Cidades

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OAB lança campanha contra a violência

OAB lança campanha contra a violência

Redação

28/04/2008 - 16h40
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        A OAB/MS lança nesta terça-feira (29), às 9h, a campanha "Brasil Contra a Violência". O lançamento é simultâneo nos 27 conselhos seccionais da OAB em todo o País. Em Brasília, o lançamento será feito pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto. Em Mato Grosso do Sul, a coordenação da campanha será feita pelo advogado ´Gustavo Giacchini.

         

         

        
         

ACIDENTE AÉREO

Piloto filho de ex-prefeito confirma duas mortes em queda de helicóptero

Áudios atribuídos a "Brazinho" indicam que o piloto foi "cuspido" para fora da aeronave e tripulantes não tiveram a "mesma sorte"; caso é apurado pelo serviço de investigação da Força Aérea Brasileira (FAB)

15/04/2026 13h01

Aeronave Robinson R44 II pilotada por Brazinho caiu cerca de três quilômetros de onde havia decolado, no estado de Roraima

Aeronave Robinson R44 II pilotada por Brazinho caiu cerca de três quilômetros de onde havia decolado, no estado de Roraima Reprodução/Redes Sociais

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Áudios que circulam pelas redes sociais, atribuídos a Antônio Braz Genelhu Melo Júnior, de 54 anos,  indicam que o piloto filho de um ex-prefeito do Mato Grosso do Sul confirma a morte de duas pessoas carbonizadas na queda do helicóptero neste início de semana. 

As informações preliminares apontam que "Brazinho", filho do ex-prefeito de Dourados, Braz Melo, confirma a presença de duas outras pessoas na aeronave Robinson R44 II pilotada por ele, que caiu cerca de três quilômetros de onde havia decolado no estado de Roraima. 

Conforme o teor das falas atribuídas à Brazinho, que conseguiu escapar do helicóptero com algumas escoriações e costelas fraturadas, os demais tripulantes não conseguiram se soltar e teriam morrido carbonizados. 

Importante apontar que, ainda não há confirmação oficial, tendo em vista que as averiguações sobre o caso estão sob responsabilidade do Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa II) da Força Aérea Brasileira (FAB). 

Mortos carbonizados

Segundo as informações divulgadas até o momento,  o vôo da aeronave de Brazinho acontecia debaixo de fortes chuvas, com o helicóptero caindo em área de mata fechada e, consequentemente, de difícil acesso para as equipes de resgate.

"Estou bem, mas foi feio. Fui cuspido do helicóptero, teve duas pessoas carbonizadas, pegou fogo. Por sorte, que não sei como, Deus me jogou para fora. Quebrei a mão e estou com dor na coluna por causa do impacto, mas estou mexendo tudo”, afirma o piloto em áudios que circulam nas redes. 

Tanto o pai de Brazinho, Antônio Braz Genelhu, quanto a esposa, Anete da Silva Melo, dirigiram-se até o Estado de Roraima e, conforme abordado pela mídia do interior de Mato Grosso do Sul, esses áudios teriam sido enviados a um amigo morador de Dourados. 

Além desse, um segundo arquivo de áudio teria sido enviado direto à família, com Brazinho relatando ter ficado sem comunicação após o acidente, já que seu iPhone teria queimado junto da fuselagem, com ele permanecendo a noite na mata até ser resgatado na manhã de ontem (14). 

Esse helicóptero foi encontrado já todo destruído, com danos na parte da cabine e parte da fuselagem separada do restante da aeronave, o que aponta para um forte impacto na queda. 

Imagens captadas supostamente na área da queda, divulgadas pelo portal local BTE News, mostram que um "descuido" pode ter causado o acidente, já que, aparentemente, conforme análise preliminar, uma fita de carga aparece enroscada no rotor de cauda, versão essa que ainda não foi confirmada. Confira: 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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NOVO CRIME

Corpo de mulher morta na frente da filha é alvo de necrofilia em MS

Vítima de feminicídio, Vera Lucia foi desenterrada e caso é investigado agora como violação de sepultura e vilipêndio à cadáver

15/04/2026 12h40

Caso de necrofilia segue sob investigação para identificação dos suspeitos, sendo que ninguém foi preso pelas práticas até o momento. 

