Cidades

operações

PF e Receita Federal intensificam combate ao contrabando de canetas emagrecedoras

Só nesta terça-feira foram realizadas duas apreensões, em duas ocorrências diferentes no Estado

Continue lendo...

A Polícia Federal tem fechado o cerco contra o contrabando de canetas emagrecedoras em Mato Grosso do Sul. Nesta terça-feira (3), duas ações foram realizadas, resultando na apreensão de diversos medicamentos que entraram no País de forma ilícita.

A primeira ação foi a deflagração da Operação Emagrecimento Seguro, com cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Campo Grande.

Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal e a PF não divulgou informações sobre os alvos e o que foi apreendido.

A investigação teve como objetivo reprimir a comercialização de produtos farmacêuticos destinados ao controle de diabetes e ao emagrecimento, que geralmente entram no Brasil através da fronteira entre o Paraguai e Mato Grosso do Sul.

Dourados

Na segunda operação, ação conjunta entre a Polícia Federal, por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários em Mato Grosso do Sul (Delefaz/MS), e a Receita Federal, resultou na apreensão de diversos medicamentos para emagrecimento contrabandeados em Dourados.

Também foram apreendidos aparelhos eletrônicos e perfumes, que entraram no País sem o cumprimento das exigências legais previstas na legislação aduaneira e sanitária.

A apreensão ocorreu na ocasião em que servidores abordaram um veículo proveniente de Ponta Porã. Durante fiscalização, foram encontrados vários produtos de origem estrangeira no interior do automóvel, sem a documentação obrigatória.

Desta forma, foi constatado a materialidade do crime e o motorista, que não teve a identidade divulgada, foi preso e encaminhado à Delegacia de Polícia Federal de Dourados, onde foi autuado em flagrante pelapor descaminho e importação irregular de medicamentos.

Em nota, a Receita Federal informou que a ação se insere no contexto de um compromisso permanente tanto da Receita quanto da PF "no enfrentamento à importação, distribuição e comercialização de medicamentos ilegais".

A atuação conjunta também visa coibir a sonegação fiscal, a concorrência desleal e os crimes contra a ordem tributária e aduaneira em Mato Grosso do Sul.

Ação conjunta da PF e da Receita Federal apreendeu contrabando de canetas emagrecedoras e eletrônicosAção conjunta da PF e da Receita Federal apreendeu contrabando de canetas emagrecedoras e eletrônicos (Foto: Divulgação / Polícia Federal)

CRIME

Casal invade casa, rouba e ataca idoso com facão em Dourados

Homem conseguiu fugir e levou uma bateria; a mulher foi detida e agredida por populares que perceberam a situação

08/09/2026 08h45

A criminosa foi levada para o hospital e depois apresentada à polícia

A criminosa foi levada para o hospital e depois apresentada à polícia Divulgação

Continue Lendo...

Um idoso, de 68 anos, foi vítima de um roubo dentro de sua residência, em uma região conhecida como ‘favelinha’, no município de Dourados, na manhã de segunda-feira (7). Uma mulher foi detida após o ataque.

Segundo o boletim de ocorrência, o homem, identificado como Aldir Steinhauser, estava dormindo em seu barraco, localizado na rua Cabral com a Gustavo Adolfo Pavel, quando acordou e se deparou com um homem e uma mulher dentro da residência.

O homem foi identificado como Odenir, de 49 anos, e a mulher como Daniele, de 40. 

Durante a ação, o idoso foi atacado com um facão e sofreu um ferimento na mão direita. De acordo com as informações do Dourados News, populares perceberam a situação e conseguiram deter a mulher, que foi agredida. O homem conseguiu fugir do local levando uma bateria.

A vítima relatou ainda que, durante a tarde, o mesmo casal teria entrado em sua casa e levado mantimentos. Daniele foi encaminhada para atendimento médico devido às lesões e, posteriormente, apresentada à polícia. 

O caso foi registrado como lesão corporal, roubo e tentativa de latrocínio.

Assine o Correio do Estado

Doença

Vício em bets faz apostador perder emprego de oito anos

Natural de Três Lagoas, homem de 30 anos movimentou mais de R$ 2,4 milhões na plataforma Blaze e vendeu o veículo particular para manter a atividade

08/09/2026 08h30

Apostador trabalhava em Campo Grande e foi demitido após perder a produtividade e passar a jogar durante o expediente

Apostador trabalhava em Campo Grande e foi demitido após perder a produtividade e passar a jogar durante o expediente Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

Continue Lendo...

Um três-lagoense de 30 anos perdeu o emprego no qual estava há oito anos, em uma empresa de Campo Grande, depois que seu vício em apostas on-line esportivas, especificamente na Blaze, resultou em queda de produtividade. Ele chegou a acessar a plataforma de jogos durante o expediente de trabalho, ato que faz parte do quadro de ludopatia e intensifica a doença.

