Cidades

TERCEIRA DOSE

Com surto de Covid, MS quer vacina urgente para indígenas acima de 18 anos

Dos 60 internados por Covid no Estado, 23% são indígenas

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES) quer iniciar imediatamente a vacinação em indígenas de Mato Grosso do Sul, diante do surto de Covid-19 enfrentado pelas aldeias do Estado.

No entanto, o Ministério da Saúde ainda não se posicionou sobre o pedido feito pela Secretaria.

"Temos também um pleito encaminhado ao Ministério da Saúde, encaminhado a doutora Rosana Leite e nós não tivemos ainda nenhuma resposta de fazermos imunização imediata em toda a população indígena de Mato Grosso do Sul, acima de 18 anos", ressaltou Rezende, durante live nesta sexta-feira (12).

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Para tanto nós estamos encaminhando o que temos de dados para subsidiar esse pleito", acrescentou.

Ainda conforme informações do secretário, atualmente, Mato Grosso do Sul tem 60 pessoas internadas por Covid, sendo 13 indígenas.

"Isso significa que 23% das pessoas internadas de Mato Grosso do Sul são indígenas, significa que há hoje um surto que acontece em Dourados, Caarapó, Japorã, Paranhos e Itacurú já tem esse desdobramento", destacou.

SURTO

Nas terras indígenas de Dourados foram contabilizados 89 casos da doença, até a última quinta-feira (4).

Tacuru é a segunda cidade com maior incidência, registrando 25 casos. Em seguida está Paranhos (18), Caarapó (7), Japorã (6) e Amambai (5).  

Ao todo, nas aldeias indígenas de Mato Grosso do Sul, foram registrados desde o início da pandemia 4.725 casos, com 106 óbitos e 4.564 recuperados.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) recomendou à Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e ao Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI/MS) – responsáveis pela Atenção Indígena no Estado -, que ampliem a testagem rápida de antígeno aos indígenas.  

A decisão foi tomada durante a quarta reunião do Grupo de Gerenciamento de Crise, que aconteceu na sexta-feira (5), após o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), publicar pesquisa em que mostra que as aldeias indígenas de Mato Grosso do Sul têm vivido um surto de Covid.

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editorial

Equilíbrio ameaçado no Pantanal de MS

A riqueza do Pantanal depende de um equilíbrio construído ao longo de milhares de anos. A introdução de espécies exóticas rompe esse ciclo e cria uma competição desigual

17/02/2026 07h30

Arquivo

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A chegada de uma espécie exótica de cervos ao Pantanal acende um alerta que vai muito além da curiosidade científica. Trata-se de uma ameaça concreta a um dos símbolos da biodiversidade regional: o cervo-do-pantanal. Ao ocupar o mesmo habitat e disputar alimento e espaço, o invasor coloca em risco o equilíbrio de um ecossistema já pressionado por queimadas, mudanças climáticas e expansão econômica.

O novo cervo não surgiu por acaso. Foi introduzido no continente sul-americano por caçadores no Uruguai e, sem barreiras naturais que limitassem sua expansão, espalhou-se por diferentes territórios. Agora, sua presença avança em direção a Mato Grosso do Sul, trazendo consigo uma lição conhecida: quando o ser humano interfere de maneira irresponsável na dinâmica ambiental, os efeitos tendem a ser duradouros e difíceis de reverter.

Casos semelhantes não faltam. Os javalis, também exóticos, transformaram-se em verdadeira praga, devastando lavouras e causando prejuízos milionários. Nos rios, espécies como o tucunaré alteraram cadeias alimentares e impactaram populações nativas. Em comum, todos esses episódios revelam a ausência – ou a falha – de um controle biológico eficiente no momento certo. Depois que a espécie invasora se estabelece, o custo ambiental e financeiro para contê-la se multiplica.

No caso do cervo exótico, ainda não há consenso sobre quais medidas adotar. Liberar a caça direcionada apenas a essa espécie? Incentivar o aumento de predadores naturais, como a onça-pintada? Intensificar políticas de proteção ao cervo nativo? Cada alternativa envolve riscos, debates técnicos e decisões políticas delicadas. O que não se pode admitir é a inércia.

O Pantanal é patrimônio natural do Brasil e do mundo. Sua riqueza depende de um equilíbrio construído ao longo de milhares de anos. A introdução de espécies exóticas rompe esse ciclo e cria uma competição desigual, muitas vezes fatal para os animais nativos. Permitir que o avanço ocorra sem planejamento é repetir erros já conhecidos.

É urgente que órgãos ambientais, pesquisadores e governos estaduais e federal atuem de forma coordenada. O controle biológico não é uma opção ideológica, mas uma necessidade prática. Prevenir, monitorar e agir rapidamente são estratégias menos custosas do que remediar.

O avanço do cervo exótico é um sinal claro de que a vigilância ambiental precisa ser permanente. O preço da omissão pode ser a perda de um dos maiores tesouros naturais do País. E, quando se trata do Pantanal, não há espaço para improvisos. 

