Cidades

INCIDENTE

Polícia Civil vai investigar as causas do incêndio no Atacadão da Duque de Caxias

Nesta segunda, bombeiros fizeram trabalho preventivo para evitar novas chamas

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A Polícia Civil ficará encarregada de investigar as causas do incêndio no Atacadão da Avenida Duque de Caxias. Uma das principais perguntas a serem respondidas é: os sistemas anti-incêndio funcionaram como deveriam?

Vídeos divulgados pelas redes sociais mostram funcionários tentando controlar as chamas usando uma mangueira, mas a água não tinha pressão suficiente para combate-las de modo eficaz.

ORIGEM

As chamas começaram no setor de produtos inflamáveis e se alastraram rapidamente. A estrutura foi destruída e corre o risco de desabar. 

Moradores ficaram assustados com a fumaça e o fogo. Segundo informações apuradas pelo Correio do Estado, bombeiros mandaram os vizinhos removerem botijões de gás das residências e o Atacadão chegou a oferecer estadias em hotéis até que fosse seguro para que todos voltassem aos seus lares. No fim, nenhum imóvel foi atingido.

De acordo com o tenente-coronel Fernando Carminati, foram usados 360 mil litros de águas para o combate do fogo e equipes ainda trabalham no rescaldo e retirada e resfriamento dos materiais, para evitar novos focos.

Houve revezamento de equipes e apoio da Polícia Militar, Guarda Civil Municipal, Águas Guariroba, Exército, Infraero e Energisa para apagar o incêndio.

Funcionários chegaram a levantar a hipótese de que o calor motivou o início, gerando a combustão no álcool, mas a teoria foi descartada pelos bombeiros.

Segundo o tenente-coronel, para o álcool entrar em combustão espontânea, sem uma fonte de ignição, seria necessária uma temperatura de mais de 350°C. Assim, as causas do incidente continuam um mistério.

Ao longo desta segunda-feira, fumaça ainda era vista dos escombros e os bombeiros faziam rescaldo, para evitar que as chamas voltassem a se alastrar.

Cidade morena

500 dias: dívida na Saúde de Campo Grande entra na mira do MP

Procedimento investiga passivo de mais de R$197 milhões e aponta risco de desabastecimento na Capital; denúncias foram feitas pelas próprias empresas contratadas pela prefeitura

24/05/2026 12h00

Empresas relataram

Empresas relataram "dificuldade em receber" pelos serviços prestados, especialmente no fornecimento de medicamentos e insumos hospitalares Marcelo Victor/Correio do Estado

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Na semana em que teve a prestação de contas referente a 2024 reprovada, com suspeitas sobre ajustes financeiros de R$156 milhões para cobrir gastos, a "dívida" na Saúde de Campo Grande entra agora também na mira do Ministério Público do Mato Grosso do Sul, que acompanha de perto agora a gestão do Fundo Municipal de Saúde ao longo deste ano. 

Ainda na sexta-feira (22) o Executivo da Capital trouxe à público a deliberação do Conselho Municipal de Saúde (CMS), com a reprovação do chamado Balanço Geral Anual do Fundo Municipal de Saúde (FMS), referente ao exercício de 2024. 

Em outras palavras, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) da Cidade Morena teve suas contas reprovadas por falta de informações prestadas para a conferência completa da execução financeira deste setor.

Além de apontadas ausências de: cronograma de desembolso; conciliações e até extratos bancários, o CMS ainda levantou suspeitas sobre suplementações, que nada mais são do que ajustes financeiros para cobertura de gastos, que giram em torno de R$156 milhões. 

Agora, a 76ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo para apurar, entre outros pontos, uma dívida milionária na Saúde de Campo Grande, indicando passivos que ultrapassam a casa de R$197 milhões. 

Com risco de enfrentar cenário de desabastecimento, o MP entrou em ação principalmente após denúncias feitas pelas próprias empresas contratadas pela prefeitura. Essas, por sua vez, relataram ao Ministério Público "dificuldade em receber" pelos serviços prestados. 

500 dias

Entre esses serviços prestados, por exemplo, estariam especialmente o fornecimento de medicamentos e insumos hospitalares, com casos de fornecedores que estariam há mais de 500 dias sem receber, o que evidencia o risco de descontinuidade do abastecimento nas unidades e postos de saúde. 

Conforme dados do Sistema Integrado de Planejamento, Finanças, Contabilidade e Controle (Sicont), no intervalo de cinco anos - entre janeiro de 2021 até fevereiro de 2026 -, a saúde municipal chegou a acumular quase R$286 milhões em "restos a pagar". 

Aproximadamente 88 milhões de reais foram quitados deste montante, o que resultou em um saldo em aberto de mais de R$197 mi, com apenas o recorte específico deste ano indicando mais de R$5 milhões em débitos com as responsáveis por fornecer medicamentos e materiais hospitalares para a Capital do Mato Grosso do Sul. 

Em resposta, o MP "arrochou" a fiscalização sobre a Saúde de Campo Grande diante justamente desse risco de comprometer o atendimento através do Sistema Único de Saúde (SUS) à população local. 

