Cidades

Violência Familiar

Jovem mata padrasto com mata-leão ao defender a mãe de agressão em MS

Suspeito disse à polícia que interveio durante uma discussão do casal; mulher tinha medida protetiva contra a vítima e relatou histórico de conflitos.

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Uma discussão familiar terminou em morte na noite deste sábado (25), em Rio Verde de Mato Grosso. Aucindirlei Araújo de Almeida, de 48 anos, morreu após ser imobilizado com um golpe conhecido como mata-leão pelo enteado, que alegou ter intervindo para impedir que a mãe fosse agredida pelo companheiro.

O caso ocorreu no bairro Semiramis e mobilizou equipes da Polícia Militar, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Polícia Civil e Polícia Científica. O enteado foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia, onde o caso passou a ser investigado.

Conforme o registro policial, a PM foi chamada depois que uma familiar informou que havia uma discussão entre a mulher e o companheiro dentro da residência.

Quando os militares chegaram ao endereço, encontraram Aucindirlei sendo imobilizado pelo enteado de 24 anos. Com a presença da equipe, o rapaz interrompeu o golpe. A vítima, porém, já estava desacordada.

Os policiais acionaram o Samu e, enquanto aguardavam a chegada dos socorristas, seguiram as orientações repassadas pela central para verificar os sinais vitais de Aucindirlei. Após o atendimento, a equipe médica confirmou a morte ainda no imóvel.

A área foi preservada para os trabalhos da Polícia Científica de Coxim. A Polícia Civil também acompanhou os procedimentos no local.

Suspeito alegou defesa da mãe

Em depoimento aos policiais, o enteado apresentou sua versão sobre os acontecimentos que antecederam a morte. Ele contou que estava deitado com o próprio filho quando a mãe iniciou uma conversa com ele sobre a compra de uma máquina.

Ainda conforme o relato registrado na ocorrência, Aucindirlei teria chegado alterado e começado uma discussão com a companheira. Durante o desentendimento, ele teria cobrado explicações sobre onde ela estava e demonstrado intenção de agredi-la.

O filho, então, teria decidido intervir para proteger a mãe. Segundo a versão apresentada por ele, Aucindirlei o desafiou para um confronto físico do lado de fora da residência.

O rapaz afirmou que avançou contra o padrasto e utilizou o mata-leão para contê-lo. A imobilização teria sido mantida até a chegada dos policiais militares.

A dinâmica exata do confronto e as circunstâncias que provocaram a morte deverão ser esclarecidas no decorrer da investigação, a partir dos depoimentos, da perícia e dos demais elementos reunidos pela Polícia Civil.

Mulher tinha medida protetiva

A companheira de Aucindirlei também foi ouvida pelos policiais. Abalada, ela confirmou que havia discutido com o homem e relatou que ele estava embriagado no momento da ocorrência.

Um dos elementos que deverá ser considerado durante a investigação é a existência de uma medida protetiva de urgência. Conforme o registro policial, a mulher informou que possuía uma medida em vigor contra Aucindirlei.

Outro familiar ouvido durante o atendimento da ocorrência relatou ainda que as discussões entre o casal seriam frequentes e mencionou a existência de episódios anteriores de agressão.

As declarações fazem parte do registro inicial da ocorrência e deverão ser confrontadas com os demais elementos obtidos pela investigação.

Após os primeiros procedimentos, o enteado recebeu voz de prisão em flagrante. Ele foi levado ao Hospital Geral Paulino Alves da Cunha para a realização de exame de corpo de delito e, posteriormente, apresentado na Delegacia de Polícia Civil de Rio Verde de Mato Grosso.

O caso foi inicialmente registrado como homicídio simples e seguirá sob investigação da Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias da morte e analisar a versão apresentada pelo suspeito de que agiu para defender a mãe.

Farra dos Salgadinhos

Polícia descobre esquema de desvio de milhares de salgadinhos em Campo Grande

Produtos eram retirados clandestinamente de uma indústria e foram encontrados em depósito e pontos comerciais; polícia ainda calcula o prejuízo.

