Cidades

INCREMENTO

Municípios de MS vão receber
R$ 79 milhões a mais de FPM

Estimativa de confederação é de que o repasse do fundo de participação chegue a R$ 1,379 bilhão

Continue lendo...

O repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) às cidades sul-mato-grossenses deve ter um aumento de 6,09% este ano em relação a 2019. A estimativa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) é que o incremento seja da ordem de R$ 79 milhões, passando de R$ 1,3 bilhão para R$ 1,379 bilhão.

O levantamento foi elaborado pela entidade representativa com base em dados da  Secretaria do Tesouro Nacional (STN), com a previsão de transferência de R$ 93,9 bilhões aos municípios de todo o País este ano.

Por meio de nota técnica (NT 01/2020), a confederação indica um crescimento de 6% no valor líquido total, em relação ao que foi transferido em 2019 – R$ 88,6 bilhões.

No documento é afirmado: “Para 2020 a projeção do FPM pela STN tem como objetivo contribuir para facilitar a programação financeira realizada por município. O montante total estimado para este ano foi de R$ 93.988.475.959. Lembrando que os valores totais dos repasses ora informados foram baseados na previsão de arrecadação dos impostos correspondentes, conforme o Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA 2020 (modificado)”.

Desse total, R$ 1,379 bilhão são para os 79 municípios sul-mato-grossenses ao longo de 2020, dos quais 26 vão receber R$ 8,051 milhões; outros nove terão direito a R$ 10,734 milhões; e seis vão receber R$ 13,418 milhões.

Outras 14 localidades vão receber R$ 16,102 milhões; 10 terão direito a R$ 18,786 milhões; uma a R$ 21,469 milhões; três a R$ 24,153 milhões; duas terão R$ 26,837 milhões; e outras três R$ 29,521 milhões.

Pelo coeficiente de cálculo dos valores do fundo de participação, três cidades estarão na faixa dos R$ 40 milhões (uma R$ 40,256 milhões, outra R$ 42,939 milhões e por último R$ 45,623 milhões). Uma cidade terá direito a R$ 69,327 milhões e Campo Grande (que entra no cálculo das capitais, que utiliza critérios diferentes) vai ter direito a R$ 145,530 milhões. Os valores são repassados em parcelas a cada 10 dias e a CNM não divulgou os nomes dos municípios.

QUEDA

Embora haja previsão de aumento de 6% no repasse do FPM este ano, o total repassado no 1º decêndio do mês registrou queda de 10,74% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a CNM.

Esse dado mostra que a arrecadação federal foi menor nos últimos dias de 2019, já que o primeiro decêndio é influenciado pela arrecadação do mês anterior, que tem como base de cálculo para o repasse os dias 20 a 30 do mês que antecede o repasse.

Geralmente a transferência de recursos sempre é o maior do mês – são feitas outras duas – e representa quase a metade do valor esperado para o mês inteiro.

Para Mato Grosso do Sul,  no ano passado, o valor bruto do 1º decêndio do FPM foi de R$ 57,688 milhões, valor que caiu para R$ 51,525 milhões este ano. 

COMPARAÇÃO DE ESTIMATIVA

Quando se compara a estimativa do FPM de 2019 da STN com o montante repassado aos municípios no ano, a área de finanças da CNM indica que o fundo foi 1,76% menor que o previsto, enfatizando que a estimativa do Tesouro foi alterada nove vezes no ano passado. Em relação à estimativa do FPM de 2020, a STN informa que foram utilizados os coeficientes estabelecidos pelo Tribunal de Contas da União. O valor total indicado para os próximos doze meses também considera a previsão de arrecadação dos impostos de Renda e sobre Produtos Industrializados (IR e IPI) apontados na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2020.

migração ilegal

Criminosos que atravessavam haitianos ilegalmente de Corumbá para a Bolívia são condenados

Os chamados coiotes cobravam valores abusivos para levar migrantes de forma ilegal ao país vizinho através de travessia clandestina

05/06/2026 17h30

Criminosos articulavam um esquema de travessia de haitianos pelo local conhecido como

Criminosos articulavam um esquema de travessia de haitianos pelo local conhecido como "Trilha do Gaúcho" Foto: Divulgação / PF

Continue Lendo...

A 1ª Vara Federal de Corumbá condenou oito pessoas por participação em um esquema criminoso que promovia a migração ilegal, através da travessia de estrangeiros, principalmente haitianos, na fronteira do Brasil com a Bolívia. As penas variam de três a 11 anos de prisão.

Conforme a Justiça Federal, o grupo criminoso atuou entre outubro e dezembro de 2021, transportando os estrangeiros de forma clandestino para o país vizinho de Mato Grosso do Sul, visando lucro, em ações coordenadas e repetidas, caracterizando crime continuado.

Os acusados foram presos em dezembro de 2021, durante a Operação Fom'Ale II, deflagrada pela Polícia Federal. Na ocasião foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão.

