Cidades

OCUPAÇÕES

"Não podemos titubear diante de desordem ou invasões", diz Riedel sobre sem-terra

Governador disse que irá buscar o diálogo e solução dentro da legalidade

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), reafirmou que o governo buscará o diálogo para tentar impedir e solucionar possíveis invasões de terra no Estado, mas ressaltou que o Executivo não irá aceitar "desordem" e "ilegalidade".

Conforme reportagem do Correio do Estado, na quarta-feira, o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Claudinei Barbosa, disse que cerca de 450 famílias ligadas ao MST devem ocupar a região do Assentamento Itamarati já nos próximos dias. 

Grupos estão acampados, atualmente, em beiras de estradas e rodovias.

"A gente tem uma posição muito clara aqui no Estado, nós vamos manter a ordem, nós não podemos titubear diante de desordem ou invasões, quaisquer que sejam, nós temos garantia o direito de propriedade", disse Riedel.

O governador disse ainda que buscará o diálogo com eventuais invasores para entender a motivação.

"A gente não pode adotar práticas de 20, 30 anos atrás, vamos buscar soluções conjuntas", disse.

Segundo Riedel, a reforma agrária é de competência e um desejo do governo federal e o governo será parceiro no processo.

"Agora, não podemos aceitar nenhum tipo de desordem. O Mato Grosso do Sul vai permanecer em ordem, vamos conversas com aqueles que estão buscando serem ouvidos, mas não é dessa maneira [invasões] que nós vamos conseguir solução", ressaltou.

O governador se reuniu ontem com políticos, senadores e o presidente da Federação da Agricultura, que procuraram o Executivo estadual para externar a preocupação com a eventual invasão de terras.

"Não estamos tendo invasões, mas o aumento de acampamento na beira de rodovias, que não é bom também e põe em risco a vida das pessoas que estão lá", explicou.

"Temos que entender com esses movimentos, a sua causa, a sua luta e buscar solução, mas dentro da legalidade, o que nós não podemos aceitar é a ilegalidade", concluiu Riedel.

Ocupação

Conforme coordenador nacional do MST, Claudinei Barbosa, os integrantes devem ocupar a região situada a 50 km de Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, no início de março.

Além do assentamento Itamarati, segundo o coordenador, o MST também se organiza para ocupar a região centro-norte do Estado, entre os municípios de Corguinho e Rochedo. 

No dia 18, a Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) invadiu a Fazenda Fernanda, localizada em Japorã, município distante cerca de 475 km da Capital.

Paulo Cesar Franjotti (PSDB), prefeito de Japorã, base da invasão à Fazenda Fernanda, ocupada por integrantes da FNL, disse à reportagem que não foi procurado nem por produtores nem pelos ocupantes das terras. 

“Acredito que, dos fundiários que estiveram em Japorã, apenas dois ou três eram do município. Soube que produtores até do Paraná vieram para cá”, frisou Franjotti. 

Questionado sobre as eventuais motivações que insuflaram a ocupação, o prefeito disse que a ação deve ter sido coordenada por meio de informações recebidas por parte dos integrantes da FNL. 

LATROCÍNIO

Homem condenado a mais de 23 anos por latrocínio é preso em Campo Grande

Crime aconteceu em Catolé do Rocha, em Paraíba, e homem estava foragido desde a definição da sentença

10/09/2026 12h40

Divulgação / Polícia Civil

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Um homem foragido foi preso em Campo Grande durante a última quarta-feira (9) pelo crime de latrocínio cometido na Paraíba. A captura foi feita por uma equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (DERF).

Conforme informações, o homem identificado como J.E.T.S.L., de 48 anos, foi condenado pela Justiça de Paraíba a 23 anos e 5 meses de reclusão pelo crime de assalto seguido de homicídio, cometido em Catolé do Rocha, no sertão paraibano.

O crime, classificado como latrocínio, foi julgado por juiz singular como manda a regra válida em território nacional, e desde então criminoso está foragido.

Com as investigações, a 1ª Delegacia de Polícia Civil, da 44ª Circunscrição da cidade de Goiana/PE operou em conjunto com a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, responsável pela prisão do foragido escondido em território sul-mato-grossense.

O homem foi localizado no bairro Mata do Segredo, em Campo Grande e a prisão foi comunicada às autoridades judiciárias de Mato Grosso do Sul e da Paraíba. O preso agora está à disposição da Justiça para as providências cabíveis.

