Cidades

PERFIL GENÉTICO

Pelo DNA, PF confirma participação de criminoso em roubo a Banco na Capital

Ele também estaria envolvido na morte de agente penitenciário

ESTADÃO CONTEÚDO

20/04/2019 - 17h41
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Com o uso do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), a Polícia Federal confirmou a participação de um investigado na morte do agente penitenciário federal Alex Belarmino, assassinado pelo PCC, em 2016, no roubo milionário à base da Prosegur, no Paraguai, em 2017, e um assalto ao Banco do Brasil em Campo Grande (MS) ocorrido no mesmo ano.

Segundo a PF, "o laudo positivou quatro perfis de DNA colhidos em cenas de crime com o material fornecido por um suspeito preso no final de 2018". "Dessa forma, o suspeito teve confirmada sua participação nos três eventos criminosos investigados".

"Tais informações foram possíveis pelo cruzamento do perfil genético do suspeito com os vestígios biológicos coletados nos respectivos locais de crime por meio do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). Esse banco armazena todos os dados de DNA coletados pela Polícia Federal e pelas polícias estaduais. Cópias do laudo serão encaminhadas às respectivas autoridades competentes para as providências cabíveis", diz a PF.

Pelo menos 30 homens usando armamento de guerra - como metralhadora ponto 50 (capaz de derrubar helicóptero), fuzis e explosivos - roubaram US$ 40 milhões (R$ 120 milhões) da transportadora de valores Prosegur, em Ciudad del Este, no Paraguai. Um policial e três bandidos morreram e quatro pessoas ficaram feridas na ação e na perseguição. O assalto é apontado como o maior da história do Paraguai.

Em uma ação da Polícia brasileira, em abril daquele ano, foi possível recuperar parte do dinheiro roubado no dia do assalto. O montante corresponde a R$ 219.450, G$ 733.640.000 (cerca de R$ 4,2 milhões) e US$ 1.275.030. O dinheiro estava em um malote que foi localizado durante as buscas feitas em toda região oeste do Paraná. A ação também apreendeu explosivos, fuzis e coletes à prova de balas.

Um dos detidos à época foi um homem de 37 anos apontado como um dos líderes da quadrilha. Ele foi preso nesta terça pela manhã em Cascavel, oeste do Paraná, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma blitz, em um ônibus da linha Foz do Iguaçu-Curitiba.

À época, os investigadores colheram o DNA dos presos para confrontar com vestígios deixados em um imóvel de luxo localizado pela Polícia Nacional do Paraguai em Ciudad del Este que teria sido utilizado pela quadrilha como base.

No âmbito da Operação Echelon, o Ministério Público revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) criou regras para matar rivais. Eles devem ser executados com vagar, sob tortura e com muita crueldade. As interceptações telefônicas da Promotoria relacionam mais de uma dezena dessas execuções. Entre os mortos pelo PCC estão o agente Alex Belarmino.

As interceptações mostram a facção planejando a morte de agentes prisionais federais por ordem de Roberto Soriano, o Tiriça. Integrante da Sintonia Final, ele foi enviado à penitenciária federal de Catanduvas (PR) após se envolver com atentados em São Paulo. Em 2016, por achar que o sistema da prisão era muito rígido, determinou que um agente prisional - Alex Belarmino Almeida da Silva - fosse morto, o que aconteceu em 2 de setembro de 2016. A vítima foi atingida por mais de 20 disparos.

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, usou suas redes sociais, nesse sábado,20, para defender a ampliação do Banco Nacional de Perfis Genéticos, que faz parte do pacote anticrime enviado pelo ministro ao Congresso. 

"Medidas simples e eficazes contra o crime. Uma das minhas favoritas, a ampliação do Banco Nacional de Perfis Genéticos, o que aumentará a taxa de resolução de investigação de qualquer crime, mas principalmente de crimes que deixam vestígios corporais. Propomos a extração do perfil genético (DNA) de todo condenado por crime doloso no Brasil. Significa passar um cotonete na boca do preso e enviar o material ao laboratório. Isso passa a compor um banco de dados, como se fosse uma impressão digital", descreve o ministro.