Morador do Coophavila 2, o apostador entrou no mundo dos cassinos virtuais em 2023 motivado por um colega de trabalho, que administrava um grupo de estratégia de jogo.

No início, registrou ganhos financeiros esporádicos, o que contribuiu para que uma prática ocasional virasse um vício, especialmente a partir do ano seguinte.

Em 2024, o comportamento escalou para um patamar descontrolado, passando a dedicar cerca de seis horas por dia à atividade, atrapalhando os períodos de repouso noturno e o expediente de trabalho. Para se ter ideia do quadro, somente em outubro de 2024, a conta bancária da vítima registrou a movimentação de R$ 71.360,02.

Essa situação caracterizaria dois padrões: pass-through (entradas seguidas de saídas imediatas para as plataformas); e chasing (tentativa irracional de recuperar perdas acumuladas). Ao todo, o paciente estima ter gastado R$ 2,4 milhões ao longo dos três anos de apostas, descrito como um impacto financeiro de “magnitude catastrófica”.

Para manter seu vício ativo, o sul-mato-grossense precisou de “auxílio” de bancos, familiares e amigos, contraindo dívidas de R$ 200 mil, impulsionado também pelo instrumento bancário conhecido como Pix no Crédito, que geralmente apresenta altos juros. Além disso, a vítima vendeu seu veículo para financiar as apostas.

Diante disso, o apostador tentou interromper sua atividade de jogos por conta própria, mas apresentou sintomas de síndrome de abstinência, caracterizado por irritabilidade e estresse extremo. 

Ainda, informou sua dependência às pessoas mais próximas e foi orientado a realizar o bloqueio definitivo de todas as plataformas e transferir o controle total de suas finanças à esposa.

Em abril deste ano, recebeu o diagnóstico de ludopatia, transtorno mental que se caracteriza pelo desejo incontrolável e compulsivo de jogar, especialmente em jogos de azar e apostas on-line, com agravante de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e ideação suicida diária com risco elevado.

Apostador trabalhava em Campo Grande e foi demitido após perder a produtividade e passar a jogar durante o expediente

PROCESSO

O três-lagoense pede indenizações por danos materiais e morais contra a Blaze operada no Brasil pela Foggo Entertainment Ltda.

Conforme consta no processo judicial, a plataforma intensificou o ciclo de dependências por meio de propagandas digitais, chamadas de gatilhos digitais estratégicos, como promoções e cashbacks, mensagens publicitárias personalizadas e incentivos virtuais.

“A casa contribuiu ativamente para a permanência do autor nas apostas mesmo quando um nível crítico de envolvimento financeiro já havia sido alcançado. A manutenção da conta ativa e a oferta de incentivos foram fundamentais para o sequestro dopaminérgico do autor, impedindo a interrupção do comportamento mesmo diante da ruína financeira”, afirma a representação da vítima.

O advogado do apostador também disse que houve falha da plataforma ao não intervir nas operações do rapaz, mesmo ao ficar explícito a dependência do usuário diante das movimentações intensas no site.

Esse cenário teria agravado o quadro do paciente, evoluindo de uma prática recreativa para o descontrole financeiro e social.

“A plataforma falhou em intervir perante sinais óbvios de vulnerabilidade, como o uso de crédito para apostar e o volume de transações desproporcional à capacidade financeira do usuário”, aponta a defesa.

A denúncia pede R$ 200 mil em danos materiais, “correspondente às perdas financeiras suportadas pelo autor a partir do momento em que caracterizada a compulsividade das apostas”, e R$ 20 mil em danos morais, em razão do “sofrimento experimentado, do abalo emocional decorrente do descontrole financeiro e da própria necessidade de tratamento”.

Até o momento, a última movimentação no processo ocorreu na segunda semana de agosto, no qual o juiz Flávio Saad Peron solicita mais documentos financeiros à vítima para comprovar sua hipossuficiência, a fim de garantir o benefício da gratuidade da Justiça.

BLAZE

A Blaze é uma das plataformas de apostas mais conhecidas no Brasil, especialmente pelo envolvimento em polêmicas nacionais desde o ano de 2023.

O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) moveu uma ação civil pública contra a empresa e pediu uma indenização de R$ 380 milhões. O valor busca reparar danos a apostadores por conta das publicidades que prometiam lucros fáceis.

Um dos alvos da ação, a influenciadora digital Virgínia Fonseca encerrou a parceria com a plataforma no mês passado. Mesmo assim, o site ainda mantém contrato publicitário com Neymar, que é embaixador global e principal garoto-propaganda da Blaze desde dezembro de 2022, após a Copa do Mundo do Qatar.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).