Cidades

ENTREVISTA

"Nós temos dificuldade de contratação de especialistas"

À frente da Saúde de Campo Grande há cerca de 100 dias, Marcelo Vilela conversou com o Correio do Estado sobre problemas que o setor tem enfrentado nos últimos meses

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Nomeado pela prefeita Adriane Lopes (PP) no penúltimo dia do ano passado para assumir a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o médico urologista Marcelo Luiz Brandão Vilela conversou com o Correio do Estado e destacou a dificuldade do Município em contratar profissionais especialistas, o que até gerou ofensiva do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) durante esta semana.

Não é novidade que a Capital vem enfrentando problemas na Saúde nos últimos meses, como falta de medicamentos, quantidade de leitos insuficiente, demora no atendimento especializado e escassez de médicos com especialização.

Depois de mais de três meses à frente da Sesau, Marcelo Vilela disse como tem tentado resolver estes impasses.

O novo secretário também trouxe sua experiência como professor e ex-diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) para dar sua opinião sobre as notas baixas de duas faculdades sul-mato-grossenses no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), o que gerou debate público e sanções por parte do Ministério da Educação (MEC). Confira a entrevista.

O senhor assumiu a Sesau após a atuação de um comitê gestor, como estava a Pasta e quais suas primeiras ações?

Eu assumi essa secretaria com uma intencionalidade pedida pela prefeita, de liderança. O comitê ficou de quatro a cinco meses e era liderado pela doutora Ivone [Kanaan Nabhan Pelegrinelli], que hoje é minha secretária-adjunta, e pessoas das secretarias, justamente para tentar organizar melhor a secretaria e achar os gargalos para agir, para assumir.

Fui convidado pela prefeita, não foi fácil, porque eu fiz uma decisão, eu estava ocupando um cargo de diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul fazia seis anos, é um cargo importante.

Inclusive, participei de comissão nacional de ensino do Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira], representando a universidade, participei daqueles comitês de Covid-19, todos na área da saúde, então eu nunca saí da saúde.

Até o dia 18 de dezembro, eu não sabia que ia ser secretário. Eu gosto de desafio e a gente sabe o que tem que fazer. Eu já fui secretário durante dois anos e três meses, então, a gente conhece.

Não mudaram muito os problemas, mudou o volume dos problemas.

Antigamente era um volume menor. Lógico, faz seis, sete anos que eu fui secretário. Então, mudou.

E o meu objetivo aqui é fazer gestão transparente, eficiente e com economicidade, que são os primórdios e pilares da administração pública.

A saúde pública tem enfrentando um grande problema em relação à falta de medicamentos. Há previsão de quando todos os medicamentos devem estar à disposição da população?

Ontem [quarta-feira] eu fui à reunião do Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde, em Brasília. Uma das pautas que foi discutida lá, não oficialmente, mas entre os secretários, é o problema da licitação pública para a Saúde, desde a época que eu era secretário até hoje.

Então, você quer comprar uma xícara? É a mesma coisa que você comprar uma amoxicilina, que é usada para o tratamento de infecções respiratórias e urinárias de crianças e adultos. Não tem importância.

E o processo licitatório, o que acontece? Empresas entram, participam, ganham o processo licitatório. E agora, por causa da guerra do Irã, eles perdem realmente o preço, por causa do combustível.

Então, quando acontece a solicitação, ganha a empresa, faz a ata, o empenho, aí a pessoa questiona o preço, que o preço está baixo e sempre tem um motivo. Só com esse conflito administrativo, você vai ter 96 meses de problema na licitação.

O que levou a Capital a sofrer dessa forma com essa falta de medicamentos?

Eu acho que é o jogo das licitações. Isso não é só aqui, não é só nosso, é do Brasil inteiro. O processo licitatório para a administração pública na Saúde. Nós compramos só de medicamento mais de 250 itens, fora materiais médicos e de insumo. Então, assim, é muito complicado isso, não é fácil, você tem que ter uma engenharia.

Nós temos 11 técnicos na Selc [Secretaria Especial de Licitações e Contratos]. O processo licitatório é feito em outra secretaria. Aqui, eu faço a demanda, o que precisa. Esse trabalho é feito, é contínuo, e isso vai para a secretaria de licitação.

Nós temos 11 técnicos nossos para tentar acelerar, e isso foi melhorado agora, depois que o comitê entrou também, para ver se a gente fica abastecido e nunca vai ficar 100% [abastecido] por causa do processo licitatório. Geralmente a média é de 85%, para não dar problema de abastecimento na ponta.

Recentemente, a Justiça determinou que o Município faça um plano para ampliar leitos pediátricos. Como está esse plano? Já houve ampliações em algum hospital? Se sim, em quais? Quando deve conseguir cumprir essa determinação?