ESCLARECIMENTOS

Agesul descarta gasto milionário em pontes privatizadas

Licitação prevê até R$ 17,2 milhões para fazer diagnóstico em cerca de 300 pontes, mas o certame será por demanda e não em todas as que aparecem no edital, garante a autarquia

28/07/2026 11h50

Embora a ponte sobre o Rio Miranda, na MS-345, esteja incluída no edital, isso não significa que fará parte do diagnóstico, esclarece a Agesul

Embora a ponte sobre o Rio Miranda, na MS-345, esteja incluída no edital, isso não significa que fará parte do diagnóstico, esclarece a Agesul

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Depois de publicar edital prevendo até R$ 12,7 milhões para fazer um diagnóstico em 301 pontes e seis viadutos espalhados por rodovias estaduais, incluindo em torno de 30 estruturas instaladas em rodovias que foram ou serão privatizadas, a Agesul publicou esclarecimentos nesta terça-feira (27), informando que a contratação será por demanda.

Os esclarecimentos foram publicados depois que duas empresas solicitaram explicações relativas a divergências sobre o número de estruturas em diferentes páginas do edital e do termo de referência da licitação.

“A divergência apontada no quantitativo decorre do fato de que os sete viadutos atualmente sob regime de concessão não foram considerados na contabilização apresentada”, diz trecho da publicação feita nesta segunda-feira (27). Mas, em uma tabela na qual aparecem todas as rodovias, elas estão inclusas no pacote. 

“Ressalta-se, entretanto, que a presente contratação possui natureza sob demanda, em razão da dinâmica inerente à malha rodoviária estadual, a qual está sujeita a alterações decorrentes, entre outros fatores, da estadualização de novas rodovias, da incorporação de novas Obras de Arte Especiais (OAEs), da execução de obras de recuperação, restauração ou substituição de estruturas, bem como de outras demandas supervenientes”, segue o esclarecimento.

Ou seja, explica a Agesul, “a inclusão das OAEs e dos viadutos na Planilha de Orçamento tem caráter estimativo e visa conferir flexibilidade à execução contratual, não implicando a obrigatoriedade de emissão da Ordem de Serviço para todas as estruturas relacionadas”. Ou seja, emboras as pontes em rodovias privatizadas estejam na planilha, não significa que receberão o investimento, segundo o testo anexado ao certame nesta segunda-feira. 

Os pedidos de esclarecimento deixam claro que as empresas não haviam entendido que a licitação era por demanda, tanto que solicitaram explicações sobre o número exato de pontes e viadutos.

Levando em consideração que o edital destina até R$ 17,2 milhões para fazer o diagnóstico de 307 pontes e viadutos, o valor médio é da ordem de R$ 56 mil por estrutura.

E como cerca de 30 delas estão em rodovias que já foram ou serão privatizadas possivelmente ainda neste ano, a administração estadual estaria destinando em torno de R$ 1,6 milhão para estruturas que não estão mais sob sua responsabilidade.

Além disso, o edital inclui rodovias recém-concluídas, como a MS-345 e a MS-320, onde as pontes são novas e, em tese, não necessitam deste diagnóstico. O edital inclui, além disso, a ponte sobre o Rio Miranda, na MS-345, que está recebendo investimento de R$ 3,3 milhões para recuperação de sua estrutura.

A rodovia MS-345, que serve como uma das principais ligações entre a região de Campo Grande e Bonito, foi entregue há cerca de dois anos. E, além da ponte sobre o Rio Miranda, que está em uso desde 1967, existem outras 14 pontes ou vazantes. Em tese, por serem novas, estão em boas condições, mas mesmo assim cada uma delas vai consumir, de acordo com o edital original, em média, R$ 56 mil, totalizando cerca de R$ 780 mil. 

Na relação publicada no edital e que, em tese, receberiam o investimento público, estão dez estruturas na MS-306, que está sob responsabilidade da iniciativa privada desde abril de 2020. A cobrança de pedágio começou um ano depois. Caso passassem por este diagnóstico, o gasto seria da ordem de  R$ 560 mil.

Ao longo de 230 quilômetros da MS-040, que liga Campo Grande a Santa Rita do Pardo, e da MS-395, existem outras dez pontes, sendo duas delas sobre o Rio Pardo. Uma tem 120 metros e a outra, 261 metros de extensão. Esta última está localizada próximo a Bataguassu e é a maior de todas as pontes em rodovias estaduais. 