Conforme reportagem do Correio do Estado, a investigação que levou a prisão do grupo detectou que os criminosos articulavam um esquema de travessia de haitianos pelo local conhecido como “Trilha do Gaúcho”, na divisa do Brasil com a Bolívia.

Nos períodos da manhã e noite, os criminosos, que atuavam como coiotes, buscavam meios de atravessar ilegalmente os migrantes, entre eles diversas crianças e mulheres grávidas, sempre exigindo dinheiro para tal fim.

Já dentro da trilha, os estrangeiros eram auxiliados por “carregadores” bolivianos, que tinham a função de mostrar o percurso até a Bolívia, além de prestar apoio no transporte das malas dos haitianos, mediante o pagamento de valores abusivos.

O esquema tinha divisão de tarefas: alguns integrantes captavam migrantes na rodoviária, outros faziam o transporte até casas de passagem e a fronteira, enquanto havia responsáveis por hospedagem e articulação com atravessadores bolivianos. 

As investigações indicaram que os migrantes pagavam valores que chegavam a 150 dólares por pessoa para a travessia ilegal.

Em ocasiões em que os “coiotes” foram acompanhados pelos policiais, foi possível observar que, ao menos uma vez, cidadãos haitianos foram abandonados no meio da rua, após os criminosos perceberem a aproximação da polícia.

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra oito investigados, imputando-lhes os crimes de promoção de migração ilegal e organização criminosa.

Sentença

O juiz federal substituto, Rubens Petrucci Junior, ao julgar o processo, enfatizou que a prática envolvia “exploração econômica sistemática de migrantes em situação de máxima vulnerabilidade”, além de riscos impostos durante travessias clandestinas. 

“A atividade cruzava sistematicamente a fronteira Brasil-Bolívia, com acordos e pagamentos envolvendo bolivianos e operações até o Chile”, registrou o magistrado na sentença. 

O conjunto de provas, que incluem depoimentos, monitoramentos e dados de celulares, demonstrou, segundo o juiz federal, a atuação coordenada do grupo, resultando na condenação dos investigados pelos crimes de promoção de migração ilegal e integração em organização criminosa, nos termos da denúncia.

Investigação

Cemitério de MS entra na mira do MP por superlotação e armazenamento de ossos irregular

Denúncia de moradores afirma que o Cemitério chegou a realizar a exumação dos ossos de um familiar e não sabiam o paradeiro da ossada

05/06/2026 17h15

No local, foram encontradas ossadas humanas sem registro eficaz

No local, foram encontradas ossadas humanas sem registro eficaz Divulgação/MPMS

Continue Lendo...

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu uma investigação contra o Cemitério Público Municipal de Naviraí para apurar irregularidades no funcionamento. 

Entre as denúncias, a investigação foca em falhas na realização de exumações, controle administrativo ineficaz ou inexistente e possíveis violações à dignidade humana. 

A motivação do inquérito foi o relato de moradores do município, localizado a aproximadamente 350 quilômetros de Campo Grande, que afirmaram que encontraram túmulos abertos quando foram ao local sepultar familiares. 

Em um dos casos, teria acontecido a exumação dos restos mortais de um dos mortos sem a comunicação prévia à família e sem informação precisa a respeito do local exato do armazenamento dos ossos. Na tumba do familiar morto, estaria sepultada outra pessoa, que não teria relação alguma com a família.

Durante a visita do MP ao local, foram constatados vários problemas, como a ausência de registros confiáveis, a inexistência de um sistema eficiente de controle, além do armazenamento inadequado de ossadas, inclusive sem identificação. 

Foram encontrados, ainda, ossos humanos mantidos de forma irregular no ossuário, contrariando normal legais e princípios básicos de respeito à dignidade da pessoa humana. 

A investigação também identificou uma possíbel superlotação no cemitério, com indícios da utilização irregular de áreas de circulação comum para novos sepultamentos. 

O desenterramento de restos mortais deve seguir critérios estabelecidos pela legislação municipal, além da realização do registro detalhado de todas as movimentações do corpo. 

Segundo o MPMS, isso não vinha sendo cumprido no estabelecimento público. 

Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público instaurou inquérito civil e requisitou a abertura de investigação policial para apurar possíveis crimes de violação de sepultura e ocultação de cadáver. 

Em resposta, o município de Naviraí apresentou ao MP informações sobre medidos para reorganização do serviço, como a implantação de um sistema informatizado para controle e revisão de processos internos. 

No entanto, de acordo com o MP, o próprio levantamento reconhece falhas em gestões anteriores e lacunas nos registros de exumações.

"Mais do que uma questão administrativa, o funcionamento adequado de um cemitério envolve direitos fundamentais, como o respeito à memória dos falecidos e o direito das famílias de saber o destino de seus entes queridos. Ao conduzir a investigação, o MPMS reforça seu papel na defesa da cidadania, da dignidade humana e do interesse coletivo", afirmou o Ministério Público em nota. 

No local, foram encontradas ossadas humanas sem registro eficazFonte: Reprodução MPMS

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).