Cidades

DIVISAS INTEGRADAS

Operação reúne 20 mil policiais, Exército e Marinha nas divisas de MS

Ação é em parceria com três estados, contra o crime organizado e tráfico de drogas

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Forças de segurança de Mato Grosso do Sul e outros três estados deflagraram, nesta quinta-feira (290, operação contra o crime organizado e narcotráfico, denominada “Divisas Integradas III”.

Ação é realizada em parceria com as polícias de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, e conta também com apoio do Exército Brasileiro e Marinha.

Trabalhos preliminares começaram no último sábado (24) e hoje são realizadas ações preventivas, ostensivas e cumprimentos de mandados. 

Ações ocorrem ao longo das divisas dos estados, com empenho, no total, de 6.770 viaturas, 17 aeronaves, 17 drones, 142 cães e 91 embarcações.

Em Mato Grosso do Sul, são 837 policiais e servidores, 221 viaturas, duas aeronaves, três drones, seis cães farejadores e seis embarcações.

Participam servidores e policiais das instituições que compõem a estrutura da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp/MS), que atuam no Gabinete de Gestão Integrada de Fronteiras e Divisas (GGI-FRON-DIV), no Departamento de Operações de Fronteira (DOF), Coordenadoria Geral de Perícias (CGP), Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo (CGPA), nas unidades da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Civil - entre elas a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron).

Também auxiliam na Operação a Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz/MS), a Polícia Militar Rodoviária Federal e a Receita Federal do Brasil.

Não foram divulgados quantos mandados serão cumpridos e os alvos da operação.

Tráfico?

Laudo da PF não encontra cocaína na "maior apreensão da história" em MS e MT

Exames laboratoriais descartam a presença de cocaína nas amostras analisadas e colocam em xeque a versão da maior apreensão de droga do País, realizada pela Receita Federal, com apoio da Bolívia e dos EUA

22/07/2026 15h29

Operação Timber Shield foi realizada no mês passado, em Corumbá e Cáceres

Operação Timber Shield foi realizada no mês passado, em Corumbá e Cáceres Divulgação

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O que era para ter sido a maior apreensão de cocaína da história do Brasil, pode não se confirmar. É o que indica laudo da Perícia Criminal da Polícia Federal, sobre a Operação Timber Shield, realizada em Corumbá (MS) e Cáceres (MT), em 21 de junho. 

Ao todo foi apreendida uma carga de 260 toneladas de cocaína nas alfândegas de Corumbá e Cáceres no domingo, 21 de junho. A apreensão teria ocorrido no contexto de uma força-tarefa composta por Receita Federal, Exército Brasileiro, Polícia Federal, e com cooperação dos Estados Unidos e da Aduana da Bolívia. 

A estimativa na época é de que a a droga, supostamente impregnada em toras de madeira, pesasse entre 20 e 50 toneladas. Os responsáveis pela apreensão chegaram a falar em cocaína líquida ou diluída no composto orgânico. 

O conteúdo do laudo foi revelado na tarde desta quarta-feira (22) pelo jornal O Estado de São Paulo. A Receita Federal foi instada a se manifestar, mas ainda não o fez, segundo o Estadão. 

O laudo foi produzido pela Polícia Federal de Mato Grosso do Sul e concluído no dia 17. O número é 27589/26, e é ilustrado com fotos do material minunciosamente examinado. 

“Todos os testes e exames instrumentais descritos resultaram negativos para a presença de cocaína impregnada nas amostras de madeira encaminhadas a exame pericial”, diz o documento.

O trabalho dos peritos criminais federais começou dois dias após a blitz que reteve um comboio de oito carretas com toras de aroeira procedente da Bolívia. Quatro carretas foram parados em Cáceres, Mato Grosso, e outros quatro em Corumbá (MS). Inicialmente, eles submeteram a reagentes químicos três fragmentos sólidos de madeira comercial, secos, com formato irregular e características anatômicas macroscópicas semelhantes - cor, textura e linhas de crescimento.

