Cidades

Reviravolta

STJ determina andamento de ação contra o 'prefeito mais louco do Brasil'

Prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PSDB) vai responder novamente por improbidade administrativa, após se autopromover em festas da cidade às custas dos cofres públicos

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Prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PSDB), popularmente conhecido como “o mais louco do Brasil”, vai responder novamente pela ação de improbidade administrativa, após se autopromover em festas da cidade às custas dos cofres públicos.

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) havia encerrado o processo contra o prefeito, na fase inicial, por suposta falta de provas.

Mas, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) reverteu a decisão e determinou o andamento do processo, com a justificativa de que a apuração sobre a intenção do prefeito deve ocorrer após a fase de instrução processual, quando haverá análise profunda das provas.

O STJ avaliou que o TJMS agiu de forma precipitada ao julgar o mérito da ação e extinguir o processo logo na fase inicial.

Em primeira instância, a Justiça havia acatado o pedido liminar do Ministério Público e determinou que o prefeito pare de se promover em eventos públicos (com multa de R$ 20 mil por descumprimento) e o pagamento de aproximadamente R$ 307 mil a título de dano moral coletivo.

Com isso, o processo foi reaberto e o STJ determinou o restabelecimento imediato da decisão de primeiro grau e o andamento das investigações.

De acordo com o Ministério Público (MPMS), o prefeito agia como se fosse parte das atrações musicais contratadas pela prefeitura: subia no palco, cantava, dançava e até participou de uma montaria em touro vestido como peão.

Tal fato evidencia que ele se promovia às custas dos cofres públicos em eventos festivos da cidade, cujos gastos giravam em torno de R$ 3.070.224,85.

Além disso, ele postava toda essa atuação em suas redes sociais, que somadas (Instagram, TikTok e Facebook) totalizam aproximadamente 1,5 milhão de seguidores.

Para a promotoria, a conduta fere os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade.

Ao Correio do Estado, o prefeito afirmou que irá recorrer contra a decisão do STJ e que não subiu ao palco com o objetivo de se autopromover.

"Respeito a decisão do STJ, mas eu vou recorrer sim. Eu como gestor não vejo que foi cometido nenhum tipo de irregularidade. Não vejo que foi cometido algum tipo de crime. Não acho justo uma coisa que já estava encerrada, uma parte virada, mas estamos aí para responder juridicamente. Se eu quero me promover, eu me promovo na minha própria rede social que hoje é maior que qualquer evento dentro da minha cidade", explicou Juliano Ferro.

De acordo com o chefe do executivo municipal de Ivinhema, o evento em questão rendeu R$ 40 mil em doação para um asilo.

CONTRATO RENOVADO

Governo renova contrato de R$ 4,5 milhões para segurança do Bioparque Pantanal

Acordo garante serviços de vigilância armada e desarmada até outubro de 2027

21/10/2026 08h35

 Bioparque Pantanal terá serviços de vigilância armada e desarmada mantidos até outubro de 2027

Bioparque Pantanal terá serviços de vigilância armada e desarmada mantidos até outubro de 2027 Gerson Oliviera

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O Governo de Mato Grosso do Sul prorrogou por mais 12 meses o contrato de prestação de serviços de vigilância armada e desarmada no Bioparque Pantanal, em Campo Grande. Com a renovação, o Estao deverá desembolsar R$ 4.534.729,20 para manter a segurança do empreendimento entre 26 de outubro de 2026 e 25 de outubro de 2027.

A medida foi formalizada por meio de termo aditivo, firmado entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) e a empresa Centro Oeste Vigilância e Segurança Ltda., que se encontra em recuperação judicial. O documento foi assinado no dia 19 de outubro deste ano. 

Além da prorrogação, o termo aditivo reconhece reajustes contratuais referentes aos exercícios de 2025 e 2026, que elevaram o custo mensal dos serviços de R$ 345.563,16 para R$ 377.894,10. O aumento acumulado foi de R$ 32.330,94 por mês, equivalente a aproximadamente 9,36%.

