Cidades

REME

Última semana de aula têm merenda 'podre' em escola de Campo Grande

Dias após episódios de intoxicação alimentar, o que unidade chama de "caso isolado", alunos relataram aos pais que receberam pão com larvas

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Alunos do colégio municipal que fica localizado no número 28 da rua Mangabeira, no bairro Coophatrabalho, relataram aos pais que a merenda servida nos últimos dias antes do recesso escolar estaria "podre", inclusive com larvas achadas dentro do pão após episódios de intoxicação alimentar por macarrão azedo, que os responsáveis pela unidade chamaram inclusive de "caso isolado".

Unidade escolar integral da Rede Municipal de Ensino (Reme), a E. M. Hilda de Souza Ferreira há tempos acumula reclamações por parte dos pais que alegam até mesmo que não podem contar com a coordenação e direção para ficarem por dentro das intercorrências que acontecem no colégio. 

"A coordenação omite coisas que acontecem lá, falam pra 'não preocupar os pais', então não dá para contar. E quando vamos atras do que as crianças falam eles dizem que é mentira", revela a mãe de uma das alunas da unidade. 

Há uma semana vídeos em denúncia passaram a circular nas redes sociais, onde aparentemente uma dessas alunas da unidade, com uniforme da Reme, relata ter percebido durante a merenda que o macarrão que comia estaria com cheiro e gosto azedos. Confira: 

Entenda

Como o macarrão estragado gerou episódios de intoxicação, após o assunto e essas denúncias viralizarem, a própria E. M. Hilda de Souza Ferreira usou suas redes sociais para se manifestar em um comunicado oficial, dizendo que uma análise técnica da situação foi feita por parte da Secretaria Municipal de Educação (Semed). 

De acordo com a unidade, essa teria sido uma "falha pontual no processo de manutenção e preparo de um alimento servido aos alunos". 

"Em decorrência desse equívoco, ocorreram alterações no produto, incluindo um processo de fermentação (molho do macarrão), o que pode ter contribuído para o mal-estar apresentado por alguns estudantes", cita a nota. 

Outro áudio que chegou a viralizar, de uma fala creditada à coordenação da E. M. Hilda Ferreira, indica que pelo menos quatro crianças registraram intoxicação. 

A escola afirma ter adotado as medidas necessárias para apuração do ocorrido, reforço dos procedimentos de segurança alimentar e orientação da equipe responsável pelo preparo dos alimentos. Será realizado também o reforço e monitoramento de permanência no quadro de pessoal da unidade escolar. 

Em complemento, a nota da escola indica esse trata-se de um "caso isolado e pontual", e que não haveriam registros de outros episódios ou sequer que alunos precisaram ser internados. 

"Por uma situação isolada, não permitiremos a invalidação do trabalho das nossas merendeiras, nutricionistas nem da qualidade do alimento disponibilizado para ser elaborada a merenda. Ao contrário, vimos como meio de oportunidade de crescimento e aprimoramento constante", diz a nota. 

Ainda assim, entre o episódio do macarrão azedo e a publicação da nota, na última quinta-feira (09) os alunos relataram aos que encontraram larvas, os populares "corós", dentro do pão servido como merenda em um dos últimos dias de aula antes do recesso. 

O receio dos pais e mães de alunos dessa escola municipal é que, com as férias do meio do ano, o assunto caia no esquecimento e os casos sigam acontecendo. Conforme os responsáveis pelas crianças, essas manifestações em busca de explicação têm sido inclusive alvo de retaliação por parte do corpo da escola. 

A Semed foi procurada para esclarecer essa situação, indicar se não foi notada a qualidada da comida servida e o que, exatamente, ocasionou a oferta dessa merenda irregular para as crianças. Além disso, foi questionada a respeito do abastecimento e infraestrura da unidade que possam prejudicar o acondicionamento adequado, porém, até o fechamento desta matéria não foi obtido retorno, sendo que o espaço segue aberto para manifestação. 

 

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MATO GROSSO DO SUL

Concessionária dá início à revitalização de duas pontes da MS-040

Caminhos da Celulose dá rotas alternativas para caminhões e demais veículos pesados que terão a passagem temporariamente impedida enquanto durarem as obras

05/09/2026 14h04

É recomendado que empresas transportadoras e os motoristas programem com antecedência seus devidos itinerários. 

É recomendado que empresas transportadoras e os motoristas programem com antecedência seus devidos itinerários.  Reprodução/Divulgação

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Motoristas que trafegam pela MS-040 precisam redobrar a atenção nos próximos dias, pois foi confirmado pela concessionária responsável o início das obras de revitalização de duas pontes em quilômetros distintos da rodovia, o que coloca o trecho em pare e siga e estabelece ainda um impedimento temporário para outros veículos. 

