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Causa do colapso onde dois morreram pode nunca ser descoberta

Perícia investiga causas do desabamento de supermercado em construção em Campo Grande

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A causa do desabamento da estrutura de um supermercado em construção, que resultou na morte de dois trabalhadores e deixou outros dois feridos em Campo Grande, ainda não foi esclarecida. O acidente ocorreu na tarde de sexta-feira (4), no bairro Aero Rancho.

Peritos estiveram no local da obra na manhã deste sábado (5), acompanhados por equipes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (CREA-MS), para analisar as possíveis causas do colapso.

A reportagem do Correio do Estado conversou com o conselheiro e engenheiro civil do CREA-MS Sidiclei Formagini sobre as hipóteses que podem ter contribuído para o acidente.

“Quando ocorre um colapso, ele pode ter origem em uma falha de projeto, em uma falha de execução ou em uma ação externa que não estava prevista no projeto.”

Segundo Formagini, somente a perícia técnica poderá indicar a provável causa do desabamento, já que diferentes fatores podem ter contribuído para o colapso.

“Quem vai apontar a causa é somente a perícia técnica. Os profissionais poderão analisar todos os detalhes e indicar a provável origem do problema. Às vezes, porém, a causa real nunca é identificada”, declarou o conselheiro do CREA-MS.

Ainda na tarde de sexta-feira (4), o CREA-MS realizou um levantamento preliminar sobre a situação da empresa responsável pela execução da obra e do responsável técnico. De acordo com a avaliação inicial, ambos estão regulares perante o conselho.

A empresa está habilitada legalmente para atuar e apresentou a documentação solicitada, que indica que os profissionais estão regulares perante o órgão.

Para chegar a uma conclusão, os peritos deverão verificar, entre outros aspectos, a intensidade das rajadas de vento no momento do acidente, os sistemas de contraventamento, a fixação das peças, a sequência de montagem e as condições de estabilidade da estrutura.

O supermercado da rede Mister Júnior estava sendo construído com peças de concreto pré-fabricado. Nesse sistema construtivo, os componentes são produzidos previamente em uma fábrica e, depois, transportados para o canteiro de obras, onde são instalados para dar continuidade à construção.

Reviravolta

STJ determina andamento de ação contra o 'prefeito mais louco do Brasil'

Prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PSDB) vai responder novamente por improbidade administrativa, após se autopromover em festas da cidade às custas dos cofres públicos

05/09/2026 10h30

Prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PSDB)

Prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PSDB) GERSON OLIVEIRA

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Prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PSDB), popularmente conhecido como “o mais louco do Brasil”, vai responder novamente pela ação de improbidade administrativa, após se autopromover em festas da cidade às custas dos cofres públicos.

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) havia encerrado o processo contra o prefeito, na fase inicial, por suposta falta de provas.

Mas, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) reverteu a decisão e determinou o andamento do processo, com a justificativa de que a apuração sobre a intenção do prefeito deve ocorrer após a fase de instrução processual, quando haverá análise profunda das provas.

O STJ avaliou que o TJMS agiu de forma precipitada ao julgar o mérito da ação e extinguir o processo logo na fase inicial.

Em primeira instância, a Justiça havia acatado o pedido liminar do Ministério Público e determinou que o prefeito pare de se promover em eventos públicos (com multa de R$ 20 mil por descumprimento) e o pagamento de aproximadamente R$ 307 mil a título de dano moral coletivo.

Com isso, o processo foi reaberto e o STJ determinou o restabelecimento imediato da decisão de primeiro grau e o andamento das investigações.

De acordo com o Ministério Público (MPMS), o prefeito agia como se fosse parte das atrações musicais contratadas pela prefeitura: subia no palco, cantava, dançava e até participou de uma montaria em touro vestido como peão.

Tal fato evidencia que ele se promovia às custas dos cofres públicos em eventos festivos da cidade, cujos gastos giravam em torno de R$ 3.070.224,85.

Além disso, ele postava toda essa atuação em suas redes sociais, que somadas (Instagram, TikTok e Facebook) totalizam aproximadamente 1,5 milhão de seguidores.

Para a promotoria, a conduta fere os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade.

Ao Correio do Estado, o prefeito afirmou que irá recorrer contra a decisão do STJ e que não subiu ao palco com o objetivo de se autopromover.

