Cidades

MUDANÇA NO TEMPO

Nova frente fria chega e mínima deve ser de 5°C em MS nesta semana

Mudança no tempo ocorre a partir da tarde de quarta-feira (16) e temperaturas permanecem baixas até o fim de semana

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A semana começou com calor em Mato Grosso do Sul, mas o tempo deve mudar a partir de quarta-feira (16), com a chegada uma nova frente fria que provocará queda acentuada nas temperaturas.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), as mínimas previstas são entre 5°C e 7°C, especialmente na região sul do Estado. 

Entre esta segunda e a tarde de quarta-feira, a previsão indica sol e variação de nebulosidade, devido à atuação de um sistema de alta pressão, que inibe a formação de nuvens e ocorrência de chuvas, mantendo o tempo firme.

Em relação às temperaturas, estão previstas mínimas de 14°C e máximas de 29°C. Em Campo Grande são previstas mínimas entre 16°C e máximas entre 29°C. 

"No entanto, entre a noite de quarta-feira e ao longo da quinta-feira (18), a aproximação e o avanço de uma nova frente fria provocarão mudanças nas condições atmosféricas", diz o Cemtec na previsão.

Esse sistema trará aumento da nebulosidade e possibilidade de pancadas de chuva isoladas, especialmente nas regiões sudoeste e sudeste do Estado.

A frente fria deve continuar até o fim da semana, com as temperaturas mais baixas previstas para serem registradas na sexta-feira (18) e no sábado (19).

Em Campo Grande são previstas mínimas de 10°C e máximas entre 23°C e 26°C.

Para as regiões sul, cone-sul e grande Dourados, a mínima deve ser de 6°C e a máxima de 22°C. Pontualmente, podem ocorrer valores abaixo dos 6°C.

Nas regiões sudoeste e pantaneira, as mínimas devem variar entre 6°C e as máximas entre 19°C. Já nas regiões do bolsão, leste e norte, os termômetros devem registrar mínimas entre 12°C e 16°C e máximas entre 25°C e 31°C. 

Os ventos atuam do quadrante sul com valores entre 40-60 km/h e, pontualmente, podem ocorrer rajadas de vento acima de 60 km/h.

Tempo seco

Como não há previsão de grandes acumulados de chuva, os níveis de umidade relativa do ar devem permanecer baixos, especialmente no período da tarde, com valores entre 15% e 30%, o que configura uma situação de alerta para a baixa umidade.

Por isso, o Cemtec recomenda atenção redobrada com a hidratação e evitar exposição prolongada ao sol nas horas mais quentes e secas do dia.

Inverno

Apesar da chegada de nova frente fria no Estado, temperaturas abaixo da média não são esperadas no período de inverno em Mato Grosso do Sul. A estação começou no dia 20 de junho e segue até 22 de setembro.

Conforme reportagem do Correio do Estado, dos 94 dias de inverno, as massas polares devem ocorrer apenas nos primeiros 30 dias da estação. Nos dois meses restantes (agosto e setembro), o predomínio será de umidade baixa, temperaturas elevadas, estiagens e seca.

Em Mato Grosso do Sul, grande parte do inverno deverá ser marcada pela extensão do tempo ensolarado, ocasionado pela atuação de bloqueios atmosféricos.

De acordo com o meteorologista Natalio Abrahão Filho, esses bloqueios podem se estender por várias semanas, mantendo as condições do tempo estáveis, com dias ensolarados, sem chuva, com baixa umidade do ar, pouca nebulosidade e alta concentração de poluentes.

As probabilidades de chuvas na estação indicam precipitação abaixo da média histórica no sul de Mato Grosso do Sul em junho e julho.

Climatologicamente, em grande parte do Estado, os volumes de chuva em julho e agosto variam entre 50 mm e 200 mm. No extremo-norte do Estado, as chuvas variam entre 25 mm e 50 mm e, no extremo-sul, entre 200 mm e 300 mm.

Em agosto e no início de setembro poderão ocorrer estiagem, calor intenso, umidade baixa e chuvas fracas ocasionais.

As precipitações durante a estação deverão ocorrer no fim da tarde, de forma irregular, mal distribuídas e com baixo volume, mantendo-se próximas às médias históricas.

Inquérito

Juiz diz que Bernal é "risco" e mantém ex-prefeito preso

Magistrado afirmou que ainda não havia provas para considerar o caso como legítima defesa

26/03/2026 08h15

Juiz diz que Bernal é considerado um

Juiz diz que Bernal é considerado um "risco" Álvaro Rezende

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O juiz Ronaldo Gonçalves Onofri, que comandou a audiência de custódia do ex-prefeito Alcides Bernal, na manhã de ontem, manteve o advogado na cadeia. Entre as suas razões para mantê-lo preso está o fato de que o magistrado o considerou um “risco à segurança das pessoas envolvidas e à ordem pública”.