Esse plano já foi apresentado para o Ministério Público [de Mato Grosso do Sul], tem ampliação de leitos relacionada com o Hospital Universitário [HU], tem ampliação de leitos relacionada com a Santa Casa, todos esses hospitais públicos.

O Hospital Regional já não é mais da nossa alçada em relação à contratualização.

Foram discutidos os contratos e a gente está vindo com uma nova forma de contrato. Então, a Santa Casa está nesse imbróglio judicial dos contratos, a gente já fez e já entregou. O HU nós terminamos agora e está vindo por aí essa ampliação de leitos.

Aí é aquilo que eu te falo, na administração pública, eu gostaria que fosse amanhã, mas a gente não tem esse prazo. Eu acredito que em breve já vai acontecer isso.

Porque, por exemplo, lá no HU, o que acontece lá? Lá a gestão é da Ebserh [Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares]. Então, a contratualização vem, faz aqui, e eles têm que mandar para Brasília.

Então, está nesse passo agora. Aqui já fez as tratativas e foi para Brasília. Aí Brasília tem que dar o sim e voltar. A gente chamou a média complexidade aqui, ela é realizada em todos os hospitais contratualizados.

Temos o Hospital São Julião e o Hospital de Câncer, que tem alguns leitos para ser negociados, a gente está vendo isso.

Nós chamamos o Hospital Nosso Lar para ver como que dá para fazer, porque é uma necessidade também a saúde mental. Todos os hospitais nós chamamos, conversamos da contratualização, porque a gente não tem um equipamento público da cidade ainda. Então, a gente tem que contabilizar e a gente tem que discutir.

Eu fui ontem [quarta-feira] ao Ministério da Saúde, fui conversar sobre o aumento do recurso da média e alta complexidade justamente para contemplar a ampliação de leitos em Campo Grande. Está parado desde 2023 o nosso processo. Eu fui reafirmar agora, saiu de um nível de gestão e foi para um nível mais alto de gestão.

E agora eu vou precisar muito do apoio da bancada federal para a gente conseguir esse implemento do Novo PAC [Novo Programa de Aceleração do Crescimento] da região de Campo Grande, que vai ser muito importante. O Estado está com a gente, está alinhado.

O doutor Maurício [Simões Corrêa, secretário de Estado de Saúde] foi o primeiro que eu fui, justamente para tentar esse implemento, para a gente tentar contratualizar enquanto não tem outros leitos.

Está acontecendo a ampliação do Hospital Regional, são 300 leitos e vai para 600 leitos. A prospecção a longo prazo é o que todo gestor tem que pensar nisso.

E a gente tem problema de, voltando atrás e olhando hoje, não ter essa preocupação do planejamento e do custeio, da economicidade que ia ter, enfim, da eficiência do recurso.

A questão da demora dos atendimentos com especialistas é um dos principais problemas da Saúde na Capital. Como a secretaria tem trabalhado para resolver esse problema?

Eu fui ao Ministério Público [de Mato Grosso do Sul] e já respondi sobre isso. Os especialistas, em relação ao mercado de trabalho, estão abrindo mão de trabalhar no sistema público. Eu estive esta semana na Cassems [Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul] e essa pauta foi uma delas.

Nós temos dificuldade de contratação de especialistas. Nós estamos numa região brasileira que tem menos especialistas. São Paulo, por exemplo, é onde forma mais, onde tem mais residências. Aqui tem menos residências.

E tem um dado alarmante, aumentou muito, dos últimos 10 anos para cá, o número de vagas nas faculdades de Medicina, mas não aumentou o número de residências para especialização.

Então, nesse atual momento, está acontecendo esse choque, está precisando de mais especialistas, aumentou a população, mas não aumentou o número de residências.

A gente vai ver o mercado e eles acabam escolhendo o que é melhor para eles em relação a pagamento, porque o sistema suplementar de saúde paga melhor. A gente não tem carreira de médico, a gente não tem nada, é complicado isso. A gente tem soluções para isso, mas a gente devagarzinho vai tentar melhorar essa demanda.

O resultado do Enamed divulgado este ano trouxe duas faculdades de Mato Grosso do Sul com notas baixas. Como um profissional de saúde, como o senhor vê essa situação e como está a qualidade dos cursos de Medicina no Estado? Isso pode prejudicar a saúde pública de alguma forma, visto que muitos dos estudantes atuam na rede pública de saúde durante os estudos?

Participei desse debate. Fui diretor de faculdade por seis anos e uma turma inteira fez o Enamed na minha gestão. As faculdades públicas são melhor supridas de profissionais qualificados.

Então, se você pegar a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, de Campo Grande, principalmente, o número de doutores que existe é grande.

