Cidades

"CABO DE GUERRA"

Na "briga" com guardas, prefeitura diz que TJ suspendeu "periculosidade imediata"

Procuradoria-Geral do Município defende que denúncia apresentada na Câmara Municipal, de suposta violação à Lei do Orçamento Municipal, não procede

Continue lendo...

No desenrolar da novela que mostra um verdadeiro "cabo de guerra" entre o poder Executivo de Campo Grande e a categoria dos Guardas Municipais, em resposta através da Procuradoria-Geral a Prefeitura ignora o ponto levantado pela classe de descumprimento do compromisso com a lei do orçamento e se defende dizendo que "não há determinação para implementação do adicional de periculosidade de forma imediata". 

Ainda ontem (20) o Correio do Estado abordou a denúncia de suposta violação à Lei Orçamentária, encaminhada pelo Sindicato dos Guardas Municipais para a Câmara de vereadores da Capital, para apuração do não pagamento desse adicional por periculosidade. 

Como já tratado pelo advogado que acompanha a classe sindicalista, Márcio Almeida, a denúncia se funda no fato do pagamento ser meta prioridade estabelecida na Lei do Orçamento Municipal. 

O ofício apresentado pela categoria foi encaminhado ainda na sessão ordinária desta terça-feira (20), pelo presidente da Casa, Carlos Augusto Borges (Carlão-PSB) ao procurador-geral da Câmara. Agora, pelo prazo regimental, será feita análise do pedido. 

"Para o ver o que está fora e dentro da legalidade, para tomar as devidas providências e apurações", comentou Carlão. 

Questionada sobre o que levou ao não cumprimento e como anda a proximidade com a classe para intermediar a situação, a Procuradoria-Geral do município informou ao Correio do Estado que a decisão liminar que determinou ao Município a implementação do adicional de periculosidade foi suspensa pelo Tribunal de Justiça.

"Portanto, no momento, não há determinação para implementação do adicional de periculosidade de forma imediata, o que deverá obedecer aos estudos técnicos-financeiros e a legislação vigente", expõe o Executivo em nota.

Ainda, a PGM esclarece que "não se pode falar em descumprimento" por parte do município, dizendo que a denúncia feita pelo Sindicato dos Guardas Municipais "não procede". 

"Uma vez que a decisão que determinava a concessão do adicional de periculosidade aos servidores da guarda municipal foi reformada pelo TJMS em agravo de instrumento interposto pelo Município", complementa o Executivo. 

Busca na casa do povo

Na Casa de Leis de Campo Grande, os guardas municipais compareceram para a sessão de terça-feira (20). Ali viram desde o apoio por parte de alguns parlamentares quanto aqueles vereadores que "desconversaram" a presença da classe. 

Única vereadora na Casa, Luiza Ribeiro (PT) se mostrou entre os que consideram esse pedido de abertura de procedimento para apurar infração político-administrativa uma "situação grave". 

"O vice-presidente [sindical] assina requerendo que esse legislativo abra procedimento para apurar a conduta de administração politico-administrativa... por ter deliberadamente descumprido o que determina a lei do orçamento para 2023, que garantiu o adicional de periculosidade", destacou ela ressaltando a importância do tema durante um aparte na fala de Tabosa (PDT). 

Esse, por sua vez, abriu a fala dizendo que os guardas haviam garantido R$ 7,4 bilhões, entre outros benefícios que afirmou terem sido negociados pela figura do presidente do sindicato. 

Na sequência, o vereador professor Juari (PSDB) também usou do aparte no discurso, primeiramente, para louvar o trabalho da Guarda Municipal e também salientar que "quem não cumpriu foi o Executivo", explicou o parlamentar. 

"Está se invertendo uma discussão. É só para cumprir a lei e quem não está cumprindo é o Executivo, não a Guarda. O contrário aqui não existe", expôs.

Relembre

Vale lembrar que já na segunda semana de 2024 os guardas municipais "ensaiavam protestos" que exigiam seus benefícios legais, citando entre outros pontos esse auxílio de periculosidade. 

Determinado pela Justiça, essa medida traria um uma média de seiscentos reais a mais para o salário dos 1.253 guardas municipais de Campo Grande. 

