Cidades

CORUMBÁ (MS)

Obras de captação no Rio Paraguai vão custar R$ 26 milhões e durar 15 meses

Projeto prevê construção de dispositivos de proteção contra impactos de embarcações

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Corumbá vai receber investimentos na rede hídrica.

Obras de captação de água serão executadas no Rio Paraguai, principal fonte de água de Corumbá.

A obra prevê a execução de melhorias estruturais importantes no sistema, como por exemplo a elaboração do projeto executivo, a construção de dispositivos de proteção contra impactos de embarcações e a revitalização de pilares e da ponte de captação.

De acordo com o Governo de Mato Grosso do Sul, o investimento é de R$ 26,4 milhões, proveniente da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul). A obra deve durar 15 meses em um prazo total de vigência de 18 meses.

O objetivo é reforçar a segurança operacional da estrutura, reduzir riscos estruturais na captação, garantir a eficiência do abastecimento de água para a população, oferecer maior proteção à estrutura e atestar o fornecimento regular de água tratada.

O diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, destacou a importância do investimento na rede hídrica na Capital do Pantanal.

“Estamos investindo mais de R$ 26 milhões para reforçar a segurança hídrica e a qualidade dos serviços prestados à população. Em Corumbá, esse recurso é fundamental para fortalecer a estrutura de captação no rio Paraguai e assegurar a continuidade do abastecimento com eficiência e confiabilidade”, afirmou o presidente.

O extrato do contrato foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (22).

A ordem de serviço para o início das obras foi assinada pelo diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio e pelo diretor de Engenharia e Meio Ambiente, Leopoldo Godoy do Espírito Santo.

RIO PARAGUAI

O rio Paraguai é um dos principais cursos d’água da América do Sul e desempenha um papel fundamental na região de Corumbá (MS).

Nascendo no estado de Mato Grosso, ele percorre cerca de 2.600 km até desaguar no rio Paraná, atravessando áreas do Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina.

Em Corumbá, o rio Paraguai tem grande importância econômica, ambiental e cultural. Ele é parte essencial do Pantanal, uma das maiores planícies alagáveis do mundo, contribuindo para a rica biodiversidade da região.

Durante os períodos de cheia, suas águas inundam vastas áreas, criando condições ideais para a reprodução de peixes, aves e outros animais.

Além disso, o rio é uma importante via de transporte, sendo utilizado para navegação e escoamento de mercadorias. A pesca também é uma atividade tradicional em Corumbá, atraindo turistas interessados na pesca esportiva e no contato com a natureza.

Culturalmente, o rio Paraguai está presente no cotidiano da população local, influenciando hábitos, festividades e a identidade da cidade. Suas paisagens naturais, especialmente ao pôr do sol, são um dos principais atrativos turísticos de Corumbá.

Assim, o rio Paraguai não é apenas um recurso natural, mas um elemento vital que sustenta a vida, a economia e a cultura da região de Corumbá.

coxim

Foragido por descumprir medidas protetivas é encontrado morto no Rio Taquari

Homem fugiu de policiais que cumpriam mandado na terça-feira e corpo foi encontrado boiando nesta quinta

18/06/2026 18h29

Corpo foi encontrado em rio na zona rural de Coxim

Corpo foi encontrado em rio na zona rural de Coxim Foto: Divulgação / Polícia Civil

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Maycon Douglas Gama de Freitas, de 32 anos de idade, foi encontrado morto no rio, na zona rural de Coxim, nesta quinta-feira (18). Ele era considerado foragido desde o dia 3 de junho, por descumprimento de medidas protetivas de urgência no contexto de violência doméstica.

De acordo com a Polícia Civil, contra Freitas havia dois mandados de prisão preventiva, em razão da reiteração criminosa e do descumprimento das medidas protetivas.

Na última segunda-feira (15) os policiais receberam informações de que ele estaria escondido em uma chácara localizada nas proximidades da região conhecida como "Tapete Verde", a cerca de 40 quilômetros da área urbana de Coxim.

Equipes realizaram diligências no local, porém o suspeito não foi localizado.

Nova tentativa de captura foi realizada na terça-feira (16), quando policiais voltaram ao local após novas informações indicarem que o foragido permanecia na propriedade.

Por volta das 6h30, o homem foi visualizado, mas fugiu em direção à mata, às margens do rio, ao avistar os policiais. Após alguns minutos de perseguição, ele conseguiu escapar.