"Respeito a decisão do STJ, mas eu vou recorrer sim. Eu como gestor não vejo que foi cometido nenhum tipo de irregularidade. Não vejo que foi cometido algum tipo de crime. Não acho justo uma coisa que já estava encerrada, uma parte virada, mas estamos aí para responder juridicamente. Se eu quero me promover, eu me promovo na minha própria rede social que hoje é maior que qualquer evento dentro da minha cidade", explicou Juliano Ferro.

De acordo com o chefe do executivo municipal de Ivinhema, o evento em questão rendeu R$ 40 mil em doação para um asilo.

DENÚNCIA ELEITORAL

Faltando um mês para as eleições denúncias ultrapassam 80 registros de infrações eleitorais

Aplicativo da Justiça Eleitoral e Ouvidoria de Ministério Público do Estado dividem registros de denúncias e principal alvo é cargo para deputado estadual

05/09/2026 10h00

Paulo Ribas / Correio do Estado

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Faltando um mês para as eleições de 2026, o número de denúncias na Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) é menor que as queixas registradas em aplicativo de Justiça Eleitoral. Até o momento, os dois modelos de denúncia somam mais de 80 notificações de irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral.

Com o objetivo de incentivar a participação popular e fortalecer a transparência e lisura do processo de eleição, ambas as ferramentas buscam verificar a existência de crimes ou ilegalidade que podem acontecer para que os responsáveis sejam devidamente procesados.

Segundo o Coordenador do Núcleo Eleitoral, o Promotor de Justiça Moisés Casarotto, são 44 denúncias recebidas via Tribunal Regional Eleitoral (TRE) realizadas pelo aplicativo Pardal, enquanto na Ouvidoria do MPMS foram registradas 43 denúncias até o último balanço divulgado nessa sexta-feira (4) .

Apesar da semelhança entre os números, os registros são baixos. Segundo o órgão, o volume menor é uma característica comum das eleições estaduais e federais, que apresentam nível de denúncias abaixo quando comparadas as eleições municipais.

No Estado o município com maior número de denúncias registrados pelo aplicativo é Campo Grande, com 21 denúncias; em seguida aparece Bonito com quatro registros; seguido de Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas com três e Jardim com duas denúncias.

Outras seis cidades registram uma denúnia, sendo elas Caarapó, Corumbá, Coxim, Ivinhema, Miranda e Sonora.

Dessas notificações os motivos mais recorrentes são de:

  • propaganda na internet (23,81%);
  • bens públicos (19,05%);
  • comícios e showmícios (11,91%);
  • outdoors e outdoors eletrônicos (11,91%);
  • vias públicas (9,52%);
  • adesivos em automóveis (7,14%);
  • distribuição de material gráfico (7,14%);
  • confecção, utilização e distribuição de brindes (2,38%);
  • envio de mensagens (2,38%);
  • não informado (2,38%);
  • omissões de informações obrigatórias (2,38%);

Dentre os cargos em disputa, a maioria das denúncias são destinadas ao de Deputado Estadual, em seguida Deputado Federal, Partido/Coligação/Federação, Governador e Senador, respectivamente.

Confome noticiado anteriormente pelo Correio do Estado o aplicativo recebe mais de duas denúncias por dia, e alcança apenas 13 de 79 cidades sul-mato-grossenses. No entanto, o equivalente de 16,5% dos municípios do Estado, demonstra que o uso da ferramenta não está restrito à Capital ou aos maiores centros urbanos.

É válido lembrar que apesar de o eleitor precisar se identificar, os dados pessoais de quem apresenta a denúncia permanecem sob sigilo. A exigência de autenticação também ajuda a evitar registros falsos ou comunicações sem elementos mínimos que permitam a apuração.

Filtro judicial

As denúncias que chegam ao TRE passam por um filtro judicial antes de serem repassadas ao Ministério Público Eleitoral, que irá investigar a irregularidade denunciada, com o objetivo de manter a organização no fluxo de atendimento aos cidadãos.

A equipe técnica do setor da Ouvidoria do MPMS e do Núcleo Eleitoral realizam o processo de filtragem para agilizar e garantir a otimização de uma resposta rápida diante das demandas que surgem durante o processo de votação.

Outros canais de denúncia

Além das ferramentas digitais, as denúncias de crimes eleitorais chegam presencialmente às Promotorias de Justila de todo o Mato Grosso do Sul.

As notificações aparecem por meio de boletins de ocorrência registrados em canais como a Polícia Civil e a Polícia Federal, que ainda não estão contabilizados no balanço.

O objetivo do MPMS e da Justiça Eleitoral com a integração é reforçar a atuação de ambos na prevenção e no combate às infrações que ocorrem durante eleições.

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