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SAÚDE

Pessoas com diabetes têm o dobro de risco para infarto agudo do miocárdio

Pessoas com diabetes têm o dobro de risco para infarto agudo do miocárdio

DA REDAÇÃO

23/09/2018 - 22h00
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Você sabia que as doenças cardiovasculares são as principais complicações decorrentes do diabetes? De acordo com a International Diabetes Federation (IDF), até 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 morrem por causas relacionadas a problemas cardíacos: mundialmente, os índices são superiores aos óbitos ligados ao HIV, à tuberculose e ao câncer de mama.

Contudo, a pessoa com diabetes precisa diminuir o risco de infarto com um programa de prevenção que inclui alimentação saudável, atividade física, eliminando o hábito de fumar,  fazendo exames periódicos e usando medicações preventivas que devem ser prescritas pelo médico.

A incidência de complicações cardiovasculares é grande no diabetes devido ao aumento dos níveis de glicose no sangue, que, juntamente ao colesterol e à pressão arterial, promovem a formação de placas de colesterol que entopem as artérias, como explica o Dr. Marcello Bertoluci, médico endocrinologista, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coordenador do Departamento Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

“Com níveis muito altos de glicose no sangue, várias coisas acontecem: o colesterol torna-se mais agressivo, formando maior número de placas nas artérias coronárias. Além disso, o aumento excessivo da glicose no sangue favorece a maior produção de coágulos que também podem obstruir as artérias. Quando uma artéria sofre uma obstrução o coração entra em sofrimento por falta de oxigênio e o tecido sadio morre sendo substituído por cicatriz. Dependendo do tamanho da área afetada pode ser fatal ou deixar sequelas irreversíveis, como a insuficiência cardíaca".

O especialista reforça que esses fatores se somam a outros fatores de risco que elevam os riscos de doenças cardíacas, como a hipertensão, colesterol alto, obesidade, sedentarismo, tabagismo e o histórico familiar de casos precoces de infarto agudo do miocárdio. “Esses fatores se potencializam quando a pessoa tem diabetes e devem ser rigorosamente controlados. Por isso é fundamental o acompanhamento médico e a realização de exames preventivos periódicos”.

SINTOMAS

Na pessoa com diabetes, os sinais clássicos de infarto agudo como a dor forte no peito, irradiando para o braço podem não ser muito evidentes. Em algumas pessoas, os sintomas de falta de ar (dispneia) surgida sem explicação, uma sensação de mal estar generalizado com sudorese, náuseas e vômitos, um desmaio inexplicável e até mesmo uma descompensação  da glicose podem ocorrer. 

De acordo com Bertoluci, isso, em parte, acontece por conta de outra complicação do diabetes: a neuropatia autonômica, uma disfunção que afeta o sistema nervoso simpático e parassimpático. “Essa condição resulta em menos dor torácica ou ainda ausência de dor típica e o quadro clínico do infarto fica mascarado. É, portanto, importante que, quando sintomas estranhos surjam repentinamente a pessoa deva procurar ajuda imediatamente em uma unidade médica de emergência, aparelhada para atender este tipo de problema”.

Outra complicação importante é o acidente vascular cerebral (AVC). No AVC, os sinais mais comuns são a perda ou diminuição súbita da força ou surgimento de dormência em apenas um lado do corpo, como o braço ou a perna. Pode haver o surgimento súbito de uma fala arrastada, de confusão mental com troca de palavras ou mesmo um desvio na boca, ou ainda um desmaio. O atendimento precisa ser imediato, pois a reversão tardia do fluxo sanguíneo cerebral pode deixar sequelas irreversíveis ou mesmo ser fatal. Outra complicação vascular que pode ocorrer é a insuficiência arterial  periférica, quando artérias que nutrem os membros  são obstruídas, levando à gangrena e a amputações dos membros inferiores. É importante, por isso, que o paciente com diabetes faça exame periódico dos pés.

