Cidades

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Não devem faltar armazéns para a safrinha

Não devem faltar armazéns para a safrinha

Redação

31/05/2010 - 08h29
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Maurício Hugo

Das 80 mil toneladas de milho de Mato Grosso do Sul colocadas no primeiro dos 12 leilões PEP - Prêmio de Escoamento de Produto previstos, realizado na última quinta-feira, apenas 13,4 mil toneladas vão ser efetivamente escoadas. Do total de 1 milhão de toneladas foram vendidas 717 mil toneladas.
O milho de outros estados acabou sendo quase todo comercializado e os produtores de MS culpam a política fiscal interna que seria um complicador nesse processo de liberação dos excedentes de milho existentes hoje no Estado. Decreto determina que para cada saca de grãos que saía do Estado haja uma comercializada internamente.
Segundo o superintendente da Conab, Sérgio Rios, das 680 mil toneladas que representavam o estoque regulador do Governo, em janeiro, quando foi desencadeada a Operação Remoção, já foram removidas 130 mil e outras 30 mil toneladas serão escoadas até final de junho. Restam então nos armazéns da Conab e outros credenciados aproximadamente 520 mil toneladas de milho, quantidade ainda significativa levando-se em conta que a colheita da “safrinha” começa logo.
Sérgio acredita que não vai haver problema de armazenamento da “safrinha” de verão cuja colheita termina em julho. “Acredito que possa haver algum problema localizado apenas, como é o caso de São Gabriel do Oeste, mas no geral não vão faltar armazéns para o milho safrinha”, afirmou.

Soja
A comercialização da soja em Mato Grosso do Sul esteve um tanto emperrada logo após a colheita, no mês de março, “mas em abril a coisa fluiu e muita soja foi comercializada e escoada”, garantiu o superintendente da Conab. Com o escoamento da soja e mais a liberação de parte do milho que estava estocado em vários pontos do Estado, a Conab acredita que ocorram poucos registros de falta de armazéns até a próxima safra de soja.

Exportar é a saída
Mesmo terminado o primeiro dos leilões de milho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com um total de 72% do grão comercializado para escoar o milho da região Centro-Oeste e Paraná para outros estados brasileiros, o problema do excesso do grão ainda pode prejudicar o abastecimento do País no próximo ano, avalia a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho). Para a entidade, a saída seria estimular também a exportação, e não apenas a movimentação interna dos estoques.
“No cenário atual, em que todas as regiões tiveram uma produção de milho excelente, o escoamento do produto pode atrapalhar as regiões”, explica João Carlos Werlang, presidente da Abramilho. “Se estivesse faltando milho em alguma região tudo bem, mas não é o caso. O fato é que quando tem excedente tem que exportar”, completa.
Além disso, o Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) – que tem variado de R$ 2,5 a R$ 6,5 por saca (em MS é de R$ 4,62) - não resolve a questão dos preços baixos do milho, o que desestimula o produtor a plantar milho. “Com rentabilidade tão baixa, dificilmente os produtores que plantaram milho na última safra repetirão a tendência na próxima. É possível até que falte milho no mercado no fim do ano que vem”, alerta Werlang. Ele lembra que a Abramilho é a favor dos leilões e do PEP, mas não vê as medidas como únicas saídas para o setor.

carência

Justiça suspende cobranças do Fies a médico residente de Campo Grande

Homem teve 83% do curso de Medicina financiado pelo Fies e iniciou residência médica no Hospital Regional, tendo concedida a extensão do prazo de carência

15/04/2026 18h30

Homem terá carência do Fies durante período de residência médica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul

Homem terá carência do Fies durante período de residência médica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Divulgação

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Um médico conseguiu na Justiça o direito à prorrogação do prazo de carência do contrato do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) durante o período da residência em Clínica Médica. A decisão é do juiz federal Rodrigo Vaslin Diniz, da 1ª Vara Federal de Campo Grande.

O magistrado determinou ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a suspensão da cobrança das parcelas enquanto durar a especialização.

Conforme a Justiça Federal, o homem se formou Medicina em 2022, tendo cerca de 83% do curso financiado pelo Fies, e ingressou em programa de residência médica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).

Apesar de atender aos requisitos legais, ele relatou dificuldades técnicas para efetivar o pedido administrativo de extensão da carência, e recorreu ao Judiciário. 

Ao analisar o mérito, o juiz federal ressaltou que a legislação assegura a extensão da carência do Fies aos graduados em Medicina que ingressam em programas de residência médica nas especialidades consideradas prioritárias pelo Ministério da Saúde.

“Verifica-se que a parte autora preenche os requisitos instituídos pela Lei nº 10.260/2001, visto que está inscrita no Programa SisFies, possui graduação em Medicina e ingressou em programa de residência médica em especialidade prioritária”, afirmou o magistrado. 

A sentença também afastou a tese de que o benefício só poderia ser concedido a contratos em fase de carência.

Para o juiz federal, não há base legal para impedir a concessão do direito quando o financiamento está em fase de amortização. 

Além disso, o magistrado destacou o caráter social do Fies e a finalidade pública da norma, que busca incentivar a formação de médicos em áreas estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS). 

“Trata-se de benefício vigente no sistema jurídico, instituído em favor de estudantes de Medicina que, ao ingressarem em programa de residência médica classificado como prioritário, fazem jus à dilação do período de carência para amortização do financiamento estudantil”, concluiu. 

Assim, a Justiça Federal julgou o pedido procedente e reconheceu o direito à suspensão das cobranças do contrato Fies durante todo o período da residência em Clínica Médica, prorrogando o prazo de carência.

 

Fogo controlado

Ar-condicionado pega fogo e causa incêndio em bloco da UFMS

Incidente ocorreu por volta das 16h50, em uma sala localizada na saída para a Avenida Costa e Silva

15/04/2026 17h55

Foto: Reprodução / Corpo de Bombeiros

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Um princípio de incêndio atingiu o Complexo Multiuso 2 da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul na tarde desta terça-feira (15), em Campo Grande. O fogo, que teria começado em um aparelho de ar-condicionado em uma das salas do bloco, foi controlado rapidamente por equipes da instituição e pelo Corpo de Bombeiros, sem registro de feridos.

De acordo com informações apuradas, o incidente ocorreu por volta das 16h50, em uma sala localizada na saída para a Avenida Costa e Silva. A situação gerou tumulto momentâneo, com alunos deixando o local às pressas assim que perceberam a fumaça.

A equipe da Prefeitura Universitária da UFMS iniciou o controle das chamas ainda nos primeiros minutos, enquanto o Corpo de Bombeiros foi acionado conforme o Plano de Contingência da instituição. A rápida atuação evitou que o fogo se espalhasse para outras áreas do prédio, destacou a universidade.

Foto: Reprodução 

“Foi um instante de tumulto, os alunos saíram rapidamente da sala, e foi muito bom que o fogo foi controlado rapidamente pelo Corpo de Bombeiros”, relatou um estudante de psicologia, que preferiu não se identificar.

As causas do incêndio ainda devem ser apuradas. A universidade não informou, até o fechamento desta matéria, se haverá interdição do espaço ou suspensão das atividades no bloco afetado. 

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