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Plano de vacinação: governo negocia 350 mi de doses e cita compra da Coronavac

No documento não consta a estimativa de data para começo da vacinação

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O governo federal lançou nesta quarta-feira, 16, uma nova versão do plano nacional de imunização contra a covid-19. 

No documento não consta a estimativa de data para começo da vacinação, mas o Ministério da Saúde afirma já negociar cerca de 350 milhões de doses de imunizantes para 2021, sendo que a imunização deve exigir duas aplicações em cada pessoa.

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Em evento no Palácio do Planalto no que anunciou o novo plano, o presidente Jair Bolsonaro adotou um tom de conciliação em seu discurso. "Se algum de nós extrapolou, ou exagerou, foi no afã de buscar solução", afirmou o presidente. 

Na terça-feira, 15, em entrevista à Band TV, Bolsonaro disse que não iria se vacinar, numa declaração que foi criticada por especialistas por desestimular a imunização no País.

Na nova versão do plano apresentada nesta quarta-feira, o governo passa a afirmar que está negociando a compra da Coronavac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan. 

O órgão é ligado ao governo paulista, comandado por João Doria (PSDB), adversário político de Bolsonaro.

O plano mantém quatro fases de vacinação de grupos prioritários, sendo que as três primeiras devem imunizar 49,65 milhões de pessoas. 

Nessa etapa inicial, a ideia é usar doses da vacina de Oxford/AstraZeneca, que será fabricada pela Fiocruz, além de aplicar a vacina da Pfizer em profissionais de saúde de capitais e regiões metropolitanas que atuaram na pandemia. 

A ideia é receber 2 milhões de doses da Pfizer no primeiro trimestre de 2021.

O governo também volta a considerar a população carcerária como parte do grupo prioritário para vacinação.

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Acidente

Motociclista morre após ser atingido e arrastado por ônibus em Campo Grande

Vítima seguia com uma mulher na garupa quando ocorreu o acidente; passageira foi socorrida e encaminhada ao hospital

29/09/2026 20h38

Motociclista morreu no local após acidente envolvendo ônibus do transporte coletivo no Centro de Campo Grande

Motociclista morreu no local após acidente envolvendo ônibus do transporte coletivo no Centro de Campo Grande Foto: Correio do Estado.

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Um motociclista, ainda não identificado, morreu após se envolver em um acidente com um ônibus do transporte coletivo na região central de Campo Grande, na noite desta terça-feira (29).

Uma mulher que estava na garupa da motocicleta ficou ferida e foi socorrida para uma unidade hospitalar.

Conforme as informações preliminares apuradas no local, o ônibus e a motocicleta trafegavam pela Rua 13 de Maio e ao virarem na rua 26 de agosto, em direção à região do Mercadão Municipal, ocorreu a colisão.

A dinâmica inicial aponta que o motociclista seguia pela faixa destinada ao transporte coletivo. Durante uma conversão, o motorista do ônibus não teria conseguido visualizar a motocicleta, que acabou atingida pelo veículo.

Com o impacto, a motocicleta foi arrastada pelo ônibus. O condutor não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Até o momento, a identidade da vítima não foi divulgada.

A mulher que estava na garupa sobreviveu ao acidente. Ela recebeu atendimento de emergência e foi encaminhada ao hospital. Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre o estado de saúde dela.

Equipes policiais foram acionadas e permaneciam no local para os procedimentos necessários e para levantar as circunstâncias do acidente. A dinâmica exata da colisão deverá ser esclarecida pela perícia e pela investigação policial.

O ônibus envolvido fazia uma linha entre o Centro e um bairro da Capital. A reportagem procurou Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande, mas a empresa informou que não iria se pronunciar sobre o acidente.

A ocorrência provocou movimentação de equipes de emergência e segurança na região central. O trânsito ficou prejudicado durante o atendimento da ocorrência e os trabalhos realizados no local.

Virada no Tempo

Um dia depois de recorde de calor, Corumbá tem tempestade e transtorno

Temperatura despencou de 43,2°C para 27°C, enquanto chuva e rajadas de vento de até 64,8 km/h derrubaram galhos, interromperam o fornecimento de energia e provocaram ocorrências no Rio Paraguai.

29/09/2026 19h44

Chuva e ventania deixaram galhos espalhados pelas ruas e provocaram transtornos em Corumbá na tarde desta terça-feira (29).