Os retalhos de aroeira foram encaminhados como amostras da carga de madeira que estava no semirreboque acoplado a um dos caminhões. A suspeita era de uma possível contaminação de cocaína ou de outras substâncias proscritas, impregnadas no interior ou aplicada em forma líquida na superfície da madeira.

Estratégias do tráfico

A ocultação de cocaína constitui uma estratégia histórica e recorrente das organizações criminosas para burlar a fiscalização policial. Segundo o relatório Oropesa (Manual Internacional de Investigação e Controle Químico Antinarcóticos de La Paz), citado no laudo, as técnicas de mascaramento evoluíram a ponto de mitigar a eficácia de cães farejadores e de testes reagentes colorimétricos preliminares.

Relatórios da Europol (Agência da União Europeia para a Cooperação) indicam essa tendência ao descreverem a adulteração e a inserção da substância em alimentos, plásticos e produtos têxteis. No âmbito da perícia químico-forense, as matrizes mais frequentemente submetidas a exame englobam artefatos têxteis e vestuários (com impregnação do entorpecente entre as fibras de algodão), suportes resinosos (como borrachas e matrizes de polivinilpirrolidona - PVP) e suportes celulósicos (papel).

O laudo pericial destaca que os fragmentos de madeira foram observados atentamente, buscando-se verificar suas principais características naturais e indícios macroscópicos que pudessem indicar a adsorção de substâncias em seu interior ou em sua superfície.

Com relação à suspeita de que a madeira continha substância entorpecente no interior de suas fibras, os peritos anotaram que a aroeira é amplamente conhecida como uma das mais resistentes para a construção de cercas, currais e estruturas comumente usadas em zonas rurais.

Suas principais características são a alta durabilidade e a grande resistência a ataques de brocas, fungos e cupins.

Possui extrema densidade, altíssima dureza e é considerada quase imune ao apodrecimento, mesmo quando fica em contato direto e constante com a terra úmida.

As peças de aroeira (palanques e postes), devido à sua densidade, possuem alta resistência à absorção de umidade, o que torna o material pouco elegível para o uso como matriz de absorção de solução contendo cocaína, argumentam os peritos.

Os exames foram realizados no laboratório de Química Forense do Setor Técnico-Científico e no laboratório do Instituto de Análises Laboratoriais Forense (IALF) da Coordenadoria Geral de Perícias para análises instrumentais complementares.

Após a primeira etapa dos testes, os peritos da PF se deslocaram, entre 30 de junho e 3 de julho, a Corumbá para acompanhar a movimentação da carga e realizar exames adicionais via a coleta de novas amostras para envio ao Instituto Nacional de Criminalística.

Os caminhões com a aroeira encontravam-se no Porto Seco dos Armazéns Gerais Alfandegados de Mato Grosso do Sul (Agesa), localizado no Anel Viário de Corumbá.

A inspeção foi efetuada em campo com auxílio de cães farejadores, treinados pela Marinha/3.º Batalhão de Operações Ribeirinhas. Também foram mobilizados soldados da 18.ª Brigada de Infantaria do Pantanal para movimentação da carga e do 3.º Grupamento Bombeiro Militar, para operação de motoserras e coleta de amostras da madeira.

No dia 2 de julho, no final da manhã e início do período da tarde, foi realizada a descarga das toras e troncos. Ali, os técnicos recolheram nove amostras, sendo cinco de pó de madeira (serragem) e quatro de madeira cortada (lascas).

Os cães farejadores não indicaram a presença de material entorpecente. Foram, então, selecionadas algumas peças, de forma aleatória, e com o auxílio de motoserras e furadeiras a equipe recolheu outras nove amostras. Os peritos usaram um espectrômetro com laser de comprimento de onda e teste de Scott - exame químico diretamente sobre o pó de madeira e em pontos diversos dos fragmentos sob análise.

Alíquotas das amostras de serragem foram submetidas a testes preliminares de constatação no próprio local.

“Os exames realizados nas amostras recebidas e coletadas resultaram negativos para a presença da substância cocaína ou de outras substâncias consideradas entorpecentes”, afirma o laudo.

O restante das porções foi lacrado em envelope de segurança para envio ao Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília.

