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CLIMA

Município de MS bate recorde de calor e registra maior temperatura do Brasil

Das 20 cidades mais quentes, 4 são de MS

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Água Clara bateu recorde de calor e registrou a maior temperatura do Brasil neste domingo (17), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Os termômetros alcançaram 40,6ºC no município. De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, a sensação térmica foi de 43ºC.

O município ultrapassou a temperatura de Cuiabá (40,2ºC), conhecida como “Cuiabrasa”, famosa pelas temperaturas mais altas do Brasil.

Mato Grosso do Sul se destacou entre as cidades mais quentes do País ontem. No ranking das 20 cidades mais calorosas, 4 foram do Estado. Veja:

RANKING

MUNICÍPIO

TEMPERATURA

Água Clara

40,6ºC

Porto Murtinho

40,3ºC

13º

Coxim

38,8ºC

18º

Paranaíba

38,6ºC

* fonte: Inmet

O calor foi “de rachar” em todas as regiões do Estado neste domingo (17). Confira quais foram as cidades mais quentes:

RANKING

MUNICÍPIO

TEMPERATURA

SENSAÇÃO TÉRMICA

Água Clara

40,6ºC

43ºC

Porto Murtinho

40,3ºC

42ºC

Coxim

38,8ºC

41ºC

Paranaíba

38,6ºC

41ºC

Três Lagoas

38,5ºC

41ºC

Ribas do Rio Pardo

38,3ºC

40ºC

Rio Brilhante

38,1ºC

40ºC

Nova Andradina

38,1ºC

40ºC

Sonora

37,9ºC

40ºC

10º

Bataguassu

37,3ºC

40ºC

* fonte: meteorologista Natálio Abrahão

ONDA DE CALOR

Os próximos dias serão de sol, calor, temperaturas altíssimas, céu limpo a parcilamente nublado, tempo abafado e baixa umidade relativa do ar.

Inmet emitiu alerta laranja de Onda de Calor para os 79 municípios de Mato Grosso do Sul.  A temperatura estará 5ºC acima da média por um período de três a cinco dias. O aviso indica perigo, com risco à saúde.

“Uma semana bastante quente. Dia 23, a primavera está vindo muito quente em todo o Estado e deve passar dos 40ºC nos próximos dias em alguns pontos. Será um mês de extremas temperaturas com máximas sempre acima de 35ºC, batendo 40ºC graus, em alguns pontos”, prevê o Inmet.

INVERNO

O inverno começou em 21 de junho e terminará em 23 de setembro de 2023 em Mato Grosso do Sul.

A estação é caracterizada por clima gelado, temperaturas em queda, tempo seco, baixa umidade relativa do ar, pouca chuva e ocorrência de geadas/nevoeiros.

Porém, temperaturas em queda e ocorrência de geadas não é o que tem ocorrido no Estado ultimamente. 

Em entrevista ao Correio do Estado, o meteorologista Natálio Abrahão explicou o porquê está tão calor em pleno inverno em Mato Grosso do Sul, época do ano em que as temperaturas deveriam estar mais amenas. 

De acordo com Abrahão, o inverno no Centro-Oeste não é tão rigoroso quanto outras regiões do Brasil e é uma característica da região ter dias quentes nesta estação. 

"Dias quentes no Centro-Oeste é uma característica do inverno e não uma estação inteira com temperaturas baixas", explicou o meteorologista. 

Segundo Abrahão, o fenômeno El Niño também é o responsável pelos dias mais quente durante o inverno.

El Niño é o aquecimento acima do normal das águas do Oceano Pacífico. É um fenômeno global que influencia em todos os continentes do mundo.

“Previsão é [do El Niño] ser um dos mais intensos das últimas décadas. Deve ser forte, provocar mudanças em todas as regiões do mundo e provavelmente gerar aquecimento anormal em alguns países gerando mais calor. Com isso, segundo os especialistas, há 56% de chances de ser considerado forte e 25% de atingir proporções gigantescas. Este ano, em função da transição para El Nino, não deve ter muitos dias frios”, explicou o meteorologista Natálio Abrahão.

RECOMENDAÇÕES

De acordo com o Ministério da Saúde, o tempo quente requer cuidados aos sul-mato-grossenses. Confira as recomendações:

  • Não praticar exercícios físicos durante as horas mais quentes do dia
  • Evitar exposição ao sol das 9h às 17h
  • Usar protetor solar
  • Beber muita água
  • Usar roupas finas e largas, de cores claras e tecidos leves (de algodão)
  • Não fazer refeições pesadas
  • proteger-se do sol com chapéus e óculos de proteção
  • Manter o ambiente arejado, com umidificador de ar, ventilador, toalhas molhadas, baldes cheios d’água e ar condicionado

 

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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