“É fundamental também destacar que, na população geral, estas complicações vasculares tradicionalmente afetam mais os homens do que as mulheres. Entretanto, quando se trata de diabetes, estas diferenças desaparecem. Homens e mulheres têm incidências semelhantes de infarto agudo do miocárdio e AVC, mas representam o dobro quando comparados a pessoas sem diabetes. Outra coisa importante é que quando ocorre em mulheres tende a ser mais grave, com maior mortalidade”, analisa Bertoluci.


 

Animais Peçonhentos

Menina de 4 anos morre após picada de escorpião; MS tem 3,5 mil acidentes

Criança chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu; número de acidentes com escorpiões acende alerta em Mato Grosso do Sul.

02/11/2026 13h22

Escorpiões já provocaram mais de 3,5 mil acidentes em Mato Grosso do Sul em 2026; picada matou menina de 4 anos em Três Lagoas.

Escorpiões já provocaram mais de 3,5 mil acidentes em Mato Grosso do Sul em 2026; picada matou menina de 4 anos em Três Lagoas. Foto: Agência Brasil.

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Uma menina de apenas 4 anos morreu neste domingo (1º), em Três Lagoas, após ser picada por um escorpião. A morte da criança acende um alerta para os riscos representados por esses animais peçonhentos em Mato Grosso do Sul, que registrou 3.572 acidentes com escorpiões entre janeiro e setembro de 2026.

Conforme informações médicas, a menina recebeu os primeiros atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município e, posteriormente, foi encaminhada ao Hospital Auxiliadora. Apesar dos esforços da equipe médica, a criança não resistiu.

O corpo da criança foi sepultado na manhã desta segunda-feira (2), no cemitério municipal de Três Lagoas. As circunstâncias da picada e a espécie de escorpião envolvida no acidente não foram informadas.

A tragédia ocorre em meio a milhares de notificações desses acidentes no Estado, principalmente em áreas urbanas, onde os animais encontram abrigo em ralos, redes de esgoto, entulhos e materiais de construção.

MS registra mais de 3,5 mil acidentes em nove meses

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam que Mato Grosso do Sul contabilizou 4.779 acidentes envolvendo animais peçonhentos entre janeiro e setembro de 2026. Desse total, 3.572 foram provocados por escorpiões, responsáveis por aproximadamente 75% das notificações.

Os números demonstram que as picadas de escorpião representam a principal causa de acidentes com animais peçonhentos no Estado, superando ocorrências envolvendo serpentes, aranhas, abelhas e lagartas.

Em Campo Grande, a situação também preocupa. Conforme levantamento da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), divulgado pelo Correio do Estado em outubro, a Capital registrou 1.008 acidentes com escorpiões entre janeiro e setembro deste ano.

No mesmo período, foram contabilizadas 1.192 ocorrências envolvendo diferentes animais peçonhentos na cidade. Isso significa que os escorpiões foram responsáveis por aproximadamente 85% desses acidentes.

As regiões do Anhanduizinho e da Lagoa estão entre as áreas que exigem atenção, especialmente pela existência de ambientes que podem favorecer a presença desses animais.

Três Lagoas acumula mais de 3,1 mil acidentes

No município onde ocorreu a morte da menina, os registros também chamam a atenção. Um levantamento do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), divulgado em setembro, revelou que Três Lagoas acumulou 3.188 acidentes com escorpiões desde 2021.

Somente entre janeiro e agosto de 2026, foram contabilizadas 600 ocorrências, o que representa uma média de 75 acidentes por mês no município durante o período analisado.

Outro dado preocupante envolve a presença desses animais dentro das residências. Nos últimos três anos, o CCZ recebeu 1.937 ligações de moradores relatando o aparecimento de escorpiões em suas casas.

O período chuvoso favorece o aparecimento de escorpiões nas residências, principalmente em locais com frestas, ralos desprotegidos, entulhos e acúmulo de resíduos, onde encontram abrigo e alimento.

