Cidades

Investigação

Mulher é morta com tiro na cabeça enquanto filhos dormiam; marido desaparece

O marido, até o momento, não foi encontrado. A mulher, que faleceu após receber atendimento médico na Santa Casa, tinha 33 anos. O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para investigação.

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Uma mulher de 33 anos morreu na manhã desta sexta-feira (11) após levar um tiro na cabeça enquanto os filhos dormiam em uma residência no Jardim Presidente, em Campo Grande. O principal suspeito, o marido da vítima, desapareceu e, até o momento, não foi localizado.

Conforme informações do boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas por volta das 21h, após receberem a denúncia de um homicídio. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a mulher caída no chão, com sangramento na cabeça.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para socorrer a vítima e encaminhá-la à Santa Casa. Conforme informações policiais, a mulher deu entrada no CTI (Centro de Terapia Intensiva) em parada cardiorrespiratória e sem documentos.

Ainda de acordo com o registro policial, os militares encontraram a filha do casal dormindo na residência. Ao ser questionada se havia visto algo, a criança disse que o pai e a mãe estavam juntos na casa, mas que depois o pai não foi mais visto.

Os policiais também realizaram fiscalizações pela região, mas não conseguiram encontrar o marido da vítima. 

Diante das informações, o caso foi encaminhado para a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Enquanto a ocorrência estava sendo registrada, os policiais da delegacia especializada receberam a informação de que a mulher não resistiu aos ferimentos e faleceu na manhã de hoje (11), na Santa Casa de Campo Grande.

A identidade da vítima ainda não foi divulgada, pois ela estava sem documentos ao dar entrada no hospital.

O corpo foi encaminhado para o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), para investigação.

 

 

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CORUMBÁ

Dois suspeitos são presos por aliciamento de turistas

Com ameaças e agressividade, motoristas obrigavam turistas a utilizarem seus 'serviços', DECAT ainda suspeita de envolvimento dos motoristas no transporte de drogas

09/02/2026 11h43

Divulgação

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Na última sexta-feira (06), a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista (DECAT), junto a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos do Estado (AGEMS), deteve dois motoristas clandestinos, suspeitos de participarem de uma organização criminosa que põe turistas em riscos de vida.

No interior sul-mato-grossense, em Corumbá, a menos de 430 quilômetros da Capital, a Polícia Civil recebeu a denúncia de dois homens partes de um grupo que aliciava turistas populares, além da suspeita de imposição à essas pessoas de práticas criminosas.

De acordo com a denúncia, os suspeitos agiam de forma agressiva e ameaçadora nas rodovias de Corumbá e Campo Grande, impondo a quem chegava que utilizassem o serviço de transporte ilegal do grupo, prejudicando assim a outros transportes legais.

Na ocasião, a DECAT interceptou dois veículo em Terenos, no momento em que um dos carros carregava uma família de bolivianos com duas crianças, e no outro um boliviano sem passaporte e um turista de Cuiabá (MT) também eram transportados.

Com a comprovação da atividade ilegal, ambos os motoristas foram conduzidos a DECAT. No local a dupla assinou o termo de compromisso e foram soltos para responder o processo em liberdade.

Porém, ainda de acordo com a denúncia, os policiais seguem investigando pois além da imposição e ameaças, o grupo ainda estaria supostamente envolvido em transporte de traficantes de drogas, escondidas em mochilas ou por barrigueiros, como são chamados aqueles que ingerem cápsulas de cocaína para esconder o transporte de drogas.

Segundo as informações, o grupo atuava por um preço a mais caso aqueles que desejavam transportar a droga pagassem, junto aos imigrantes ilegais. O caso está em fase de investigação sobre o envolvimento dos motoristas quanto a apenas o transporte, ou nas práticas dos crimes.

Os dois veículos foram apreendidos pela AGEMS com imposição de multa.

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CASO ORELHA

Escolas começam ano letivo em campanha contra maus-tratos a animais

Na entrada das escolas, havia patinhas como símbolo de respeito aos pets e frases reflexivas em combate a violência e abandono

09/02/2026 11h25

Patinhas e cartazes em homenagem ao Cão Orelha

Patinhas e cartazes em homenagem ao Cão Orelha MARCELO VICTOR

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Violência e maus-tratos contra animais está cada vez mais comum no Brasil. O caso do Cão Orelha chocou o Brasil e gerou repercussão nacional e uma onda de indignação nas redes sociais.

Para isso, a Secretaria de Educação (SED-MS) e Ministério Público (MPMS) prepararam um ponto de reflexão, em combate aos maus-tratos contra animais, logo no primeiro dia de aula do ano letivo 2026.

Na entrada da Escola Estadual Maestro Frederico Liebermann, havia patinhas como símbolo de respeito aos animais, manifestando a importância do cuidado e amor com pets.

