da fronteira, indivíduo de 32 anos pretendia, tirar a vida de ambas as crianças e em seguida cometer suicídio

20/05/2026 09h45

"Os gêmeos estão fora de perigo, mas permanecem hospitalizados", indica o Ministério Público do Paraguai Reprodução/Internet

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Na cidade vizinha a Coronel Sapucaia, Capitán Bado, distante quase 400 quilômetros de Campo Grande, um casal de gêmeos de apenas nove anos entrou em estado de overdose após o pai intoxicar as crianças com cocaína e antidepressivos em tentativa de homicídio e em um caso claro de negligência na região fronteiriça entre Brasil e Paraguai. 

Essas crianças foram inicialmente transferidas do Hospital de Capitán Bado para a unidade hospitalar regional Dr. Anibal Leôncio Medina Valiente, de Pedro Juan Caballero (PJC), cidade paraguaia essa também "gêmea" e separada por um atravessar de rua do município sul-mato-grossense de Ponta Porã, conforme divulgado ainda na noite de ontem (19) pelo portal paraguaio ABC Color. 

Com o menino e a menina transferidos inconscientes e hospitalizados até o momento no país vizinho, o pai pôde ser localizado, preso e deverá responder pelos atos de tentativa de homicídio e negligência, conforme repassado pelo promotor do caso à mídia local. 

Ambos foram submetidos a exames toxicológicos quando recuperaram a consciência, que indicaram resultados positivos para a presença de duas substâncias no sangue: cocaína e benzodiazepínicos.

Entenda

Quanto às substâncias, cabe esclarecer que esses ditos benzodiazepínicos (BZD) tratam-se de uma classe de medicamentos considerados psicotrópicos, que possuem a função de atuar no Sistema Nervoso Central como calmantes, sedativos e relaxantes musculares, conhecidos por serem de "tarja preta" e a exigência de uma receita médica controlada. 

Entre os mais receitados, por exemplo, aparecem: 

  1. Alprazolam (Frontal)
  2. Bromazepam (Lexotan)
  3. Clonazepam (de nome comercial Rivotril)
  4. Diazepam (Valium)

Como bem aponta o Ministério Público do Paraguai, através da promotora da cidade de Capitán Bado, Sarita Bonzi, a lei de proteção à criança e ao adolescente vigente no país vizinho, por motivos óbvios, omite o nome dos gêmeos vítimas dessas violências. 

Além disso, segundo apurações iniciais após a ordenação da prisão preventiva do pai, esse indivíduo de 32 anos pretendia, inclusive, tirar a vida de ambas as crianças e em seguida cometer suicídio. 

"Os gêmeos estão fora de perigo, mas permanecem hospitalizados. Provavelmente receberão alta nesta quarta-feira", indica o Ministério Público do Paraguai através de seus representantes.  

 

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