Conforme repassado pela Caminhos da Celulose, as obras de revitalização estão previstas para os seguintes quilômetros da MS-040: 205 e 223. 

Ou seja, enquanto durar a execução dos trabalhos o tráfego no local será operado em sistema "Siga e Pare", sendo feita passagem alternada com a liberação de apenas um veículo leve por vez transitando sobre essas pontes. 

Em outras palavras, essas intervenções que têm objetivo de trazer melhoria para a infraestrutura rodoviária, como forma de ampliar as condições de segurança para todos os usuários da via, impede que caminhões e veículos pesados. 

Isso, segundo a concessionária Caminhos da Celulose, acontecerá nos dois pontos da MS-040, portanto, é recomendado que empresas transportadoras e os motoristas dessa categoria de veículos programem com antecedência seus devidos itinerários. 

Fique atento

Responsável por administrar a chamada Rota da Celulose, que possui aproximadamente 870 quilômetros de rodovias das regiões leste e central do Mato Grosso do Sul, "incluindo trechos das MS-040, MS-338, MS-395 e das federais BR-262 e BR-267", a concessionária alerta os motoristas sobre a melhor rota de desvio. 

Segundo a Caminhos da Celulose, esses veículos de grande porte que trafegam no trecho entre São Paulo, Bataguassu e Campo Grande a orientação como rota alternativa é utilizar desde já a BR-267. 

"A medida contribui para evitar retenções no trecho, atrasos nos deslocamentos e possíveis transtornos às operações logísticas. É importante atenção à sinalização e às orientações das equipes durante a passagem pelos pontos em obras, para garantir a segurança dos trabalhadores e dos usuários da rodovia", complementa a concessionária em nota. 

Luiz Fernando De Donno é presidente da Caminhos da Celulose, e destaca a iniciativa como um reforço ao compromisso com a segurança viária e qualidade da infraestrutura, no que ele chama de "importante frente de melhoria da MS-040". 

"As intervenções são necessárias para garantir melhores condições de conservação das pontes e mais segurança aos usuários. Contamos com a colaboração dos motoristas durante a execução dos serviços", completa o presidente. 

 

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NOVA FERRAMENTA

Site criado por Movimento contra violência sexual facilita denúncias

Plataforma fornece o passo-a-passo de como acionar o Conselho Tutelar

05/09/2026 13h30

Brasil atingiu, nos últimos anos, um patamar bastante elevado de crimes sexuais envolvendo crianças, adolescentes e o ambiente online

Brasil atingiu, nos últimos anos, um patamar bastante elevado de crimes sexuais envolvendo crianças, adolescentes e o ambiente online Marcelo Victor/Correio do Estado

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Lançado pelo Movimento Violência Sexual Zero, o Mapa Nacional dos Conselhos Tutelares nasce fruto de parceria 
entre o Grupo Mulheres do Brasil, a Childhood Brasil, o Instituto Liberta e a Vibra Energia, como uma plataforma que serve de atalho para os mais de 3,5 mil conselhos tutelares existentes pelo país, contendo informações de contato atualizadas.

Batizado de Violência Sexual Zero, esse site (que você acessa CLICANDO AQUI) têm, ainda, instruções sobre como formalizar uma denúncia relacionada a esse tipo de crime. Um dos canais sugeridos é o Disque 100, mantido pelo governo federal e que pode ser acionado para solicitar a apuração de situações suspeitas. A ligação é gratuita e o denunciante pode se manter em anonimato. 

Os telefones da Polícia Militar (190) e Polícia Federal Rodoviária (191) são indicados na plataforma para quando se presencia uma violação.

Outra circunstância possível, mencionada pela plataforma, é o abuso sexual infantil cometido com o auxílio da internet e que demanda o envio de denúncia a instituições como a SaferNet (denuncia.org.br). 

O Brasil atingiu, nos últimos anos, um patamar bastante elevado de crimes sexuais envolvendo crianças, adolescentes e o ambiente online.

Em balanço recente da rede internacional InHope, o país subiu da 27ª posição para a 5ª posição, no período de 2022 para 2024, no número de denúncias de páginas de distribuição de conteúdos de abuso sexual infantil. 

Empresas que desejem apoiar a causa e implementar ações e famílias e educadores que busquem materiais para saber conversar sobre o tema com crianças e adolescentes podem encontrar no site dicas de livros, ferramentas, materiais por escrito e visuais e séries de vídeos com essas finalidades. 

O Movimento Violência Sexual Zero também destaca dados estatísticos coletados por instituições de referência, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o DataSUS. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), outro da lista, traz um número importante: apenas 8,5% dos casos registrados no país são denunciados.

 

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