Cidades

CIDADE MORENA

No inverno cinza, ipês colorem ruas de Campo Grande

Ruas ganham colorido com estação mais fria do ano

EDUARDO PENEDO

27/07/2019 - 16h44
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Se você acha que o inverno campo-grandense é só feito de cinza e itis como renites, gripes e sinusites não andaram pelas ruas da cidade morena onde se tropeça por florada de ipês. A partir de agora começa a explosão de cores em rosa, amarelo, branco e lilas.  Esse é o caso da representante comercial Vitória Carmello Reis, 45 anos, que é de São Paulo capital e mora em Campo Grande faz seis anos. “Eu moro aqui na Tamadaré e do meio do mês para cá eu sempre namoro esse ipê branco. Quando eu chego do trabalho cansada e de mau humor eu só olho da janela e tudo fica mais bonito”, explica. 

O casal de turista Marcelo e Agnes Gimenes, que são de São Paulo e estão passando férias em Campo Grande, afirmam que na capital paulista não é abençoada como Campo Grande que você andando pela rua encontra um ipê frondoso e lindo assim. “Minha filha mora aqui na via park e você acorda vendo ipês amarelos, mesmo que você está de mau humor você acaba abrindo um sorriso pela beleza”, explica Agnes.  

Segundo o professor e pesquisador Antônio Carlos Silva Sampaio, apesar de se intensificar intensificarem nos períodos de agosto e setembro, o ipê não tem uma florada definida. Antes de surgirem às flores, a planta fica totalmente despida de folhagem, quando mais frio e seco for o clima, maior será a intensidade da florada.” Tudo vai depender do clima, umidade, frio. Tudo interfere no processo de floração. Nós já tivemos mês que já floresceu o ipê branco aí parou agora estamos vendo a florada da rosa “, explica o pesquisador. 

Ele argumenta ainda que a floração pode durar um mês, três dias, mas em Campo Grande pode se ver várias floradas em razão da variação de temperatura e nutriente do solo. “Os ipês aqui em Campo Grande pode chegar até 15 metros na zona urbana já na mata pode chegar até 25 metros”, argumenta. 

Símbolo de MS 

Em 2018, o governador Reinaldo Azambuja aprovou a Lei que torna o Ipê-Amarelo como símbolo de Mato Grosso do Sul. A imagem do Ipê-Amarelo deverá ser usada em documentos oficiais, imagens publicitárias e peças de comunicação visual quando o Estado tiver propósito de divulgar as belezas e características botânicas de Mato Grosso do Sul. 

ipê é uma palavra de origem tupi, que significa árvore cascuda, e é o nome popular usado para designar um grupo de nove ou dez espécies de árvores com características semelhantes de flores brancas, amarelas, rosas, roxas ou lilás. 

Em Campo Grande há registro de cinco espécies nativas. Entre as mais comuns está a Tabebuia áurea, popularmente conhecida como “paratudo”, devido ao fato de os pantaneiros mascarem suas cascas como remédio para problemas de estômago, vermes, diabetes, inflamações e febres.

carência

Justiça suspende cobranças do Fies a médico residente de Campo Grande

Homem teve 83% do curso de Medicina financiado pelo Fies e iniciou residência médica no Hospital Regional, tendo concedida a extensão do prazo de carência

15/04/2026 18h30

Homem terá carência do Fies durante período de residência médica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul

Homem terá carência do Fies durante período de residência médica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Divulgação

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Um médico conseguiu na Justiça o direito à prorrogação do prazo de carência do contrato do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) durante o período da residência em Clínica Médica. A decisão é do juiz federal Rodrigo Vaslin Diniz, da 1ª Vara Federal de Campo Grande.

O magistrado determinou ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a suspensão da cobrança das parcelas enquanto durar a especialização.

Conforme a Justiça Federal, o homem se formou Medicina em 2022, tendo cerca de 83% do curso financiado pelo Fies, e ingressou em programa de residência médica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).

Apesar de atender aos requisitos legais, ele relatou dificuldades técnicas para efetivar o pedido administrativo de extensão da carência, e recorreu ao Judiciário. 

Ao analisar o mérito, o juiz federal ressaltou que a legislação assegura a extensão da carência do Fies aos graduados em Medicina que ingressam em programas de residência médica nas especialidades consideradas prioritárias pelo Ministério da Saúde.

“Verifica-se que a parte autora preenche os requisitos instituídos pela Lei nº 10.260/2001, visto que está inscrita no Programa SisFies, possui graduação em Medicina e ingressou em programa de residência médica em especialidade prioritária”, afirmou o magistrado. 

A sentença também afastou a tese de que o benefício só poderia ser concedido a contratos em fase de carência.

Para o juiz federal, não há base legal para impedir a concessão do direito quando o financiamento está em fase de amortização. 

Além disso, o magistrado destacou o caráter social do Fies e a finalidade pública da norma, que busca incentivar a formação de médicos em áreas estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS). 

“Trata-se de benefício vigente no sistema jurídico, instituído em favor de estudantes de Medicina que, ao ingressarem em programa de residência médica classificado como prioritário, fazem jus à dilação do período de carência para amortização do financiamento estudantil”, concluiu. 

Assim, a Justiça Federal julgou o pedido procedente e reconheceu o direito à suspensão das cobranças do contrato Fies durante todo o período da residência em Clínica Médica, prorrogando o prazo de carência.

 

Fogo controlado

Ar-condicionado pega fogo e causa incêndio em bloco da UFMS

Incidente ocorreu por volta das 16h50, em uma sala localizada na saída para a Avenida Costa e Silva

15/04/2026 17h55

Foto: Reprodução / Corpo de Bombeiros

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Um princípio de incêndio atingiu o Complexo Multiuso 2 da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul na tarde desta terça-feira (15), em Campo Grande. O fogo, que teria começado em um aparelho de ar-condicionado em uma das salas do bloco, foi controlado rapidamente por equipes da instituição e pelo Corpo de Bombeiros, sem registro de feridos.

De acordo com informações apuradas, o incidente ocorreu por volta das 16h50, em uma sala localizada na saída para a Avenida Costa e Silva. A situação gerou tumulto momentâneo, com alunos deixando o local às pressas assim que perceberam a fumaça.

A equipe da Prefeitura Universitária da UFMS iniciou o controle das chamas ainda nos primeiros minutos, enquanto o Corpo de Bombeiros foi acionado conforme o Plano de Contingência da instituição. A rápida atuação evitou que o fogo se espalhasse para outras áreas do prédio, destacou a universidade.

Foto: Reprodução 

“Foi um instante de tumulto, os alunos saíram rapidamente da sala, e foi muito bom que o fogo foi controlado rapidamente pelo Corpo de Bombeiros”, relatou um estudante de psicologia, que preferiu não se identificar.

As causas do incêndio ainda devem ser apuradas. A universidade não informou, até o fechamento desta matéria, se haverá interdição do espaço ou suspensão das atividades no bloco afetado. 

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