Perfil

Novos eleitores em MS vêm principalmente de São Paulo; mulheres solteiras de 25 a 29 anos lideram

Parcela de novos eleitores é representada por 1,6 mil mulheres e 1.591 homens

22/07/2026 15h00

Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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São Paulo (871), Paraná (375) e Mato Grosso (337) puxam a fila dos estados com maior volume de transferências eleitorais para Mato Grosso do Sul em 2026 (3.191 eleitores), dentro deste recorte, mulheres solteiras com idade entre 25 e 29 anos lideram a estatística. 

Se considerarmos ambos os gêneros, o recorte é responsável por 14,6% (467) dos novos votantes, índice ligeiramente superior ao número de votantes com idade entre 30-34 (450) ou 14,1%.

Quanto ao estado civil, 366 pessoas se declararam solteiras, ao passo que 92 disseram estar casadas, além de 9 pessoas divorciadas, números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O novo eleitorado é representado por 1,6 mil mulheres e 1.591 homens. 

Além dos estados citados, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Maranhão também contam com número significante de eleitores que transferiram a documentação e devem votar em Mato Grosso do Sul no pleito geral deste ano. O 1° turno acontece dia 4 de outubro. 

Conforme o TSE, Campo Grande (823), Três Lagoas (317), Dourados (273), Chapadão do Sul (172), Ponta Porã (134) e Nova Andradina (107) abrigaram a maior parte dos novos eleitores. 

De modo geral, o recorte etário dos novos votantes se estabeleceu da seguinte maneira:

  • 17-20 (82);
  • 21-24 (226);
  • 25-29 (467);
  • 30-34 (450); 
  • 35-39 (423); 
  • 40-44 (414); 
  • 45-49 (338); 
  • 50-54 (248); 
  • 55-59 (165); 
  • 60-64 (143); 
  • 65-69 (128); 
  • 70-74 (64); 
  • 75-79 (33); 
  • 80-84 (7); 
  • 85-89 (2); 

Apenas um eleitora com idade acima dos 90 anos transferiu o título eleitoral para Mato Grosso do Sul em 2026, mudança ocorrida em março deste ano.

Com a troca, ela deixou o domicílio eleitoral no município de Praia Grande, em São Paulo e esta apta a votar em Amambai já no pleito deste ano. 

Cabe destacar que a chegada desta parcela de votantes pode estar diretamente atrelada àqueles que veem Campo Grande como um centro de oportunidades, ou mesmo à população que migra por força de trabalho ao interior do Estado, economia impulsionada pelo agronegócio, além das fábricas de celulose situadas em Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas e Eldorado. 

Além dos novos votantes, 1.659 sul-mato-grossenses "transferiram internamente" seus locais de votação, ou seja, realizaram apenas a mudança entre municípios de MS. 

Estados que mais "exportaram" eleitores para Mato Grosso do Sul: 

  • São Paulo 871
  • Paraná 375
  • Mato Grosso 337
  • Goiás 171
  • Minas Gerais 166
  • Bahia 131
  • Alagoas 114
  • Rio de Janeiro 110
  • Santa Catarina 101
  • Maranhão 100
  • Pernambuco 94
  • Rio Grande do Sul 90
  • Pará 89
  • Rondônia 86
  • Ceará 47
  • Distrito Federal 39
  • Piauí 35
  • Tocantins 31
  • Espírito Santo 30
  • Acre 29
  • Amazonas 28
  • Rio Grande do Norte 27
  • Paraíba 18
  • Amapá 13
  • Sergipe 11
  • Roraima 5
  • (Exterior)  43

Onde votarão os novos eleitores?