CONECTIVIDADE

Após prorrogação, Azul mantém voos entre Corumbá e Campinas sem interrupção

Rota, que inicialmente terminaria em outubro e havia sido estendida somente até novembro, continuará ligando o Pantanal a um dos principais aeroportos do País

10/09/2026 12h30

 Voos diretos entre Corumbá e Campinas começaram em março e agora terão continuidade após novembro

Voos diretos entre Corumbá e Campinas começaram em março e agora terão continuidade após novembro Divulgação

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A rota direta entre Corumbá e Campinas (SP), que inicialmente tinha data para acabar, continuará operando sem interrupçao. Depois de estender os voos somente até o fim de novembro, a Azul Linhas Aéreas confirmou agora a manutenção da ligação entre a Capital do Pantanal e o Aeroporto Internacional de Viracopos nos meses seguintes. 

A decisão representa um avanço em relação ao cenário anunciado em agosto, quando a operação, prevista inicialmente até 4 de outubro, ganhou uma sobrevida de pouco menos de dois meses e passou a ter voos programados até 30 de novembro.

Na ocasião, Prefeitura de Corumbá, Governo de Mato Grosso do Sul, Associação das Empresas de Corumbá (Acert) e representantes do setor empresarial já negociavam com a companhia aérea para evitar a suspensão da rota após novembro.

Agora, a continuidade foi confirmada pela Azul. No site da companhia já há oferta de passagens para voos a partir de dezembro. Atualmente, são quatro frequências semanais, às segundas, quartas, sextas-feiras e aos sábados. A partir de Viracopos, os passageiros podem seguir para diferentes destinos atendidos pela malha da companhia.

A manutenção da rota é considerada estratégica principalmente para o turismo e a atividade econômica de Corumbá, já que facilita o acesso de visitantes ao Pantanal e amplia as opções de deslocamento para moradores e empresários.

Os números registrados desde o início da operação ajudam a explicar a mobilização pela permanência dos voos. A ligação direta começou em 2 de março deste ano e, somente entre março e junho, foram realizados 61 voos.

Nesse período, foram contabilizados 6.318 embarques e 6.264 desembarques, totalizando 12.582 passageiros circulando pelo trecho. Em abril, a ocupação média chegou a aproximadamente 83%. 

Pesquisa realizada pelo Observatório de Turismo do Pantanal com 306 passageiros também mostrou o peso dos visitantes na demanda. Do total de entrevistados, 198, ou 64,71%, estavam em Corumbá como visitantes, enquanto 108, equivalentes a 35,29%, eram moradores do município.

A pesca esportiva apareceu como a principal motivação das viagens, citada por 35,86% dos visitantes, seguida pelas viagens a trabalho, com 34,34%. Turismo e lazer representaram 12,63% das respostas e visitas a familiares, 11,62%.

São Paulo, justamente o estado conectado diretamente a Corumbá pela rota, foi apontado como origem de 36% dos visitantes entrevistados. Rio de Janeiro apareceu em seguida, com 17,17%, e Minas Gerais, com 13,64%.

Desafio     

Com esse novo processo, o diretor-presidente da Fundação de Turismo do Pantanal (Fundtur), Zelinho Carvalho, reconheceu que um dos principais desafios do mercado turístico e do empresariado será transformar a conectividade em aumento efetivo da movimentação econômica no município.

“Precisamos transformar essa conectividade em mais turistas, mais eventos, mais negócios e mais desenvolvimento para Corumbá”, afirmou.

O prefeito Gabriel Alves de Oliveira também destacou que a ligação aérea amplia a integração do município com outros mercados e pode gerar diferentes segmentos da economia.

“O fluxo de passageiros demonstra a importância da conectividade aérea como importante instrumento de desenvolvimento turístico e econômico. A oferta regular de voos facilita a chegada de visitantes, fortalece segmentos como turismo de natureza, pesca esportiva e turismo cultural, amplia as possibilidades de realização de eventos e contribui para a geração de negócios e novas oportunidades”, disse.

Segundo Beatriz Barbi, gerente sênior de Planejamento de Malha, Distribuições e Alianças da Azul, a permanência da operação reforça a importância estratégica da ligação para a região.

“A rota aproxima o Pantanal de um dos principais hubs da Companhia e, a partir de Viracopos, amplia o acesso de visitantes, além de criar mais opções de conexão para os moradores”, afirmou.

**Colaborou Léo Ribeiro**

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