Cidades

adequação e requalificação

MS dá sequência na licitação que promete ressuscitar Estádio Morenão

Sem concorrentes locais e com teto de R$17 milhões, disputa pelo menor preço será travada por empresas de Minas Gerais e São Paulo

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Está marcada para amanhã (1°de outubro), às 14 horas, a sequência do certame em busca de uma empresa para executar os serviços de engenharia para adequação e requalificação funcional do Estádio Universitário Pedro Pedrossian, conforme divulgado pela Diretoria de Licitação de Obras (DLO) da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), licitação essa que promete ressuscitar o Morenão. 

Através de sua DLO, a Agesul convoca as empresas participantes do certame para "trazer o Morenão de volta à vida", exatamente um mês após a visita in loco do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, ao estádio campo-grandense. 

Entretanto, essa licitação terá apenas duas empresas na disputa: 

  • ALCANCE ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO LTDA e
  • ENGETAL ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LTDA.

Conforme consta na ata eletrônica da licitação, da sessão aberta em 21 de setembro, outras três empresas ficaram impedidas de participarem da licitação, já que não submeteram os documentos obrigatórios junto da proposta inicial dentro do prazo estabelecido em edital. 

Entre essas empresas que não submeteram a proposta no prazo aparecem duas campo-grandenses, Engelec Engenharia e a CR Arquitetura e Construção, além da mineira Sustentare Empreendimentos.  

Com isso, nenhuma das duas empresas que disputam o certame para reforma do Morenão são locais, uma vez que a "Engetal" possui sede na capital de São Paulo e a "Alcance" está sediada em Teófilo Otoni (MG). 

Licitação milionária

Com valor estimado em R$17.874.945,95, essa licitação em busca de empresa para adequação e requalificação do estádio o Morenão, em Campo Grande, foi aberta em 03 de setembro, com publicação em edição extra do Diário Oficial Eletrônico de Mato Grosso do Sul. 

Entre as intervenções programadas estão a adequação dos acessos, das rotas de fuga e das rampas para atender às normas de segurança e acessibilidade, além do fechamento dos fossos, da instalação de guarda-corpos, corrimãos, barras antiesmagamento e novos portões.

Cabe frisar que essa disputa pelo critério de menor preço tinha abertura das propostas inicialmente prevista para o dia 21 de setembro, o que não ocorreu. Essa reforma e readequação prevê a retomada das competições no estádio já para 2027.

Também está no pacote de obras a modernização da rede elétrica, implantação do sistema de prevenção e combate a incêndio, instalação de novos refletores, construção de um sistema de irrigação de última geração e a substituição integral do gramado.

As intervenções ainda incluem a reforma da pista de atletismo e melhorias no sistema de drenagem, consideradas essenciais para que o estádio volte a receber partidas oficiais e grandes eventos a partir de 2027.

A intenção é que o estádio seja palco da abertura do Campeonato Sul-Mato-Grossense da Série A, marcando o retorno do principal palco esportivo do Estado ao calendário do futebol profissional.

 

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CAMPO GRANDE

Idoso morre em acidente entre moto e picape na Avenida Gury Marques

Devido ao forte impacto da batida, o motociclista faleceu ainda no local

30/09/2026 09h45

Colisão aconteceu no cruzamento da Avenida Gury Marques com a rua José Pedrossian

Colisão aconteceu no cruzamento da Avenida Gury Marques com a rua José Pedrossian Reprodução

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Um acidente de trânsito vitimou um idoso, de 67 anos, identificado como Edson Moreira Salles, na manhã desta quarta-feira (30). A vítima conduzia uma motocicleta quando colidiu contra a lateral de uma picape modelo Volkswagen Saveiro, a qual estava uma mulher, de 36 anos.

A colisão foi no cruzamento da Avenida Gury Marques com a rua José Pedrossian, entrada do Bairro Los Angeles, em Campo Grande. Edson trafegava pela avenida quando atingiu a lateral do carro conduzido pela mulher, que estava na Rua José Pedrossian.

O homem pilotava uma moto modelo Yamaha Fazer e, devido ao impacto da batida, morreu no local. Segundo informações preliminares, o condutor não possuía habilitação.

Segundo o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, o motociclista seguia pela preferencial da Avenida Gury Marques quando o carro, vindo da estrada de terra, desrespeitou a sinalização de parada obrigatória, cruzou a pista e foi atingido pela moto.

Equipes do Batalhão de Trânsito, Polícia Civil e Perícia estiveram no local. A motorista da picape foi encaminhada à delegacia para prestar esclarecimentos.