10/09/2026 18h54

Milhares de pacotes de salgadinhos foram apreendidos durante investigação sobre desvio de cargas em Campo Grande.

Milhares de pacotes de salgadinhos foram apreendidos durante investigação sobre desvio de cargas em Campo Grande. Foto: Divulgação/Polícia Civil.

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Milhares de pacotes de salgadinhos desviados de uma indústria alimentícia foram apreendidos pela Polícia Civil em Campo Grande nesta quinta-feira (10). As mercadorias estavam distribuídas entre um depósito no bairro São Conrado, na região sudoeste da Capital, e duas unidades de um estabelecimento comercial, onde parte dos produtos já era oferecida para venda no atacado.

A quantidade apreendida chama atenção. Imagens da operação mostram grandes volumes de fardos com pacotes de salgadinhos armazenados e posteriormente recolhidos pelos investigadores.

Segundo a Polícia Civil, nenhuma documentação fiscal correspondente às mercadorias foi apresentada nos locais fiscalizados.

A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos (Derf) e faz parte de uma investigação sobre o desvio reiterado de cargas de uma indústria alimentícia instalada na Capital.

Depósito armazenava milhares de pacotes

Um dos endereços identificados durante as diligências fica no São Conrado. Conforme a Polícia Civil, o imóvel vinha sendo utilizado como depósito dos produtos desviados.

No local, os investigadores encontraram milhares de unidades de mercadorias da indústria armazenadas sem as respectivas notas fiscais. Os produtos foram recolhidos e o endereço passou por exame pericial.

Milhares de pacotes de salgadinhos foram apreendidos durante investigação sobre desvio de cargas em Campo Grande.Carga com milhares de pacotes de salgadinhos foi apreendida durante diligências da Derf em Campo Grande. Foto: Divulgação/Polícia Civil.

A investigação avançou até duas unidades de um estabelecimento comercial de Campo Grande. Nesses pontos, outras milhares de unidades dos mesmos salgadinhos também foram localizadas sem documentação fiscal.

Ao contrário do depósito, porém, nesses estabelecimentos os produtos já estavam expostos para comercialização no atacado.

Outro elemento passou a ser considerado pelos investigadores: os salgadinhos eram oferecidos por valores significativamente inferiores aos preços normalmente praticados no mercado, segundo a Polícia Civil.

Polícia apura retirada de cargas de dentro da indústria

As apreensões são parte de uma investigação mais ampla. O avanço das diligências revelou indícios, segundo a Derf, da existência de um esquema estruturado para retirar clandestinamente cargas diretamente das dependências da indústria.

A suspeita é de que, depois de retiradas da empresa, as mercadorias fossem levadas para depósitos e posteriormente colocadas à venda no mercado local.

Agora, os investigadores trabalham para identificar quem participava de cada etapa do esquema, desde a retirada dos produtos da indústria até o armazenamento, aquisição e comercialização.

Os três endereços vistoriados nesta quinta-feira foram submetidos a perícia. Os produtos apreendidos serão identificados e avaliados antes de serem restituídos à empresa vítima.

Caso começou a ser investigado em agosto

A operação desta quinta-feira é um desdobramento de diligências realizadas pela Derf em agosto, quando os policiais chegaram a outro depósito que também armazenava milhares de produtos desviados da mesma indústria.

Naquela ocasião, um investigado foi preso em flagrante. A continuidade da apuração levou os policiais aos novos endereços identificados nesta semana.

As pessoas encontradas no depósito e nos estabelecimentos comerciais foram levadas à sede da Derf para prestar esclarecimentos. Os responsáveis pela aquisição e comercialização das mercadorias serão intimados e interrogados durante o inquérito.

A investigação continua para identificar todos os envolvidos, descobrir quantas cargas teriam sido desviadas e calcular o prejuízo provocado à indústria.

Até o momento, a Polícia Civil não informou o valor total das mercadorias recuperadas nem a estimativa do prejuízo causado pelos desvios.

