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Parceria público-privada pode investir R$ 1 bilhão em hospitais regionais de MS

Estudo de viabilidade para futura PPP deve ter início neste mês em todas as unidades de saúde do Estado e terminar em 2024

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O governo do Estado fechou, nesta semana, contrato com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para realizar estudos de viabilidade técnica com o objetivo de estruturar um projeto de parceria público-privada (PPP) para atender os hospitais regionais de Mato Grosso do Sul, entre eles, o de Campo Grande.

De acordo com o Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE), o BID será responsável por elaborar estudos e desenvolver um projeto de PPP que atenda às necessidades do Estado. O projeto será desenvolvido a partir desse levantamento. 

A estimativa feita pelo BID é de que essas parcerias possam captar investimento de R$ 1 bilhão aos hospitais públicos que hoje são geridos pelo governo do Estado.

Entre os hospitais que devem passar por essa estruturação estão os regionais de Campo Grande, Nova Andradina, Dourados (que ainda está em construção) e Ponta Porã.

A reunião para traçar os termos do acordo com o BID aconteceu nesta terça-feira, na sede da instituição, em Brasília, e contou com a presença do presidente do banco, Ilan Goldfajn, do representante do grupo BID no Brasil, Morgan Doyle, do governador do Estado, Eduardo Riedel (PSDB), e da secretária especial do Escritório de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni.

Conforme o EPE, “a meta é atender hospitais estaduais que componham o plano diretor hospitalar, cobrindo todas as macrorregiões com demanda de alta complexidade e referência em medicina especializada, cumprindo assim o plano de regionalização integrada, que é uma prioridade deste governo”, diz trecho de nota enviada ao Correio do Estado.

A previsão é de que os estudos tenham início ainda neste mês e sejam finalizados em dezembro de 2024, “respeitando-se o objetivo de regionalização do governo”, completou a nota do EPE.

“O governo de Mato Grosso do Sul tem tido uma atuação de sucesso com PPPs, em uma modelagem inovadora e que coloca o Estado como referência no País”, disse o governador na terça-feira.

O valor do contrato com o BID ainda não foi informado pelo EPE. Mas o governo do Estado garante que “a gestão de infraestrutura terá como base parâmetros de qualidade de serviço baseados nas melhores práticas na operação de serviços de saúde, com modelo de gestão moderno, para atender à demanda reprimida de atenção de média e alta complexidade”.

“Estamos trazendo o que há de melhor em modelo de contratos na região para garantir que a iniciativa de Mato Grosso do Sul se destaque no cenário nacional e internacional como símbolo de inovação, responsabilidade fiscal, sustentabilidade social e ambiental e eficiência na aplicação de recursos públicos”, disse o presidente do BID ao governo.

Ainda segundo o governo do Estado, a escolha do BID para estruturar o projeto de PPP seria porque o banco tem ampla experiência de estruturação de parcerias no setor de saúde.
Entre os projetos estão um no Peru, além de projetos similares no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina (nesses dois casos, o projeto é deste ano).

REDE DE EMERGÊNCIA

Entre as medidas que estão em andamento na rede estadual de saúde está a saída do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) da Rede de Urgência e Emergência (RUE). Conforme antecipou o Correio do Estado, o governo começou a promover, desde outubro, o “divórcio” da regulação da saúde municipal. A informação foi dada pela secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone em matéria publicada em setembro.

A gestora confirmou que, para a consolidação da intenção do Estado de gerir seus hospitais, o próximo passo é ter mais controle sobre a admissão dos pacientes que ingressam nas unidades, saindo do sistema de regulação gerenciado por Campo Grande. 

A primeira iniciativa nesse sentido não teve êxito: a prefeitura da Capital foi contra a saída do HRMS da regulação.

Brasil

Próximo presidente herdará R$ 204 bilhões em concessões de infraestrutura

Entre os projetos que sofreram atraso e não foram concedidos, estão a Malha Oeste e a Hidrovia do Rio Paraguai, em MS

21/09/2026 08h00

Projeto da Malha Oeste, que passa pela Capital, foi adiado

Projeto da Malha Oeste, que passa pela Capital, foi adiado Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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O próximo governo federal herdará uma extensa carteira de concessões de infraestrutura com investimentos projetados em, ao menos, R$ 204 bilhões, marcada pelo adiamento de grandes projetos para 2027 ou anos posteriores. Entre as obras represadas que afetam diretamente o escoamento de produção no Centro-Oeste, destacam-se empreendimentos vitais para Mato Grosso do Sul, como a relicitação da Ferrovia Malha Oeste e o pacote de concessões hidroviárias no País.