EMPREGO

MS cria 1,2 mil empregos em agosto, mas saldo cai 54% em um ano

Serviços sustentaram geração de vagas no Estado, enquanto indústria, agropecuária e comércio fecharam postos de trabalho

30/09/2026 09h15

Setor de serviços puxou a geração de empregos em Mato Grosso do Sul em agosto, com saldo positivo de 1.744 vagas

Setor de serviços puxou a geração de empregos em Mato Grosso do Sul em agosto, com saldo positivo de 1.744 vagas Gerson Oliveira

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Mato Grosso do Sul criou 1.208 empregos com carteira assinada em agosto deste ano, resultado de 35.084 admissões e 33.876 desligamentos. Apesar do saldo positivo, a geração de vagas perdeu força na comparação com o mesmo mês de 2025, quando o Estado havia aberto 2.648 postos formais.

Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Na comparação entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o saldo de empregos formais em Mato Grosso do Sul recuou 54,4%. Em números absolutos, foram 1.440 vagas a menos neste ano.

A redução ocorreu em meio à combinação de menos contratações e mais desligamentos. Em agosto do ano passado, Mato Grosso do Sul contabilizou 35.922 admissões e 33.274 demissões. Neste ano, foram 35.084 contratações e 33.876 desligamentos.

Com isso, o Estado teve 838 admissões a menos e 602 desligamentos a mais que no mesmo período do ano passado.

O resultado de agosto foi sustentado principalmente pelo setor de serviços, responsável pela abertura de 1.744 postos de trabalho. O segmento contabilizou 13.458 admissões e 11.714 desligamentos.

A construção também terminou o mês no azul, com saldo de 195 vagas, após registrar 3.950 contratações e 3.755 demissões.

Por outro lado, três dos cinco grandes grupos de atividades econômicas fecharam postos de trabalho no Estado. A indústria teve o pior resultado, com saldo negativo de 325 vagas, seguida pela agropecuária, que perdeu 243 postos, e pelo comércio, com fechamento de 163 vagas.

O cenário contrasta com agosto do ano passado, quando quatro setores apresentaram resultado positivo em Mato Grosso do Sul.

Naquele mês, a construção havia liderado a geração de empregos, com 1.125 novas vagas. A indústria aparecia em seguida, com 587, enquanto serviços criaram 558 postos e o comércio, 535. Somente a agropecuária havia fechado vagas, com saldo negativo de 157.

A mudança mais expressiva ocorreu nos serviços, que passaram de 558 vagas abertas em agosto de 2025 para 1.744 neste ano. Em sentido contrário, a indústria saiu de 587 postos criados para 325 fechados, enquanto o comércio passou de saldo positivo de 535 para negativo de 163.

Mesmo com a desaceleração observada no mês, o estoque de empregos formais em Mato Grosso do Sul chegou a 685.345 vínculos em agosto. No mesmo período de 2025, eram 675.070, diferença de pouco mais de 10 mil vínculos.

Nacional


No cenário nacional, o Brasil abriu 165.827 postos de trabalho com carteira assinada em agosto, conforme o Caged. O número representa alta de 7,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando haviam sido criadas 154.683 vagas, considerando os dados ajustados.

Em relação a julho deste ano, quando foram gerados 58.568 empregos, o saldo avançou 183,1%.

Apesar da melhora mensal e anual, o resultado de agosto foi o segundo mais baixo para o mês desde o início da série do Novo Caged, em 2020, ficando à frente apenas de agosto do ano passado.

No acumulado de janeiro a agosto, o País criou 1.134.033 empregos formais, queda de 25,2% frente aos 1.516.881 postos registrados no mesmo intervalo de 2025.

Diferentemente do resultado sul-mato-grossense, todos os cinco grandes setores tiveram saldo positivo no País em agosto. Serviços lideraram, com 110.346 vagas, seguidos pela construção civil, com 20.848; indústria, com 16.613; comércio, com 16.565; e agropecuária, com 1.452.

O Centro-Oeste criou 8.699 empregos no mês. Entre as cinco regiões brasileiras, o Sudeste apresentou o maior saldo, com 73.167 vagas, seguido pelo Nordeste, com 59.356; Norte, com 13.603; Sul, com 10.850; e Centro-Oeste.

Das 27 unidades da Federação, 24 tiveram saldo positivo. São Paulo liderou, com 42.533 vagas, seguido pelo Rio de Janeiro, com 20.886, e Pernambuco, com 13.428. Rio Grande do Sul (-1.611), Rondônia (-923) e Espírito Santo (-287) foram os únicos com resultado negativo.

O salário médio real de admissão no País ficou em R$ 2.410,74 em agosto, praticamente estável diante de julho e 1,02% acima do registrado no mesmo mês de 2025.

Ao fim de agosto, o Brasil contabilizava 48,2 milhões de trabalhadores com carteira assinada.

**Com informações da Agência Brasil**

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