Temporal na Capital

Ventos atingiram quase 84 km durante temporal que causou estragos em Campo Grande

Tempestade começou por volta das 17h30 desta quinta-feira (10) e durou entre 20 e 30 minutos; muro caiu sobre carro e estrutura foi danificada na Esplanada Ferroviária

10/09/2026 18h52

Muro desabou sobre carro durante temporal com ventos de quase 80 km/h em Campo Grande.

Muro desabou sobre carro durante temporal com ventos de quase 80 km/h em Campo Grande. Foto: Reprodução.

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Ventos de quase 80 quilômetros por hora, acompanhados de chuva intensa, atingiram Campo Grande no fim da tarde desta quinta-feira (10) e deixaram um rastro de estragos em diferentes pontos da cidade. Árvores foram derrubadas, vias ficaram obstruídas, estruturas foram danificadas e, em uma das ocorrências, um muro desabou sobre um veículo estacionado.

O temporal começou por volta das 17h30 e durou entre 20 e 30 minutos. Apesar do curto período, a intensidade das rajadas foi suficiente para provocar danos e mudar rapidamente o cenário em algumas regiões da Capital.

Segundo o meteorologista Nalaio Abrão, em apenas 36 minutos, foram registrados 3.095 raios em Campo Grande, número que ajuda a dimensionar a intensidade da tempestade.

A chuva veio acompanhada de ventania, e vídeos registrados durante a tempestade mostram a força das rajadas. Em alguns momentos, a combinação entre água e vento reduziu consideravelmente a visibilidade nas ruas.

 

 

Os primeiros registros dos estragos começaram a aparecer ainda durante e logo após a passagem da tempestade. Além de galhos espalhados pelas ruas, árvores de maior porte não resistiram à força do vento e acabaram caindo.

Em um dos locais atingidos, uma árvore de grande porte ficou atravessada sobre a via. O tronco e os galhos tomaram a pista, impedindo ou dificultando a passagem de veículos e exigindo atenção dos motoristas.

Estragos na Esplanada Ferroviária

A força da ventania também deixou marcas na Esplanada Ferroviária, região central e histórica de Campo Grande.

Um vídeo feito no local após a passagem do temporal mostra os danos causados pela ventania. Uma estrutura metálica aparece retorcida e derrubada, enquanto partes dela ficaram espalhadas pela área. A chuva ainda caía quando as imagens foram registradas.

O episódio na Esplanada Ferroviária se soma aos demais registros de danos provocados em poucos minutos de tempestade e evidencia a intensidade das rajadas que atingiram a Capital no fim da tarde.

 

 

 

Muro desaba sobre carro

Outro estrago de maior proporção foi registrado em um imóvel de Campo Grande, na esquina da Rua Antônio Corrêa com a Avenida Fernando Corrêa da Costa. Um muro não resistiu à força do temporal e desabou sobre um Volkswagen Fox que estava estacionado no local.

A estrutura de tijolos caiu sobre praticamente toda a parte superior do automóvel. O teto, o para-brisa e o capô foram atingidos, enquanto uma grande quantidade de entulho ficou espalhada ao redor do veículo.

A imagem registrada depois da ocorrência dá dimensão do impacto: dezenas de tijolos ficaram acumulados sobre o carro, além dos destroços que caíram ao redor.

Muro desabou sobre carro durante temporal com ventos de quase 80 km/h em Campo Grande.Muro desabou sobre carro durante temporal com ventos de quase 80 km/h em Campo Grande. Foto: Reprodução.

Até o momento, não há informação de pessoas feridas nas ocorrências registradas. Os danos materiais provocados pelo temporal ainda estão sendo contabilizados, e novos pontos atingidos podem ser identificados ao longo da noite.

A queda de árvores e estruturas também representa risco para a circulação nas ruas após a tempestade. A recomendação é que motoristas reduzam a velocidade e redobrem a atenção, principalmente em trechos onde haja galhos, árvores ou outros obstáculos sobre a pista.

Durante episódios de chuva acompanhada de fortes rajadas, a população também deve evitar permanecer debaixo de árvores ou próximo a postes, placas, coberturas e estruturas que apresentem risco de queda.

 

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