Cidades

TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO

PM que matou empresário no Procon será transferido de presídio

Defesa pediu transferência para hospital psiquiátrico e, na falta de local adequado, ele irá para o Centro de Triagem

Continue lendo...

O policial militar da reserva, José Roberto de Souza, acusado de matar a tiros o empresário Antônio Caetano de Carvalho, durante audiência no Procon, em Campo Grande, será transferido do Presídio Militar para o Centro de Triagem Anísio Lima.

A decisão é do desembargador Ruy Celso Barbosa Florence, em habeas corpus impetrado pela defesa do policial, que pedia a transferência do acusado para um hospital psiquiátrico. 

O processo está em sigilo e a decisão foi publicada no Diário Oficial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Conforme o desembargador, a defesa apresentou laudo psiquiátrico informando a necessidade de José Roberto ser colocado em local que possa ser melhor atendido.

Os advogados de José Roberto alegam que o PM reformado necessita de medicação e controle ambiental, já que apresenta "défict no controle de impulsos com piora dos sintomas depressivos, alteração no apetite, pensamentos de morte com risco a si, além de forte fissura e momentos de alterações comportamentais", e por isso deveria passar por internação psiquiátrica.

No entanto, não há nenhuma unidade do tipo para internação de presos e ele será encaminhado para o Centro de Triagem de Campo Grande.

"Face a inexistência de hospital psiquiátrico de custódia para tais casos, determino seja oficiado, com urgência, ao Juiz da 1.ª Vara das Execuções Penais da Capital, Dr. Fernando Chemin Cury, solicitando vaga e transferência do paciente para a cela 17 do Centro de Triagem de Campo Grande, onde hodienarmente, são alojados os presos, que em razão de suas condições pessoais, devem permanecer separados dos demais", diz a decisão.

Em outubro do ano passado, o requerimento de internação já havia sido negado pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, que sugeriu a troca de penitenciária.

O magistrado considerou que os presídios têm o dever de promover a José Roberto o tratamento adequado à situação clínica, da mesma forma que o atendimento é oferecido a outros detentos da unidade prisional. O juiz sugeriu que o ex-PM fosse transferido do Presídio Militar para outra penitenciária que ofereça o tratamento médico adequado.

José Roberto de Souza está preso desde o dia 16 de fevereiro de 2023, quando se apresentou à polícia.

O caso

O crime aconteceu no dia 13 de fevereiro e, segundo a denúncia, teria sido motivado por uma dívida referente a prestação de serviço, que o acusado não concordava em pagar. 

O empresário Antônio Caetano de Carvalho, de 67 anos, foi morto com dois tiros na cabeça e um na nuca por dívida de R$ 630, no Procon.

O empresário assassinado atuava no segmento automotivo há 40 anos e compunha a diretoria atual da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), e era conhecido pela sua paixão por motociclismo.

Segundo informações da Associação, Caetano participou da diretoria da ACICG no triênio 1993 a 1996 e, até a data do crime, era proprietário da empresa Aliança, especializada em Hilux.

Segundo testemunhas, a audiência de conciliação era uma tentativa de acordo entre as partes, pois o acusado contratou um serviço do empresário, mas se recusava a pagá-lo. A dívida pela prestação do serviço era de R$ 630.

Ainda conforme testemunhas, durante a audiência, o policial aposentado iniciou as ofensas contra a vítima, que respondeu e iniciou-se a discussão.

Durante essa discussão, o policial se levantou, sacou a arma e efetuou disparos contra a vítima.

Antônio Caetano de Carvalho morreu no local, e o policial militar reformado fugiu a pé.

Na defesa prévia anexada ao processo, o advogado José Rodrigues da Rosa alega que os fatos não ocorreram conforme constam em denúncia e não teria sido motivado por divergência relacionada a dívida de prestação de serviço, mas por agressões verbais que o cliente teria sofrido.

O ex-policial foi pronunciado por homicídio qualificado pelo motivo fútil e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.

O julgamento chegou a ser marcado para novembro, mas foi suspenso pois a defesa recorreu da sentença de pronúncia e ainda não houve decisão.

Jardim Noroeste

Suspeito de vários crimes morre em confronto com o Choque em Campo Grande

Identificado por vítimas, ele tentou fugir ao avistar policiais e teria apontado arma para os militares

17/05/2026 18h00

Confronto aconteceu neste domingo, no Jardim Noroeste

Confronto aconteceu neste domingo, no Jardim Noroeste Foto: Divulgação / Choque

Continue Lendo...

