Cidades

Caravana da Castração

Ônibus itinerante irá promover castração em massa de pets em MS

O trabalho será realizado de forma transversal, mediante a termos de cooperação assinados nesta quarta-feira (13) entre secretarias dentro do Governo do Estado, prefeituras municipais e Conselho Regional de Medicina Veterinária

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Cãopanheiros e companheiros estiveram presentes no auditório Germano Barros de Souza, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, nesta quarta-feira (13) pela luta da causa animal. A discussão girou em torno da pauta sobre o orçamento e desenvolvimento de políticas públicas pelo governo de Mato Grosso do Sul.

O governo do Estado divulgou que há seis meses foi implantada a Assessoria Especial de Defesa e Proteção da Vida Animal, pasta ligada a Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania (Setescc). 

“É a primeira vez que um governo ouve o nosso socorro, ouve aqueles animais que não têm voz através de nós. Então, eu só tenho que estender a mão e agradecer”, disse a protetora mais aguerrida na causa, Sônia Palhano, “mãe de pets”, como ela prefere se identificar. 

A "Mãe de Pet" tem em sua residência 107 animais, cujo acolhimento, vacinas, ração é todo custeado por ela que cuida de animais há 12 anos.

“As minhas dívidas são caríssimas. Por quê? Eu resgato, interno, cuido e levo para minha casa. A gente não tem local, falta política de castrações. São caixas e caixas de animais abandonados, de gatinho, de cachorro. Imagina só uma gata proliferando de três em três meses? Nós temos o CCZ, que é só felino, e em relação aos cães, é um abandono gigantesco”, narra. 

Após ouvir a Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil, protetores, Ong's e profissionais de saúde de todo Estado, entendeu-se a necessidade da criação do Plano MS Vida Animal, por meio da Assessoria Especial. Que prevê: castração e conscientização contra maus-tratos.

“De início, a pedido, inclusive, das protetoras e dos municípios, nós iremos começar pela caravana da castração, que foi uma metodologia que nós elaboramos para conseguir realizar a castração em massa em todos os municípios, já que o governador Eduardo Riedel sempre pregou o municipalismo”, explica o assessor da pasta, Carlos Eduardo Rodrigues. 

A ideia surgiu a partir de pesquisas em cima de outros projetos no mesmo sentido que já são realizados no país. A meta é que o ônibus itinerante castre de 200 a 300 animais por dia - sendo macho ou fêmea.

“O animal sai castrado, microchipado, porque a gente também quer falar sobre o combate aos maus-tratos e a guarda responsável. Então, todo animal de forma gratuita, independente de peso e sexo, ele vai poder participar desta caravana da castração”, completa Carlos Eduardo.

Prioridades

Regiões em que o levantamento apontou como sendo endêmicas serão prioritárias para o controle populacional visando controlar especialmente zoonoses. Para manter a transversalidade do projeto foi assinado um termo de cooperação entre secretarias do Governo do Estado, prefeituras municipais e Conselho Regional de Medicina Veterinária.

Construção do Plano

Bia, respira saúde por ter sido castrada / Imagem Arquivo

Como a pasta foi alocada na Secretaria Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania, o secretário Marcelo Miranda, relatou que não tinha conhecimento da dimensão da causa de abandono e conheceu de perto a realidade ao trabalhar ao lado da Assessoria Vida Animal.

 

 

“É a causa que mais me motivou nesse primeiro ano de governo, e principalmente em função deste trabalho brilhante das protetoras que doam a sua vida por uma causa. E eu tenho certeza que esse programa tem tudo para dar muito certo e fazer a diferença na vida dos sul-mato-grossenses”, pontua.

O Secretário de Governo, Pedro Caravina ressaltou a importância do envolvimento de todos na causa de proteção aos animais. Além disso, para a ideia sair do papel ainda irá passar por um processo licitatório.  

“Ainda temos um caminho a percorrer, hoje é um lançamento, é importante envolver todos nesta causa, no entanto agora vamos fazer um trabalho que não é fácil. Temos que organizar o processo licitatório, tem que trazer uma empresa que seja competente e responsável, porque nós estamos falando de uma meta de 200 mil castrações para percorrer daqui pra frente”, avalia Caravina.

Emenda parlamentar

O pontapé inicial veio por meio de uma emenda enviada pela senadora Soraya Thronicke (Podemos), e do deputado estadual, Beto Pereira (PSDB) no valor de R$ 6 milhões de reais. 

Desde as primeiras ações da Assessoria Especial de Defesa e Proteção da Vida Animal, a primeira dama do Estado, Mônica Riedel fez questão de participar e destacou que todos os poderes precisam se unir pela causa.

“Nos dá uma certeza e uma esperança de que esse programa só venha a crescer. Fazendo essa entrega, a gente vai finalizar o ano bem, incluindo a causa animal, incluindo aqueles que estão tão presentes na nossa vida desde sempre. Vamos trabalhar juntos e colocar como meta para o ano que vem ver o programa crescer cada vez mais”. 