Crianças correm maior risco de complicações graves

De acordo com o Ministério da Saúde, crianças pequenas estão entre os grupos mais vulneráveis ao envenenamento provocado por picadas de escorpião.

Isso ocorre porque a ação do veneno pode provocar manifestações sistêmicas graves, especialmente em crianças menores de 7 anos, exigindo atendimento médico imediato.

Embora muitos acidentes provoquem apenas dor intensa e alterações no local da picada, os quadros mais graves podem apresentar vômitos, suor excessivo, agitação, alterações cardíacas e dificuldades respiratórias.

Dependendo da gravidade, o paciente pode precisar de internação e administração de soro antiescorpiônico. A necessidade do antiveneno deve ser avaliada por profissionais de saúde.

A SES orienta que qualquer pessoa picada por escorpião procure imediatamente uma unidade de atendimento, sem aguardar o aparecimento de sintomas mais graves.

Saiba como evitar acidentes

A principal forma de prevenção é reduzir os locais onde os escorpiões podem encontrar abrigo e alimento.

Entre as recomendações das autoridades de saúde estão manter quintais e terrenos limpos, evitar o acúmulo de lixo e entulhos, instalar telas em ralos e vedar frestas em portas e paredes.

Também é importante verificar roupas, sapatos, toalhas e roupas de cama antes da utilização, principalmente em imóveis onde já houve aparecimento desses animais.

Em caso de picada, a orientação é lavar o local com água e sabão e procurar atendimento médico imediatamente. Não se deve fazer torniquetes, cortar a pele, tentar sugar o veneno ou utilizar medicamentos caseiros.

 

Cidades

Renda extra e homenagens aos falecidos motivam ambulantes no Dia dos Finados

Eles contam que o movimento está mais fraco, mas seguem com as vendas até às 17h

02/11/2026 11h20

Flores, coras e velas são vendidas em frente aos cemitérios de Campo Grande

Flores, coras e velas são vendidas em frente aos cemitérios de Campo Grande Marcelo Victor, Correio do Estado

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A possibilidade de ganhar um dinheiro extra e a tradição de homenagear os que já se foram motiva vendedores de flores, coroas e velas em frente aos cemitérios de Campo Grande durante o Dia de Finados. Nesta segunda-feira (2), os comerciantes ambulantes relataram movimento menor em comparação com o mesmo período dos anos anteriores, mas não desanimam e pretendem seguir com as vendas até as 17h.

“O que faço não é pelo dinheiro. É claro que é bom, mas é pelas pessoas que já se foram”, afirma Jucimeire da Silva Santos, 56 anos. Repositora em uma loja da Capital, ela aproveita o dia 2 de novembro há 20 anos para vender flores em frente ao Cemitério Santo Amaro.

Ela percebe que o movimento diminuiu nos últimos anos, mas conta que nunca teve prejuízo. Jucimeire vende flores artificiais por valores entre R$ 5 e R$ 35 e relata que já fez amizades com clientes que voltam todos os anos para comprar com ela.

Flores, coras e velas são vendidas em frente aos cemitérios de Campo GrandeTambém em frente ao Cemitério Santo Amaro, a vendedora Miriam Dias de Souza, de 60 anos, comentou que as vendas estão um pouco paradas. “Esse ano queremos que não sobre”, disse. Ela comercializa flores naturais por preços entre R$ 25 e R$ 40.

Já Avelino Conceição, de 70 anos, ex-funcionário do comércio de óleo, vende coroas e flores artificiais em frente ao Cemitério São Sebastião, conhecido como Cruzeiro. Ele aproveita a movimentação da data para comercializar os arranjos, com preços entre R$ 10 e R$ 60.

Campo Grande tem três cemitérios públicos: Santo Amaro, na Avenida Presidente Vargas, nº 1.840; Santo Antônio, na Avenida Consolação, s/n; e São Sebastião, na Avenida Coronel Antonino, s/n. Os três permanecerão abertos para visitação até as 17h desta segunda-feira.

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