Um homem, identificado pelo apelido de Peixeira, 27 anos, morreu em confronto com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar, neste domingo (17), no Jardim Noroeste, em Campo Grande.

De acordo com informações do Choque, o homem era suspeito de envolvimento em diversos crimes, tendo 77 passagens pela polícia por crimes como furtos, receptação, associação criminosa e mais de 27 roubos.

Neste domingo, policiais receberam informações sobre uma pessoa suspeita de envolvimento em diversos crimes de roubo ocorridos na Capital e, após diligências e contato com vítimas, ele foi formalmente reconhecido.

Equipes foram até o endereço vinculado ao suspeito, com o objetivo de capturá-lo, mas, segundo a Polícia Militar, ao perceber a presença dos policiais, ele tentou fugir para um imóvel vizinho.

Policiais foram atrás, dando ordens reiteradas de parada, que foram desobecidas pelo suspeito.

Ao ser localizado nos fundos da residência, "Peixeira" teria sacado uma arma de fogo, o que, segundo o Choque, representou "iminente ameaça à integridade física dos agentes estatais, atentando contra a equipe policial".

Para conter o suspeito diante da situação, policiais efetuaram disparos, que atingiram o suspeito.

Ele foi desarmado e encaminhado pelos próprios policiais a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.

O revólver usado pelo suspeito, calibre .38, e cinco munições foram apreendidas. Relatos iniciais das vítimas indicam que a arma, provavelmente, teria sido utilizada nos crimes investigados.

O caso foi registrado como homicídio decorrente de intervenção legal de agente do estado, porte ilegal de arma de fogo, resistência e homicídio na forma tentada.

Confronto aconteceu neste domingo, no Jardim NoroesteArma que teria sido utilizada pelo suspeito foi apreendida (Foto: Divulgação / Choque)

Costa Leste

Suspeito conhecido como "Facção" é morto em ação da PM em MS

Homem tentou fugir para apartamento no bairro Novo Oeste e acabou baleado durante abordagem policial; outro suposto integrante de facção também morreu em ação da PM nesta semana

17/05/2026 16h28

Suspeito conhecido como

Suspeito conhecido como "Facção" é morto em ação da PM em MS Divulgação

Continue Lendo...

Ranieri Roque Gonçalves, conhecido pelo apelido de “Facção”, morreu após um confronto com equipes da Polícia Militar na noite de sábado (16), em Três Lagoas.

Segundo as informações repassadas à imprensa, equipes da Força Tática e do Grupo Especial Tático de Motos (Getam) realizavam patrulhamento no Residencial Tucano, no bairro Novo Oeste, região sul da cidade, quando avistaram o suspeito.

Ainda conforme a versão apresentada pelos militares, ao perceber a presença policial, Ranieri teria corrido para o apartamento 201 do bloco O. Os policiais fizeram o acompanhamento até o imóvel e, durante a abordagem, houve confronto armado.

O suspeito foi baleado e socorrido pelos próprios policiais ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, mas deu entrada na unidade já sem sinais vitais.

De acordo com os registros policiais, Ranieri possuía diversas passagens pela polícia, entre elas por roubo majorado pelo emprego de arma de fogo, tráfico de drogas, disparo de arma de fogo, homicídio simples, roubo e averiguações por suspeita.

O caso será investigado pelas autoridades competentes, que deverão apurar as circunstâncias da ocorrência.

Outra morte em confronto nesta semana

Na última sexta-feira (15), outro homem apontado como integrante de facção criminosa também morreu durante uma ação da Polícia Militar em Três Lagoas. Fabrício Julieber de Almeida Silva, conhecido como “FB”, foi morto em confronto no bairro Orestinho.

Fabrício era foragido da Justiça e estava escondido no bloco 17 do condomínio. O mandado de prisão havia sido expedido pela 2ª Vara de Execução Penal do Interior do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), que determinou a regressão cautelar do regime semiaberto para o fechado.

Segundo o boletim de ocorrência, ele teria reagido à abordagem policial durante a ação. Fabrício era apontado pelas autoridades como integrante de organização criminosa e já havia participado de um chamado “tribunal do crime” em 2019.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).