Outras equipes foram mobilizadas para reforçar as buscas, com a utilização também de um drone, mas o foragido não foi encontrado.

Nesta quinta-feira , a Polícia Civil foi novamente acionada, desta vez por pessoas que avistaram um corpo boiando no rio, em região que fica a aproximadamente 10 quilômetros do último local onde o foragido havia sido visto.

Policiais, acompanhados por equipe da Perícia Criminal, estiveram no local e realizaram os primeiros levantamentos.

Familiares compareceram ao local e reconheceram o corpo como sendo do homem que era procurado pela Justiça.

O corpo foi encaminhado para exame necroscópico, que irá determinar a causa da morte.

CONE SUL

Tensão entre fazendeiros e indígenas reforça efetivo da Força Nacional em MS

MPI solicitou a ampliação do efetivo da FN e o MJSP autorizou a medida

18/06/2026 18h10

Força Nacional em MS

Força Nacional em MS Arquivo - Correio do Estado

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Há anos em conflito agrário, Mato Grosso do Sul vive mais um episódio de tensão no campo entre fazendeiros x indígenas.

Em cinco dias, duas fazendas foram invadidas por indígenas no Estado:

  • São Sebastião, no dia 13 de junho, em Sidrolândia
  • Limão Verde, na data de 17 de junho em Amambai

Com isso, a Força Nacional reforçou seu efetivo no Cone Sul de MS, abrangido pelos municípios de Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Juti, Mundo Novo e Naviraí.

O agravamento da situação no campo levou o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) a realizar uma reunião de emergência, nesta quinta-feira (18), em Brasília, com representantes da Secretaria-Geral da Presidência da República, do Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para acalmar a situação na área rural.

Após a reunião, o MPI solicitou a ampliação do efetivo e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) autorizou a medida.

O comando da Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) confirmou o deslocamento de uma equipe adicional. Equipes da Funai também foram designadas para acompanhar o caso in loco, prestando assistência direta aos indígenas detidos.

FAZENDA SÃO SEBASTIÃO

Fazenda São Sebastião/Terra Indígena Buriti (17,2 mil hectares) foi invadida por indígenas da Aldeia Buriti, em 13 de junho de 2026, na área rural de Sidrolândia, a 90 quilômetros de Campo Grande.

O grupo ateou fogo, derrubou árvores, instalou barricadas – para atrapalhar a chegada da polícia –, roubou maquinários, insumos agrícolas, cavalos e gado, fez ameaças de morte, rendeu com arma de fogo e manteve em cárcere os proprietários/funcionários da fazenda.

A sede foi destruída e a atividade rural foi comprometida. Com isso, o proprietário arca com prejuízos incalculáveis e a propriedade terá que ser reconstruída do zero, afirmou o presidente da FAMASUL, Marcelo Bertoni, sem falar os valores do prejuízo.

FAZENDA LIMOEIRO

Fazenda Limoeiro foi invadida por indígenas Guarani-Kaiowá, nesta quarta-feira (17), em Amambai, município localizado a 354 quilômetros de Campo Grande.

O território foi incendiado e teve objetos depredados. Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram mobilizados para a ocorrência.

A área é reivindicada pelos indígenas como parte do território tradicional Tekoha Kaa’Jari.

De acordo com o Ministério dos Povos Indígenas, nesta quinta-feira (18), a 2ª Vara Federal de Ponta Porã determinou a expedição de Mandato Probatório em favor dos ocupantes da Fazendo Limoeiro, mas esclareceu que a "decisão possui natureza exclusivamente preventiva, destinada à preservação da posse atualmente exercida pelo autor e à prevenção de novos atos de turbação ou esbulho, não constituindo autorização para remoção compulsória de pessoas eventualmente presentes na área, providência que dependerá de específica apreciação judicial".

O órgão também frisou que “nenhuma ação policial deverá ser adotada na propriedade sem decisão judicial prévia que a fundamente e sem que a operação seja acompanhada da Funai, Ministério Público Federal e da Polícia Federal, sob pena de responsabilização funcional dos agentes envolvidos”.

O MPI mantém o monitoramento contínuo da área por meio de seus órgãos competentes e está realizando articulações para consolidar Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) para a atuação das forças de segurança em territórios e com povos indígenas.

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