Maus-tratos é crime 

O delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista (Decat) Bruno Urban, apontou que pela Legislação maus-tratos é crime previsto por lei. Ainda assim, ocorrem casos lamentáveis, desde abandono até violência sofrida pelos pets.

 

“Se você tem um controle populacional, você vai ter menos animais abandonados, menos sobrecarga nas protetoras, menos maus-tratos também, porque os maus-tratos ele é a ponta. Então este plano vem para revolucionar a política pública, e chega no momento em que a causa animal ganha muita força em nosso País, em nosso Estado. Isso mostra a sensibilidade do Governo em trazer dignidade, não só às cuidadoras, mas também aos animais. Como a gente sempre fala na Decat: Todas as vidas importam, todos os seres vivos merecem respeito”, destacou o delegado.

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Golpe do Falso Advogado

Falso advogado engana família e golpe termina em Pix de R$ 250 mil em MS

Criminoso alegou que pagamento era necessário para liberar valores de processo judicial; transferência foi contestada junto ao banco e caso será investigado pela Polícia Civil.

11/08/2026 17h31

Caso foi registrado na Depac de Dourados após vítima transferir R$ 250 mil via Pix para golpista que se passou por advogado.

Caso foi registrado na Depac de Dourados após vítima transferir R$ 250 mil via Pix para golpista que se passou por advogado. Foto: Divulgação.

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Uma família de Dourados, na região sul de Mato Grosso do Sul, procurou a polícia após perder R$ 250 mil em um golpe aplicado por uma pessoa que se passou por advogado. O caso foi registrado na manhã desta terça-feira (11), na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), depois que a vítima realizou uma transferência via Pix acreditando que o pagamento seria necessário para liberar valores relacionados a um processo judicial.

Conforme o boletim de ocorrência, um homem de 29 anos compareceu à delegacia para relatar que o pai havia recebido uma mensagem de uma pessoa que se apresentou como sendo seu advogado.

Durante a conversa, o suposto profissional teria informado que existiam valores disponíveis em um processo judicial, mas que seria necessário realizar previamente um pagamento para que o dinheiro pudesse ser liberado.

A abordagem é semelhante à utilizada no chamado “golpe do falso advogado”, modalidade de fraude na qual criminosos entram em contato com vítimas e utilizam informações relacionadas a processos ou profissionais da advocacia para dar aparência de legitimidade à cobrança.

Pix de R$ 250 mil

Ainda segundo o registro policial, durante a troca de mensagens, o golpista encaminhou uma chave Pix vinculada ao nome de uma propriedade rural e orientou a vítima a realizar uma transferência no valor de R$ 250 mil.

Acreditando que conversava com o advogado e que o procedimento estava relacionado à liberação de recursos judiciais, o homem efetuou a operação bancária.

Somente após a conclusão da transferência a família percebeu que se tratava de uma fraude.

Ao tomar conhecimento do ocorrido, o filho da vítima entrou imediatamente em contato com o gerente da instituição financeira para tentar impedir que o dinheiro fosse definitivamente perdido.

De acordo com o boletim de ocorrência, o banco realizou a contestação da transferência feita via Pix. O registro, porém, não informa se o valor chegou a ser bloqueado ou recuperado.

Após o contato com a instituição financeira, a família foi orientada a procurar a polícia e formalizar a denúncia.

Caso será investigado

A ocorrência foi registrada na Depac de Dourados como fraude eletrônica e será investigada pela Polícia Civil.

A apuração deverá buscar identificar quem entrou em contato com a vítima, a origem das mensagens e o responsável pela chave Pix utilizada para receber os R$ 250 mil.

O caso também deverá esclarecer de que maneira o autor teve acesso às informações utilizadas para convencer a vítima de que estava em contato com seu verdadeiro advogado.

Golpes desse tipo exploram principalmente a confiança entre clientes e profissionais da advocacia. Os criminosos costumam apresentar supostos pagamentos, taxas ou despesas como condição para a liberação de indenizações ou outros valores relacionados a ações judiciais.

Diante de contatos semelhantes, a orientação é não realizar transferências imediatamente e confirmar qualquer solicitação financeira diretamente com o advogado ou escritório responsável pelo processo, utilizando números de telefone e canais de comunicação já conhecidos pelo cliente.

Como funciona o golpe do falso advogado

No golpe do falso advogado, criminosos podem utilizar informações disponíveis em processos judiciais para identificar as partes envolvidas e tornar a abordagem mais convincente.

Em alguns casos, os golpistas também usam nomes, fotografias e outras informações de advogados encontradas na internet e nas redes sociais para se passar pelos profissionais que representam as vítimas.

A abordagem geralmente começa com uma notícia positiva. O criminoso afirma que houve uma decisão favorável em determinado processo e que existe uma quantia disponível para recebimento.

Logo depois, porém, solicita uma transferência para o pagamento de supostas custas, taxas, impostos ou despesas necessárias para a liberação do dinheiro.