Além disso, também havia um painel com cartazes pets, fotos de animais, patinhas e frases reflexivas a respeito da violência e abandono contra os bichinhos. Confira:

Patinhas e cartazes em homenagem ao Cão OrelhaPatinhas e cartazes em homenagem ao Cão Orelha. Foto: Marcelo Victor
  • “Ter carinho pelos animais é plantar sementes de bondade que florescem em cada canto do mundo”
  • “A maior covardia de uma pessoa é despertar o amor em alguém e depois abandoná-lo”
  • “Não existe pecado mais vergonhoso do que abandonar quem sempre esteve ao seu lado”
  • “N semblante de um animal que não fala, há todo um discurso que só um espírito sábio é capaz de entender”
  • “Não existe pecado mais vergonhoso do que enganar alguém que acreditou em você”
  • “O abandono de animais de companhia é um crime punível com pena de prisão”

De acordo com o secretário de Educação, Hélio Daher, o objetivo é promover campanhas de conscientização nas escolas em combate aos maus-tratos contra animais.

"Ministério Público, Secretaria de Educação e Conselho Estadual de Educação juntaram forças para lançar uma ação de conscientização sobre o respeito evitar maus-tratos contra animais. A gente presenciou aquela situação em que jovens agrediram animais até a morte e a gente entendeu que é necessário que a sociedade faça essa reflexão. A gente tem responsabilidade de tratar esse tema nas escolas. Aqui nessa escola tem as patinhas e cartazes. Os alunos já estão sendo recebidos com essa consciência e podem participar mais no combate aos maus-tratos contra animais", explicou o Daher.

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (Progressistas), afirmou que é necessário ensinar respeito e combater a violência contra os animais na escola.

“A escola é um ambiente de construção de respeito. Na relação de qualquer ser humano com os animais de uma maneira geral, sejam eles domesticados ou não, a gente tem que criar esse sentimento de respeito e as escolas estão promovendo essa ação aqui com as patinhas, os cartazes, os banners, já chamando atenção para o fato de que a discussão ocorra aqui dentro da escola no sentido de criar esse sentimento de respeito pelos animais”, disse.

CASO ORELHA

O cão Orelha, cachorro comunitário que possui aproximadamente 10 anos, foi espancado a pauladas por quatro adolescentes, em 4 de janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis, litoral de Santa Catarina (SC).

Ele foi encontrado agonizando, sangrando e cheio de feridas, por moradores da região, um dia depois. Em seguida, foi levado a clínica veterinária, mas, faleceu. Em razão das dores e ferimentos, ele teve que ser sacrificado.

A morte do cachorro gerou repercussão nacional e uma onda de indignação nas redes sociais. Vários protestos foram registrados em várias partes do Brasil.

MAUS-TRATOS

Dados da Superintendência de Políticas Integradas de Proteção da Vida Animal (Suprova) apontam que 18.268 denúncias de maus-tratos contra animais domésticos foram registrados, no ano de 2025, em Mato Grosso do Sul. Com isso, a média foi de 1.660 denúncias por dia.

Em novembro de 2025, foram registrados 942 denúncias contra cachorros e 540 contra gatos.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, a médica veterinária Beatriz Calepso afirmou que várias atitudes podem ser consideradas como maus-tratos. Confira:

  • Bater, com a intenção de "educar"
  • Machucar, espancar, violentar e ferir
  • Abandono
  • Levar o animal para passear em horários de sol intenso - o asfalto pode atingir temperaturas muito altas e causar queimaduras nas patinhas, o que é doloroso para animais. Além disso, o calor excessivo pode causar hipertermia, que gera consequências graves como convulsões, taquipneia e respiração ofegante
  • Deixar o animal sem água, alimentação ou abrigo
  • Viajar e deixar o animal sozinho
  • Expor o animal a situação de stress constante
  • Zoofilia

Além disso, de acordo com a veterinária, os sintomas/sinais que o animal apresenta quando é vítima de maus-tratos é:

  • Medo excessivo
  • Comportamento retraído/recluso
  • Permanecer isolado em um canto
  • Dificuldade de socializar com pessoas
  • Animal bravo defesa exagerada
  • Presença de lesões, feridas e hematomas

"O Caso Orelha foi algo que chocou muito. Eu acho que pela forma que aconteceu, algo que humanamente, pensando para mim, era impossível, mas a gente vê que isso se torna tão comum, quantos animaizinhos devem passar por isso e a gente nem sabe. Graças a Deus isso viralizou e as pessoas puderam ver que isso infelizmente é mais real do que a gente pensa', pontou a veterinária.

ONDE DENUNCIAR?

É possível denunciar maus-tratos contra animais domésticos nos seguintes números:

  • Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) - (67) 3313-5000 / (67) 3313-5001
  • Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (DECAT) - (67) 3325-2567 / 3382-9271
  • Delegacia Virtual (Devir) através do site

"O canal de denúncias é uma ferramenta essencial para combater os maus-tratos. Ele facilita o acesso da população e fortalece a rede de proteção animal em todo o estado", destacou o superintendente estadual de Proteção da Vida Animal, Carlos Eduardo Rodrigues.

CRIME

Maus-tratos contra animais é crime no Brasil, de acordo com a LEi nº  9.605/1998.

As penas variam de três meses a um ano de reclusão e multa.

A Lei 14.064/2020 aumentou a gravidade da punição, especialmente para crimes contra cães e gatos, que passaram a ter penas de 2 a 5 anos de prisão.

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