Alcides Bernal foi preso na tarde de terça-feira, após matar a tiros o fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, que havia entrada na sua casa, imóvel que havia sido arrematado pela vítima, mas que ainda não estava em sua posse.

A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pelo magistrado durante a audiência de custódia, realizada na manhã de ontem no Fórum da Comarca de Campo Grande. 

O magistrado derrubou todos os argumentos da defesa em sua deliberação. Sobre a tese de legítima defesa, principal linha dos advogados de Bernal, o juiz alegou falta de provas para subsidiá-la.

“A defesa sustenta a ocorrência de legítima defesa. Todavia, para o reconhecimento da excludente de ilicitude nesta fase processual, seria necessária prova cabal, inequívoca e indiscutível, o que não se verifica no presente momento. Ao contrário, os elementos constantes dos autos indicam versão distinta”, afirma Onofri.

“Destaca-se o depoimento da testemunha Maurílio da Silva Cardoso, o qual afirmou que a vítima não teve qualquer oportunidade de reação ou explicação, tendo o custodiado se aproximado já com a arma em punho e efetuado disparos de imediato. Relatou, ainda, que nem ele nem a vítima estavam armados, tampouco houve discussão ou confronto prévio”, completou.

Em outro ponto, o juiz afirma que a alegação de que o ex-prefeito tem saúde fragilizada ainda não foi comprovada, por isso não viu necessidade de converter a prisão para outras medidas.

“No que tange às condições de saúde, deverá o custodiado ser submetido à avaliação médica, a fim de se aferir a real dimensão de eventuais necessidades clínicas. Todavia, até o presente momento, não há elementos que indiquem a impossibilidade de tratamento no âmbito da unidade prisional, tampouco prova de enfermidade grave que justifique a substituição da prisão preventiva por medida diversa. Assim, não se verifica, neste momento, a necessidade de conversão da prisão preventiva em outra medida, permanecendo adequada a custódia cautelar nos termos já delineados”, alega.

Por fim, Onofri alega que pelo fato de Alcides Bernal ter antecedentes criminais, já que foi condenado por crime de calúnia, em processo que já transitou em julgado, e pela gravidade do crime, a sua soltura representaria insegurança para pessoas ligadas ao fato.

“O custodiado é acusado da prática de crime doloso contra a vida, o que, por si só, evidencia elevada gravidade concreta. Soma-se a isso o contexto fático, no qual se verifica a existência de conflito patrimonial ainda em curso, o que potencializa o risco à segurança das pessoas envolvidas e à ordem pública, caso lhe seja concedida liberdade”, defende o magistrado.

“É certo que a prisão preventiva constitui medida excepcional. Contudo, no presente caso, estão presentes elementos concretos que evidenciam o perigo gerado pelo estado de liberdade do custodiado, revelando-se a medida extrema necessária e adequada, sendo insuficientes quaisquer medidas cautelares diversas da prisão para a preservação da ordem pública”, completa Onofri.

O CRIME

A vítima foi morta com dois tiros nas laterais da barriga. Um dos disparos transfixou e saiu nas costas, de acordo com o boletim de ocorrência.

Roberto Carlos e Bernal disputavam a posse de uma verdadeira mansão, localizada na Avenida Antônio Maria Coelho, no Bairro Jardim dos Estados. A propriedade havia sido arrematada pela vítima, em um leilão feito pela Caixa Econômica Federal, porém, o ex-prefeito continuava no imóvel e recusava-se a sair.

Segundo testemunhas disseram à polícia, Bernal havia, inclusive, trocado, por várias vezes, a fechadura da residência. Na terça-feira, no entanto, Roberto Carlos, acompanhado de um chaveiro, se dirigiu até a casa. O profissional abriu o portão e quando estava abrindo a porta da frente os dois foram surpreendidos pelo ex-prefeito.

Conforme depoimento do chaveiro, Maurilio da Silva Cardoso, o ex-prefeito teria apontado a arma para Roberto Carlos e perguntado o que ele estava fazendo no local.

A testemunha afirma que antes mesmo da vítima responder foi atingida por um tiro e caiu. Já Bernal garante que haviam três homens e que ele teria sido atacado, por isso respondeu com os tiros.

Por outro lado, o chaveiro garantiu, em depoimento, ter ouvido apenas um disparo, no entanto a vítima foi atingida por dois tiros. 

Após atirar, Bernal foi até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e confessou o crime, alegando legítima defesa. O caso segue em investigação.

* Saiba

O caso foi registrado como homicídio qualificado como traição e emboscada e pode ser levado ao Tribunal do Júri.

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Cidades

Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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