Os mais qualificados estão nas [universidades] públicas. Então, o melhor resultado seria das públicas, a gente já sabia disso, eles queriam colocar isso no papel. Já tinha um exame nacional entre as faculdades para ver o nível delas, já tinha isso.

Agora virou isso, que foi uma proposta porque o Conselho Federal de Medicina quer fazer o concurso de titulação de médico, ou seja, ele quer fazer tipo uma OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] de médicos.

Eles estão avançando nisso, justamente para evitar que abram mais faculdades de Medicina, porque, nos últimos 10 anos, foi uma expansão grande, muito importante, principalmente nas privadas, não nas públicas.

Essas universidades privadas da nossa região ficaram com média 2. As universidades públicas ficaram com média 5 e 4, que é o esperado.

Você vê as faculdades privadas de São Paulo que são mais antigas, as privadas, por exemplo, de Presidente Prudente ficou nota 4. As faculdades privadas antigas do Rio de Janeiro ficaram com nota 3 e 4. Nota 2 que é o problema, agora eles vão seguir o padrão para melhorar.

Parece que vem uma punição agora para elas, e tem que ter. Mas eu acredito que, para ser médico, daqui para a frente, é uma luta do Conselho Federal de Medicina, a gente acompanha isso, vai ter esse teste, essa prova de validação para ser médico ou não. Vai ter isso aí. Assim como tem o Revalida do estrangeiro que entra no País para agir como médico aqui.

Por exemplo, a gente tem um problema aqui das universidades do Paraguai e da Bolívia. Sabe quantos estudantes tem lá? Doze mil estudantes brasileiros estudando nessas universidades.

Eu sou da Comissão Nacional do Revalida. A gente faz essa avaliação. Em média, por ano, se inscrevem 13 mil, 14 mil, 15 mil estudantes de fora no Revalida, todos brasileiros que foram formados fora.

A média de aprovação no Revalida, que são duas fases e agora são quatro provas por ano, está em torno de 3,5%. Então tudo isso aí é formação médica.

A gente tem dificuldade aqui na universidade federal de contratar por causa do salário do professor especialista. Os que estão lá, a maioria deles está porque gostam, porque está no sangue, eu sou um exemplo.
Agora, você tem as faculdades privadas captando os médicos recém-formados, que começam já a ser professor.

{Perfil}

Marcelo Luiz Brandão Vilela

Médico urologista, graduado em Medicina pelas Faculdades Integradas Severino Sombra, em 1995, e doutor em Medicina (Urologia) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Tem pós-doutorado em Urologia Pediátrica pela University of California, San Francisco (UCSF), nos Estados Unidos.

Foi diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) nos últimos seis anos e professor associado da instituição, atuando nas áreas de Perícias Médicas e Urologia. Entre janeiro de 2017 e março de 2019, durante o governo de Marquinhos Trad, foi secretário municipal de Saúde de Campo Grande.

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CAMPO GRANDE (MS)

Primeira onda de frio do inverno faz prefeitura reabrir abrigo noturno

Marmitas, cobertas e agasalhos serão distribuídos aos moradores de rua

22/06/2026 16h15

População de rua poderá dormir em local quentinho

População de rua poderá dormir em local quentinho DIVULGAÇÃO/PMCG

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Ponto de acolhimento para população de rua está novamente aberto, de terça-feira (23) a quinta-feira (25), no Parque Ayrton Sena, localizado na rua Jornalista Valdir Lago, bairro Aero Racho, em Campo Grande.

Os pets também são bem-vindos. A reabertura ocorre devido a chegada da primeira onda de frio do inverno, com previsão de chuvas, ventos, trovoadas, relâmpagos e baixíssimas temperaturas, que podem chegar aos 11°C.

O abrigo estará de portas abertas a partir das 18 horas, com ambiente aquecido, colchão, coberta, agasalhos, jantar (marmitas), água, alimentação para pets (ração) e atendimento médico humano (aos moradores de rua) e atendimento médico veterinário (aos pets). A Guarda Civil Metropolitana (GCM) faz a segurança do local.

Após o pernoite, os acolhidos serão encaminhados ao Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), onde terão acesso a café da manhã, almoço e lanche da tarde, além de serviços oferecidos pela Secretaria de Assistência Social (SAS).

Na quinta-feira (25), equipes da Superintendência de Política de Direitos Humanos (SDHU), Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (EMHA) e da Fundação Social do Trabalho (Funsat) realizarão um atendimento integrado no local.

Ao todo, 323 pessoas já foram acolhidas no abrigo, sendo 250 na primeira onda de frio do ano (9, 10 e 11 de maio) e 73 na segunda onda de frio do ano (18 de maio).

Durante as ações, também foram distribuídas 400 marmitas e 280 cobertores, tanto no ponto de apoio quanto durante as abordagens noturnas realizadas pelo Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas).