No setor ferroviário, a carteira de projetos repassada ao próximo mandato soma R$ 154,9 bilhões. O planejamento inicial previa oito leilões para este ano, mas apenas um deve ser realizado. Apesar dos atrasos gerais na malha nacional, a Ferrovia Malha Oeste, que conecta São Paulo a Mato Grosso do Sul, permanece na lista prioritária do governo para publicação de edital.

Em entrevista à Folha, o ministro dos Transportes, George Santoro, destacou o rito para viabilizar a transferência do trecho ferroviário ao setor privado. “[Fazer]concessão é muito mais complexo, eu não vou fazer na afobação. Eu vou fazer seguindo o rito tranquilo: vou publicar os editais e o próximo governo faz leilão”, afirmou Santoro.

O ministro explicou que a complexidade de estruturar grandes projetos ferroviários do zero exigiu ajustes de viabilidade com órgãos de controle antes da liberação.

“A grande questão é que a gente não tinha uma trajetória de fazer concessões de ferrovias, principalmente greenfield. A gente está colocando no mercado projetos gigantescos. Sem modelagens, sem previsão de cobertura de ‘gap’ de viabilidade, sem previsão de tudo isso, a gente teve que trabalhar no TCU [Tribunal de Contas da União], e tudo isso foi aprovado recentemente. Eu acredito que a gente vai publicar editais neste ano para os leilões acontecerem no início do próximo ano”, acrescentou o titular dos Transportes.

Além do modal sobre trilhos, a logística do Centro-Oeste aguarda a evolução dos transportes fluviais, uma vez que todas as cinco concessões hidroviárias previstas na carteira do governo federal acabaram sendo empurradas para os próximos ciclos, sem datas consolidadas.

O represamento do setor hidroviário compromete a previsão de aportes e a definição do cronograma de leilões para a expansão dos eixos de navegação.

Os atrasos no cronograma global atingiram ainda rodovias e portos. Das 13 licitações rodoviárias prometidas para este ano, a expectativa é de concluir apenas sete, transferindo R$ 28,8 bilhões em investimentos para a futura gestão. Já nos portos, apenas três das 18 concessões anunciadas foram efetuadas até setembro, deixando mais de R$ 20,8 bilhões em aportes travados para depois deste ano.

Fatores como a suspensão de estudos, alterações de cronograma, acúmulo de processos na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e frustração de acordos no Tribunal de Contas da União (TCU) explicam o gargalo das concessões. Para o especialista em infraestrutura e concessões Maurício Portugal, o ambiente político também influencia o ritmo das licitações. “É natural você conseguir fazer menos leilões no ano eleitoral. O governo fica muito mais sensível a esse tipo de pressão”, afirmou Portugal.

Apesar dos adiamentos acumulados neste ano, levantamento conjunto dos ministérios dos Transportes e de Portos e Aeroportos aponta que a atual gestão registrou 50 leilões realizados entre 2023 e 2025 em rodovias, portos e aeroportos. 

O volume supera o número de leilões promovidos durante os mandatos dos ex-presidentes Jair Bolsonaro e Fernando Henrique Cardoso.
 

Educação

IFMS: alunos de dois cursos podem se inscrever no programa Pé-de-Meia

Iniciativa contempla acadêmicos de Computação (Jardim) e Química (Coxim) que ingressaram via Sisu. Bolsas são de R$ 1.050 mensais

20/09/2026 18h50

Divulgação/IFMS

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Alunos matriculados nos cursos presenciais de Licenciatura em Computação, ofertado no Campus Jardim, e Licenciatura em Química, no Campus Coxim, podem se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, ação do Ministério da Educação (MEC) que integra o programa Mais Professores. 

Para ingressantes de 2026, as inscrições ficam abertas até o dia 19 de dezembro, enquanto houver disponibilidade de vagas, e devem ser realizadas diretamente pela Plataforma Freire.

A análise e aprovação das pré-inscrições são conduzidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o dia 20 de cada mês.

Benefício financeiro - O programa concede apoio financeiro no valor total de R$ 1.050 mensais durante toda a graduação:

  • R$ 700 mensais: disponíveis para saque direto do estudante;
  • R$ 350 mensais: depositados em conta-poupança. O valor acumulado poderá ser resgatado se o formando ingressar como docente em rede pública de ensino em até cinco anos após a formatura.

O pagamento das bolsas é efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao cadastramento do bolsista no sistema da Capes.

Quem pode participar - Podem solicitar o benefício os acadêmicos que atendam cumulativamente às seguintes condições:

Estar regularmente matriculado em curso presencial de licenciatura do IFMS (Computação em Jardim ou Química em Coxim);
Ter ingressado no curso em 2026 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
Ter alcançado nota igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
Cumprir os critérios do Edital nº 2/2025 da Capes e as diretrizes do programa de ingresso.
O atendimento oficial do MEC e da Capes para esclarecimentos sobre o programa é feito pelo e-mail [email protected].

Com informações do Ministério da Educação 

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