Cidades

Rédea Curta

Operação prendeu 7 integrantes de quadrilha que movimentava R$ 14 milhões ao ano

Força-tarefa deflagrou operação ontem e presos foram encaminhados hoje para delegacia

ALINY MARY DIAS

05/08/2015 - 09h00
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Dos 8 mandados de prisão expedidos pela Justiça para a realização da Operação Rédea Curta, pelo menos sete foram cumpridos. O balanço final da operação realizada em Dourados e que desarticulou quadrilha especializada em tráfico de drogas e que movimentava R$ 14 milhões ao ano ainda não foi divulgado.

Segundo apurou o Dourados News, foram presos Wilton Leite da Costa, o ‘Vila Vargas’, Marcos Oliveira dos Santos, Alyson Spessoto de Souza, Ailton de Cássio Oliveira dos Santos, Allan Yuri Arakaki de Souza, Bruno Henrique Duarte e Rogério Esterque da Silva.

Na manhã desta quarta-feira (5), o grupo foi encaminhado para a 1ª delegacia de polícia da cidade.

A força-tarefa também investiga se os R$ 67,1 mil apreendidos na semana passada em um caminhão guincho, na BR-463, em Ponta Porã, fazem parte das “posses” da quadrilha.

Conforme a denúncia, Wilton é considerado chefe da quadrilha que utilizava veículos adquiridos em Ponta Porã para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

OPERAÇÃO

Depois de 1 ano e meio de investigações, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), o Departamento de Operações de Fronteiras (DOF), o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e a Polícia Militar iniciaram ontem a Operação Rédea Curta.

Objetivo da ação é desmontar esquema de tráfico de drogas que transportava entorpecentes de Ponta Porã para São Paulo e Paraná.

Além dos 8 mandados de prisão, seriam cumpridos 18 de busca e apreensão, sendo 16 em Dourados, um em Itaporã e outro em Ponta Porã, 6 conduções coercitivas em Dourados, quando a pessoa é levada para delegacia par prestar depoimento e seis notificações, que não foram detalhadas.

De acordo com o Ministério Público Estadual, a organização criminosa era liderada por Wilton Leite a Costa, conhecido em Dourados como Vila Vargas. Outro investigado é Gustavo Belmont da Silveira, braço direito de Wilton e responsável pela logística do transporte da droga, mais especificamente a cocaína.

A investigação revelou que a droga era transportada em compartimentos escondidos de veículos. Também havia o uso de batedores, aqueles carros que têm a função de verificar se o caminho está livre para o tráfico. A quadrilha é investigada por ter movimentado R$ 14 milhões em 1 ano e meio.

Ainda segundo o MPE, Wilton usava documentos falsos e adquiria a droga pessoalmente recebendo, inclusive, dinheiro em espécie. Valores também eram depositados em contas bancária de terceiros.

Concessionárias de veículos usados, mais conhecidas como garagens, de Dourados e Ponta Porã faziam parte do esquema, comercializando veículos ligados à quadrilha.

Execução

Jovem de 19 anos é executado a tiros por dupla de motocicleta em Campo Grande

Luís Fernando Bento estava há cerca de uma semana na Capital e foi surpreendido pelos atiradores no Jardim Noroeste; polícia investiga motivação do crime.

26/07/2026 08h29

Polícia Civil e perícia realizaram os primeiros levantamentos no local onde Luís Fernando Bento, de 19 anos, foi morto a tiros no Jardim Noroeste, em Campo Grande.

Polícia Civil e perícia realizaram os primeiros levantamentos no local onde Luís Fernando Bento, de 19 anos, foi morto a tiros no Jardim Noroeste, em Campo Grande. Foto: Divulgação

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A passagem de Luís Fernando Bento, de 19 anos, por Campo Grande terminou de forma violenta na noite deste sábado (25). Há cerca de uma semana na cidade, o jovem foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta e assassinado a tiros no Jardim Noroeste.

O ataque aconteceu no cruzamento das ruas Era Atômica e Bartolomeu Mitre. Luís Fernando, que era morador de Ribas do Rio Pardo, não resistiu aos ferimentos e morreu antes de ser levado para uma unidade de saúde.

Informações levantadas pela reportagem apontam que os autores chegaram em uma motocicleta. O veículo era ocupado por dois homens e, durante a aproximação, o passageiro teria sacado uma arma e efetuado uma sequência de disparos contra a vítima.

Pelo menos cinco tiros teriam sido efetuados durante a ação. No corpo de Luís Fernando foram identificadas, inicialmente, quatro perfurações aparentes. A quantidade exata de disparos e os pontos atingidos deverão ser esclarecidos pelo trabalho pericial.

Depois do ataque, a dupla deixou o local na motocicleta. Até o momento, não há informação sobre a identificação ou prisão dos envolvidos.

Equipes da Polícia Militar foram mobilizadas após o crime e fizeram o isolamento da área. A Polícia Civil e a perícia também estiveram no endereço para realizar os primeiros levantamentos e recolher elementos que possam ajudar a reconstruir a dinâmica da execução.