O ponto de acolhimento pertence a Secretaria de Assistência Social (SAS) - Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG).

FRIO

Inverno começou às 04h24min deste domingo (21 de junho) e terminará às 20h05min de 22 de setembro de 2026.

A primeira onda de frio começa nesta terça-feira (23) e vai até sexta-feira (26). A temperatura mínima pode variar entre 5°C e 12°C em Mato Grosso do Sul.

Onda de frio é um evento climático caracterizado por uma queda significativa na temperatura do ar, que permanece abaixo de um determinado limiar por vários dias consecutivos.

Também é caracterizada pelo arrefecimento do ar, com rápida queda de temperatura em um período de 24 horas. Esse fenômeno pode causar geada, e em alguns locais, até neve.

Normalmente, está associada à irrupção de ar muito frio causada pelo deslocamento de uma massa de ar polar ou de alta latitude para latitudes mais baixas.

Violência

Jovem desaparecido é encontrado enterrado em mata; polícia apura crime em MS

Corpo estava a mais de um metro de profundidade; vítima era irmão de rapaz morto a tiros em crime que chocou a cidade em 2023

22/06/2026 15h42

Foto: Rede Social

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O desaparecimento de um jovem de 21 anos terminou de forma trágica em Três Lagoas. Após horas de buscas e denúncias recebidas por investigadores, equipes das forças de segurança localizaram o corpo de Ryan Veiga de Oliveira enterrado em uma área de mata próxima à Estrada do Porto de Areia, na zona rural do município.

A descoberta ocorreu no fim da tarde deste domingo (21) e mobilizou policiais civis, peritos da Polícia Científica e militares do Corpo de Bombeiros.

O local indicado pelas informações recebidas pelas autoridades apresentava sinais de movimentação recente na areia, o que levantou suspeitas e levou ao início das escavações.

Durante os trabalhos, os agentes encontraram o corpo enterrado a aproximadamente 1,20 metro de profundidade. A cena chamou a atenção pela forma como a vítima foi ocultada, indicando uma possível tentativa de dificultar a localização do cadáver e atrasar as investigações.

Ryan estava desaparecido desde sábado (20) e vinha sendo procurado por familiares e amigos, que utilizaram redes sociais para divulgar informações e pedir ajuda da população.

A confirmação da identidade ocorreu após a remoção do corpo para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), onde familiares realizaram o reconhecimento oficial.

As primeiras análises apontam que o jovem apresentava ferimentos na região da cabeça. A suspeita inicial é de que tenha sido vítima de agressões provocadas por objeto contundente, embora a causa exata da morte ainda dependa da conclusão dos exames necroscópicos e dos laudos periciais.

Após a retirada do corpo, equipes da Perícia Criminal realizaram os levantamentos técnicos na área em busca de vestígios que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do homicídio. Materiais coletados no local serão analisados pelos investigadores nos próximos dias.

A Polícia Civil instaurou inquérito e trabalha para identificar os autores do crime, além de esclarecer a motivação e as circunstâncias que levaram à morte do jovem. Até o momento, ninguém havia sido preso.

Histórico familiar marcado pela violência

A morte de Ryan reacende uma tragédia já vivida pela família há três anos. Ele era irmão de Richard Veigas de Oliveira, de 19 anos, vítima de um homicídio registrado em junho de 2023 em Três Lagoas.

Na ocasião, Richard foi atingido por um disparo na nuca durante uma discussão envolvendo uma brincadeira com pipas no loteamento Orestes Prata Tibery (O.T.). O jovem permaneceu internado por vários dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Auxiliadora, mas não resistiu aos ferimentos.

As investigações daquele caso apontaram Lucas Frazão da Silva, conhecido como "Baianinho", como autor do disparo. A Polícia Civil também identificou outro envolvido que teria contribuído para o conflito que resultou na morte.

Região já registrou outros homicídios

O local onde Ryan foi encontrado fica em uma área afastada da zona urbana e já apareceu em investigações de outros crimes violentos. Em maio de 2025, a região foi cenário da localização do corpo de Kauan Ferreira da Silva, de 18 anos, em circunstâncias semelhantes.

A repetição de ocorrências na área reforça a preocupação das autoridades com a utilização de regiões isoladas para ocultação de cadáveres e dificulta o trabalho investigativo, especialmente quando há tentativa de esconder vestígios do crime.

Enquanto aguarda os resultados dos laudos periciais, a Polícia Civil concentra esforços na reconstituição dos últimos passos de Ryan Veiga de Oliveira.

A expectativa é que depoimentos, imagens e análises técnicas auxiliem na identificação dos responsáveis pelo homicídio e no esclarecimento do que aconteceu entre o desaparecimento do jovem e a descoberta do corpo enterrado na mata.

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