Conforme o documento, a primeira repactuação foi solicitada pela empresa dem 28 de maio de 2025, quando o valor mensal passou de R$ 345.563,16 para R$ 362.347,34. A alteração resultou no reconhecimento de R$ 200.017,92 em diferenças retroativas.

Já a segunda repactuação, requerida em 13 de junho de 2026, elevou o pagamento mensal para R$ 377.894,10, considerando os valores atualizados no ano anterior. Nesse caso, a diferença retroativa reconhecida foi de R$ 105.316,76.

Somados, os valores retroativos das duas repactuações chegam a R$ 305.334,68. Segundo o termo aditivo, os cálculos foram revisados e certificados pela área técnica responsável, que atestou os novos valores mensais e as diferenças devidas à contratada.

O documento também estabelece que a empresa renuncia a outros pedidos de reajuste ou repactuação relativos a períodos anteriores que não tenham sido solicitados dentro do prazo previsto antes da nova prorrogação. 

O contrato contempla a prestação contínua de serviços de vigilância armada e desarmada, nos períodos diurno e noturno, nas dependências do Bioparque Pantanal, um dos principais atrativos turísticos de Campo Grande, localizado na Avenida Afonso Pena.

Com a renovação, os serviços permanecerão sob responsabilidade da Centro Oeste Vigilância e Segurança Ltda. até outubro de 2027, conforme as condições previstas no contrato original.

As despesas serão custeadas com recursos previstos no orçamento estadual, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística.

A prorrogação tem como fundamento o artigo 57, da Lei Federal, que prevê a possibilidade de extensão da vigência de contratos de prestação de serviços contínuos, observadas as condições legais.

 

VIOLÊNCIA

Professora é agredida durante manifestação em Campo Grande

Casal de bolsonaristas a segurou, quebraram seus óculos e a chamaram de "negra" e "petista"

21/10/2026 08h30

Pamela Kariny participava de uma manifestação em apoio ao candidato Lula na Avenida Mato Grosso, quando foi agredida

Pamela Kariny participava de uma manifestação em apoio ao candidato Lula na Avenida Mato Grosso, quando foi agredida Reprodução

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Na noite desta terça-feira (20), a professora de matemática Pamela Kariny Peteres Soares Lima, de 30 anos, foi agredida por uma mulher, que participava de ato pró Flávio Bolsonaro. As manifestações de apoio, tanto do candidato da direita quanto de Lula, começaram por volta das 16h, na Avenida Mato Grosso, no cruzamento com a Avenida Ceará.

Por volta das 17h30, os manifestantes do PT se retiraram e Pamela, que aguardava seu marido no canteiro central da via, foi surpreendida na faixa de pedestres da Avenida Mato Grosso com a Ceará por uma mulher que a atacou, enquanto um homem a segurou pelas costas. Ela teve os óculos quebrados e foi xingada de "negra" e "petista". O esposo dela, ao chegar ao local, encontrou-a caída no canteiro, perto da bandeira e sem socorro.

Os grupos de bolsonaristas e lulistas estavam lado a lado na avenida Mato Grosso e faziam adesivaço e seguravam bandeiras em apoio aos seus candidatos. Segundo os relatos, o clima era amistoso e tinham policiais no local.

Pamela Kariny chegou na manifestação logo após anoitecer. Ela passava pela avenida de patinete, quando avistou os grupos em um clima de música e disputa eleitoral. Neste momento, pediu uma bandeira do Lula para o grupo do Partido dos Trabalhadores (PT).

Em determinado momento do ato, a jovem professora foi de patinete com a bandeira do Lula até o grupo de bolsonaristas. Ela passava em meio aos carros com a bandeira em punho, sorrindo e dizendo: “Eu sou Lula”.

O casal foi até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro. Muito nervosa com o episódio, Pamela não teve condições de registrar o boletim de ocorrência da agressão naquele momento.

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