Vítima estava há uma semana na Capital

Luís Fernando era morador de Ribas do Rio Pardo, e estava na Capital havia aproximadamente uma semana. As circunstâncias que o levaram ao Jardim Noroeste na noite do crime ainda deverão ser esclarecidas pela investigação.

Outro ponto que permanece em aberto é o que teria motivado a execução. Informações obtidas durante o atendimento da ocorrência indicam atuação de facção criminosa na região onde o homicídio aconteceu, mas ainda não há confirmação de que o assassinato tenha relação com grupos criminosos.

A polícia deverá apurar também se a vítima já vinha sendo acompanhada pelos autores ou se o encontro ocorreu momentos antes dos disparos. Imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades podem auxiliar na identificação da motocicleta e na reconstrução da rota utilizada na fuga.

O homicídio será investigado pela Polícia Civil. Até o fechamento da matéria, a autoria e a motivação do crime permaneciam desconhecidas, e ninguém havia sido preso.

Violência Familiar

Jovem mata padrasto com mata-leão ao defender a mãe de agressão em MS

Suspeito disse à polícia que interveio durante uma discussão do casal; mulher tinha medida protetiva contra a vítima e relatou histórico de conflitos.

26/07/2026 07h29

Polícia Militar foi acionada para atender ocorrência de briga familiar que terminou com a morte de Aucindirlei Araújo de Almeida, em Rio Verde de Mato Grosso.

Polícia Militar foi acionada para atender ocorrência de briga familiar que terminou com a morte de Aucindirlei Araújo de Almeida, em Rio Verde de Mato Grosso. Foto: Divulgação

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Uma discussão familiar terminou em morte na noite deste sábado (25), em Rio Verde de Mato Grosso. Aucindirlei Araújo de Almeida, de 48 anos, morreu após ser imobilizado com um golpe conhecido como mata-leão pelo enteado, que alegou ter intervindo para impedir que a mãe fosse agredida pelo companheiro.

O caso ocorreu no bairro Semiramis e mobilizou equipes da Polícia Militar, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Polícia Civil e Polícia Científica. O enteado foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia, onde o caso passou a ser investigado.

Conforme o registro policial, a PM foi chamada depois que uma familiar informou que havia uma discussão entre a mulher e o companheiro dentro da residência.

Quando os militares chegaram ao endereço, encontraram Aucindirlei sendo imobilizado pelo enteado de 24 anos. Com a presença da equipe, o rapaz interrompeu o golpe. A vítima, porém, já estava desacordada.

Os policiais acionaram o Samu e, enquanto aguardavam a chegada dos socorristas, seguiram as orientações repassadas pela central para verificar os sinais vitais de Aucindirlei. Após o atendimento, a equipe médica confirmou a morte ainda no imóvel.

A área foi preservada para os trabalhos da Polícia Científica de Coxim. A Polícia Civil também acompanhou os procedimentos no local.

Suspeito alegou defesa da mãe

Em depoimento aos policiais, o enteado apresentou sua versão sobre os acontecimentos que antecederam a morte. Ele contou que estava deitado com o próprio filho quando a mãe iniciou uma conversa com ele sobre a compra de uma máquina.

Ainda conforme o relato registrado na ocorrência, Aucindirlei teria chegado alterado e começado uma discussão com a companheira. Durante o desentendimento, ele teria cobrado explicações sobre onde ela estava e demonstrado intenção de agredi-la.

O filho, então, teria decidido intervir para proteger a mãe. Segundo a versão apresentada por ele, Aucindirlei o desafiou para um confronto físico do lado de fora da residência.

O rapaz afirmou que avançou contra o padrasto e utilizou o mata-leão para contê-lo. A imobilização teria sido mantida até a chegada dos policiais militares.

A dinâmica exata do confronto e as circunstâncias que provocaram a morte deverão ser esclarecidas no decorrer da investigação, a partir dos depoimentos, da perícia e dos demais elementos reunidos pela Polícia Civil.

Mulher tinha medida protetiva

A companheira de Aucindirlei também foi ouvida pelos policiais. Abalada, ela confirmou que havia discutido com o homem e relatou que ele estava embriagado no momento da ocorrência.

Um dos elementos que deverá ser considerado durante a investigação é a existência de uma medida protetiva de urgência. Conforme o registro policial, a mulher informou que possuía uma medida em vigor contra Aucindirlei.

Outro familiar ouvido durante o atendimento da ocorrência relatou ainda que as discussões entre o casal seriam frequentes e mencionou a existência de episódios anteriores de agressão.

As declarações fazem parte do registro inicial da ocorrência e deverão ser confrontadas com os demais elementos obtidos pela investigação.

Após os primeiros procedimentos, o enteado recebeu voz de prisão em flagrante. Ele foi levado ao Hospital Geral Paulino Alves da Cunha para a realização de exame de corpo de delito e, posteriormente, apresentado na Delegacia de Polícia Civil de Rio Verde de Mato Grosso.

O caso foi inicialmente registrado como homicídio simples e seguirá sob investigação da Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias da morte e analisar a versão apresentada pelo suspeito de que agiu para defender a mãe.

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