Outra estratégia recorrente é criar um sensode urgência, alegando que o pagamento precisa ser realizado imediatamente para que a vítima não perda o direito de receber o valor. A pressão para realizar transferências em curto espaço de tempo deve ser encarada como sinal de alerta.

Diante de uma solicitação desse tipo, a recomendação é não fazer pagamentos nem fornecer dados bancários antes de confirmar a informação.

A vítima deve interromper a conversa e entrar em contato diretamente com o advogado ou escritório responsável pelo processo por meio de um telefone que já conheça, evitando utilizar números enviados durante a abordagem suspeita.

Mesmo fotografias, áudios ou chamadas de vídeo não devem ser considerados, isoladamente, como garantia de que o contato é verdadeiro.

Em caso de dúvida, especialmente quando houver pedido de transferência de valores, a confirmação diretamente com o profissional responsável pelo processo ou presencialmente no escritório é uma das formas de evitar cair na fraude.

Guardiões de fogo

Operação contra fraude para obter CAC apreende armas e munições em Campo Grande

Segunda fase da Operação Guardiões de Fogo foi deflagrada nesta terça-feira pela Polícia Federal

11/08/2026 17h15

Armas e munições foram apreendidas em Mato Grosso do Sul

Armas e munições foram apreendidas em Mato Grosso do Sul Foto: Divulgação / Polícia Federal

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (11), a segunda fase da Operação Guardiões de Fogo, que tem como foco o combate à posse ilegal de armas de fogo obtidas mediante fraude no processo de concessão de registro de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs). Em Campo Grande, foi cumprido um mandado de busca e apreensão.

Durante o cumprimento da medida judicial, foram apreendidas armas de fogo, munições, documentos e outros materiais relacionados.

De acordo com a PF, investigações apontaram que o suspeito teria utilizado documentos inaptos durante a fase de concessão do registro, burlando os requisitos legais exigidos para a aquisição e para a manutenção de armas de fogo.

O registro de CAC exige o cumprimento de critérios rigorosos, como idoneidade, capacidade técnica e avaliação psicológica. O uso de documentos falsos, conforme a Polícia Federal, enfraquece o controle sobre armas e pode facilitar o acesso de criminosos a armamentos.

Primeira fase

A primeira fase da Operação Guardiões de Fogo foi deflagrada no dia 9 de julho, em Campo Grande. 

Na ocasião, a Policia Federal apreendeu cerca de 300 munições, duas pistolas calibre 9 mm e um fuzil .22 de um suspeito que estaria com documentos da concessão de CAC irregulares. 

Segundo as investigações, o homem teria utilizado documentos não considerados aceitos para obter o registro, burlando os requisitos legais exigidos para a aquisição e a manutenção de armas de fogo. 

Em fases anteriores da Operação, em Belo Horizonte, a Polícia Federal prendeu um homem em flagrante no dia 22 de junho. O suspeito também teria apresentado documentos falsos para conseguir a autorização para compra de armamentos. 

Durante o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram duas pistolas, 130 munições e materiais relacionados a outros crimes. 

O homem mantinha as armas em um endereço diferente do que consta no cadastro, o que configura irregularidade, segundo a polícia.

CAC

O Certificado de Registro da Polícia Federal dá o direito a Caçadores, Atiradores e Colecionadores à compra de munições facilitada, permissão para caçar legalmente o javali, transporte de armas e munições em todo o país, aquisição de um maior número de armas e a possibilidade de adquirir armas de calibres restritos.

Além disso, os detentores do registro também têm a possibilidade de adquirir armas diretamente das fábricas com preços vantajosos, podem importar armas e deslocar-se com suas armas para atividades de caça, tiro desportivo e competição. Também é autorizada a compra de munições e insumos em maiores quantidades.

Quem possui o registro não pode andar armado. É autorizado apenas a posse da arma, mantendo em casa ou no local de trabalho e o trânsito para locais de treino, abate ou exposição, com a arma obrigatoriamente sem munição e em maleta própria. 

Entre os itens obrigatórios para se tornar CAC e obter o registro próprio, estão:

  • Ter no mínimo 18 anos completos e 25 anos para aquisição de arma de fogo;
  • Não possuir antecedentes criminais incompatíveis com a atividade de CAC, como condenações por crimes dolosos ou contra a segurança pública;
  • Não estar respondendo a inquérito policial ou processo criminal;
  • Apresentar aptidão psicológica para o manuseio de armas de fogo, comprovada por meio de avaliação psicológica realizada por psicólogo credenciado pela Polícia Federal;
  • Apresentar os documentos obrigatórios (documento de identificação, certidão de antecedentes criminais, comprovante de ocupação lícita, comprovante de residência);
  • Realizar o pagamento da taxa de registro junto ao Exército, de R$ 100 e outras taxas obrigatórias. O valor total pode chegar a R$ 3,5 mil.

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