Pelo compromisso firmado com a Prefeitura Municipal, incluindo o pagamento como meta prioridade na Lei do Orçamento Municipal, a periculosidade dos Guardas Municipais deveria ter precedência sobre qualquer outra despesa pública que não estivesse na orçamentação. 

Importante destacar que, na Câmara Municipal, a denúncia dos guardas precisa de maioria simples para ser aceito e, se admitido, a prefeita Adriane Lopes pode ser suspensa ou inclusive ter seu mandato cassado, "com base no artigo 72.a da Lei Orgânica Municipal".

 

Assine o Correio do Estado

VAREJO

Casas Bahia: sindicato diz que tomará medidas após demissões e fechamento de lojas

A varejista teria fechado 298 lojas e demitido cerca de 2 mil pessoas, de acordo com o Valor Econômico

15/08/2026 21h00

Continue Lendo...

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região (Secor) manifestou preocupação com o fechamento de unidades da Casas Bahia e disse que tomará as medidas necessárias para garantir os direitos dos trabalhadores.

A varejista teria fechado 298 lojas e demitido cerca de 2 mil pessoas, de acordo com o Valor Econômico. Funcionários relataram que foram pegos de surpresa com a interrupção das operações em algumas lojas.

O Secor disse se preocupar com a maneira como o processo está sendo conduzido. Segundo relatos recebidos pelo sindicato, muitos trabalhadores ainda aguardam informações detalhadas sobre os procedimentos de desligamento, pagamento das verbas rescisórias, liberação do FGTS, seguro-desemprego e demais direitos previstos na legislação trabalhista e na convenção coletiva da categoria. A entidade disse estar monitorando a situação e prestando atendimento aos trabalhadores afetados.

"O Sindicato está acompanhando de perto essa situação e tomará todas as medidas necessárias para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Os comerciários não podem arcar com prejuízos decorrentes de decisões empresariais tomadas sem o devido diálogo e transparência", disse o presidente do Secor, Luciano Pereira Leite, em nota.

Balanço

A Casas Bahia, que registrou prejuízo de R$ 3 bilhões em 2025, adiou a divulgação do balanço do segundo trimestre de 12 para 14 de agosto, com teleconferência no dia 17, para concluir um plano que prevê demissões e mais fechamento de lojas, segundo fontes. Mas até a manhã deste sábado, a empresa ainda não havia divulgado seus números.

De acordo com o Valor, a rede teria planejado, neste mês, cortar 30% do quadro e vem adiando pagamentos a lojistas do marketplace e buscando estender prazos com a indústria para melhorar o ciclo financeiro.

BRIGA

Discussão em bairro de Campo Grande termina com mulher esfaqueada

Vítima foi encaminhada para Santa Casa e apresentava lesões na parte superior da cabeça, orelha e bochecha

15/08/2026 15h30

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol Divulgação/PCMS

Continue Lendo...

Uma discussão entre duas mulheres, na manhã deste sábado (15), por volta das 9h30, no bairro Vila Manoel Taveira, em Campo Grande, terminou com uma esfaqueada e a outra presa. A vítima teve um corte na região superior da cabeça e foi encaminhada para Santa Casa.

De acordo com os relatos colhidos no local, o fato começou com uma discussão em outro ponto do bairro. Em certo momento, as duas passaram a trocar golpes pela rua, ocasião em que a autora, de 43 anos, teria utilizado uma faca para atingir a outra, de 46.

Após ser ferida, a vítima se dirigiu até uma padaria nas proximidades, onde permaneceu aguardando atendimento médico. Aos policiais da 5ª Companhia Independente da Polícia Mílitar (CIPM), ela informou o sentido por onde a autora teria fugido. Diante disso, a equipe realizou rondas nas imediações e localizou a suspeita.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima apresentava corte na região superior da cabeça, outro ferimento próximo à orelha e uma lesão na bochecha. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizou o atendimento e encaminhou a mulher à Santa Casa de Campo Grande.

A Polícia Militar isolou o local para poder realizar os trabalhos periciais. Uma faca de aproximadamente 20 centímetros foi apreendida, mas os policiais não confirmaram se o objeto foi utilizado como arma do crime.

A conduzida foi presa e encaminhada a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol. A vítima permaneceu sob atendimento médico na Santa Casa. O caso foi registrado como tentativa de homicídio.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).