  • Campo Grande 823
  • Três Lagoas 317
  • Dourados 273
  • Chapadão do Sul 172
  • Ponta Porã 134
  • Nova Andradina 107
  • Costa Rica 95
  • Aparecida do Taboado 93
  • Ribas do Rio Pardo 66
  • Bataguassu 64
  • Paranaíba 63
  • Mundo Novo 52
  • Água Clara 49
  • Rio Brilhante 45
  • Cassilândia 44
  • Corumbá 44
  • Inocência 40
  • Maracaju 38
  • Naviraí 38
  • São Gabriel do Oeste 36
  • Ivinhema 31
  • Aquidauana 30
  • Sidrolândia 28
  • Bonito 27
  • Selvíria 25
  • Coxim 24
  • Nova Alvorada do Sul 22
  • Brasilândia 21
  • Caarapó 21
  • Jardim 19
  • Amambai 18
  • Sonora 18
  • Ladário 17
  • Itaquiraí 15
  • Paraíso das Águas 15
  • Terenos 14
  • Iguatemi 13
  • Angélica 12
  • Deodápolis 12
  • Eldorado 12
  • Rio Verde de Mato Grosso 11
  • Sete Quedas 11
  • Anaurilândia 10
  • Fátima do Sul 10
  • Miranda 9
  • Anastácio 8
  • Bandeirantes 8
  • Bela Vista 8
  • Glória de Dourados 8
  • Alcinópolis 7
  • Corguinho 7
  • Laguna Carapã 7
  • Paranhos 7
  • Taquarussu 7
  • Vicentina 7
  • Aral Moreira 6
  • Batayporã 6
  • Camapuã 6
  • Figueirão 6
  • Itaporã 6
  • Dois Irmãos do Buriti 5
  • Jaraguari 5
  • Santa Rita do Pardo 5
  • Japorã 4
  • Rio Negro 4
  • Guia Lopes da Laguna 3
  • Juti 3
  • Nioaque 3
  • Tacuru 3
  • Bodoquena 2
  • Pedro Gomes 2
  • Porto Murtinho 2
  • Rochedo 2
  • Douradina 1
  • Jateí 1
  • Novo Horizonte do Sul 1 

Conforme o TSE, neste período, apenas os municípios de Antônio João, Caracol e Coronel Sapucaia não abrigaram eleitores de outros estados. 

Finalizadas em maio, as transferência poderiam ser feita de forma on-line, pelo Autoatendimento Eleitoral, ou presencialmente, em qualquer cartório eleitoral do município onde a pessoa pretendia votar. 

Voto em trânsito

Eleitoras e eleitores que estiverem longe de seus domicílios eleitorais durante o pleito deste ano e desejam exercer seu direito ao voto podem se manifestar junto ao Tribunal Regional Eleitoral desde a última segunda-feira (20). 

O serviço estará disponível nos municípios de Campo Grande e Dourados, disponível àqueles que se manifestarem até 20 de agosto. 

A solicitação pode ser feita pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no portal da Justiça Eleitoral, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral, mediante apresentação de documento oficial com foto.

Em Campo Grande, o local destinado à votação em trânsito será o Sebrae, localizado na Avenida Mato Grosso, nº 1.681, Centro. Já em Dourados, a votação ocorrerá na Paróquia São José Operário, situada na Avenida Marcelino Pires, s/n, Centro.

O voto em trânsito é destinado a eleitores que estarão fora do município onde votam no dia da eleição e possuem inscrição eleitoral regular. A habilitação pode ser solicitada para o primeiro turno, para o segundo turno ou para ambos.

Quem optar por votar em trânsito em município localizado no mesmo estado de seu domicílio eleitoral poderá votar para todos os cargos em disputa. Já quem escolher votar em unidade da Federação diferente daquela em que está inscrito poderá votar apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República.

A habilitação para o voto em trânsito não altera nem transfere a inscrição eleitoral. Após a realização das eleições, o vínculo da eleitora ou do eleitor com sua seção de origem é restabelecido automaticamente.

Caso a pessoa habilitada para votar em trânsito não compareça ao local escolhido no dia da eleição, deverá justificar a ausência, mesmo se estiver em seu município de origem.

As regras sobre a transferência temporária de eleitoras e eleitores e o voto em trânsito estão previstas nos artigos 30 a 46 da Resolução-TSE nº 23.751/2026.

Serviço 

Em caso de dúvidas, as eleitoras e os eleitores podem procurar qualquer cartório eleitoral ou acessar os canais oficiais da Justiça Eleitoral.

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