Caso de necrofilia segue sob investigação para identificação dos suspeitos, sendo que ninguém foi preso pelas práticas até o momento.  Reprodução/Redes Sociais

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Assassinada pelas mãos do ex-companheiro na frente da filha, Vera Lúcia da Silva não obteve descanso nem mesmo após a morte, já que seu corpo foi desenterrado do cemitério de Eldorado entre a noite de terça (14) e a madrugada de hoje (15), sendo alvo de necrofilia, caso esse que após o registro como 10° feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul passa agora a ser tratado como violação de sepultura e vilipêndio à cadáver. 

Vítima do décimo feminicídio em Mato Grosso do Sul neste ano, Vera Lúcia da Silva foi morta no último domingo (12) no município de Eldorado, distante aproximadamente 444 quilômetros da Capital. 

Agora, as forças de segurança alertam para um novo crime contra o corpo desta vítima de feminicídio, que foi desenterrado do cemitério entre a noite de ontem (14) e madrugada desta quarta-feira (15), como confirmado pela Polícia Civil. 

No extremo sul do Estado, na microrregião de Iguatemi em MS, ainda nas primeiras horas da manhã de hoje (15) equipes de perícia se deslocaram até o local em que o corpo foi desenterrado, cadáver esse que, como repassado às autoridades ao portal municipal Dourados News, apresentava sinais de necrofilia. 

Segundo as autoridades, o caso segue sob investigação para identificação dos suspeitos, sendo que ninguém foi preso pelas práticas até o momento. 

Relembre

Após terminar um relacionamento de treze anos, Vera Lucia da Silva foi morta aos 41 anos pelo ex-companheiro, Valdecir Caetano dos Santos, de 56, um comerciante local que não aceitava o fim do relacionamento. Apontado como suspeito do caso, ele teria tirado a própria vida após assassinar a mulher. 

"Desse relacionamento eles tiveram uma filha, com nove anos, a qual presenciou todo esse crime bárbaro", cita o titular da delegacia de Eldorado, delegado Robilson Albertoni.

"Desse relacionamento eles tiveram uma filha, com nove anos, a qual presenciou todo esse crime bárbaro", cita o titular da delegacia de Eldorado. 

As autoridades descrevem que Vera Lúcia chegava em sua residência na data em questão, na companhia da filha, quando o responsável pelos disparos chegou ao endereço. 

"O autor não morava mais com ela, veio ao encontro e efetuou dois disparos que a atingiram e causaram sua morte. Ato contínuo, ele tirou a própria vida com um tiro na cabeça... tudo isso presenciado pela criança", cita o delegado.

Nesse caso que passa a ser investigado como o 10° feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul, o delegado esclarece ainda que, após o término do casal, foram registrados ocorrências de violência doméstica, "sendo inclusive requisitadas e estavam em vigor algumas medidas protetivas em favor da vítima", completa Robilson. 

Feminicídios em MS

Se comparado com o último ano, os feminicídios em Mato Grosso do Sul ainda apresentam uma tendência desenfreada, tendo em vista que o número de 10 mulheres mortas pelas mãos dos próprios companheiros neste 2026 chegou um mês antes dessa mesma marca em 2025. 

No ano passado, Simone da Silva, de 25 anos, foi a 10ª vítima de feminicídio, morta a tiros na frente dos filhos por William Megaioli da Silva, que chegou a se entregar para a polícia com a arma do crime em mãos. 

Já neste ano, o primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

No início da manhã do dia 7 de março, em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande, Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

Em 8 de março, Ereni Benites, de 44 anos, foi o sétimo feminicídio. Morta carbonizada no dia internacional da mulher pelo ex-companheiro.

Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, foi o 8º caso de feminicídio do Estado, e interrompeu 15 dias sem registros do crime. Ela foi encontrada morta em Selvíria, interior do Estado, a menos de 400 quilômetros de Campo Grande. 

Maurício da Silva, sobrinho da vítima, confessou que matou a tia após uma discussão com vários golpes aplicados com instrumentos contundentes na cabeça da vítima, entre quais foram usados uma panela e uma maquita. 

Antes de Vera Lucia, a morte da subtenente Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, encontrada morta na sala de casa, ainda fardada, com marca de tiro no pescoço, morta pelo namoraDo, Gilberto Jarson, de 50 anos, aparece como o nono feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul neste 2026. 

 

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