Chuva e ventania deixaram galhos espalhados pelas ruas e provocaram transtornos em Corumbá na tarde desta terça-feira (29). Foto: Rodolfo César.

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Em menos de 24 horas, Corumbá enfrentou uma mudança brusca no tempo. A temperatura caiu de 43,2°C, registrada às 14h do dia 28, para 27°C no fim da tarde do dia 29. A virada também foi acompanhada por chuva e rajadas de vento que chegaram a 64,8 km/h.

As condições provocaram uma série de transtornos no município, entre eles um acidente aquático no Rio Paraguai, na região de Porto Morrinho. Somente a Defesa Civil Municipal atendeu mais de 20 chamados relacionados aos efeitos da mudança no tempo.

A mudança de tempo começou por volta das 13h30 e a chuva começou às 14h. Houve uma trégua e ela voltou a cair forte depois das 16h.

A ventania registrada na zona urbana causou alguns problemas em parte de bairros como Aeroporto e Centro, que tiveram residências, instituições públicas e comércios sem energia.

Na rua Porto Carreiro, uma das principais vias da cidade e que faz ligação para quatro bairros, um cabo energisado caiu sobre um caminhão e ficou atravessado na via. Essa situação ocorreu por volta das 17h e até as 18h50 não tinha sido mitigada.

Nesse local, que fica quase no cruzamento com a rua Edu Rocha, moradores usaram galhos e troncos que caíram da árvore próxima e ajudou a derrubar o cabo para sinalizar e evitar o tráfego de veículos.

Semáforos na rua Edu Rocha, bem como em outras vias centrais, ficaram desligados ou intermitentes por conta da oscilação de energia. 

No rio Paraguai, na região de Porto Morrinho, onde há pesqueiros, três pessoas acabaram caindo na água após o barco que estavam virar.

A ventania causou muitas ondas no rio. As três pessoas, conforme apurado com pesqueiros próximos, foram resgatadas por piloteiros que estavam por perto e não sofrem lesões.

Um comboio com 21 embarcações para transportar minério também ficaram à deriva no rio no meio da tarde desta terça-feira. 

Chuva e ventania deixaram galhos espalhados pelas ruas e provocaram transtornos em Corumbá na tarde desta terça-feira (29).Galhos ficaram espalhados pela pista após chuva e fortes rajadas de vento atingirem Corumbá nesta terça-feira (29). Foto: Rodolfo Cesar.

Outro registro no município, mas que ocorreu na tarde do dia 28, no Morro do Urucum, onde há mineração, foi a formação de um redemoinho com mais de 4 metros de altura. 

 

"A Defesa Civil de Corumbá explica que esse tipo de fenômeno é relativamente comum na região do Urucum, especialmente entre o Assentamento São Gabriel e Albuquerque. As condições de calor extremo, baixa umidade do ar e solo muito aquecido e seco favorecem a formação desses redemoinhos. Apesar de normalmente serem de curta duração, alguns podem ganhar intensidade e causar danos. A orientação é manter distância e procurar abrigo seguro ao perceber a aproximação do fenômeno", divulgou a Defesa Civil Municipal, em nota.

A Energisa também foi acionada e informou que ainda fazia levantamento do número de ocorrências que estão atendendo.

A Prefeitura de Corumbá já havia determinado, desde a tarde do dia 28, que as aulas na rede municipal seriam reduzidas. Nenhuma aula foi ministrada depois das 15h30 deste dia 29.

Alerta da Marinha

O incidente envolvendo 21 barcaças nas proximidades do Porto Gregório Curvo, no Rio Paraguai, mobilizou a Marinha do Brasil. As embarcações se desprenderam do ponto onde estavam atracadas, e a Capitania dos Portos foi acionada para atender à ocorrência.

Segundo a Marinha, todas as barcaças foram reamarradas e estão em segurança. Até o momento, não houve registro de feridos nem foram identificados riscos maiores à navegação.

A Marinha informou ainda que instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as circunstâncias e as possíveis causas do incidente, além de verificar eventuais responsabilidades.

"Todas as barcaças já foram reamarradas e se encontram em segurança. Não foram constatados, até o momento, acidentes de pessoal e maiores riscos à segurança da navegação", informou a Marinha, em nota.

A corporação acrescentou que a Capitania Fluvial do Pantanal (CFPN) atua na proteção da vida humana, na segurança da navegação e na prevenção da poluição hídrica nos rios e lagos de Mato Grosso do Sul.

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