Tanto a MS-040 quanto a MS-395 estão nas mãos da concessionária Caminhos da Celulose desde fevereiro deste ano e o contrato prevê que elas cobrem pedágio a partir de fevereiro do próximo ano.

Outra rodovia privatizada é a MS-112, na região leste do Estado. No trecho de 200 quilômetros constam somente uma ponte e um viaduto. A rodovia foi privatizada no início de 2023 e em fevereiro do ano seguinte começou a cobrança de pedágio.

Na lista das rodovias com pontes que supostamente passariam pelo diagnóstico também estão a MS-377 e a MS-240, que devem ser privatizadas ainda neste ano, conforme previsão do Governo do Estado.

Os estudos técnicos das condições das rodovias e das pontes já foram realizados e a previsão é de que o leilão ocorra em dezembro, possivelmente antes da assinatura do contrato para o início do estudo que vai analisar a saúde das pontes Nestas duas rodovias existem pelo menos sete pontes, sendo uma delas sobre o Rio Sucuriú, com 135 metros de extensão.

A previsão é de que as propostas das empresas interessadas no edital sejam apresentadas no próximo dia 5. O certame está dividido em dois lotes, de R$ 8.603.921,86 (Campo Grande) e de R$ 8.616.058,60 (Corumbá) 
 

CARGA CONTRABANDEADA

Dallas diz que avião de empresário não foi apreendido junto com ouro

Uma carga com 189 kg de ouro foi interceptada no Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de La Sierra, na aeronave registrada em nome do empresário sul-mato-grossense Valdir Zorzo

28/07/2026 10h45

Aeronave de matrícula PS-ZRZ foi relacionada por autoridades bolivianas à tentativa de transporte de 189 quilos de ouro

Aeronave de matrícula PS-ZRZ foi relacionada por autoridades bolivianas à tentativa de transporte de 189 quilos de ouro DTV 8.1

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O Grupo Dallas Alimentos emitiu uma nota para esclarecer a apreensão de barras de ouro em um avião que pertence ao dono da empresa, Valdir Zorzo. Segundo o comunicado, "a aeronave de prefixo PS-ZRZ é de propriedade particular, destinada a uso próprio, e não opera serviços de fretamento comercial.

Além disso, o grupo também informou que o veículo não foi apreendido e encontra-se em território brasileiro, sem estar sujeito a qualquer medida de apreensão.

O Grupo Dallas informou que só se posicionará em momento oportuno, respeitando o sigilo das investigações em curso.

Apreensão

Autoridades bolivianas interceptaram uma carga com 189 kg de ouro no Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de La Sierra, na aeronave registrada em nome do empresário sul-mato-grossense Valdir Zorzo, do Grupo Dallas Alimentos.

O material, avaliado pelas autoridades locais em aproximadamente US$ 25 milhões, teria como destino final Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O ouro estava distribuído em quatro malas e seria transportado em um voo fretado. Um homem identificado como Ádrian Lema Roca, de 22 anos, foi apontado como responsável pela carga. 

Após passar por audiência, ele teve a prisão preventiva decretada pelo período de 150 dias e foi encaminhado ao complexo penitenciário de Palmasola, em Santa Cruz de La Sierra.

Nota do Dallas Alimentos

Diante das publicações que mencionam o Sr. Valdir José Zorzo e o Grupo Dallas, esclarecemos:

A aeronave de prefixo PS-ZRZ é de propriedade particular, destinada a uso próprio, e não opera serviços de fretamento comercial. Seu proprietário não estava a bordo e não autorizou qualquer prática em desacordo com as leis vigentes.

A informação de que a aeronave teria sido apreendida não é verídica. A aeronave encontra-se em território brasileiro e não está sujeita a qualquer medida de apreensão.

O Sr. Valdir Zorzo tomou conhecimento dos fatos por meio da imprensa e determinou a imediata apuração interna, com preservação integral dos registros e colaboração com as autoridades competentes, no Brasil e no exterior.

O Sr. Valdir Zorzo e o Grupo Dallas repudiam qualquer prática ilícita e colocam-se à disposição das autoridades para o pleno esclarecimento dos fatos.

Em respeito ao sigilo das investigações em curso, o Grupo Dallas se posicionará em momento oportuno.
 

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