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NÃO É NÃO

Campanha contra assédio sexual no carnaval tem adesão de 18 estados

Governo orienta sobre proteção de mulheres em situação de violência

16/02/2026 23h00

Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

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Para reforçar que o assédio, a importunação sexual e o desrespeito às mulheres não têm espaço no carnaval, o Ministério das Mulheres mobilizou as secretarias estaduais de políticas para as mulheres para ampliar o alcance da campanha “Se liga ou eu ligo 180”.

O objetivo é convocar a sociedade a não fechar os olhos para situações de assédio e violência durante a folia. Independentemente da roupa da foliã ou da ingestão de bebida alcoólica.

A pasta explica que, sobretudo em ambientes de grande aglomeração – como blocos de rua e shows – são recorrentes os relatos de toques indevidos, beijos forçados, apalpamentos das vítimas, abordagens insistentes e comentários de teor sexual. Essas condutas violam direitos, causam constrangimento e podem gerar responsabilização criminal.

Ao todo, 18 estados em todas as regiões do país já aderiram à campanha: Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins.

Ações da campanha

Em diversos estados participantes, órgãos de políticas para as mulheres montaram pontos de apoio e tendas em áreas de grande circulação, onde foram instaladas faixas com as mensagens “Se liga ou eu ligo 180” e “Violência contra a mulher é crime. Denuncie. Ligue 180. Em caso de urgência, ligue 190”.

No local, estão sendo distribuídos folhetos e brindes como fitas, adesivos e tatuagens temporárias, pulseiras, viseiras, além de material informativo sobre as estruturas públicas disponíveis para a proteção e o acolhimento de mulheres vítimas de violência.

O Ministério das Mulheres ainda instalou grandes balões infláveis em avenidas de diversas capitais.

A divulgação do Ligue 180 durante o carnaval também ocorre por meio do envio de mensagens para celulares de mulheres em sete cidades onde ocorrem grandes comemorações de carnaval: Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Recife, Olinda e Maceió.

Como denunciar

A orientação da campanha do Ministério das Mulheres é de que o carnaval é tempo de alegria, mas qualquer toque, abordagem ou exposição sem consentimento é crime e deve ser denunciado.

lei nº 13.718/2018 tipifica como crime a importunação sexual, caracterizada por qualquer ato libidinoso praticado contra alguém sem consentimento. A pena é de reclusão de um a cinco anos, se o ato não constitui crime mais grave.

A vítima de qualquer forma de violência ou qualquer pessoa que presencie uma situação deste tipo deve procurar ajuda imediatamente e denunciar o agressor.

Saiba mais sobre os canais de denúncia:

  • Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher: Oferece orientação sobre os direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento, registra denúncias de violência contra mulheres e encaminha às autoridades competentes;
  • 190 – Polícia Militar de cada estado: para situações de risco imediato como em casos de agressão física, ameaça, perseguição ou violência em andamento;
  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) para atendimento presencial especializado para mulheres em situação de violência; para registro de boletins de ocorrência; e Encaminhamento para serviços de apoio psicológico, social e jurídico. Atendimento por equipes capacitadas para lidar com casos de violência de gênero;
  • Procurar a organização do bloco, do evento ou do espaço onde a situação de violência ocorreu para informar aos seguranças, brigadistas, monitores ou responsáveis e pedir apoio para identificar o agressor e garantir a segurança imediata da mulher.

Parcerias

Além da mobilização nos estados pela campanha, a “Se Liga ou eu Ligo 180” tem o apoio da Caixa Econômica Federal, que incluiu mensagens de conscientização nos bilhetes emitidos nas casas lotéricas de todo o país durante o período carnavalesco, reforçando que “Carnaval é festa, mas assédio é crime. Denuncie. Ligue 180. Urgência, ligue 190.”

Outra parceira na mobilização é a Polícia Rodoviária Federal (PRF), com a divulgação do Ligue 180 em faixas disponibilizadas em pontos estratégicos nas rodovias federais em 27 capitais, neste período do ano.

Concessionárias de rodovias também integram a iniciativa e exibem as mensagens da campanha em painéis eletrônicos, praças de pedágios e canais de comunicação com usuárias e usuários das estradas, ampliando o alcance da informação e fortalecendo a rede de proteção às mulheres.

Com apoio do Ministério das Mulheres, o Governo Federal também lançou outras campanhas para garantir um carnaval livre de violência: “Sem Racismo o Carnaval Brilha Mais”, promovida pelo Ministério da Igualdade Racial, e “Pule, Brinque e Cuide”, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com foco no enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.  

Ligue 180

O Ligue 180 é a central de atendimento telefônico à mulher. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive no carnaval. 

A denúncia de violência contra uma mulher pode ser feita de forma anônima, e o serviço atende todo o território nacional. Também é possível fazer a ligação de qualquer lugar do Brasil ou acionar o canal via chat no Whatsapp (61) 9610-0180.

Atualmente, a central de atendimento à mulher – Ligue 180 – conta com mais de 350 profissionais, entre atendentes, coordenadoras e equipe técnica, preparadas para oferecer acolhimento, orientação e encaminhamento para a rede de proteção de mulheres em situação de violência em todo o país.

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