O Ministério Público do Mato Grosso do Sul solicitou ao Executivo da Capital a relação de fornecedores que estejam com o pagamento atrasado há mais de um mês, há 60 dias e também há mais de um trimestre, bem como os respectivos contratos firmados e justificativas para os atrasos. 

Além disso, o MPMS pede uma previsão de quando a Prefeitura de Campo Grande irá conseguir quitar essas dívidas, chamando atenção inclusive para um crédito suplementar de R$27 milhões ao Fundo Municipal de Saúde aberto através de decreto do Executivo em abril deste ano. 

Para além de "ficar devendo", esse acúmulo de dívidas reflete diretamente na rotina da rede municipal de Saúde, com a falta recorrente de insumos e materiais hospitalares, segundo o MP, bem como a falta de remédios para a população. 

Ainda conforme o Ministério, o próprio Executivo de Campo Grande, administrado pela prefeita Adriane Lopes (do Partido Progressistas-PP), já "culpou" os fornecedores por falhas nas entregas. 

"No entanto, o MPMS busca apurar se a causa principal está justamente no atraso dos pagamentos", completa o Ministério Público do Mato Grosso do Sul em nota.

Suplementações milionárias

Conforme a deliberação publicada no último dia 22, suplementações milionárias - tema que está, inclusive, sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus) - teriam sido feitas voltadas para despesas de exercícios anteriores. 

Vale lembrar que, ainda em dezembro de 2025, este mesmo Conselho já havia detectado "anomalias" e solicitado auditorias aos órgãos de controle, após identificar duas principais anormalidades nas contas da Saúde de Campo Grande. 

Primeiro foi identificado que uma quantia de quase R$30 milhões havia sido retirada da conta do Fundo Municipal de Saúde, que estava na casa dos R$35 milhões e “despencou” para R$9 milhões durante o período de 60 dias.

A outra suposta irregularidade apontada em ofício seria a abertura de uma nova conta sem oficialização ou anúncio público por parte do Executivo, ação essa que, segundo o CMS, aconteceu logo após a queda brusca citada acima, que não teria sido “acompanhada de qualquer ato administrativo formal apresentado” ao conselho.

 

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BRASIL

Pesquisa indica 85% dos brasileiros afetados por mudanças climáticas

Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano,

24/05/2026 11h30

Maioria (45%) acredita que a passagem para outros estágios energéticos promoverá redução das desigualdades sociais

Maioria (45%) acredita que a passagem para outros estágios energéticos promoverá redução das desigualdades sociais Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Dados obtidos por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, obtida com exclusividade pela Agência Brasil e que será lançada na próxima quarta-feira (27), mostram que oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso.

Como resultado das mudanças climáticas, as principais reclamações dos 2.630 participantes ouvidos foram: 

  • Ter que arcar com um custo maior de vida - 53%
  • Problemas de saúde física - 45%
  • Obstáculos ao acesso a seu local de trabalho - 40%
  • Adoecimento mental - 32%
  • Perda de renda - 17% 
  • Perda de emprego - 10%

A proporção de brasileiros que confia que o governo deve ser a principal figura a garantir a proteção de trabalhadoras e trabalhadores nesse contexto é de sete a cada dez (67%). Outros indicados a essa função são empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%).

A preferência pelo Estado como o agente mais adequado para apresentar soluções de mitigação e outras medidas pertinentes surpreendeu os pesquisadores.

"Também é um dado muito preocupante, porque ele tira ou não coloca a responsabilidade em cima dos empregadores. Cada vez mais a gente vai ter eventos climáticos extremos e eles têm um papel muito importante em garantir a proteção dos trabalhadores no processo de transição também", complementa a diretora-executiva do Aurora Lab, Gabriela Vuolo.

O levantamento ainda demonstra elevada consciência (93%) de que os modelos de produção e consumo da sociedade precisam ser transformados para se enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação. 

Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão bons frutos para a classe trabalhadora, em termos de abertura de vagas. Somente 10% discordam disso e pensam que terão o efeito contrário, de redução dos postos de trabalho.

As entrevistas também sondaram a avaliação das pessoas sobre a ligação entre a transição e a configuração social do país. A maioria (45%) acredita que a passagem para outros estágios energéticos promoverá redução das desigualdades sociais, contra 40% que acreditam que haverá uma manutenção ou, então, um aumento das desigualdades (23% acham que vão aumentar + 17% que não vão mudar).

Segundo Gabriela Vuolo, parte dos respondentes imagina que até mesmo os salários poderão aumentar.

De acordo com a pesquisa, mesmo em uma era de disseminação de fake news, os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz. Universidades e cientistas são a fonte com mais credibilidade para 69% dos entrevistados, enquanto as redes sociais são o principal meio de informação de 65% deles, quando o assunto é clima. 

A pesquisa Clima, Trabalho e Transição Justa será compartilhada no encontro “Quem move o Brasil? Debates sobre Trabalho, Energia e Desenvolvimento”. 

As entrevistas realizadas para a análise contaram com a participação de pessoas com 16 anos de idade ou mais, de nove capitais: Belém, Brasília, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O questionário foi aplicado entre maio e setembro de 2025.

 

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