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saneamento básico

Obras de água potável em aldeias indígenas podem começar ainda neste ano

Sanesul pretende dar ordem de serviço, antes do prazo eleitoral, para executar obras de ampliação e melhorias do sistema de abastecimento de água em aldeias indígenas

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Água potável e saneamento para a população indígena está prestes a sair do papel.

Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Empresa de Saneamento de MS (Sanesul), pretende dar ordem de serviço, ainda neste ano, antes do prazo eleitoral, para executar obras de ampliação e melhorias do sistema de abastecimento de água em aldeias indígenas.

Os municípios contemplados são Dourados, Itaporã, Japorã e Tacuru, em dois processos. O primeiro abrange Dourados e Itaporã, cuja licitação já foi aberta e houve sucesso no processo licitatório.

O segundo abrange um convênio da Sanesul com a Itaipu, o qual oito aldeias indígenas serão contempladas em um total de 19 projetos. De acordo com o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, a previsão é que as obras comecem em 90 dias.

“Tem tudo para que a gente inicie todas as obras esse ano, em 60-90 dias no máximo, as obras vão estar iniciando. Então, tem uma previsão, nós fizemos 19 projetos, mas são 8 aldeias a serem executadas. Nós vamos fazer o projeto para 19, vamos atender 8, e existe uma promessa de continuidade depois de outro convênio. Nós já temos dois editais lançados, e aí na sequência nós vamos fazer os outros 6 que faltam”, detalhou o presidente em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (22).

O investimento é de R$ 60 milhões, sendo R$ 45 milhões oriundos da Itaipu Binacional e R$ 15 milhões do Governo de MS. O projeto beneficiará 35 mil pessoas dos municípios de Amambai, Caarapó, Japorã, Juti, Paranhos e Tacuru.

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), destacou que vai resolver o problema de 120 mil indígenas que ainda não têm acesso à água de qualidade.

“São 120 mil indígenas que não têm acesso à água de qualidade. Aí nós vamos resolver esse problema. E aí, de novo, todo mundo em torno do mesmo propósito: Assembleia Legislativa, Bancada Federal, Bancada Estadual, Executivo Estadual, Governo Federal, colocando recurso nesse projeto. E a Senesul é uma empresa que o Estado é sócio dela, é uma empresa de mercado. Ela tem que dar resultado”, ressaltou o chefe do executivo estadual.

Os anúncios foram feitos no evento "Benefícios econômicos da espansão do Saneamento em Mato Grosso do Sul", realizado na manhã desta seguda-feira (22), no auditório da Governadoria, localizado no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

O evento contou com a presença do governador de MS, Eduardo Riedel; diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio; diretora-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto; o presidente do Instituto Aegea, Edson Carlos e o diretor-presidente da Águas Guariroba, Gabriel Buim.

Rescaldo

Quase 48 horas após temporal, Prefeitura ainda remove árvores das ruas de Campo Grande

Equipes estão mobilizadas nas sete regiões da Capital para desobstruir vias, retirar destroços e reparar pontos afetados pela tempestade

12/09/2026 18h00

Paulo Ribas

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Quase 48 horas após o temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10), árvores e galhos derrubados pelo vento ainda ocupam trechos de algumas vias da Capital. Neste sábado (12), a Prefeitura mantém equipes mobilizadas nas sete regiões da cidade para retirar as estruturas, liberar ruas e atender outros pontos afetados pela tempestade.

Em levantamento realizado pelo Correio do Estado neste sábado, uma árvore ainda ocupava aproximadamente metade da pista da Avenida Euler de Azevedo, perto da Rua 13 de Maio. Na Rua Filinto Müller, galhos de grande porte permaneciam sobre parte da via. Na região central, galhos já cortados também continuavam acumulados em um trecho da Rua 13 de Maio.

Segundo a Prefeitura, as equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) atuam principalmente na retirada de árvores e galhos, limpeza, remoção de destroços e manutenção da iluminação pública, incluindo a substituição de luminárias.

Mais de 100 ocorrências

O temporal provocou mais de 100 registros de árvores caídas, além de quedas de postes, vias interditadas, danos em estruturas e interrupções no fornecimento de energia. A dimensão dos estragos levou a Prefeitura a decretar situação de emergência por 180 dias. O Decreto nº 16.735, publicado em edição extra do Diogrande neste sábado, prevê a mobilização dos órgãos municipais para ações de resposta e recuperação dos pontos atingidos.

O decreto também determina um levantamento detalhado dos danos provocados pela tempestade, incluindo impactos na infraestrutura urbana, arborização, iluminação pública, vias, unidades municipais e prejuízos decorrentes da falta de energia.

A força-tarefa municipal começou ainda na noite de quinta-feira e chegou a contar com 20 equipes concentradas principalmente na liberação de vias bloqueadas por árvores e galhos. Além da Sisep, participam das ações órgãos como Defesa Civil, Agetran, Guarda Civil Metropolitana e SAS, com apoio de Corpo de Bombeiros, Energisa e Solurb.

Operação Antidotum

Santa Casa diz que atendimento seguirá normal após operação que prendeu seis

Conselho de Administração se reuniu após a Operação e declarou solidariedade aos integrantes da diretoria atingidos pelas medidas cautelares

12/09/2026 17h30

02 0826 0003 Fachada Santa Casa GO

02 0826 0003 Fachada Santa Casa GO Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande afirmou neste sábado (12) que os atendimentos no hospital seguem normalmente e não serão interrompidos após a Operação Antidotum, deflagrada na sexta-feira (11) pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Em nova nota, o Conselho de Administração declarou solidariedade aos integrantes da diretoria atingidos pelas medidas cautelares e afirmou confiar no esclarecimento dos fatos pela Justiça. A manifestação ocorreu após reunião extraordinária realizada na sexta-feira.

A operação investiga supostas fraudes em contratos da Santa Casa e da Santa Casa Saúde, com prejuízo estimado inicialmente em R$ 4,9 milhões. Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

Entre os presos está a presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, além de outros integrantes da administração e pessoas ligadas às empresas investigadas.

Segundo o MPMS, um dos contratos investigados envolve a digitalização de prontuários, enquanto outro núcleo apura pagamentos feitos pela Santa Casa Saúde a empresas relacionadas ao mesmo grupo econômico.

Relembre o Caso

A crise que culminou na Operação Antidotum ganhou força em 29 de julho, quando médicos da Santa Casa suspenderam cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais em meio à crise financeira enfrentada pelo hospital. Em agosto, denúncias sobre possíveis irregularidades em contratos da instituição passaram a ser acompanhadas pelo Ministério Público. Na última sexta-feira, o MP deflagrou a operação.

Santa Casa já havia se manifestado

Logo após a operação, na sexta-feira, a Santa Casa informou que estava colaborando com as autoridades e aguardava acesso aos autos para conhecer oficialmente o conteúdo das acusações.

Na ocasião, a instituição também afirmou que os atendimentos à população seguiriam normalmente. Um dia depois, a nova nota reforçou a continuidade dos serviços e acrescentou a manifestação de solidariedade do Conselho de Administração aos integrantes da diretoria.

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